Redeemer of Souls – JUDAS PRIEST

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A jurássica e imortalmente clássica banda Judas Priest lança seu mais novo disco, intitulado Redeemer of Souls, o décimo sétimo álbum de estúdio de sua longa, longuíssima carreira. Não sei se redime o grupo perante os fãs, mas eu particularmente estou gostando bastante. A crítica musical é de uma subjetividade atroz. Se o crítico acordar de mal com a vida e fizer uma resenha de disco ou filme nesse dia, a impressão causada pode ser bem diferente da que poderia ter ficado em um dia melhor. Resenhar discos de bandas clássicas, então, deveria ser terminantemente proibido. Como não é, vamos nos divertir um pouco!

Bem, isso não é exatamente uma resenha, pois não me sinto suficientemente capaz de construir uma. O que tenho a dizer é que o novo trabalho é entulhado dos clichês mais clichezentos do heavy metal clássico. Está praticamente tudo lá: riffs antológicos, bateria ensandecida, peso e ritmo caminhando de forma harmônica, além dos gritos de praxe. Gritos estes que, naturalmente, não são os mesmos de outrora. Rob Halford praticamente perdeu seus agudos, mas continua mandando muito bem nos graves, além de arriscar uns bons gritos na terceira faixa da bolachinha, Halls of Valhalla.

Bem, se é tudo clichê, o disco é uma bela bosta então, correto? Não, não é. Para este que vos escreve, ao menos, não. A primeira impressão até não foi das melhores. A produção me pareceu abafada, Halford não empolga mais, e as músicas parecem um caso patológico de autoplágio. Porém, à medida que fui ouvindo o disco, em um volume digno de metal, senti que a banda está em forma, mantém a qualidade e continua capaz de arrepiar o ouvinte! O disco é, em geral, muito gostoso de ouvir, até viciante. Sem dúvida, muito superior a vários lançamentos de bandas novas que tentam inovar e conseguem apenas se afastar do estilo. É evidente que os caras estão mais velhos, com menos disposição e criatividade, e reciclar ideias parece o caminho natural, na insistência de se manter a banda na ativa. Mas isso não chega a ser demérito. Há muita dignidade no trabalho, e creio que irá alegrar ouvidos menos frescos. De qualquer forma, para os puristas do metal, o disco é uma maravilha, pois trata-se apenas disso: heavy metal. Exatamente aquele que o Judas ajudou a criar, com todos os clichês e idiossincrasias.

Hob Halford é um dos caras mais íntegros do rock, e adapta as canções de forma a manter a qualidade vocal, fugindo dos agudos e de canções rápidas. Natural. Poucos chegam à idade dele com esse nível de produtividade. Nada a reclamar. Eu me limito a agradecer! 🙂

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