Arquivo mensal: julho 2014

Rock Vinil – exposição na Unicentro

Padrão

http://www2.unicentro.br/blog/2014/07/02/campus-santa-cruz-recebe-exposicao-rockvinil/

Meio fora do tempo, pois a exposição foi na semana passada, mas só para dizer que o vinil não morreu e se tornou cult. Muitos artistas lançam material em vinil atualmente, inclusive guarapuavanos como o pessoal do Kingargoolas, que terá um lançamento do tipo em breve. Pode até ser psicológico, mas o som do vinil me parece mais forte, quente e vibrante. Ideal para quem gosta de boa música.

Anúncios

Pensou Alemanha, pensou… Rammstein!

Padrão

Hoje é dia de copa, bebê! Brasil e Alemanha, um dos maiores clássicos do futebol mundial! Oito títulos em campo, e o melhor de tudo: os alemães são nossos notórios fregueses!

Meu palpite é 4×2 para o Brasil. Mas, na música, não consigo pensar em Alemanha sem lembrar do insano e incendiário RAMMSTEIN! Banda de Berlim, formada em 1994, é notória especialmente pelas suas apresentações, teatrais e pirotécnicas. Eis um vídeo para demonstrar o fato:

Fim da abstinência de Copa!

Padrão

Nesse momento, enquanto Alemanha e França se digladiam, o povo brasileiro se prepara para mais um jogo dramááático da seleção canarinho. Que seja menos sofrido e menos choroso!

Nossa seleção não chega a jogar como se fosse música, mas vencer a Colômbia é quase uma obrigação. É a primeira vez na história que um confronto entre esses selecionados não tem o Brasil como franco favorito. Há um certo equilíbrio, e o Brasil, em tese, leva vantagem por jogar em casa. Se bem que isso mais atrapalha que ajuda em algumas circunstâncias…

Qual a sua aposta??

Mudando de bola pra nota (musical), há quem diga que o rock brasileiro não tem mais salvação. Será que não? O que mudou? Por que a cena decaiu tanto? Recentemente, tivemos novos lançamentos de Pitty e Titãs. A banda paulista traz um som das antigas, agressivo, sem baladas, lembrando a levada do Cabeça Dinossauro, clássico oitentista. Carrega nas letras raivosas, como que pedindo que o rock volte a ter um discurso de contestação. Já a cantora baiana volta com seu trabalho mais pesado, também praticamente sem hits em potencial, e com letras bem pessoais.

Na área underground, lançamentos não faltam, em praticamente todos os gêneros roqueiros. Há muita coisa boa e muita cópia também. Em Guarapuava, são várias bandas em atividade hoje, com alguns trabalhos bem bons. Falta, como já disse antes, visibilidade…

Acompanhe no blog! 😉

 

Cinebiografia de Jimi Hendrix… sem músicas dele?

Padrão

Aí eu leio essa matéria abaixo…

http://omelete.uol.com.br/cinema/jimi-all-my-side-assista-ao-trailer-da-cinebiografia-de-jimi-hendrix/#.U7XgF5Txq6o

Interessante. Uma cinebiografia com Jimi Hendrix teria tudo para ser absolutamente épica. Afinal, o cara praticamente reinventou a guitarra. Mas a produção não conseguiu comprar os direitos sobre as músicas do virtuose. Aí entramos num impasse: é, no mínimo, desonestidade intelectual fazer um filme sobre um músico, sem usar as músicas dele. Se não é possível, melhor não fazer o filme. Se vão fazer, é de se pensar que as intenções não são, nem de longe, meramente artísticas.

Vendo o trailler, percebe-se ainda um lamentável ar de Malhação, ou Sessão da Tarde… é, certas coisas simplesmente não podem ser explicadas. O mestre merece mais respeito. Confira abaixo o Hendrix ORIGINAL.

Kingargoolas – Surfando nas ondas da música!

Padrão

A banda Kingargoolas foi fundada em 2006, e está bem estabelecida em sua área, que é a surf music. O rock instrumental foi delineado entre fins dos anos 50 e início dos 60, nos Estados Unidos, e é extremamente interessante, embora menos valorizado pela população em geral do que o formato canção, que conta com voz. Mas é um estilo que demanda boa técnica, e o quarteto aqui apresentado tem de sobra. As referências giram em torno de punk rock, quadrinhos, country, trilhas de filmes, garage rock, desenhos animados, rockabilly, entre outras influências.

O grupo, composto pelos mascarados Arêdes (guitarra), Cerso (Bateria), Mackey (guitarra), Joerto (Baixo), já tocou em festivais como o “Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe” em Belo Horizonte-MG, o “Red Foot Stomp” em Londrina-PR e o “Curitiba Rock Carnival/Psycho Carnival” em Curitiba. Em dezembro de 2012, a banda participou do CD-coletânea “Mercosurf – La surf music latinoamericana”, com a música “Hipotalamos Reverse”. Esse CD fez parte do primeiro número da revista “Sonata Magazine”, publicação especializada em Surf Music distribuída em toda a América Latina. Ouça a música abaixo:

 

 

A banda lançou seu primeiro CD (homônimo) em novembro de 2013, com 13 faixas autorais. Você, prezado leitor, pode adquirir a bolachinha no Armazém do Rock e na Beer´s House. Também está à venda em alguns países europeus, no México e nos Estados Unidos. Uma música inédita, “Weirdo Fervo”, será lançada em uma coletânea a ser lançada em vinil 12”, produzido pela Wildstone Prod. Quando rolar, divulgaremos aqui, mas pessoalmente, acho sensacionais esses lançamentos em vinil, com seu som quente e poderoso! É muito diferente de ouvir uma música em arquivo mp3…

Bem, em julho a banda fará apresentações em algumas cidades paulistas. Noticiaremos os shows que rolarem por aqui também. Bacana frisar que os caras planejam turnês fora do Brasil, e a recepção ao disco tem sido boa em rádios independentes gringas. A rádio North Surf Sea Radio, uma das maiores do estilo, dedicou parte de sua programação para falar do quarteto. E, pela qualidade que percebi, creio que a Kingargoolas pode vir a ser reconhecida como uma gigante da surf music em um futuro próximo! Som na caixa, DJ!

Capa do primeiro disco

Capa do primeiro disco

Eu já fui fã de Lobão

Padrão

Primeiramente, leia a matéria do Whiplash, aqui.

Leu? Ok. Eu já fui fã. Muito fã do Lobão. E não só pelos aspectos musicais, mas especialmente pela postura, rebelde, irreverente, mas principalmente combativa. Até vou citar o comentário que o Bruno Carneiro Leão (https://www.facebook.com/bodebruno) fez, refente à reportagem:

Lobão brigou com gravadoras e com o ECAD por causa do dos direitos autorais. Boa parte da classe musical, que nunca o levou a sério, virou as costas. Adivinha onde ele teve apoio? No PT com Fernando Ferro. Dessa união saiu um projeto de lei que criminalizava o jabá e dava maior controle sobre os direitos autorais aos artistas… o projeto foi aprovado na câmara e no senado, mas vetado pelo Tucano Fernando Henrique Cardoso, o FHC; mas, em 2003, e novamente com o apoio do PT o projeto voltou à pauta e após passar por todas as instâncias, foi aprovado sem veto por Lula, do PT.

Em sua luta contra as gravadoras e o mercado fonográfico, Lobão, sem apoio e sem dinheiro, conseguiu, através de uma brecha, lançar discos em bancas de revistas e, por isso, com isenção de 23% em impostos. Infelizmente desde a ditadura a indústria fonográfica não tinha incentivo estatal, o que dificultava a cena independente e favorecia as gravadoras e os ídolos de ocasião. Acontece que novamente o PT, e Lula, cruzam com Lobão e isentam o mercado fonográfico tal qual o editorial.

Hoje Lobão voltou p’ras gravadoras, foi ao STF defender o ECAD e alinhou-se aos Tucanos e faz música de protesto(?) contra o partido que apoiou suas causas. Os mesmos tucanos que outrora, quando ele não passava de um rebelde drogado vendendo discos em bancas de revistas, viraram-lhes as costas.

Parabéns, Lobão, pela coerência e gratidão.

Pois é, Lobão. Nada contra odiar o PT, o Lula, e outros partidos e políticos. Aliás, é muito fácil odiar políticos. Eles mesmo parecem se esmerar na tarefa de serem odiados (e odiosos). Mas, caramba, o que mudou na cabeça deste cidadão para simplesmente abandonar ótimas causas e se tornar um conservador de primeira linha?

A Traça do Mestre Graça Na Terra do Visconde

Padrão

Iara foi ao Rio Jordão

e lá chorou de alagar toda região.

Tanto lixo pelo chão

barulho alto sem noção

sofrem juntos com o planeta

e não entendem o que é amor [Tristeza das Águas, faixa 7 do CD]

Na Terra do Visconde!!! A Traça do Mestre graça na Terra do Visconde, projeto e disco idealizado por Alexandre Leocádio, compositor, instrumentista e escritor paranaense.

Leocádio tem como foco a produção de material para crianças em idade escolar. O CD na Terra do Visconde, gravado no Estúdio 23, em Guarapuava, conta com 10 composições próprias, que versam basicamente sobre elementos locais (com exceção de três, como veremos mais adiante). Lugares, lendas e histórias guarapuavanas. São nove intérpretes, uma para cada música (Carine Nunes, a primeira delas a trabalhar com Leocádio, canta em duas faixas). Sete das cantoras são alunas e ex-alunas do curso de Arte-Educação. A seleção iniciou-se através de convite aos alunos do já citado curso. Entre voluntárias e cantoras que já haviam trabalhado com o cantor, chegou-se à equipe final. A aproximação com os arte-educadores unicêntricos se deu a partir da Márcia Cristina, namorada de Alexandre, professora especialista em Teatro, que leciona na Unicentro, e contadora de histórias no espetáculo baseado no CD, realizado no SESC no dia 21 de junho.

Capa do disco

Capa do disco

Alexandre Leocádio, nascido em Curitiba e matinhense de coração – e agora “naturalizado” guarapuavano – é Mestre em Educação, e presta consultoria pedagógica para estabelecimentos de ensino. Está em Guarapuava há alguns anos, por influência da namorada. E é nesse ponto que começa a história do disco. A paixão pela cidade acabou por se transformar em obra musical, com composições voltadas para crianças (de todas as idades, importante frisar!). Fã de Rock e Heavy Metal (Slayeeer eheheh), tem Jimi Hendrix como uma de suas referências. Não apenas musicalmente, mas na postura receptiva em se abrir às influências externas. Não se fechando em seu mundo, o artista aprende, recicla-se e absorve novas sonoridades, tornando-se mais eclético e produtivo.

Parte de seu repertório é baseado em obras literárias brasileiras, notadamente as utilizadas em concursos vestibulares. Alexandre tem centenas de composições feitas ao longo dos anos. Todas as dez músicas do disco são de autoria própria. No disco, todos os instrumentos também são tocados por ele, tendo como principal referência o teclado, para os timbres de sopro. As baterias deram mais trabalho. Alexandre fez uma minuciosa pesquisa, juntou várias batidas e editou no Sound Forge, um editor de áudio profissional, que pode ser baixado aqui. Em resumo, o compositor só não cantou no disco! Durante o processo de produção, foram selecionadas canções para as cantoras escolherem, respeitando o tom adequado para cada uma. Essa capacidade de produzir surgiu de forma intuitiva, pela necessidade de levar música nas aulas de História, quando o músico lecionava na Educação Básica.

A ideia original era gravar as músicas e colocar em seu canal no Youtube, mas a qualidade do resultado permitiu que o conceito se transformasse em algo maior. No caso, o CD, que culminou no espetáculo apresentado no SESC. E o show deve percorrer escolas da cidade em breve. As músicas que fazem alusão à Guarapuava foram compostas em 2012, por conta de convite recebido para participar da Semana de Arte Folclórica, realizada na Unicentro. Alexandre iria trabalhar com crianças, mas não tinha repertório específico. Então, se propôs a compor o material. As exceções do disco são a música “A onça dança”, antiga, com mais de 10 anos, e “Isadora”, homenagem à sobrinha. As demais músicas trazem a narrativa literária que o autor gosta de abordar em seus trabalhos. “Cara de Quem” também não versa sobre a cidade, mas é baseada em um livro infantil e também trabalhada com crianças.

No espetáculo em si, tivemos várias participações fundamentais. Alexandre conduziu o show na guitarra, tendo o Rafael Pelete, da banda Ultra Violent, na bateria, e Cleiton Rocha Vicentin, baixista e violão solo, professor de violão na Essencial Ensino. Daiane Stoeberl da Cunha foi a produtora musical do espetáculo. Diretamente, ela contribuiu nos arranjos de “Galo Santa Cruz” e “Cara de quem”. O arranjo da música de abertura, com alguns instrumentos dialogando entre si, também foi contribuição dela que, além disso tudo, ainda tocou teclado durante o show. Dela também partiu a performance com colheres e jogos de mãos, momento divertido em que todo o público foi levado a interagir!

As cantoras (no disco) : Julia Matos, Cynthia Rosolen (que não pôde participar do show), Camila Galarça, Krisley Motta, Lucineli Bahls (também não estava presente) Carine Nunes e Tati Sila, todas alunas ou formandas do curso de Arte-Educação da Unicentro. As outras intérpretes são Daniele Krauz, cantora profissional, e Fabi Stoeberl, cantora-mirim e filha de Daiane Stoeberl da Cunha. Há também uma flautista, a Angelica Diaz.

O próximo disco deve sair no segundo semestre, ampliando as composições para o âmbito do Estado do Paraná. O novo trabalho deve trazer algumas novas cantoras (talvez cantores também), inclusive uma menina de 6 anos que cantou praticamente todas as músicas durante o espetáculo! Eis algumas imagens do show!

 

10440752_256348777899774_4198736972049767356_n

No dia seguinte, em Tardes Musicais no Lago

No dia seguinte, em Tardes Musicais no Lago

10446088_256841614517157_8620517561222522756_o

Performance com colheres

Performance com colheres

Na sequência, links de sites e páginas interessantes dos integrantes desse projeto:

www.alexandreleocadio.com.br (site oficial do músico)

https://www.facebook.com/naterradovisconde?fref=ts (página do projeto no Facebook)

https://www.youtube.com/user/literalmenterock (canal de Alexandre no Youtube)

https://www.facebook.com/pages/Aprender-e-ensinar-m%C3%BAsica-viv%C3%AAncias-de-Daiane-Stoeberl-da-Cunha/1434040550213302?fref=ts (página da Daiane, sobre música)

https://www.facebook.com/EssencialEnsino (página da empresa da cantora Daniele Krauz. Cursos de Inglês, Espanhol e Técnica Vocal online, para download ou com professor, além de Workshops e treinamentos.)

http://grooveshark.com/#!/profile/Daniele+Krauz/21185775/playlists (covers e composições próprias de Daniele Krauz)

https://soundcloud.com/carine-nunes-d (Soundcloud com sons da cantora Carine Nunes, presente em duas das músicas do disco) Adquira o seu disco no Armazém do Rock, por 10 realitos! 🙂