Arquivo mensal: setembro 2014

Qual a origem dos nomes no rock?

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Já parou para pensar nos motivos que levaram aquela banda que você adora a ter o nome que tem? Seguem aí algumas explicações, que eu coletei, ou melhor, clonei, do site da revista Superinteressante.

 

Beatles
Tanta gente perguntava a origem do nome para John Lennon que cada vez ele inventava uma história diferente. A mais aceita é que o primeiro nome, The Beetles (“Os Besouros”), foi inspirado na banda The Crickets (“Os Grilos”). O “a” veio depois, por idéia de Lennon, que gostou do trocadilho com beat (ritmo, batida).

Guns n’Roses
Axl Rose teve uma banda chamada Hollywood Rose até 1985, quando formou outra com o guitarrista Tracii Guns, do L.A. Guns. O nome escolhido para o novo time foi uma mistura dos dois anteriores. Tracii só serviu para batizar a banda, pois logo deixou o grupo para dar lugar ao cabeludo Slash.

AC/DC
Angus e Malcolm Young se inspiraram na máquina de costura da irmã deles, que tinha a inscrição AC/DC (corrente alternada/corrente contínua, que indica que o aparelho funciona tanto na tomada quanto com bateria). Eles não sabiam que a sigla também é uma gíria para bissexuais.

Rolling Stones
Rollin’ Stone era o nome de um blues de Muddy Waters, ídolo do guitarrista Brian Jones, que decidiu botar o nome da música (cuja letra dizia que “pedra que rola não cria musgo”) na banda. O “g” veio anos depois, dada a insistência de um empresário em prol do inglês correto.

Led Zeppelin
Keith Moon, baterista do The Who, disse a Jimmy Page que a banda dele iria voar como um balão de chumbo. Daí o nome “zepelim de chumbo”, lead zeppelin. Depois Page tirou o “a” para que os fãs do grupo não pronunciassem “lid” – som que lead tem quando significa liderança.

Foo Fighters
Na 2ª Guerra, os pilotos americanos freqüentemente viam bolas de fogo e objetos não identificados enquanto sobrevoavam a Europa. Eles chamaram aquelas coisas de foo fighters: foo era o jeito americano de dizer as palavras francesas feu (“fogo”) ou fou (“louco”).

Ramones
Pura inspiração nos Beatles. Paul McCartney usava o nome Paul Ramon para evitar a imprensa quando dava entrada em hotéis. O baixista Douglas Colvin gostou da idéia, mudou seu nome para Dee Dee Ramone e convenceu os colegas a fazer o mesmo.

Limp Bizkit
Há duas teorias não confirmadas, cada uma com um significado da palavra limp. Na primeira, ela significa “mole”, e o biscoito mole seria o cérebro do vocalista Fred Durst sob efeito da maconha. Mas a palavra também significa “manco”, como um cachorro de Durst que se chamava Biscuit – a outra possível inspiração.

Sex Pistols
O nome da banda punk inglesa foi idéia do seu empresário. Malcolm McLaren se inspirou na sua butique de roupas, a Sex, e pensou que ficaria legal estender a marca para o nome da banda, acrescentando a palavra “pistola” para dar uma conotação ainda mais fálica àquele sexo punk.

Legião Urbana
Depois do fim da banda Aborto Elétrico, Renato Russo começou a tocar com o baterista Marcelo Bonfá. Antes de Dado Villa-Lobos aparecer, a idéia dos dois era revezar guitarristas e tecladistas para completar a banda. Uma legião de músicos, no caso.

Os Replicantes
No filme Blade Runner (1982), replicantes eram os andróides criados como réplicas dos humanos que acabavam se revoltando contra seus criadores. História perfeita para a banda punk gaúcha, numa época em que o filme com Harrison Ford era a coisa mais modernosa do mundo.

Paralamas do Sucesso
A banda de Herbert Vianna poderia se chamar As Plantinhas da Mamãe ou As Cadeirinhas da Vovó – o grupo ensaiava na casa da avó do baixista Bi Ribeiro. Foi ele que teve a idéia de mudar para Paralamas, que todos acharam curioso e ridículo o suficiente.

Capital Inicial
O nome da banda de Brasília não tem nada a ver com a capital federal. É que, como os músicos do grupo cantavam em festas e baladas só de brincadeira, não tinham dinheiro pra começar uma carreira profissional. Ou seja, faltava o “capital inicial”.

Biquíni Cavadão
Quando tocavam músicas de Kid Abelha e Paralamas do Sucesso, o grupo de estudantes adolescentes recebeu uma visita do ilustre Herbert Vianna, que comentou: “Se eu tivesse essa idade, só pensaria em mulher, carros e biquíni cavadão”. Daí pegou.

 

Fonte: Revista Supertinteressante

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Bup & Roxetin, a Lenda

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ERA UMA VEZ…

… um jovem Querubim que possuía um temperamento um pouco diferente de seus pares. Ele era introspectivo, destoando da alegria singular dos demais anjinhos, e um tanto anti-social, pouco se misturando com os companheiros. Ele tinha ainda um magnífico par de asas. Mas era só para enfeite. Ele não sabia voar. Porém, foi dotado (por Deus, naturalmente) de grande conhecimento em Botânica e Música. Assim, ele se tornou o anjo responsável pela manutenção dos Grandes Jardins do Paraíso e pelo magnífico Coral dos Anjos da Ordem dos Serafins, dedicado à Glória ao Todo Poderoso.

Seu nome? Cannabel.

Assim se inicia a história da mítica banda Bup & Roxetin. No dualismo céu e inferno, com todos os seus contrapontos, reside a filosofia deste grupo ainda novo, que eu mal conheço mas já considero pacas, mas produtivo e criativo.

Enquanto isso, num pequeno planeta da Via Láctea…

Para nós, mortais, terráqueos (embora saibamos, claro, que há alguns alienígenas entre nós… alguns são facilmente identificáveis, mas a maioria circula entre nós sem que desconfiemos), a história começou de uma forma um pouco diferente.

 

Bup & Roxetin, a Lenda

Bup & Roxetin, a Lenda. Fotografia de Valde Foss

 

O rock não vive só de distorção

Há algo mais que essa gritaria

Deixe a magia invadir seu coração

Acabaram os 70, pare com a nostalgia

Foi no Maquinária Rock Field, realizado em 03 de março de 2014. O primeiro passo, o primeiro show, o primeiro grande momento público. Na base da luta, com banda mudando de formação dias antes de encarar o palco, e vocalista com pneumonia. Era agora ou nunca. Não dava para simplesmente deixar a oportunidade passar. A sorte não costuma ser sorridente. Não o tempo todo.

Mas a história começa um pouquinho antes… afinal, ninguém sobe num palco sem ter o que dizer. E a banda começou em 2013, como um duo.

Bup, o Joãozito, e Roxetin, o Mateus Coutinho. Juntos, eles compuseram – e gravaram – duas canções: “A Garota e a Pistola” e “Eu vou embora”. Duas ótimas letras, diga-se. O ingresso no Maquinária Rock ocorreu através do Mateus, inclusive. Muito importante, naquele momento, a presença e apoio do Junior, da banda Maquinária, que foi quem destroçou as portas para a Bup invadir  o palco.

Porém, quando as coisas vão muito bem, desconfie… a três dias do histórico show, Mateus, o Roxetin da antiga dupla (que já se tornara uma banda àquela altura) desistiu, segundo o João Vítor, dizendo que não poderia lidar com aquilo. Síndrome do Pânico, supostamente.  Na versão do próprio Mateus, com quem o blog também conversou, ele teria sido expulso pelo João (que confirma a expulsão), em função de sua doença. O fim antes de começar? Ainda não! O grupo arregimentou às pressas um guitarrista, Charles, para o festival. Mas, claro, quando as coisas pareciam se ajeitar, outra bomba… o vocalista, Joãozito (o Bup) cai de gripe, que se torna pneumonia. Difícil entrar em palco nessa condição. Porém, encarou a árdua tarefa, tendo em mente que nada poderia parar a banda naquele momento. E a certeza de que, se perdesse a oportunidade, dificilmente teria outra… bem, há registros em vídeo desse show que demonstram que a chance não foi desperdiçada!

Charles, o substituto de Mateus, acabou saindo da banda logo mais, por não curtir o palco. Foi substituído por Gustavo Luz, hoje um dos dois guitarristas da banda, efetivado no “cargo”.

A partir daí, os convites começaram a surgir. A B&R tocou no Lado B – Festival de
Artes Santa Cruz (a convite do Luis Gustavo Cordeiro, vocalista da Trupe do Disco Voador), Underground Scene (convidada pelo Max Nunes, baixista da Desert Eagle) e Mobiliza Rock.

Bup & Roxetin pirando o cabeção no Mobiliza Rock

Bup & Roxetin pirando o cabeção no Mobiliza Rock. Foto: Daya

Alguns personagens importantíssimos nesse início de histórias são as bandas Trupe do Disco Voador e Lukewarm, consideradas por Joãozito como bandas-irmãs. A já citada banda Maquinária, por todo o apoio (e abertura de portas e janelas), o blueseiro Kaio “Vira-Lata” Miotti, e ainda o fotógrafo Valde Foss, que deu uma repaginada na imagem do quinteto.

Se você, raro leitor, rara leitora, perguntar para o João qual o estilo que a banda toca, terá “rockão” como resposta. Enfim, sem rótulos e enquadramentos. É simplesmente rock, com vigor e poesia. Com mensagem e alegria, sem preciosismos nem masturbação instrumental. Rock, puro e simples, daquele que insistem em matar, que já foi declarado morto zilhões de vezes, mas persiste teimosamente e atravessa gerações. Basta ouvir.

Mas as referências musicais dão uma boa pista: Raul Seixas, Legião Urbana, Joy Division, Jesus And Mary Chain, The Cure, Led Zepellin, The Doors, entre outras, especialmente bandas do período pós-punk. No fim, as pedras rolam e todos os caminhos levam ao riff

A Bup & Roxetin já tem 10 músicas autorais prontas para serem gravadas. Ou seja, tem um disco no forno, só esperando para sair da caverna de Platão e invadir o planeta Gorpa. Dentre as prováveis faixas do trabalho, temos: Tarô, Pé de Cannabis, Não sei onde deixei minha alma, Cannabel o anjo maconheiro, Abrakadabra, A Garota e a Pistola, Eu vou embora. Boa parte delas já conhecida de seu público. Embora não tenha lançado nada oficialmente, a banda tem como princípio tocar material autoral, o que considero importantíssimo. Tem alma própria, um som próprio, uma filosofia inteiramente sua. Com várias referências, naturalmente, mas buscando o seu próprio caminho. E, nesse sentido, com absoluto sucesso, na minha opinião. É tentar não sair dos trilhos e jamais desanimar. A luta continua!

A formação atual conta com:

Joãozito (vocal, principal compositor)
Gustavo Luz (guitarra)
Mr. Jhone (guitarra)
Fábio (bateria)
Alemão (baixo)

Abaixo, links para músicas, clips e momentos da banda…

Soundcloud, com duas músicas

Facebook oficial da banda

No Youtube:

A Garota e a Pistola

Eu Vou Embora

Tarô

Abrakadabra, no Maquinária Rock Field

 

Tudo muito bem, mas… e Cannabel, o anjo maconheiro?

Quer saber o que houve com ele?

Então leia Bup&Roxetin a origem, a sensacional história criada por João Vitor Gomes Martins. Mais interessante ainda… a história que você vai ler deve se transformar em História em Quadrinhos, desenhada por membros da própria banda!

 

Nos palcos da vida... a vida é um palco

Nos palcos da vida… a vida é um palco

Agradecimentos infinitos ao grande João Vítor, vocal e idealizador da Bup, pela ótima receptividade. Grande figura!

Chifrinhos do Heavy Metal

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Quem inventou o “chifre do diabo”, ou “devil´s horn”, famoso símbolo do heavy metal, feito com os dedos indicador e mindinho levantados?

Direto do livro “Black Sabbath – a Biografia”, de Mick Wall:

“Quero perguntar algo a você”, Ronnie disse quando nos conhecemos. “O que você acha disso?” Ele levantou a mão direita, fazendo a forma que agora, trinta anos depois, o mundo conhece como a saudação do chifre do demônio. Fiquei perplexo. Nunca tinha visto ninguém fazer isso. Ele levantou a outra mão, e fez de novo, dessa vez com as duas mãos levantadas, como se estivesse se dirigindo à multidão. Ele se levantou e caminhou pela sala, os braços levantados, fazendo os sinais, como se estivesse mandando uma mensagem da mais alta importância. O que, claro, ele estava — ou logo estaria —, quando fez sua primeira aparição no palco como o novo vocalista do Black Sabbath.

Até onde se sabe, Ronnie James DIO, uma das maiores vozes da história do rock, adotou o símbolo para se diferenciar de Ozzy, que fazia o símbolo da paz (dedos em “V”). Dio foi quem popularizou o gesto. Mas não necessariamente o inventou.

Gene Simmons, do Kiss, clama pelos créditos do símbolo, mas ele (o símbolo, não o Gene…) já apareceu no rock anos antes. Mas lá no longínquo ano de 1967, em foto de divulgação do animação “Yellow Submarine”, John Lennon aparece fazendo o gesto.

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Dois anos depois, a satânica banda Coven lançou um disco em que o gesto também aparece, no verso da capa de “Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls”.

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Porém, foi mesmo DIO quem popularizou o gesto e o transformou em símbolo do metal. Usado por roqueiros e mesmo outra tribos atualmente, a impressão é que o símbolo sempre existiu. Nem se imagina que houve um tempo em que as pessoas simplesmente não faziam os chifrinhos durante um show.

Um gesto semelhante já existia em religiões como o budismo e o hinduísmo, com o nome de Karana Mudra. Era usado para afastar problemas e pensamentos negativos.

Taí, galera. Fiquem com o vídeo de Heaven & Hell, do Sabbath, música do disco homônimo, lançado em 1980:

O retorno do Vinil

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O vinil está de volta!

Não, não é papo de véio, não… nem de saudosista. Bom, de saudosista, talvez! Mas a questão é que a indústria vive de grana, e o vinil tem representado exatamente isso. O novo disco (LP mesmo) de Jack White (Lazaretto) é o mais vendido desde 1991. Foram 40 mil cópias somente na primeira semana! Mas não termina por aí.

Em 2014, o número de discos vendidos pode bater na casa das 10 milhões de cópias nos Estados Unidos, o que é bem impressionante. E não é só lá. No Brasil, apesar dos preços ainda salgados, também há boa saída. Na Tracks, loja de discos carioca, por exemplo, e venda de vinis supera a de CDs em 10%.

Como há poucas fábricas de vinil atualmente, os artistas que optam por gravar no formato precisam esperar alguns meses até ver seu material devidamente embolachado. No entanto, creio que compensa, e muito. Os fãs agradecem!

Vinil volta!

Em Guarapuava, a única banda que conheço que vai lançar algo no velho e bom disco de vinil é o Kingargoolas. Acho que é uma grande ideia. Creio que essa é uma tendência que irá se fortalecer. Os CDs cairão cada vez mais, e a música será distribuída basicamente em sua forma digital. Mas os vinis estarão por aí, esperando pelos audiófilos e colecionadores. Portanto, bora gravar uns sons da forma mais lindamente tradicional que já se criou até hoje! 🙂

Fonte: Revista Superinteressante, ed. 337, set. 2014, p. 78.

III Apocalipse Metal

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Rolou, no sábado 20 de setembro, o 3º Apocalipse Metal, trazendo sete bandas absolutamente insanas e pesadas ao Clube Guarapuava.

Eu vi apenas as 4 primeiras. A clássica Maquinária abriu os trabalhos, com um metal um pouco mais “light” (comparando com as bandas que viriam na sequência), na definição dos próprios membros durante o “ataque”.

Maquinária

Maquinária

A segunda banda da noite foi a Immortal Flame, de Death Metal, com uma pegada constante e muito boa. O público, enquanto isso, só na cerva e na coca (cola, bem entendido). Estamos tendo uma boa quantidade de eventos roqueiros na cidade em 2014, e isso é ótimo. Por outro lado, pulveriza um pouco  o público, que não dá conta de participar de tudo. Particularmente, pensei que teríamos mais gente no Apocalipse. Pelo menos os que foram agitaram bastante!

Immortal Flame

Immortal Flame

A galera acordou pra valer com a entrada da terceira banda, a Zombie Crew, de Toledo. Com membros carismáticos chamando a plateia, a bateção de cabeça comeu solta ao som do thrash toledano. Puta sonzeira!

Zombie Crew em ação, em outra noite

Zombie Crew em ação, em outra noite

A seguir, tivemos a caseira Ultraviolent, banda sedimentada na cena local. Um power trio fazendo um thrash violento, com letras em português e inglês, e com direito a baterista tocando com uma máscara de cavalo. A galera pirou tanto que o grupo foi “obrigado” a tocar mais uma no final. Pegada muito boa!

Rafael Pelete, em foto de Toni Fotografia

Rafael Pelete, em foto de Toni Fotografia

Posto mais algumas fotos aqui quando tiver da noite do show mesmo.

Infelizmente não fiquei para assistir as demais bandas. Quem quiser comentar algo sobre o que rolou depois, fique à vontade. No geral, tudo muito tranquilo. O local foi adequado para a quantidade de gente que foi. Só achei que o som podia estar mais potente. Tudo bem que sou meio surdo, mas… quanto mais alto, melhor! ehe. Que venha o próximo evento apocalíptico!

Fui com a Daniele, minha esposa, que não é fã de metal, mas curtiu os sons. Só ficou meio assustada com o público ahaha. 🙂

Eu e Daniele (esposa)

Andre Matos + Desert Eagle

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TEXTO DE DANIELE KRAUZ

 

Infelizmente o Fabiano não pode estar presente ao show ontem. Azar dele que perdeu um evento maravilhoso. Para não passar em branco vou deixar as minhas impressões.

Comecemos pela banda Desert Eagle, que abriu o show com músicas autorais. A banda guarapuavana chegou mando bem. Com muita desenvoltura no palco representaram com estilo o rock local.  Giovane de Oliveira Pilar na guitarra,  vocal de Kellen Volochati,  Max Nunes no baixo  e Douglas Carvalho na bateria esbanjaram energia. Apesar da apresentação curta acredito que todos, inclusive quem ainda não conhecia a banda, ficaram bem impressionados. As músicas agitadas, a ótima interpretação da banda toda e a simpatia de Kellen fizeram um bom aperitivo para animar o pessoal.

Outro ponto que não posso deixar de comentar é a qualidade do público. Os rockeiros guarapuavanos não são exatamente de agitar nos shows, mas é um pessoal que presta muita atenção. Vários instrumentistas presentes, pessoal muito educado, apesar de várias vezes o Hugo Mariutti entregar a guitarra literalmente na mão do público o pessoal só tocava (e com carinho rs) quando não interferia na música. Todo o pessoal curtiu cantando e gritando o show inteiro, todo o pessoal da frente do palco pode apertar a mão do André, que pegou alguns celulares para gravar o show de cima do palco. Todo mundo interagiu, se emocionou e se assustou quando por três vezes André Matos quase nocauteou o baixista com o pedestal do microfone. E ainda foi encontrada uma criatura que conseguiu gritar tão agudo que o próprio André fez questão de apontar.

Foi um show bem mais longo do que eu esperava e extremamente prazeroso em todos os aspectos. Parabéns e agradecimentos ao Leandro Kuster e equipe pelo esforço para trazer um show de tamanha qualidade por um preço acessível em uma organização que permitiu ao público assisti-lo confortavelmente. Para quem perdeu a oportunidade só resta ficar esperto para a próxima que esperamos anciosamente.

Site oficial de André Matos: http://www.bandaandrematos.com/

Para quem ainda não conhece a Desert Eagle:

Canal da banda – https://www.youtube.com/channel/UCG1Lc1Q1qnOQujCcITwUByw

Fan Page – https://www.facebook.com/pages/Banda-Desert-Eagle/283283628361447

Bup & Roxetin, mais uma ótima banda de Gorpa

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A Bup & Roxetin é uma banda guarapuavana, “surgida” durante o Maquinária Rock Field, evento que deve se repetir em 2015. O grupo, formado por Joãozito, Gustavo Luz , Mr. Jhone , Fábio e Alemão, é novo e não tem disco lançado, mas já tem material autoral em quantidade suficiente para levar o show.

O grupo esteve no MOBILIZA ROCK, evento realizado no sábado passado, dia 13 de setembro, e fez um show carismático e divertido. Ouça as músicas Lua Cheia e Abrakadabra AQUI.

Abaixo, foto do show realizado no Mobiliza

Foto: Toni Fotografia

Foto: Toni Fotografia

A banda é nova, ainda não há previsão de disco. Mas as referências musicais são muito boas (Raulzito, Legião, Joy Division, Jesus And Mary Chain , The Cure, The Doors…) e as letras, ótimas e inteligentes.

Acho que está surgindo um grande grupo em nosso cenário underground. Vida longa!

Mobiliza Rock – Fundação Proteger

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Bom, eu fui ao MOBILIZA e fiquei pouco tempo lá. Trabalhei ontem, então não poderia me estender por lá. Conheci algumas bandas e não vi nenhuma das que já conhecia. O que percebi é que o povo comprou mesmo a ideia, e foi tudo muito bem organizado. Gorpa está roqueira mesmo. Ótima organização dos eventos, boas bandas, bons músicos… enfim, uma cena interessante.

Pena que não pude acompanhar muito. O evento rolou no Chai Hall durante tarde e noite de sábado. O objetivo foi dos mais nobres. Arrecadar grana para a Fundação Proteger. E a ideia é tornar o evento anual, provavelmente ocorrendo sempre no mês de setembro.

E semana que vem tem mais metal por aqui. No sábado, III Apocalipse Metal, e no domingo, André Matos, com as bandas locais Satisfire e Desert Eagle. Imperdível! 🙂

Daniele Krauz – EP Insight (Heavy Metal)

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Você aí, que conhece a cantora guarapuavana Daniele Krauz como uma artista da MPB, irá se surpreender (e muito) com o EP a ser lançado em breve. Insight traz quatro faixas bem roqueiras, com um estilo próximo do heavy metal progressivo (e óbvias semelhanças com o metal lírico de bandas como Nightwish, até pelo estilo vocal).

Daniele, que gravou as músicas no Estúdio Heaven Kuster, disponibilizou uma prévia das canções. Destaco a faixa 2, que começa aos 33 segundos, pela extrema musicalidade e belíssima melodia. A voz é um espetáculo à parte. Acho que surpreende até quem já a conhece bem. É uma boa prévia do que vem por aí. Vale a pena adquirir o EP. Só falta juntar uma banda e partir pra estrada! Confira abaixo as 4 faixas:

Equipe:

Produção e bateria: Alessandro Kuster

Baixo, guitarra e violao: Tiago Mosh (toca muito!!!)

Teclados: Evandro de Souza

O disquinho ainda não foi lançado, mas tivemos acesso às músicas completas. Façamos aqui uma pequena análise de cada uma:

Divine: esta canção já foi disponibiliza na íntegra. Acesse AQUI.

Não é uma música tão pesada. É mais melodiosa, climática, com vocais bem marcados. A letra, segundo a compositora, fala sobre  sermos “enganados por tradições vazias”. Soa quase esotérico, e a sonoridade puxa para isso também.

Forever: essa começa calminha, melodiosa, pra cair numa porradaria, e depois desce novamente (prog clássico). As melodias vocais são muito bonitas e a música é bem diversificada, com mudanças de andamento interessantes.  A letra fala de insatisfação, ganância e isolamento.

Holy Dance vem na sequência, com uma introdução meio folk, ficando bem pesada, com vocais dissonantes. É a faixa com maior variação rítmica, com clara influência do rock setentista (Queen, em especial). A faixa traz talvez o vocal mais complexo do EP.  O refrão é sensacional! A música toda é uma viagem muito boa, com um belo solo de guitarra e um trabalho instrumental muito bom de forma geral. A letra fala da forma como somos manipulados e de como sempre estamos nas mãos dos outros.

Inner Talk fecha o disco, com uma introdução fantástica e melódica no violão, lembrando a música celta de bandas nórdicas. O refrão é o que há de melhor em todo o disco. Melódico, pesado e arrastado, feito para ser ouvido em altíssimo volume. Grande interpretação, belos teclados e uma guitarra absolutamente inspirada. Enfim, uma canção que demonstra como o nível da música feita em Guarapuava está alto.  A letra é bem introspectiva, e o refrão pergunta: “o que você pensa que ama? o que você chama de amigo? O que você teme? o que você esta fazendo para se tornar mais sábio?”. Lembrando que as músicas são em inglês, e as letras estarão disponíveis em breve, em um site perto de você! ehe

Impressão geral: Daniele Krauz canta muito, mas MUITO mesmo. Sua voz, que tem um timbre único, se encaixa muito bem nesse estilo musical, e acho que é um campo a ser bastante explorado pela artista. As composições são ricas, criativas, a produção ficou bem boa, e a sonoridade é harmoniosa e agradará tanto headbangers quanto, ahn, pessoas “normais”, se é que você me entende! Destaco também as letras, mais introspectivas, fugindo dos batidos temas de espadas e dragões, típicos de heavy metal…

Músicos, juntem-se a ela e voem para a estrada! 🙂

Cinebiografia de Jimi Hendrix… sem suas músicas?

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A cinebiografia do maior guitarrista de todos os tempos tem estreia marcada para o dia 26 de setembro.

Ok, Jimi Hendrix é mais que merecedor de filmes, livros e todo tipo de material que nos possibilite lembrar dessa lenda. O problema é que essa cinebiografia simplesmente não trará músicas do cara…

All Is by My Side é o nome do filme que traz André 3000, da banda Outkast, no papel do gênio. Honestamente, vendo o trailler, parece um filme perfeito para a Sessão da Tarde. Mas esse está longe de ser o pior dos problemas. A família do guitarrista não liberou suas músicas para a obra. Desconheço os motivos, mas o filme não me parece dos mais dignos. E certamente será “esquecível”, sem suas canções. É um belo de um desperdício de recursos. Hendrix merece um grande, um puta filme! Demorou. Mas não foi dessa vez.

Confira o trailler e tire suas conclusões: