Arquivo mensal: outubro 2014

Octobeer Rock, um evento de alta octanagem :D

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Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes :D

Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes 😀

Bom, ontem foi um dia absolutamente atípico, como a maioria de nós pôde, de alguma forma,  perceber. Havia um evento político de grandes proporções, que eventualmente atrapalhou o festival de rock ocorrido no Serv Car Universitário, em algum nível. Ou não. Enfim… o que importa é que os shows aconteceram, e tivemos um desfile de ótimas bandas guarapuavanas no pequeno e aconchegante palco.

Isso aqui poderia até ser uma resenha, se eu tivesse chegado cedo. Como atraquei depois das 22h, só posso tecer alguns comentários sobre as últimas três bandas que tocaram. A primeira delas, a Etillica, é uma banda de heavy metal com forte influência de Black Label Society. Os caras são muito técnicos. Além de composições próprias, rolaram também uns clássicos do Ozzy (Crazy Train e Bark at the Moon – o vocalista inclusive tem um timbre que emula bem a voz do Madman), Metallica (For Whom the Bell Tolls, com ótima participação do Eli Chastallo) e o BLS, com a insana Stillborn, em outra participação do Eli, e que contou também com o Max Nunes no baixo e backing vocals, relembrando a antiga formação da banda, que contava com essas duas figuras!). Houve alguns problemas técnicos durante o show, o que causou inclusive um atraso considerável, mas a galera deu conta do recado com maestria. De brinde, ainda rolou uma queda do baterista na primeira música do show. Se não é parte da performance, deveria passar a ser, porque a galera gostou ahahaha!

 

Depois foi a vez dos Mary Teets e os Caputo´s, com seu som fortemente calcado na tradição do rock britânico. A banda trouxe uns sons da gaúcha Cachorro Grande, e também apresentou material próprio. O vocalista da banda é uma figuraça (é o Diniz? Corrijam-me se eu estiver miseravelmente enganado), com boas tiradas, ótima presença de palco e um singelo pedido de desculpas quando a banda mandou um som autoral. Tá desculpado, a música nem era tão ruim! Brincadeira, pois pessoalmente acho que foi um dos pontos altos da boa apresentação. Só não foi excelente devido aos problemas técnicos que judiaram bastante do grupo. Uma das guitarras praticamente não existiu. Mas ficou bastante claro que a banda é ótima, e tem um belo potencial a ser explorado. Os caputinos são carismáticos, mandam bem no som e têm um visual muito massa.

 

Por fim, e por último, a Bup & Roxetin, com sua psicodelia messiânica. Parece que o anjo Cannabel ajudou a banda, pois houve bem poucos problemas técnicos, não prejudicando a sequência do show. A banda já tem bem uma meia dúzia de “clássicos” próprios, e levantou a galerinha que ainda resistia bravamente no Serv Car, bem depois da meia-noite. Mas é depois da meia-noite que as coisas acontecem, e não poderia ser diferente. As músicas são estruturalmente simples, mas extremamente funcionais. Refrãos pegajosos, um ritmo intenso e uma banda afiada. Confesso que me surpreendo com a qualidade do Joãozito como frontman, praticamente uma mistura de Jim Morrison com Renato Russo, tanto no gestual quanto na qualidade vocal. O óme se transforma quando sobe no palco. E tem o dom de fazer a galera participar firme das músicas. No final, ainda rolou Sociedade Alternativa, o hino criado pelo mago Raulzito, com direito à leitura de uma carta de direitos baseada na filosofia do bruxo Aleister Crowley. Enfim, show de bola!

 

Abaixo, vídeos de algumas das demais bandas que marcaram presença no evento. Não pude vê-las ao vivo, infelizmente, mas vou curtir pelo Yutubão mesmo. Confiram, pois só tem gente boa aí. Mais uma vez, destaco a presença de espírito do grande Max Nunes, que além de muito bom músico, é um empreendedor de primeira, um agitador cultural da melhor qualidade! Não sei exatamente a parcela de “culpa” que ele teve na realização do evento, mas sei que estava na luta mais uma vez!

 

 

 

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Open Scars

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Open Scars (algo como “cicatrizes abertas”, em bom português) é uma banda de Death Metal/Grindcore, baseada em Guarapuava. Fundada em janeiro de 2007, contava com Bruno no vocal, que deixou a banda no mesmo ano, definindo a formação que se mantém até hoje, como um Power Trio:

Heberson – vocalista e guitarra
Mauro – baixo
Andy – bateria

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O DEATH METAL  é um subgênero do Heavy Metal, com raízes no Thrash Metal, porém mais agressivo. Diz a lenda que o termo “death metal” surgiu numa entrevista com a seminal banda Venom (que, diga-se, estará no Zombie Crew em Rio Negrinho-SC, dia 14 de dezembro). Há também uma coletânea lançada em 1984, intitulada “Death Metal”. No mesmo ano, um EP com este nome é lançado pela banda Possessed. Mas foi em 1986 que o estilo mostrou que veio para ficar. O lançamento do visceral “Reign in Blood”, do Slayer, abriu de vez as portas do inferno. Embora seja uma banda comumente considerada Thrash, o referido disco traz muitas referências que seriam largamente utilizadas pelas bandas Death a partir de então. A Open Scars também pode ser considerada Brutal Death Metal, subgênero considerado o mais extremo da música, de forma geral. Já o Grindcore é um estilo que nasceu anarco-punk, subdividindo-se em outros subgêneros com o tempo. O interessante é que o grind nasceu em São Paulo, espalhando-se posteriormente pelo mundo. Enfim, já dizia o guitarrista mexicano Santana: “tudo é música”.

As influências musicais citadas pela Open Scars são o Blues, Rock Clássico, Punk, Hardcore e Metal em todas as suas vertentes.

Em 2008, o grupo lançou um Demo com 3 faixas, o que abriu as portas para shows pela City, mas também em outras cidades, como Cascavel, Foz, Curitiba e as catarinenses Lajes e Maravilha, além do nosso querido Paraguai. O início da história foi esse, mas a banda acabou tendo um lapso de 5 anos em suas atividades – compromissos pessoais… trabalhos, estudos… enfim, a vida louca e corrida nossa de cada dia. No início de 2013, após conversas, o trio decidiu voltar à ativa (“tâmo aí na atividade!”). Uma motivação foi o questionamento de pessoas quanto ao término da banda. Sentindo que há público para o seu som, foi um pulo para o retorno. O grupo começou a ensaiar, já pensando em lançar um novo material. Com a boa fluência dos ensaios, nasce o EP “Holy Corruption” , gravado por Luiz Carlos hoffmam, da Cursed Records, que deu todo o suporte para a gravação e lançamento da bolacha.

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É possível comprar o EP com os integrantes do grupo. O Heberson trabalha em uma serigrafia na Rua Antônio Rebouças, 1921, no bairro Batel. O EP custa apenas 10 pilas. Dê uma chegada lá para encher o saco dele, e aproveite pra levar o disco!

A temática do EP é tipicamente death metal: contestação às religiões, na forma de se manipular, agredir e abusar das pessoas, por ganância.Eis a sequência de faixas:
1 – Intro…
2 – Religious Death
3 – Stench of Greed
4 – I Shit For Religion
5 – Faith Perverse
6 – Holy Corruption

Abaixo, cartazes de alguns dos eventos em que a banda marcou presença!

 

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Entre em contato com a banda nos links abaixo:

Página no Facebook
Soundcloud

 

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Agradecimentos ao Heberson pelo material enviado e pelas conversas! 😀

 

Rock politizado

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Bem, bem, estamos aqui mais uma vez, vivendo esse insano período eleitoral, em meio a uma duríssima guerra de dois grupos bem distintos. “Coxinhas” de um lado, “petralhas” de outro, e fico aqui pensando… há política no rock?

O rock´n´roll, a rigor, é um estilo musical extremamente político, ao menos no sentido das mudanças culturais e comportamentais geradas através de suas letras e riffs. Tradicionalmente, vemos o Punk Rock como um subgênero mais politizado, com letras claramente inspiradas em questões políticas. Uma banda que mostra um trabalho muito interessante nesse sentido é a System of a Down. Embora os integrantes normalmente se recusem a explicar suas letras, elas são bastante ácidas, demonstrando um ativismo (infelizmente) incomum no rock atual. Algumas delas tratam da política da Armênia, país de origem de seus integrantes.

Mas há roqueiros de perfil bem conservador, também, por mais que isso pareça um pouco contraditório (como é possível ser do rock E conservador ao mesmo tempo?). Eis, abaixo, quatro mestres do estilo que provam a tese (o que não os torna menos geniais, deixemos claríssimo)*:

Elvis Presley
Quem apoiou: Richard Nixon
Prova de admiração: defendia a cruzada do ex-presidente republicano contra as drogas e chegou a fretar um avião para visitá-lo na Casa Branca.

Neil Young
Quem apoiou: Ronald Reagan
Prova de admiração: o roqueiro foi seu cabo eleitoral de primeira hora e até hoje enaltece as suas realizações.

Johnny Ramone
Quem apoiou: Ronald Reagan, George W. Bush
Prova de admiração: para horror de seus colegas esquerdóides no Ramones, o guitarrista era um conservador. Na festa de entrada da banda para o Hall da Fama, cobriu Bush de elogios.

Megadeth
Quem apoiou: George W. Bush
Prova de admiração: o CD da banda “United Abominations” acusa a ONU de “terrorismo” e defende as intervenções americanas no Oriente Médio.

*Fonte: Roqueiros conservadores: a direita do rock na revista Veja http://whiplash.net/materias/curiosidades/064627-megadeth.html#ixzz3HH5UYdYH

Do outro lado da fronteira ideológica, temos algumas bandas bem interessantes também**:

Rage Against the Machine

Nao é um primeiro lugar, mas até poderia ser pois RATM é uma banda com sonoridade incrível, usando o rock pesado, com rimas de RAP e pegada funk, uma explosão sônica e visual.

Dreads rastas, anticapitalismo explícito, e propaganda esquerdista no visual “quase” poser, um panteão onde se misturam Che Guevara, Sendero Luminoso, CCCP, Boinas Cubanas, Estrelas Vermelhas e Figurino Maoista.

The Clash

Putz, o que falar do The Clash que já não tenha sido dito. O “do it yourself” aliado a uma postura artística e musical sem fórmulas prontas…
Lançaram discos duplos, triplos, tocaram valsa, polka, latinidades , eletrônica, dub, reggae e rock é claro…

Joe Strummer e Mick Jones são eternos, e até mesmo o fim da banda e a impossível volta, ajudam no mito da banda, que é top e reconhecida no mundo todo.

Manic Street Preachers

Os galeses do Manic Street Preachers são bem populares desde o início dos anos 90, tanto pelo som quanto pelas polemicas com a mídia e o foco esquerdista.

Nas composições, tinham como principais temas a política e a crítica social, chamados inclusive de grupo socialista punk retro.

Numa segunda fase como trio, em meio ao auge do sucesso, dedicaram a canção “Baby Elian” no caso de Elian, o menino cubano levado para os Estados Unidos sem o consentimento do pai e foram lançar o disco no Teatro Karl Marx, em Havana. Transformando o Manics na primeira banda ocidental a se apresentar na ilha socialista, e ainda com Fidel Castro na platéia, que antes do show foi avisado que seria barulhento, e deu como resposta … “Não será mais barulhento que a guerra”.

Pearl Jam

O quinteto Pearl Jam chegou já forte no primeiro disco, mostrando o peso e lirismo que marcaram toda carreira. Mas além das canções com pegada roqueira, Eddie Vedder e banda, se tornaram notados pela sua recusa por aderir às tradicionais práticas da indústria musical, incluindo a recusa em produzirem videoclipes, transmitirem shows ao vivo e o engajamento que virou boicote contra a Ticketmaster.

Além da postura anti sistema, foram fundo na política, criticando abertamente a Era Bush, a Guerra do Iraque e toda repressão pós 11 de setembro, virando campeões dos direitos humanos e ativistas pró Obama nas eleições.

New Model Army

Quando vi os caras no fim dos 80’s no falecido Dama Schock, chamou a atenção ter recebido as letras traduzidas na entrada para o show, afinal eles queriam mesmo que a moçada soubesse o que estava rolando nas canções, a mensagem era o mais importante.

Para uma legião de fãs, o New Model Army é uma das melhores bandas pós-punk que o Reino Unido produziu, pegada “street” do punk e engajado fervor político. Com canções anti monarquia aliadas ao folk urbano de protesto, criaram mesmo um som original.

Foram barrados pelas letras e postura de entrar nos Estados Unidos nos anos 80, mas pela integridade conquistaram fãs em todo mundo.

** Fonte: http://www.vishows.com.br/2013/05/26/10-bandas-de-rock-super-politizadas/

O rock esteve à frente em revoluções sociais e comportamentais, mas perdeu força em alguns momentos, perdendo espaço para gêneros mais combativos. Exemplo clássico é o Rap, que tomou de assalto a juventude, com com letras contundentes e diretas. Racionais MC´s descreve a realidade das comunidades pobres com muito mais precisão que qualquer grupo famoso de rock, no Brasil.

Mesmo a música pop, vez ou outra, mostra alguma inclinação ideológica. Cito, por exemplo, a Lady Gaga e sua ferrenha defesa da comunidade LGBT, e a feminista Beyoncé. E aqui vai uma provocação… feminismo também é a linha destacada por uma funkeira cada vez mais conhecida, a Valeska Popozuda, com a sua já clássica “Beijinho no Ombro“. Podem xingar à vontade, mas a atitude dela é muito mais rock´n´roll e corajosa que a de roqueiros já mofados e sem conteúdo, como o Lobão e o Roger Moreira, que há tempos não lançam nada relevante, prestando-se mais a xingar muito no Twitter, com pérolas do obscurantismo despolitizado.

Mas não desanimemos. Os Titãs fizeram um disco bem interessante, recentemente, e ainda temos um gigante como Roger Waters, ex-Pink Floyd, talvez o último grande ativista do gênero. Voz crítica da da sanguinária política israelense, ele é um militante em tempo integral, o que dá um sentido diferenciado à sua arte.

Para concluir, acredito na força da arte, e especialmente na força do artista que consegue exprimir seus sentimentos a sua ideologia através da arte, seja qual for. Música é tudo. Se tiver conteúdo, vai ainda além… 😉

Desert Eagle

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Desert Eagle

Desert Eagle

A Banda Desert Eagle (Heavy/Power Metal) foi formada na cidade de Pinhão (PR) em 2007, por amigos que compartilhavam o gosto pelo heavy metal, pouco conhecido (e praticado)na cidade. A ideia básica era a seguinte: morar numa cidade pequena, onde praticamente não havia shows de rock, pode ser um pouco deprimente pra quem curte metal. Sentindo falta desse tipo de programa, a piazada resolveu montar a banda. Se não há shows, façamos o nosso show! E para suprir a falta de espaço para mostrar seu trabalho, a banda começou a promover eventos voltados para o rock, resultando em parcerias com as bandas da cidade de Guarapuava. Após três anos de batalha, a formação original da banda se desfez, dando um tempo em suas atividades. Giovane Pilar (guitarra e voz), membro fundador e único original a manter o nome do grupo, retorna em 2011 com uma nova formação, já na cidade de Guarapuava, onde também organiza e participa da realização de eventos de rock e Heavy Metal, abrindo espaço para bandas novas mostrarem seus trabalhos. Entre 2008 e 2014, a banda já fez mais de 21 Shows, tendo como ponto alto a abertura para o grande vocalista de Heavy Metal brasileiro André Matos (Viper, Angra, Shaman), que aconteceu recentemente em Gorpa. A Desert está em estúdio, gravando seu primeiro EP, com previsão de lançamento para o ano que vem. Uma das músicas faz parte da coletânea Guarapuava Rock City IV.

O Giovane, membro fundador, nos primeiros anos da banda fazia guitarra e voz, pela dificuldade de encontrar, no Pinhão, quem cantasse as músicas. O estilo musical da banda é mais exigente nesse aspecto. Basicamente, aprendeu a tocar e cantar sozinho, sem aulas, e a banda chegou a passar praticamente um ano só ensaiando, sem chegar a se apresentar. É aqui que muitos desistem e uns poucos persistem. Essa persistência vem mostrando resultados, com o lançamento de bons singles, e participação em diversos festivais, construindo um nome forte dentro da cena local.

Singles: The Road Of The Metal, Feelings Return (que entrou no disco Guarapuava Rock City IV). Ouça as duas com o som no talo. O material é realmente bom. O Iron Maiden é uma inspiração bastante óbvia, mas, e isso é um elogio, eu diria que a busca de inspiração é feita lá naqueles primeiros materiais da banda, com um som mais direto e raivoso. Ponto positivo! É arregaçar as mangas, continuar compondo e lançar, quem sabe, um EP mais pra frente. Potencial os caras tem. Destaco ainda o baixo, com um som forte e claro, algo que particularmente aprecio muito. No palco o quarteto manda muito bem também, com um show enérgico e uma postura firme na condução.

Integrantes:

Kellen Volochati – Vocal

Kellen

Kellen

Giovane Pilar (Kstor) – Guitarra e Vocal

Giovane (Kstor)

Giovane (Kstor)

Max Nunes – Baixo

Max

Max

Douglas Carvalho – Bateria

Douglas

Douglas

Créditos dos avatares: Kellen Volochati (sim, a vocalista!)

Eventos promovidos pela banda nas cidades de Pinhão e Guarapuava:

Pinhão Rock Stage – 2009 (Pinhão, PR)
Rock Christmas – 2009 (Pinhão, PR)
Freak Festival – 2013 (Guarapuava, PR)
The Alliance of Metal – 2013 (Guarapuava, PR)
II Rock Christmas – 2013 (Guarapuava, PR)
Gorpa Rock Summer -2014 (Guarapuava, PR)
Gorpa Rock Summer Ends – 2014 (Guarapuava, PR)
She Rocks – Rock n’ Roll Female Voices – 2014 (Guarapuava, PR)
Guarapuava Rock Stage – 2014 (Guarapuava, PR)

Para manter contato com a banda e conhecer o seu som:

Página no Facebook
Canal no Youtube
Apresentação da banda no Programa Palco Guarapuava (TV Araucária)

Matérias sobre os eventos da banda no Jornal Diário de Guarapuava, nos links abaixo:

Guarapuava Rock Stage
Underground Scene
Lançamento do CD Guarapuava Rock City 4
Banda Maquinária realiza acampamento do Rock em Guarapuava
Saia da Garagem 2

Rolou ainda uma entrevista na Revista Ornela, do Diário de Guarapuava.

Para finalizar, gostaria de destacar o espírito empreendedor da banda, que vem ajudando muito no desenvolvimento da cena roqueira local, colaborando fortemente na promoção de eventos. Basicamente, começou como uma forma de “ter onde tocar”. Mas demonstra potencial da banda na gestão de eventos, o que é fundamental para o desenvolvimento da cena e, naturalmente, muito positivo para a banda também.

Agradecimentos à Desert Eagle, especialmente ao Max e ao Giovane, pelo material e pelas conversas!

Neanderdogs

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Créditos Felipe Tagami

Créditos Felipe Tagami

Neanderdogs!

Um dos nomes de banda mais legais que já vi. E que traz também um som extremamente roqueiro, na linha de Matanza e Velhas Virgens, mas com identidade própria e bem definida. É, ainda, um grupo que funciona muito bem num palco, com carisma e precisão, além de uma ótima capacidade de interação com o público. Em resumo: é uma banda pronta para alçar voo, embora seja bastante nova.

Formada em 2012, começou coverizando seus sons preferidos, especialmente Matanza. O primeiro show foi realizado em outubro daquele ano, mas logo no início de 2013 o quinteto se apresentou no Guarapuava Rock City 3, evento que o incentivou a investir em composições próprias, que ainda são poucas, mas funcionam bem no palco e no estéreo, abrindo a possibilidade de um disco autoral no futuro.

A banda, cujo estilo mistura Southern Rock, Blues e Heavy Metal, cita as seguintes influências: Matanza, AC/DC, Pantera, Black Label Society, Lynyrd Skynyrd, Rage Against The Machine, Black Sabbath, Velhas Virgens, ZZ Top, entre outros. Ou seja, só coisa fina, a nata do rock!

A formação da banda, desde o seu início, é a seguinte:

Gabriel Ramos, o Pinhão (Vocal)
Vinícius Hermann (Guitarra)
Felipe Kosouski (Guitarra)
Vitor Hermann (Baixo)
Luan Gomes (Bateria)

A banda no palco

Neanderdogs em ação!

 

Duelo das Seis

Essa formação já atuou em outros eventos, tais como o Saia da Garagem e o The Aliance of Metal. Em 2014, participaram do Gorpa Summer Rock Ends, Guarapuava Rock City 4 e, momento de glória, realizaram o show de abertura para a banda Matanza. A banda lançou algumas de suas composições: “Pesadelo Nº 23”, “Duelo das Seis” (com a participação de Guilherme Rocha, da banda Ultra Violent) e “Deixe o Whisky Falar”. Esses são os três singles já lançados (todos no canal da banda no Youtube). Além dessas músicas, já imortalizadas no cancioneiro guarapuavano, a banda tem outras quatro músicas autorais prontas, o que nos leva a crer que o primeiro disco esteja bastante próximo. É bem possível que tenhamos novidades em 2015, nesse sentido!

Duelo das Seis

 

Abaixo, a banda no palco, na abertura para o MATANZA

 

Créditos João Santos | bluenote

Créditos João Santos | bluenote

 

O Rock City 3 rendeu um belo disco, cujas faixas podem ser conferidas, de forma resumida, abaixo:

 

 

Conheça a banda, contate-a:

Página no Facebook
Fotos da banda no Rock City 3
Fotos da banda na abertura pro Matanza
Canal no Youtube
Soundcloud
Weeplay

Para encerrar o papo por hoje, segue abaixo uma entrevista do Toni Fotografia para os parceiros do Blog The Alternatives, já amplamente divulgada, mas é sempre bom relembrar. Ative as legendas para melhor entendimento, pois estava rolando um som ao fundo:

Obrigado, Neanderdogs! Sucesso sempre 🙂

2ª Edição da Virada Cultural em Guarapuava

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A notícia saiu no site oficial da Prefeitura de Guarapuava. Confira AQUI. Dias 15 e 16 de novembro, no Parque do Lago!

 

Em 2013, tivemos a primeira edição, com muita música. A única coisa que atrapalhou foi a chuva à noite, que acabou causando o cancelamento justamente das atrações principais, que seriam A Banda Mais Bonita da Cidade (de Curitiba) e Fafá de Belém.

 

Mas de onde veio esse evento?

 

A Virada Cultural é uma ideia surgida em 2005, encampada pela Prefeitura de São Paulo, com o objetivo de promover 24h ininterruptas de eventos culturais os mais diversos, com música, teatro, arte, história e o que mais puder ser imaginado. O evento se inspira na Nuit Blanche, de Paris, e hoje já não é mais um evento apenas paulistano. Espalhou-se pelo interior paulista e agora varre diversos estados brasileiros. Guarapuava, felizmente, recebeu uma edição no ano passado, ainda um pouco tímida, mais baseada em eventos musicais, mas que valeu muito como primeira experiência. Esse ano teremos dois dias de eventos, com uma programação ainda não definida, mas acredito que, se o tempo colaborar, o Parque do Lago estará repleto de artistas locais para fazer a alegria da galera da city.

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Portal G1 investiga a origem do famoso grito ‘Toca Raul!’

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A matéria é antiga, de 2009, e muito interessante! Trata do famoso “Toca Rauuul!”

“Mal eu subo no palco, um mala, um maluco já grita de lá: toca Raul! / a vontade que me dá / é de mandar o cara tomar naquele lugar / mas aí eu paro, penso e reflito / como é poderoso esse Raulzito / puxa vida, esse cara é mesmo um mito”. Retratado na canção “Toca Raul”, lançada pelo maranhense Zeca Baleiro há dois anos, o famoso grito parece perseguir músicos de todos os gêneros até hoje, 20 anos depois da morte de Raul Seixas.”

Matéria completa AQUI. Mas foi no Curta Balada que eu achei essa pérola. 🙂

Wiki das bandas guarapuavanas

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Há uma cena em Guarapuava. Uma cena nitidamente mais forte que há três ou quatros. Uma cena que merece, e deve, ser registrada, “historiada”, contada e recontada. Enfim, apoiada. Muitos músicos, muitas boas bandas. A maioria ainda sem um álbum para chamar de seu. A maioria ainda sem conseguir emplacar no mercado. Mas na luta, constante e sem descanso. Porque música é assim: você faz primeiro por amor, e se o amor for suficientemente grande, talvez consiga seu lugar ao sol. Só amor não resolve, mas ajuda, assim como a técnica, a criatividade, a capacidade de inovação e, óbvio, muita transpiração.

Minha ideia inicial era colocar artistas locais, na Wikipedia, mas há restrições quanto aos temas que podem ser elencados por lá. Os editores mais experientes não toleram nada que seja “relevante” na visão deles. Portanto, haveria o risco de desenvolver páginas que seriam deletadas em pouco tempo.

Assim, resolvi criar nossa própria WIKI. E acabou ficando bem mais interessante mesmo. Primeiro, pela ausência de perigo de deletarem tudo. Segundo, por uma maior liberdade de edição. Não precisamos ser tão técnicos nos textos. E terceiro, porque as informações ficam confortavelmente reunidas em um local bem específico.

Você, artista, solo ou banda, de qualquer estilo musical, que acha importante escrever a história dos sons guarapuavanos, ajude-nos. Escreva, reescreva, mantenha contato. Vamos construir essas tantas histórias bacanas que temos.

A estrutura básica das páginas segue o padrão de informações para artistas usada pela Wikipedia. Seria interessante manter uma estrutura minimamente padronizada, mas sem as amarras tradicionais. Podemos criar e recriar da forma que considerarmos mais interessante.

A página inicial é ESTA. Falta uma infinidade de artistas e bandas na lista, e conto com a ajuda de vocês para “resgatar” nomes, histórias e informações. 🙂

Você consegue cantar duas notas ao mesmo tempo?

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“A cantora alemã Anne-Maria Hefele consegue! Ela possui uma impressionante característica: ela é capaz de cantar múltiplas notas – em diferentes tons – ao mesmo tempo. O fenômeno é conhecido como “canto overtônico”. “É uma técnica de canto onde a pessoa canta duas notas ao mesmo tempo”, conta Hefele.

Sabendo disso, a artista resolveu gravar suas performances a fim de mostrar ao mundo sua incrível qualidade. No vídeo abaixo, podemos ver como sua técnica é capaz de administrar uma nota muito baixa simultaneamente a uma nota de alta escala. Apenas sensacional.” Confira no vídeo a capacidade dela:

Fonte: Revista Galileu

Inception – honra ao metal negro!

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É, Gorpa também tem bandas de black/death metal, e uma delas, das mais relevantes, é a INCEPTION. Relevante não só musicalmente, mas também pela iniciativa de promover um festival anual, como o Apocalipse, cuja terceira edição ocorreu no mês de setembro, no Guarapuava Esporte Clube.

A banda foi formada em 2010, pelos irmãos Lucas Remes, por Sebastião Fernandes, o Sebá (atual guitarrista também de outra banda do estilo, o Immortal Flame), e pelo batera Paulo Roberto. Algumas semanas depois, foram recrutados André Alexandre para o baixo e Alesandro Rubilar no vocal. Mais tarde, André Alexandre foi substituído por Lucas Fernandes (irmão do Sebá), que segue até hoje como membro da banda. A formação atual, em ordem alfabética, é:

Alesandro Rubilar (vocal)
Lucas Fernandes (baixo)
Lucas Remes (guitarrista)
Paulo Roberto (baterista)
Sebastião Fernandes (guitarrista)

Com essa formação acima, a Inception lançou sua primeira demo no início de 2014, intitulada “The Lament of the Cross” (pode ser adquirido no Armazém do Rock). O som é basicamente black metal, com um tanto de death e um pouco de thrash, com letras que retratam a hipocrisia de nossos tempos, a alienação causada pelas religiões e pela política. Enfim, temas atuais e que não morrem nunca, ainda mais num país tão fortemente pautado por grupos religiosos e com uma política tão distanciada da população.

 

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Inception Horda

 

A Inception é uma das duas bandas guarapuavanas presentes em um grande festival de metal extremo, a Zoombie Ritual, que será realizado entre os dias 11 e 14 de dezembro, em Rio Negrinho (SC). A Inception toca no primeiro dia, abrindo o evento, que é o dia de bandas clássicas como a alemã Destruction e a americana Whiplash. A Fusileer, outra banda de Gorpa, toca no dia 12. O festival ainda conta com Carcass, Brujeria e Venom, dentro outros monstros do metal mais macabro do planeta.

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Para entrar em contato com a banda:

Perfil no Facebook
E-mail: inceptionhorda@gmail.com

Se você ainda não conhece a Inception Horda (como normalmente são chamados, com Horda no sentido de “banda”), clique AQUI para acessar o canal no Youtube. Atualmente, são sete vídeos, com músicas de estúdio, ao vivo e gravações.

Agradeço aos dois Lucas pelas informações e pela boa vontade! 🙂