Arquivo mensal: fevereiro 2015

Maquinária Rock Field – Parte 1B (Sábado)

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 Saudações, galera da peita preta! E das outras cores também eheh. Daremos sequência aos eventos ocorridos no megafestival MAQUINÁRIA ROCK FIELD, focando agora na segunda metade do sabadão. Tivemos mais seis bandas à 528496_469533789758718_1596464276_nnoite e madrugada adentro. Começamos pela EMBRIO, da cidade de Cascavel (PR), que manda um som Thrash. A banda foi fundada em 2005. Salvo engano, já lançou quatro discos: Prophets of Doom (2008), Corporation is a Cancer (2010), Testify (2012) e o mais recente, Revolt Against The System (2014, creio). Ou seja, são extremamente produtivos, e embora eu não tenha ouvido os CDs, o show demonstra que são muito competentes. É porrada na orêia mesmo! Barulho com qualidade! Clique aqui para acessar a página da banda no Facebook. E confira aqui um trecho da apresentação no festival. O setlist contou com as seguintes pedradas: KNOW YOUR ENEMY / LIVING OR DYING / THIS FLAMING / VIOLENCE / BLIND WORLD /  INTERVENTION / SCAPE TO DEATH / BLOODY TV / FOR NEW DAY /  RIVALS / NO LIFE NO LIFE (que é a música do vídeo citado acima). Enfim, acho que quem não conhecia realmente se surpreendeu.

A próxima banda a “invadir” o palco foi a TRATOR BR. O som é… tipo… imagine um som extremo… imaginou? Tá, agora adicione umas duas toneladas de nitroglicerina e você tem um dos troços mais absurdamente esporrentos de que se tem notícia do metal nacional! É um death metal violentíssimo que parece flertar com o HC em alguns momentos. As letras são em português (não que dê pra entender muita coisa…). O visual da banda é qualquer coisa de sensacional (confira na foto ao lado).

Se o critério de qualidade é peso, realmente esses caras merecem todos os créditos! Algumas letras versam sobre nacionalismo (que aparece inclusive no nome, na sigla BR), com a óbvia reminiscência guerreira do vestuário. É um show para ver e ouvir. O vocalista parece prestes a sofrer um AVC a qualquer momento, tamanho o desespero com que canta (e isso não é uma crítica. Intensidade é tudo na música). É visualmente um belo show, e recomendo basicamente para quem curte som extremo. Quem não gosta, que passe bem longe, eheh. O Soundcloud da galera é este. Tem bastante material. E confira aqui as faixas Trucidado com Colher e Fome Animal, em outra gravação do Toni, da Indústria do Rock. O setlist que me foi passado é o seguinte: 1- metrancona (intro); 2-matando a sede com a urina; 3- trucidado com colher; 4- fome animal; 5- mortos em uma caixa sistemática; 6- trem descarrilhado; 7- corrupção; 8- o dom da visão; 9- Water’s war; 10- megera do inferno; 11- sexta encardida; 12- jaé jacaré; 13- no comando dos vermes; 14- turbarhumano; 15- faca amolada; 16- negação é o princípio do fim; 17- floresta armada; 18- trator de guerra brasileiro; 19- fogo fátuo; 20- abutre x chacal; 21- metranqueira outro.11015474_875505325833760_7812753621496630750_n

Para completo pânico dos vizinhos, a próxima banda também não aliviou. Ninguém mais, nem menos, que a nossa guarapuavana GOATCULT! É Black Metal insano e destrutivo, com direito a rostos pintados. Tudo bem que, tocando depois da Trator, nem soava tão violenta, afinal era um massacre após o outro. O setlist apresentado foi esse: I am the Black Plague / Curse the Darkness / Sathing my Wrath / Raised by Demons / Sons of Darkness / War / Rise of the Empire. Confira a song Sathing my Wrath no vídeo gravado pea Indústria do Rock, clicando aqui. A banda tem página no Facebook. Mandei um “oi” para eles nesse link!

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Dizem que misturar metal com punk ou estilos afins não funciona em um festival. Bem, a BUP & ROXETIN veio na sequência, com um som que, sabemos, é intenso, mas não é pesado no sentido estritamente técnico. É um show bem mais leve, ainda mais comparando com as bandas anteriores. Certamente um alívio para os presentes que curtem sons menos extremos, ou de levada punk. Mas me parece que mesmo o pessoal do rock pesado curte bastante a Bup, que é sempre bem recebida. E o show era especial no sentido de que a banda surgiu justamente no Maquinária de 2014. Ou seja, estava ali comemorando seu primeiro ano de existência. Além dos hits já manjados, tocaram uma nova, justamente intitulada Bup & Roxetin, que sintetiza o que é a banda, seu conceito e suas referências. Além de trazer um ótimo riff! O set list da Bup foi o seguinte: intro, Cannabel o anjo maconheiro, Epílogo, A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis , Bup & Roxetin, fechando com a raulseixiana Sociedade Alternativa.

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Acredito que sai um disco da Bup esse ano. Enquanto não sai, confira a nova música aqui.

Bem,amigos do Gorpa Music, prosseguimos com este palestra, agora para falar de uma das bandas mais esperadas do evento, pelo que pude perceber observando as reações de algumas pessoas no evento e no face: Füthark! Uma excelente banda de folk metal aqui de Guarapuava mesmo. O som é pesado pra caramba, mas com um instrumental diferenciado e melodioso. Os caras são

10500388_992241287470543_7309835304664367580_ncarismáticos e usam aqueles saiotes escoceses. Sensacional eheh. Confira aqui um senhor cover que eles fizeram da música Rasputin, do Turisas (backing vocals de Antonio Carlos Kubinski, o Toni! 😀 Muito bom. A galera se empolgou! Clicando aqui, você acessa o canal da banda no Youtube. Tem bastante material gravado. De acordo com Raul, o Bárbaro (curti o nome),o setlist apresentado foi esse aí:

01 Northern Fall, 02 Kunnia, 03 Trollhammaren, 04 Live For The Kill, 05 Rasputin, 06 Winds of Fate, 07 When The Trolls Leave The Stones, 08 In The Forest, 09 Vodka.

 Fechando a primeira noite, domingo adentro, madrugada fria, entra em campo a banda The Empire Rise, também prata da casa. Eis aqui uma gravação do Toni. É pesada, com um vocal quase gutural, mas ainda sim bem melódica. Tem canal no Youtubão também! Aqui, ó. O setlist que me foi passado é esse: Intro / Box Feelings / Death or Glory / Waiting For The End / Carry on (não, não é cover do Angra, é uma composição própria mesmo) / You Are Cancer.
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E assim foi que se encerrou o primeiro dia do Maquinária 2015. Em ritmo de festa no meio do mato… aguardem as cenas dos próximos capítulos! Teremos ainda mais dois artigos, referentes ao domingão, que esteve absolutamente lotado de ótimas bandas. Quem viver, lerá! 😀
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Maquinária Rock Field – Parte 1A (Sábado)

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Bom, pessoal, estamos aqui para dar uma geral no que foi o Maquinária Rock Field 2015, uma produção conjunta da banda Maquinária, da Pallco Produções e dos De1464667_578228258950652_1561738571_nad Cowboys M.C.C.

 O local da peleja foi a bela chácara Morada da Lua, no Vale do Jordão. Foram dois dias de shows. Trataremos aqui do primeiro dia, o sabadão. Estamos no verão e a tendência natural seria um delicioso fim de semana ensolarado e quente. Só que não. São Pedro não curte rock e tentou boicotar, mandando uma chuvarada antes do início dos trabalhos. Não bastasse, ainda fez um frio da porra à noite. Para tristeza do santo, nada disso tirou o ânimo da galera, que se atracou no barreiro pra curtir este que é provavelmente o grande evento underground de Gorpan City.

Teve camping, teve praça de alimentação, banheiros artesanais, belas paisagens, carro atolando e, claro, óbvio, líquido e certo, teve muito rock´n´roll! A abertura foi da banda SUDARYUM, que faz um rock mezzo progressivo1470172_673974342700589_4199145833843740815_n, abordando uma temática cristã em suas letras. Alguém comentou comigo que seria o segundo show da banda. O grupo pode ser novo, mas seus integrantes em geral já tem know-how, e o show me surpreendeu positivamente. Uma sonzeira responsa, de muita qualidade, sem um pingo de insegurança.

O set foi curto, composto pelas seguintes songs: 1 – Intro;  2 – Sudário; 3 – Cicatrizes; 4 – Te Vejo; 5 – Supremo Bem

Confira fotos na página da banda no Facebook, clicando aqui. Pelo horário, o público ainda era pequeno. Pouca gente conferiu bem de perto, mas quem viu, certamente aprovou.

A banda seguinte, VOLTZ, lá do vizinho Pinhão (PR), já subiu mandando aquele recado carinhoso ao nosso desgovernador Beto Richa. Depois, mandou seu som pop rock, ainda para poucos, mas animados apreciadores (conforme vídeo que ainda vou postar e divulgar… aguardem ehehe). O grupo tocou as seguintes músicas: Wicked Game (Him), Nada Mais (autoral), Esperando por Você (autoral), Best of You (Foo Fighters), Que País é Este (Legião Urbana), Through Glass (Stone Sour), Stay Black (Stone Cherry).

Voltz em ação no Maquinária!

Voltz em ação no Maquinária!

Segredo Ás

A banda seguinte seria a curitibana FAUNO, que se atrasou um pouco, dando lugar à SEGREDO ÁS. Esta banda é guarapuavana, e mesclou, no Maquinária, covers com músicas próprias. Foi a terceira a se apresentar, já agraciada com um público maior. O pessoal estava chegando em peso naquele momento. Posso dizer que a banda me surpreendeu bastante pela qualidade. Um excelente vocalista, e uma levada pop simplesmente fantástica. O som da banda me lembra muito Engenheiros do Hawaii. Não apenas pelo cover de Eu Que Não Amo Você, e sim pelo conjunto da obra. A música Máscaras, composição própria, segue firme na linha do grupo gaúcho. Creio que a banda seja relativamente nova, pois não consta na página que tenham algum disco lançado, mas certamente sobra competência. Confira abaixo o setlist que a Segredo Ás tocou no Maquinária, e aproveite para conhecer a música Máscaras, aqui.

1 – Protagonista (própria) 2 – Máscaras (própria) 3 – Eu que não amo você (cover Engenheiros do Hawaii) 4 – A Arte (própria) 5 – Não Pare na Pista (cover Raul Seixas) 6 – Radar (própria) 7 – Monstro (própria) 8 – Escuridão (própria).

Agora sim, banda FAUNO! Vinda de Curitiba (meus conterrâneos, portanto), essa banda é chique. Tem até site! Aparentemente em construção ainda, mas é coisa rara entre bandas mais novas. Em todo o caso, acesse aqui a página deles no Facebook. É bem completa e você pode até adquirir o EP da banda por ali. Você pode inclusive ouvir o EP, com quatro músicas, na íntegra no Youtube. O som é uma espécie de pop alternativo. É um som com uma personalidade bem definida. Curti bastante. Los Hermanos é uma influência bem óbvia, até nos vocais. No final, ainda rolou um bom cover de Seven Nation Army, da banda White Stripes. Eis o setlist: Outra Vez / Recomece / Hysteria / Cara Estranho /  Molly Chambers / Taper Jean Girl / Corona / Seven Nation Army

Fauno

Fauno

 

Capa do CD Recém Casados

Capa do CD Recém Casados

MÉDICOS DE CUBA M.D.C ! Outra banda curitibana (de Araucária, para ser mais preciso), já com disco lançado (15 dilmas apenas, e que pode ser adquirido aqui), e que nos trouxe um show extremamente irreverente, diferenciado, até teatral. Com letras muito bem sacadas e cheias de ironia, é o tipo de grupo sacana que eu acho que tem faltado em nosso rock brazuca. O vocalista é carismático e cheio de trejeitos à la Robert Plant! O canal da banda no Youtube é bem completo. Confira aqui os excelentes clips. As músicas? Ah, essas são ótimas! Eles criam boas melodias. Enfim, tem tudo, absolutamente tudo, para explodirem. O setlist foi esse: Eu te matei pra não me matar / Distúrbio / Brasileiro valeteiro / Pastel / Mais um dia / Vem no gás / Jesus de fora / Mimimi / Vagabundo / Açúcar

Daí, cansou de ler? Não? Ótimo, porque ainda tem muito mais eheheh.

1044408_140016106202395_2059669167_nDepois dos médicos cubanos, foi a vez da grande explosão guarapuavana entrar na avenida! A SEXPLOSE, banda das antigas, que nos últimos anos vem investindo em composições próprias. O show que eu vi no Maquinária foi simplesmente sensacional! Muito intenso, rápido e pesado, fez a galera pular igual pulga! A banda tem uma dinâmica muito boa e excelente domínio de palco. Clique aqui para assistir alguns vídeos da banda no Youtube. Quando os caras mandaram “Esporrei na Manivela”, clássico romântico (O delegado tinha cara de viado e me mandou tomar no cu / Tomei no cu, mas tomei no cu errado) da seminal banda Raimundos, achei que o povo ia se atolar no barro, de tanto que pulou. Foi do caralho! Setlist da galera: 01-Ninar (composição própria)/ 02-Rapante / 03-Maluka (própria)/ 04-Killing in the Name / 05-Esporrei na manivela / 06-O que é isso? (própria).

Disaster BootsA próxima banda a se apropriar do palco é a guarapuavana DISASTER BOOTS. Eu conhecia de vídeos, mas não tinha conferido ao vivo. O que posso dizer é que… putaqueopariu!!! Altamente lisérgica a sonzeira. Viagem total. Abdução! As letras completamente esquizofrênicas (em inglês). Uma delas trata de um curioso gato espacial assassino.. Os caras mandaram bem demais no palco. Não estava lá e ficou curioso? Ouça algumas composições próprias no Soundcloud da banda aqui. Ainda rolaram uns covers maravilhosos de Black Sabbath e Janis (eu, como fã de Sabbath, aprovei). Enfim, os caras tocam muito, e o vocal é fantástico. Setlist do show: Chinatown / Hallelucinate / Space Cat / Mr. Lakeman / Venus in Furs / The Devil Blues / Mercedes Benz (Janis Joplin) / Mi-Mind / Fairies Wear Boots+Black Sabbath (Black Sabbath). Com 7 composições próprias, eu diria que já dá para esperar um álbum dos caras…

Corja Putre

Corja Putre

Depois da Disaster, tivemos mais uma banda curitibana, CORJA PUTRE, bem levinha, som ambiente, só faltaram jogar o palco no lago. À medida que a noite chegava, a sonzeira foi ficando mesmo mais pesada. Os sons extremos preencheriam as horas seguintes, para desespero absoluto dos vizinhos da chácara! A Corja tem uma levada hardcore/crossover, é uma banda das antigas, e tem alguns vídeos em seu canal no Youtube. Acesse aqui para conferir. Parece-me que ainda não há EP ou disco lançado. O setlist da noite foi o seguinte: Crimes / Tafofobia (não sabe o que significa tafofobia? Eu também não sabia, mas o google sabe: é o medo de ser enterrado vivo) / Sistema / Degeneração / Boçal / Povo / Nunca é… / Estrangulamento / Sem salvação.

Esta é a primeira parte da parte 1 (rsrs). Já dissecamos metade das bandas. Na parte 1B, falaremos dos demais shows, que rolaram noite adentro. Fiquem ligados, e até breve! 🙂

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field – Parte 3 – Crônica de um Massacre Anunciado – Torture Squad!

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Já passava da meia-noite na bela Chácara Morada da Lua. A galera do metal suportava espartanamente o vento gelado em pleno verão. O cansaço era visível em cada canto. Boa parte do pessoal simplesmente desapareceu após o show da Ultra Violent, banda da casa que já entrou com o jogo ganho. Depois da Ultra, ainda tivemos a Darma Khaos, de Curitiba, com seu crossover, já para um público bem menor. Com o tempo estourado e vizinho reclamando do “barulho” (sacanagem chamar de barulho, mas tudo bem…), a Maquinária, dona da festa, realizadora deste monumental evento (junto à Pallco e aos Dead Cowboys), fez um set curto, com pouco público, mas um público que abraça a causa e acompanhou cada momento no palco. Durante o pocket show dessa antiga e clássica banda guarapuavana, chegou a van da atração principal do festival: Torture Squad!

Cansaço. Frio. Muito frio. Cãimbras. Altas horas. Saco cheio àquela altura. Muita gente já tinha ido embora, sem conferir a banda da noite. E foi longo, muito longo o tempo que a Torture levou para deixar seu equipamento absolutamente redondo para o show. Nada poderia ficar abaixo da perfeição, e foi com esse espírito e essa esperança que ficamos aguardando. E a demora desanimava a galera… uns pensavam em ir embora. Outros, mais espertos, trouxeram cobertores. Escuridão e um inusitado silêncio calavam as almas atormentadas. Não contei, mas não devia ter muito mais de 50 pessoas naquele momento, perto das 2h da madruga.

O trio, formado por Amílcar (bateria), Castor (baixo e vocal) e André Evaristo (guitarra e vocal), passava o som, testava, mexia, alterava, testava de novo, e a galera, cheia de olheiras, com sono e frio, observava (só observo…). Mas… o tempo passa, e em algum momento o espetáculo começaria. Ok, os discos são fantásticos. Mas será que ao vivo a banda seria tão impressionante? Valeria aquele “sacrifício”?

A resposta, creio, seria unânime após o show: do caralho!!!!!!!!!

Absolutamente um massacre! Uma porradaria altamente técnica, de uma qualidade assombrosa. Três instrumentistas impressionantes, além de carismáticos e profissionais ao extremo. Extremo como o som. Era inacreditável o que estava acontecendo. E praticamente não havia intervalo. Uma música emendada na outra, pra não dar um instante sequer de sossego aos nossos privilegiados ouvidos. Aqui eu já torno a narrativa absolutamente pessoal. Estava hipnotizado. Esqueci o frio, a vontade de mijar, o sono, a dor nas pernas (véio é foda…), e me senti integrado àquela catarse coletiva, àquela onda sônica que nos arrasava, a todos. Os três músicos são incríveis. O baterista parece ter uns 12 braços. O bumbo duplo fazia o chão tremer. O baixista, um caso à parte. Impressionante a destruição causada pelo cara. Além da presença monstruosa de palco e a voz de trovão. O guitarrista solando lindamente, tirando sons inacreditáveis e pesadíssimos daquelas 6 cordas tonitruantes.

Não havia mais ninguém reclamando de porra alguma. Privilegiados. Uma banda desse quilate tocando para umas 50 pessoas. Pessoas que certamente não esquecerão esse momento. Devo dizer que o profissionalismo da banda é notável. Tocaram com uma garra animal, ofereceram o melhor de seu talento para alguns poucos presentes. Isso é banda!!! Isso é respeito pelos fãs. Tanto faz se são cinco mil pessoas, ou algumas poucas dezenas. Ao final do show (é, infelizmente ele acabou…), demonstraram extrema simpatia conosco, e pela causa do underground. Rolou uma distribuição de baquetas (não consegui uma…) e ainda uma foto coletiva, que pode ser conferida abaixo.

De minha parte, devo dizer que foi um dos melhores shows que já assisti. E ainda, claro,  o privilégio de conferir ao vivo e tão de perto uma das maiores bandas do Brasil, quiçá do mundo! Porque o que esses caras tocam, e quem conhece sabe, não é pra qualquer um. Gênios! Sem viadagem, o som é tão fantástico que uma lágrima quase desceu de um de meus olhos! Houve um momento em que tive uma leve vertigem, com a sensação de que o palco estava se inclinando. Cansaço? Ou o som causou isso? Sei lá. Só sei que não vi ninguém sair triste de lá… quem ficou até o final, sabe que valeu, e muito, a espera, o frio, o cansaço… e ainda lamentou quando o show acabou. Novamente o silêncio, a escuridão, as trevas… e as lembranças de uma barulheira infernal e de altíssima qualidade.

Jamais esqueceremos, tenho certeza disso!

A atual turnê divulga o mais novo disco da banda, lançado em 2013, e intitulado Esquadrão de Tortura. É o primeiro com título em português, o primeiro como um trio (salvo engano, e alguém me corrija, se estiver errado), e o primeiro disco liricamente conceitual. As letras tratam do período em que o Brasil esteve nas mãos de uma ditadura militar.

O setlist apresentado pelo trio foi o seguinte:

NO ESCAPE FROM HELL
PULL THE TRIGGER
PÁTRIA LIVRE
PANDEMONIUM
LIVING FOR THE KILL
COME TO TORTURE
THE UNHOLY SPELL
GENERATION DEAD
CHAOS CORPORATION
HORROR AND TORTURE

Torture Squad em Gorpa!

Torture Squad em Gorpa!

Maquinária Rock Field – o Festival está de volta!

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Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Um dos mais importantes festivais da cidade de GORPA está de volta, em uma edição recheada de grandes bandas. Nota-se a qualidade do evento pelo line-up apresentado!

Em uma produção da PALLCO com os DEAD COWBOYS (Motorcycle Custom Club), e levando o nome da banda que idealizou o festival – Maquinária, teremos dois dias de shows na Chácara Morada da Lua, Vale do Jordão. Os portões serão abertos às 09h do dia 14, sábado, e serão dois dias recheados de rock´n´roll e bera.

Mas vamos falar um pouco, só um pouco, de cada uma das bandas que estarão presentes.

SÁBADO, a partir das 15h

SUDARYUM

Banda guarapuavana, de rock progressivo com temática cristã

VOLTZ

FAUNO

Banda curitibana, um rock´n´roll vigoroso em português

SEGREDO ÁS

Banda guarapuavana de rock autoral, com letras em português

MÉDICOS DE CUBA

Banda de Hard Rock Alternativo, fundada em 2013, e baseada na cidade de Araucária. Também com letras em português

DISASTER BOOTS

Banda de Gorpa, com um rock´n´roll que parece saído do final dos anos 60/inócio dos 70, e vencedora do III FUCA em 2013

CORJA PUTRE

Banda curitibana formada em 2007, faz um som Hardcore / Crossover

THE EMPIRE RISE

Banda guarapuavana de Melodic Hardcore / Metal

VOMITFICATION

Death Metal direto da cidade de Dois Vizinhos

BUP ROXETIN

Banda guarapuavana surgida no último Maquinária, em processo de gravação de seu primeiro disco. Vai rolar canção nova nessa edição

EMBRIO

Banda de Thrash metal de Cascavel, formada em 2005, com um disco lançado

GOATCULT

Banda guarapuavana de Death Metal

ALVOCORE

Banda de Hardcore Melódico de São Paulo

FUTHÄRK

Banda de Folk/Death Metal, também daqui de Gorpa

TRATOR BR

Banda de Death Metal, de Bauru – SP

DOMINGO, 15h

SEM SYSTEMA

Punk Rock da nossa cidade-irmã, Irati

NAILS ON THE WALL

Rock acústico, faz covers de outras bandas (corrijam-me se estiver errado)

SUPERSTIÇÃO

Baseado na cidade de Rio Azul, faz sons próprios e covers de Coal Chambers e Brujeria

FEELING FOLK´S And Rednecks

Bluegrass guarapuavano

MYTHKING

Banda de rock/metal fundada em 2008, em Pitanga – PR

SEXPLOSE

Banda guarapuavana de Hardcore melódico

KILL AGAIN

Thrash Metal de Cascavel – PR, fundada em 2013

FUSILEER

Thrash Metal guarapuavano

BLOODSUCKER

Thrash e Heavy Metal de Prudentópolis

OPEN SCARS

Death/Metal/Grindcore guarapuavano

SILVER GRAVE

Heavy Metal Tradicional formada em meados do ano 2000 em Toledo – PR

ULTRA VIOLENT

Thrash Metal guarapuavano, alterna letras em inglês e português

DARMA KHAOS

Heavy Metal mineiro, de Uberlândia, uai!

MAQUINÁRIA

A banda que dá nome ao festival

TORTURE SQUAD

Precisa comentar??? Bom, vamos lá então… banda de Thrash/Death Metal de São Paulo, formada em 1990, que faz um som altamente técnico e veloz, e quem vem divulgando seu primeiro disco com título em português, Esquadrão de Tortura, um trabalho conceitual sobre o período em que os militares governaram o Brasil. Quem curte metal não pode perder!

 

Taí, pessoal um resumão básico sobre o que será o Carnaval da galera que curte rock´n´roll! Adquira seu ingresso (informações na imagem acima) e corra!