Arquivo do autor:Fabiano de Queiroz

Novo visual do blog!

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Saudações!

Em breve, pretendemos repaginar o visual do blog. Visual novo, equipe nova, tudo novo ehe. De momento, temos um logotipo e uma capa para a página do Gorpa Music no Facebook.

A iniciativa foi do Lucas Rudiero, baixista da Trupe do Disco Voador, membro do nosso blog, e que atua na BZZ, Agência Experimental do curso de Publicidade da Faculdade Campo Real. O desenho em si foi uma criação do talentosíssimo aluno Alesson Santos, que captou muito bem a ideia que tínhamos (a palavra-chave era “blues”). Um lance retrô, que transpirasse música por todos os poros. O resultado pode ser conferido em nossa página no Facebook, e coloco também abaixo:

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Que que eu posso dizer desse logo…? Cara, é simplesmente espetacular! Um vinilzão, o G representando o braço e a agulha, e aquele botão vermelho (que é o pingo do “i” da palavra “music”) é o REC (afinal, o blog faz entrevistas também, certo?). Conceitualmente brilhante. Simples e evocativo. Obra de quem sabe muito, realmente. Por isso sempre digo… valorizemos os verdadeiros talentos, porque o que temos de gente enganando a galera por aí não é brincadeira…

Agora, sobre a capa, abaixo… de cara, a bela sacada do fio saindo do amplificador. Na imagem abaixo, ele aparece solto, mas na página do Face, está conectado ao toca-discos, que é a foto de perfil. Show! ehehe. A parede descascada, dando aquela sensação bem underground e antiga. O som pelo som! Caras… pirei! Muito bom. Parabéns à galera da BZZ.

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Planalto Falante (segundo disco da Traça do Mestre Graça)

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Capa do novo disco da Traça do Mestre Graça

Planalto Falante é o nome do segundo álbum da Traça do Mestre Graça. Enquanto seu predecessor, Na Terra do Visconde, foca nas histórias de Guarapuava, este expande os horizontes para o estado do Paraná (uma das músicas se chama “Canção de Matinhos”, terra de coração do músico). Alexandre Leocádio, seu idealizador, dá um salto não apenas geográfico, mas conceitual e de qualidade. O primeiro disco saiu com 10 faixas, enquanto o novo vem com 23. Manteve algumas das cantoras do trabalho anterior, e incluiu novas vozes, femininas e masculinas. E diversifica o som, sem perder a identidade. Enfim, vamos aos fatos!

Começando pelo começo: a belíssima capa. É uma obra do artista plástico Valdoni Ribeiro, que mostra um pai contando histórias para sua filha. Fecha com perfeição a ideia do trabalho, além de ser esteticamente lindíssima, contrastando com a simplicidade da capa do primeiro disco.

Planalto Falante tem 18 vozes cantando, além dos narradores. O próprio Leocádio se arrisca em algumas faixas. Se no primeiro disco ele fez tudo, menos cantar, agora pode-se dizer que não faltou nada. Todas as letras são dele também.

Neste link há uma boa matéria sobre o disco. Destaca a diversidade musical (do reggae ao metal), e temática (Cataratas, gralha-azul, araucária… símbolos paranaenses).

Vamos ao faixa-faixa:

1. Nosso mundo é literário
A intérprete é Carine Nunes, que já tinha cantado em duas faixas no primeiro disco. Neste, ela canta mais três, sendo esta primeira a abertura, colocada aqui de forma proposital, pois trata do mundo da imaginação através da literatura, e apresenta a concepção do trabalho. É o mundo mágico infantil em versos como “nosso mundo é literário / um reino inteiro de imaginação / mas olhe bem em sua volta / nosso mundo é literalmente real”. Devemos lembrar também que, além do disco, há o espetáculo derivado, e não me surpreenderá se o show começar por essa faixa. Essa canção foi composta em homenagem ao setor infantil da Biblioteca Pública do Paraná. É até difícil falar do disco sem ter visto o show, pois as músicas ganham força ao vivo. Mas vamos lá. 🙂

2. Fome de Leão
Interpretada por Júlia Matos, é uma música suingada, com sopros e uma levada feliz. Cita o chimarrão, e trabalha imagens de animais através da poesia, com forte apelo lúdico. A voz infantil no início da faixa é da própria Julia Matos, quando criança. Resgatada de uma fita K7, tem até aquele típico ruído de estática. Grande sacada!

3. Lilás
Tati Sila é a intérprete desta faixa, que brinca com a cor lilás, da flor de mesmo nome. A música é mais falada que cantada, e tem um tom muito suave.

4. A Terra gira
Esta faixa trata dos movimentos de rotação e translação da Terra (enquanto a Terra gira o Sol ilumina / de acordo com a inclinação). Ótima para trabalhar em sala de aula. A intérprete é a Camila Galarça e a música é mais agitada que as anteriores, com sopros animados e uma bateria firme.

5. A lenda das Cataratas
Esta é bem paranaense. Traz novamente a Carine Nunes, agora em um tom bem messiânico, que lembra a música Tristeza das Águas, do primeiro disco. Traz ainda narração de Márcia Cebulski. Conta a lenda de Naipi, e é uma das faixas mais bonitas do disco.

6. De galho em galho
A sexta faixa faz referência à araucária e ao pinhão, e também brinca com a sonoridade das palavras. É interpretada por Guilherme Rocha, em uma voz irreconhecível para quem o ouve na banda Ultra Violent.

7. Curiaçu
Outra narração de lenda, agora a do guerreiro Curiaçu, caçador cujo peito virou tronco de um pinheiro do Paraná. A intérprete, Cynthia Rosolen, canta maravilhosamente bem. Márcia Cebulski participa desta faixa, como narradora.

8. Curupira pira Curitiba
Interpretada por Roberto Scienza, da banda Disaster Boots, a faixa brinca com lendas e imagens curitibanas, com uma levada mais roqueira e psicodélica.

9. Canção de Matinhos
Uma das faixas mais poéticas do disco, com apelo crítico à poluição das praias, ficou a cargo de Daniele Krauz, presente em outras duas faixas do trabalho. A sonoridade é mais fechada, triste, seguindo o tema. Canção de Matinhos também é o nome do hino da cidade litorânea de Matinhos. Alexandre Leocádio Santana, o avô do nosso Leocádio, foi o primeiro salva-vidas da cidade. A composição é dos tempos em que o músico trabalhava com Educação Ambiental na cidade.

10. Eu e Josefina
Fazendo contraponto à faixa anterior, esta é bem alegre e dançante, fazendo uso de um ritmo nativista, o vanerão. Conta história da mula de um tropeiro, a Josefina. A cantora é Marilde Lima, em boa emulação do jeito gaúcho de cantar.

11. O Visconde do frio
Essa faixa traz uma das melodias mais bonitas do disco, com a voz super suave da Heloisa Stoeberl. O Visconde aqui cantado em verso é o Visconde que dá nome ao primeiro disco, finalmente revelado agora.

12. Deve ser algo viral
A narração no início dá uma zoada na diferença de tratamento dos médicos em relação aos pacientes particulares e conveniados. A música tem uma sonoridade épica, progressiva, e a letra é engraçada. Os intérpretes são Aniely Mussoi e Ricardo Almeida. A cômica narração ficou a cargo de Alexandre Leocádio e Marina Santana.

13. Menina bonita
Com um ritmo bem soul, vem com uma letra mais infantil, interpretada por uma criança, a Helena Stoeberl. Aposto que será uma das favoritas da criançada.

14. A valsinha da Têre
Tati Sila volta nessa faixa, que nos remete às músicas infantis clássicas, no instrumental cheio de “barulhinhos”, e na melodia vocal suave e gostosa de ouvir. A música homenageia a Têre, já falecida, mãe da cantora Tati Sila. A inspiração para a composição veio da música Angel, de Jimi Hendrix.

15. Vou viajar
Cynthia Rosolen canta a evolução nessa viagem através da História. É uma faixa com musicalidade quase minimalista, sintética, que transpira tranquilidade, embora vá crescendo durante a audição. Ótima melodia.

16. Montezuma se enganou
Uma das melhores letras do disco, tratando da violência das colonizações, em história cantada pela Daniele Krauz – com um trecho narrado pela Márcia Cebulski – (as garras espanholas foram implacáveis e responsáveis pelo fim de mais uma civilização).

17. Pense duas vezes
Essa faixa traz 5 intérpretes, é uma música bem infantil e alerta para o desperdício. O ínicio da faixa é engraçado, com uma das cantoras “ensaiando” – só isso? Daí eu acho que repete isso umas cinco vezes. A cantora é questão é a irmã da Tati Sila, a Thamy. Quem participa dessa faixa também é a pequena Emily Campos, de 7 anos, que estava no show do SESC no ano passado, e cativou a galera cantando com vontade as músicas, como fã.

18. Uma estória ambiental
Outra letra muito criativa, lúdica, riquíssima em imagens (acho que ficaria sensacional ao vivo). Conta a saga de um oxigênio e seus amigos hidrogênios. É interpretada por Daniele Krauz. A faixa tem uma levada meio “Legião Urbana for Kids”.

19. Macuco Beleza
A terceira participação de Carine Nunes tem uma introdução épica e uma letra bem infantil, brincando com imagens e sons. Para quem, como eu, não sabe o que é Macuco, eis a explicação do Prof. Leocádio: “Macuco – é uma ave da Floresta Atlântica bastante ameaçada. A música descreve os hábitos dela. “Jussara” é uma palmeira mais ameaçada ainda pelo corte predatório para extração de palmito. O Macuco se alimenta do açaí que essa árvore produz.” Mais uma canção de verve ecológica, bastante alegórica.

20. Papel de Meu Herói
Outra introdução incrivelmente criativa, e que traz a participação da Fabi Stoeberl, estrela do show e disco anteriores. A faixa é uma homenagem aos (bons) pais. Alexandre Leocádio e Marina Santana participam da música.

As três últimas faixas tem características bem específicas: são mais pesadas, bem ao gosto do autor pelo thrash metal, e homenageiam a sobrinha do músico. Ei-las!

21. Isão
“Isão” é um dos apelidos da Isadora, a sobrinha do Leocádio. Essa faixa brinca com os apelidos, e é entoada pelo Guilherme Rocha, nessa vez fazendo uso de seu gutural. A música começa lenta e quase meiga, e torna-se “slayeriana” em seu refrão. Thrash metal for babies! 😀

22. Download Fralda Larga
Nessa o próprio Alexandre interpreta, com uma voz sintetizada, em meio à pesada camada sonora. A letra é das mais divertidas do disco (minha fralda armazena / um thera de informação).

23. Não é Maria, Não!
Começando com um ataque de bateria, é a mais “pesada” das três, trazendo novamente o Leocádio no vocal, nessa vez mandando um gutural dos quintos dos infernos. A letra se refere ao segundo nome da sobrinha Isadora, que é Maria.

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Só para finalizar, além de todos os citados, o disco ainda contou com o trabalho de Desirée Melo no design gráfico, e com as fotógrafas Janaína Carvalho e Mariana Arboit.

Resumo da ópera: se o primeiro disco já foi uma grata surpresa, este certamente é uma evolução, trazendo mais diversidade musical e letras ainda melhores. É, sem dúvida, um belo trabalho, de um artista extremamente dedicado, e que tem uma óbvia capacidade de aglutinar e integrar talentos (“cultive as amizades”, já dizia um amigo meu). Dessa forma, não é difícil entender os motivos que levam o segundo CD a apresentar tanta qualidade. Parabéns e que venha a turnê! Torço para que o disco seja valorizado, especialmente pelos educadores e pelo poder público.

SOLOBONIGHT!!! Quase tudo sobre o evento de encerramento da I Copa Mix Tape!

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Saudações, raríssimas e raríssimos leitores! Hoje vamos comentar um pouco do que rolou no sensacional Solobonight, ocorrido na MUV, dia 08 de março, domingo, Dia Internacional da Mulher.

O evento, que encerrou a I Copa Mix Tape (falaremos da copa em outro post… aguardem), trouxe quatro bandas, em uma noite gostosa e extremamente bem organizada pelos Kingargoolas, que tiveram o apoio de diversos parceiros, devidamente citados ao final da matéria.

O INÍCIO

Primeiramente, devo confessar que não sou jornalista. Isso é meramente um hobby de alguém que adora música, e que gosta de acompanhar a cena local. Cena esta que vem se desenvolvendo de uma forma brilhante nos últimos anos. É surpreendente como temos talentos e mais talentos locais, soterrados no mar de mediocridade midiático, com pouco espaço, mas com uma vontade imensa de trabalhar e se mostrar. E é isso que temos percebido a cada evento. Muita boa vontade e qualidade. Os eventos são, muitas vezes, tentativa e erro. Esse eu posso dizer que acertou e muito, e em vários níveis: qualidade das bandas, diversidade musical, pontualidade, local do evento… enfim, vamos destrinchar esses pontos na matéria.

SOLOBO…NIGHT?

Bom, pra começar esse papo, vamos destrinchar o significado de “Solobonight”, para os desinformados que, como eu, não entenderam o nome, eheh. A banda Kingargoolas tem uma música chamada Solobonite em seu primeiro disco. Com a palavra, Mackey, o óme do Teremim: “Ela se chama assim porque faz referência a um filme do Ed Wood, chamado Plan 9. Seria, segundo o filme, uma bomba, uma explosão, que destruiria o universo todo…é uma viagem, porque o filme é B total, mas a gente adora essas porcarias, hehe”. Solobonite, segundo a Wikipedia, é uma bomba imaginária concebida pelo cineasta Ed Wood. “Tal objeto figura no filme de maior sucesso do diretor, Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 From The Outter Space) de 1956. Segundo o enredo do filme essa bomba, mais poderosa do que qualquer outra já criada pelo homem, seria capaz de explodir a própria luz do Sol, e por consequência, todo o sistema solar!”. Eu adoro saber de onde surgem nomes e ideias, e a Kingargoolas é uma banda que trabalha muitas referências pop (quadrinhos, cinema etc). Mais à frente, inclusive, é uma ideia do Gorpa Music (mais especificamente, do Gustavo da Trupe do Disco Voador) destrinchar referências e composições de músicos locais.

LOCAL DO SHOW

MUV. Como o pessoal de Gorpa sabe, a MUV é reduto da música sertaneja. Eventos de rock são absolutamente raros lá. Então, era uma incógnita, nesse aspecto. O local é muito acolhedor. O palco, bonito. O espaço não é grande, mas perfeito para eventos underground. Não posso deixar de comentar que o público me surpreendeu, pois realmente tinha uma boa quantidade de pessoas no local. O povo foi chegando aos poucos, e o recinto ainda não estava cheio quando a primeira banda, a Feeling Folk´s, tocou. Mas depois encheu, e a galera se divertiu, pulou, dançou e bebeu de forma absolutamente ordeira. Roqueiro é tudo gente boa! 😀

Não vou dizer que a cerveja era barata, mas ao menos as opções eram muito boas, o que não ocorre em todos os eventos, se é que me entendem…

1, 2, 3… FEELING FOLK´S AND REDNECKS

603116_781955448558536_3153684019065502489_nBom, mas isso aqui é rock´n´roll, então chega de papo! A primeira banda a subir ao palco foi, como supracitado, a Feeling Folk´s and Rednecks! É uma banda bem diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Country, country rock, folk, bluegrass, mais ou menos por aí. Com uma pegada forte, de fibra. O som é uma delícia. Imagino o que será o CD desses caras! Fotos e vídeos do evento estão sendo divulgados na página do evento no Facebook. Clique aqui.

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Feeling Folk´s e seu country na Solobonight

Além daquele banjo sensacional (que não é um banjo, e sim um mandolin, mas eu manjo muito dos paranauê…), ainda tem um violoncelo lindo (que também não é um violoncelo, nem um baixolão, como eu pensei, mas um baixo acústico), com um som encorpado e elegante. Realmente muito bom. Os caras mesclaram covers com músicas próprias, e talvez lancem seu primeiro disco ainda esse ano. Na torcida aqui, pois acredito que o potencial é grande. Saquem as músicas tocadas no evento:

1- Interior do Paraná
2- Ring Of Fire
3- Eu Voltei
4- King Of Fools
5- Raízes
6- Rockaway Beach
7- Folsom Prison Blues
8- Velho Bar
9- A Garrafa e a Ansiedade

A formação da piazada é essa:

Lucas Otaki- Vocal/violão
Mattheus Cabeça – Baixo Acústico
Emerson Bolacha – Guitarra
Gabriel Brito – Mandolin (que eu, do alto de meu vasto conhecimento musical, jurava que era um Banjo)

Dr. SKROTONE E A MÁFIA DO SKA

Quem foi ao show, de forma geral, sabe o que é Ska. Mas sei que a maioria das pessoas desconhece o estilo. O Ska é um dos troços mais dançantes já criados pela humanidade. Eu gosto muito, mas foi a primeira vez que vi um grupo do gênero ao vivo. E confesso que adorei. Achei simplesmente inebriante!

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Máfia do Ska no palco da MUV

O ska, embora soe muito diferente do reggae, foi o precursor do gênero que consagrou Bob Marley. Surgido no fim dos anos 50, na Jamaica, mistura ritmos caribenhos como o mento e o calipso, com músicas estadunidenses, sobretudo o jazz, o jump blues e o rhythm blues (valeu, Wikipedia!). Creio que a banda mais conhecida e consagrada do gênero foi a Skatalites, dos anos 60. No Brasil, já naquela década havia reminiscências ao ska dentro da Jovem Guarda. Já nos anos 80, o exemplo mais forte são os  Paralamas do Sucesso, que lançaram várias músicas desse gênero, mas várias bandas dos rock nacional dos 80 e 90´s tem influência desse gênero, por vezes confundido com o reggae.

Voltando ao presente, A Máfia do Ska é uma banda pontagrossense, de enorme10675579_281705848619690_1119410691082465112_n qualidade técnica, com várias composições próprias. A banda também toca alguns covers e versões (rolou inclusive Paralamas no show, além da seminal Skatalites), mas produzem material próprio. O visual da banda é muito legal, com gravatas e tudo o mais, bem típico do vestuário tradicional do ska. Os instrumentos de sopro são muito fortes nesse gênero musical, trazendo uma sonoridade aberta, alegre e dançante. Foi bonito de ver a galera dançando na MUV! O local já tinha bastante gente quando a Máfia subiu ao palco.

Eis uma mensagem da Máfia do Ska que resume o que representou a noite de domingo: “Chega a ser indescritível a atmosfera que vivenciamos aí em Guarapuava. Sabemos das dificuldades em fazer um evento desse porte apenas com artistas regionais. E ontem foi uma prova que o Paraná é um celeiro de talentos da subcultura, e tem toda a capacidade para se tornar um polo nacional e referência não só na música, mas em todos os âmbitos que envolvem a arte. Ficamos extremamente felizes com o retorno do pessoal que compareceu. Reunir tantas pessoas, num domingo com chuva, somente músicos do estado, para a cidade é um privilégio e estão de parabéns; a noite foi perfeita.”

Setlist:

– Intro (Própria)
– Dobrando a esquina (Própria)
– Gangsters – Specials (Versão)
– Somos Brasileiros (Própria)
– Ska ska ska (Própria)
– I chase the devil – Max Romeo (Versão)
– Vida Simples, Luta Dura (Própria)
– Sete Covas (Própria)
– O Patrão – The GodFather (Versão)
– Malaco – Specials – messenge to you rude
– Guns of Brixton – Clash (Versão)
– Guns of Navarrone – Skatalites (Versão)
– Anti Racista (Própria)
– Jam (Própria)
– O Beco – Paralamas (Versão)
– Pressure Drop – Maytals (Versão)
– Monkey Man – Toots and Maytals (Versão)

Formação:

Juninho – Vocalista
Danilo – Bateria
Gabriel – Baixo
Rodrigo – Guitarra
Larissa – Teclado
Elson – Saxfone
Willian – Trompete

KINGARGOOLAS

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro, e o Ramon logo atrás (aquele orelhudo ehe)

Após o espetáculo promovido pela galera do ska, presenciamos a dona da bola, promotora do evento, idealizado do conceito. A Kingargoolas, com sua surf music instrumental. O quarteto é tecnicamente muito, mas muito bom. Eu nunca tinha visto ao vivo. Tenho o primeiro disco (o segundo está para ser lançado), e achei que o grupo soa bem mais pesado no palco que em CD. Até me surpreendi nesse sentido. A presença de palco é ótima, e aquela máscara irônica do Mackey (guitarra) é um caso à parte. Também é com ele o momento Theremin do show. Um instrumento inusitado e bastante incomum, de difícil execução. A banda tem bastante material próprio, e mesclou músicas dos dois discos. Pela qualidade apresentada, parece-me que vem algo realmente muito bom por aí. Interessante notar que, com todo o reconhecimento que o grupo já tem, os caras são simples e humildes (as máscaras se restringem ao palco ehe). E, mesmo que não pretendam se tornar promotores de eventos, definitivamente se deram muito bem neste! Durante o show, apareceu até um mascote à la Eddie, distribuindo bebida… divertido e inusitado eheh.

Quanto ao Theremin (ou Teremim), é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, tocado sem contato físico do músico. Ele é bem antigo, foi patenteado em 1928, mas inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen. Quem quiser entender o seu funcionamento, pode clicar aqui. Basicamente o instrumento é o pai do sintetizador e da música eletrônica. O uso do teremim é comum em trilhas de filmes de terror e ficção científica (como no clássico “O Dia em que a Terra Parou, ou nas aberturas das séries “Doctor Who” e a antiga “Startrek”), e foi “redescoberto” pelas bandas de rock nos anos 60 e 70. Os Rolling Stones e o Led Zepellin fizeram uso do instrumento. O Zep o utilizava ao vivo na execução de “Whole Lotta Love”. O som é etéreo, por vezes fantasmagórico, e definitivamente mágico.

Bom, a Kingargoolas estava encerrando com a música “Wipe Out“, mas o povo pediu, pediu e ganhou mais uma. A galera só pede mais uma música quando a banda agrada de verdade. Do contrário, todo mundo dá graças a Goku e respira aliviada. E assim os mascarados terminam seu set, aclamados e certamente felizes pela missão bem cumprida, abrindo espaço para a última atração da noite, o malucaço Chucrobillyman!

Setlist

Enia, Puxe o Freio!
Lambreta Sunburst
Tit’s a go go
Pullover Tom Pastel
Corra Carlos, Corra!
Rockula
Crazy Race Rock
Le Mequifoá
Solobonite
Tequila
Hipotálamos Reverse
Tantra Wave
Crazy Cuckoo Clock
Surf Party
Fórceps Poseidon
Wipe Out
Acme Speed Dynamite

Formação:

Baixo: Joerto
Guitarra: Aredes
Guitarra/Theremin: Mackey
Bateria: Cerso

BRINDES E PRÊMIOS

Apresentada pelo Duda, da MIXTAPE, tivemos uma sessão de sorteios de brindes, piercings, tatuagens, vestido, bandana e outros prêmios. Momento mimoso do evento 🙂

O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN!

Para encerrar o minifestival, contamos com a presença da lenda viva, insana e11061992_1019596184736480_3095445856824501799_n psicótica, vinda de Curitiba… Chucrobillyman, a banda de um homem só! Com um som pesado, psicodélico e personalíssimo, o Chucro e seu slide fizeram a festa da galera. Acho interessantíssimo perceber que músicos experimentais como ele conseguem ter espaço ainda, num mundo tão monocromático. Pode-se gostar ou não do som. Só não se pode negar a genialidade do cara, que toca violão, bateria e instrumento de sopro, tudo ao mesmo tempo, além de não parar quieto. Lá pelas tantas, circulou pelo recinto, dividindo a viola enquanto quase plantava bananeira. Basicamente um doido. Mas um doido de imensurável talento! O som é uma paulada na orelha.

Uma de suas músicas, Chicken Flow, foi utilizada num clip-divulgação da  11ª Corrida Noturna Unimed Curitiba. Confira o divertido vídeo aí:

10620136_894270167269007_5815615061432568515_oNa própria definição de Klaus Koti, o único membro da banda (que além de músico, é artista plástico), “Chucrobillyman decidiu montar sua “banda de um homem só” e tocar todos os instrumentos sozinho e ao mesmo tempo mesclando o minimalismo do rock, a urgência do blues e do punk e a estética do som garageiro dos anos 60.” Ele cita ainda motores diesel e sistemas elétricos como influências musicais. Há muito material no Youtube sobre o cara. Clique nos links abaixo para conhecer:

Clip de Chicken Flow
The Chicken Album (disco completo)
Show no Psicodália 2012
Para acessar seu site oficial, clique aqui.

Eis a seleção de músicas da noite, que também teve pedido de bis (devidamente concretizado):

1- Viola Intro
2- Heart Ignition
3- Whiskey-o-Wine
4- Nothing to Choose
5- Fried Chicken Blues
6- Ezquizofrenic Love
7 –Space Blues
8- Going to see ma Babe
9- Shinning Light
10- Rollercoaster Love
11 – Chicken Truck
12 – No Enzime Blues
13 – Carmem
14 –Dirty Doll
15 – Chicken Style
16 – Macumba for You

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PARCEIROS

O evento foi realmente fantástico, muito bem organizado pelos Gargoolas, e teve diversos apoiadores, devidamente citados aqui: Armazém do Malte, Beer’s House, Armazém do Rock, Tales Tattoo, Studio Arte & Beleza, Atelier & Brechó Irisdelfane, Revival Bolsas e Artes, Brownie do Chef Guigão, Gráfica Imagem, MixTape, Fosferia e Donizete Krasniak.

E que venha logo o próximo Solobonight!!! 😀

Maquinária Rock Field – Parte 2B (Domingo)

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Bem, pessoal, dando sequência e finalizando a série de artigos sobre o MAQUINÁRIA ROCK FIELD, adentramos o domingão, noite fechada, pau comendo solto no palco. Agora, com os pacatos cidadãos de Prudentópolis que formam a banda BLOODSUCKER! Sim, Prud tem peso, e não é pouco! O som é basicamente Thrash, e os caras chegaram a ficar em 2º lugar no Irarock, realizado em Irati, em 2014. Confesso que não sei se eles tem material próprio, mas no Maquinária eles tocaram covers, como se pode perceber na settlist abaixo:

Domination – Pantera
Roots bloody Roots – Sepultura
refuse/resist – Sepultura
Contractor – Lamb of God
Laid to Rest – Lamb of God
Territory – Sepultura (clique para acessar o vídeo feito pela Indústria do Rock). Eis a galera aí:

Bloodsucker

Bloodsucker

Para conhecê-los melhor, acesse sua página no Facebook!

A próxima banda da noite foi a guarapuavana OPEN SCARS, com seu som extremo! É um death/grindcore sem concessões. O trio lançou um EP intitulado “Holy Corruption” em 2013, que foi a base do show realizado no festival, contando com músicas autorais. Confira o setlist:

1 – Hysteria
2- Stench of Greed
3- intro + religious Death
4- I shit for Religion
5- Faith Perverse
6- Holy Corruption
7- Killing justified

Para conhecer mais:

Página no Facebook
Vídeo da música I shit for religion, by Indústria do Rock
Soundcloud
Quando o cara anuncia I shit for religion, dizendo “essa música vai para a religião, que não serve pra nada”, pensei que uma bomba cairia no local, tamanho o sacrilégio dessas palavras em território guarapuavano (Operação Sacrilégio à parte, naturalmente ahaha). Mas não, vivemos em uma democracia e consta que a banda sobreviveu ao show 😀

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Contrastando com as bandas infernais, o frio aumentava mais e mais. Nada muito celestial, mas o calor ficava por conta do som, pura e tão somente. Recebemos uma prévia do inverno em pleno mês de fevereiro. E silverfoi com esse espírito agasalhado que conferimos a próxima banda, a ótima SILVER GRAVE, que trouxe um metal bem tradicional lá de Toledo. Formada no início desse milênio, os caras fazem um heavy metal de responsa, com ótimo instrumental e um vocalista excelente, que emula com muita competência o grande, gigantesco e colossal Rob Metal God Halford! Eu, como fã desse tipo de música, devo confessar que curti muito o show. Olha aí as songs silvergravianas que rolaram no festival:

Intro Between the Heaven and Hell
(Apresentação Alessandro)
The Silence is With Me
False Rituals
(Apresentação Evandro)
Into the Pit (cover de Fight)
Souls in Pain
(Apresentação Alessandro)
Abigail (cover de King Diamond)
Silver Grave

Links:

Página no Facebook
Vídeo no Maquinária, by Indústria do Rock (música Between the Heaven and Hell
Metal Archives

Altas horas da noite, entra a guarapuavana ULTRA VIOLENT em campo, já com torcida ganha. Foi até fácil. Os caras são manjados, populares na city e a galera quicou bastante. Rolou até uma distribuição de camisinhas por conta do Carnaval. Trepe com moderação! Ou melhor, com segurança! Apoiado, tem que alultraertar a galera mesmo, porque depois da m**** feita nem sempre há volta… o setlist mesclou músicas antigas, compostas em inglês, com as mais recentes, no idioma pátrio, na língua-mãe, a última flor do lácio… enfim, o bom e velho portuga! O trio parada-dura não deu sossego para os vizinhos e enfileirou uma porrada na orelha atrás da outra. O Rocha, estreando na profissão de papai, destilou toda a sua fúria metálica nos presentes que, agradecidos, interagiram muito bem com a banda! Eis as suaves canções que rolaram:

 

Lama de sangue
Um passo para trás
Engatilhado
Bem vindo a era da ultra violência
190
Eminent
I.N.E.R.T.E
Sick scars on me

Links ultraviolentos:

Facebook
Ultra Violent – I.N.E.R.T.E (vídeo Maquinária)
Soundcloud
Youtube

Os próximos a entrar no palco foram os mineiros (Uberlândia) do DARMA KHAOS! O frio estava mais intenso, o público cansado, parte dele já não estava mais lá, e havia, portanto, menos gente conferindo esse show. Mas eles entraram com gana e garra, e isso pôde ser claramente percebido pelos presentes. O estilo é um metal crossover, se é que se pode definir dessa forma. Tem aproximação com o nu metal da segunda metade dos anos 90 (o que sempre gera narizes torcidos por parte da turma do metal tradicional). De qualquer forma, eles tem material autoral, o vocalista é bastante carismático e a banda toca bem. Ouvindo as músicas disponíveis no site Palco MP3, percebe-se um ótimo nível de profissionalismo, o que não surpreende, considerando que estão na estrada há mais de 10 anos. O setlist apresentado foi esse:

In Shades
Unfaced
Good God
Somebody Somenone
25 Hs of Hate
Freak on a Leash
Blind
Chibata!

Links para conhecer melhor os mineiros (garanto que não se arrependerá – ouvi algumas e curti bastante)

Facebook
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Palco MP3
Vídeo no Maquinária – música 25 Horas

Darma Khaos

Darma Khaos

 

Com o horário do evento estourado e relativamente pouca gente ainda presente, tivemos a entrada da banda idealizadora do festival, a MAQUINÁRIA! O set acabou sendo curto para compensar um pouco o atraso Apenas cinco músicas (mais intro), todas autorais. A banda manda bem no palco. Sou particularmente fã do som da guitarra, o Osni manja dos paranauê! Ainda precisamos fazer uma longa matéria com essa banda, que deve ter muita história pra contar. Além de ser das mais antigas do rock gorpiano, os caras são apoiadores importantíssimos da cena da região. Saca só o setlist:

01 – Intro
02 – Rock n roll Mania
03 – Nada Será em Vão
04 – Conversa Fiada
05 – 3 de Setembro
06 – Durante Muito Tempo

Alguns links relacionados à banda:

Vídeo de Rock n Roll Mania no festival
Canal no Youtube
Facebook
Soundcloud

Formação:
Osni – Guitarra e vocal
Adriano – Baixo
Júnior – Bateria

maquinaria

Bem, com isso finalizamos a série de artigos sobre o festival MAQUINÁRIA ROCK FIELD!

Agradecimentos especiais ao Eli, da Pallco, Junior Batista, da banda Maquinária e Pallco, Toni (pelos vídeos aqui utilizados), Joãozito da Bup, Jordana (que beleza de chopp eheh), e principalmente aos amigos de longa data Cezar Max, Helby e Rodrigo Antunes, pela companhia! Abaixo, os links das cinco matérias que compõe este relato, em sua ordem correta:

Parte 1 (sábado)
Parte 2 (sábado)
Parte 3 (domingo)
Parte 4 (domingo)
Parte 5 (Torture Squad)

Maquinária Rock Field – Parte 2A (Domingo)

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Chegou o domingão! Enfim, estamos nos aproximando do final da sequência de artigos referentes ao maior festival de roquenrou de Gorpa e região!

O início dos trabalhos ficou a cargo da banda de Punk Rock SEM SYSTEMA. Baseada na nossa vizinha cidade de Irati. nascida em 2010, a banda toca basicamente com um repertório de covers, embora já tenha algumas músicas autorais também. Confira aqui a página deles no Facebook. Não encontrei página oficial no Youtube, mas há alguns vídeos no canal chamado sandrosemsystema. Abaixo, os camaradas no Maquinária!

sem systema

O setlist tocado pela galera é esse:

AMERICAN PSYCHO – MISFITS
ANARQUIA OI – GAROTOS PODRES
DESAPREÇO – SEM SYSTEMA
HEAVEN KNOWS – RISE AGAINST
PAPAI NOEL VELHO BATUTA – GAROTOS PODRES
O QUE NOS RESTA – SEM SYSTEMA
NEGA JUREMA – RAIMUNDOS
VELHO PUNK – GRITANDO HC
ESCRAVOS DA EVOLUÇÃO – SEM SYSTEMA
A INTERNACIONAL – GAROTOS PODRES
NÃO EXISTEM LEIS – GRITANDO HC
RAZÃO E O PRAZER – SEM SYSTEMA
HELENA – MISFITS
VÍTIMAS DA PODRIDÃO – CALIBRE 12
PAGAR PELO QUE PODE TER – SEM SYSTEMA

Na sequência, tivemnailsos outra banda com um repertório de covers, mas em outra praia, a do rock clássico. É a NAILS ON THE WALL. Você pode conferir neste link a performance da banda, tocando Free Bird, do Lynyrd Skynyrd (eles também mandam Simple Man, da mesma banda). A página da piazada no Face é esta. Há um canal no Youtube, ainda com pouco material, mas acesse aqui para acompanhar. O setlist, simplesmente espetacular para quem curte classic rock (como é o meu caso), é esse aí: Johnny B. Goode / Sweet Home Alabama / Tush / Have You Ever Seen The Rain / Simple Man / Bad Moon Rising / Paranoid / Free Bird.

A banda seguinte, SUPERSTIÇÃO, vem com um som bem supersticaomais pesado, tendo os grupos Brujeria e Coal Chambers como base de seu repertório, mesclando com algumas composições próprias. Os caras são da cidade de Rio Azul, e você pode conferir a performance deles aqui, mandando um cover de Division del Norte, da ótima banda Brujeria. Há essa outra gravação, da música Brujerizmo, publicada no canal do Joelcio Soares, onde você pode encontrar mais material da Superstição.

feeling folkPausa para respirar! Após a pancadaria supersticiosa, tivemos a cada vez mais conhecida FEELING FOLK´S AND REDNECKS! Esta é uma banda que faz um som country, folk, com direito a banjo, o que lembra aqueles sensacionais grupos de bluegrass tão em voga atualmente. Você pode curtir algumas músicas desses caras no Soundcloud da banda. E assista ao bom clip da música Velho Bar aqui. E, enquanto você curte os sons da banda, aproveite para pedir um sushi na Otaki Culinária Japonesa, de propriedade do Lucas Otaki, membro da banda (não é propaganda paga, juro ahahah). Para concluir, o Toni gravou A Garrafa e a Ansiedade, tocada no Maquinária. Assista aqui! Confira as músicas que rolaram no show deles:

1 Velho Bar
2 Rockaway Beach
3 Raízes
4 Eu Voltei
5 Folsom Prison Blues
6 Ring of Fire
7 King of Fools
8 Interior do Paraná
9 A garrafa e a Ansiedade

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A banda seguinte foi a MYTHKING. A banda, uma mistura de metal, rock clássico e blues, foi fundada em Pitanga, lá pelos idos de 2008, e trabalha principalmente com músicas autorais. Bem interessantes, por sinal, como se pode notar em mais um vídeo produzido pela Indústria do Rock. Clique aqui para conferir a song “Music Isn’t Only to be Heard”. Destaco ainda a capa do EP The King, lançado em 2011, na imagem logo abaixo do setlist da banda, que traz uma arte realmente muito boa! As músicas apresentadas pela turma foram as seguintes:

1. Running Froms His Lion
2. For Charles Baudelaire I Sing It
3. Pornographic World
4. War Pigs (Black Sabbath)
5. Music Isn’t Only to Be Heard
6. The King

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Se você viu e gostou, ou não viu e ficou curioso, curta a página dos caras no Face, clicando aqui! A banda tem site oficial também, Clique aqui para acessar. Destaco especialmente a discografia, com três EPs para download gratuito! Há ainda uma sessão contando a história da banda, além de outra que traz as novidades. Um site extremamente bem organizado, que demonstra um bom gerenciamento de carreira, em minha opinião. Parabéns, galera!

Kill Again

Na sequência, KILL AGAIN, banda Thrash Metal de Cascavel, formada em 2013. Assista os camaradas mandando Betrayer of Humanity aqui, novamente via Indústria do Rock. A página oficial da banda no face é esta. Também vá vários vídeos aqui neste canal do Youtube. Há uma única faixa no Soundcloud também. Clique aqui e confira a música Kill Or Die, que também foi executada no festival! Apesar de ser uma banda nova, eles mandam bem no palco, com uma presença muito segura, e usam de forma efetiva as redes sociais para divulgação de seu material. Eles tem até um site oficial (confira aqui), o que não é lá muito comum entre as bandas. Confira o setlist apresentado pela banda cascavelense:

I – TOTAL DEATH
II – BREAK THE SYSTEM
III – FIND THE ARISE
IV – FALSE REALITY
V – BETRAYER OF HUMANITY
VI – KILL OR DIE
VII – MIDNIGHT QUEEN
VIII – SE PEDI NÓIZ TOCA!! (??????)

 Por fim, mas não por último (pois o artigo está terminando, mas o festival ainda teria muita coisa boa pela frente), vamos à oitava banda do dia, a guarapuavana e pesadíssima FUSILEER! Reconhecida pela qualidade de seu som (e do show também), os caras vieram pra quebrar tudo. E não decepcionaram… ainda tivemos uma inovação aqui. A Indústria do Rock registrou o show dos caras na ÍNTEGRA! E com uma qualidade bem boa. Confira abaixo, faixa a faixa:

Fusileer – Intro + Redneck stomp (Obituary cover)
Fusileer – Fusileer
Fusileer – Toxic Human
Fusileer – War Thriumph
Fusileer – Thrash Metal
Fusileer – Extreme Torture + Exterminio

Bom, com isso, não preciso nem me alongar muito. Os vídeos falam por si, e quem viu, de forma geral, gostou muito.

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Daqui uns dias, teremos a conclusão da série de artigos sobre o Festival! Aguardem 😀

Maquinária Rock Field – Parte 1B (Sábado)

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 Saudações, galera da peita preta! E das outras cores também eheh. Daremos sequência aos eventos ocorridos no megafestival MAQUINÁRIA ROCK FIELD, focando agora na segunda metade do sabadão. Tivemos mais seis bandas à 528496_469533789758718_1596464276_nnoite e madrugada adentro. Começamos pela EMBRIO, da cidade de Cascavel (PR), que manda um som Thrash. A banda foi fundada em 2005. Salvo engano, já lançou quatro discos: Prophets of Doom (2008), Corporation is a Cancer (2010), Testify (2012) e o mais recente, Revolt Against The System (2014, creio). Ou seja, são extremamente produtivos, e embora eu não tenha ouvido os CDs, o show demonstra que são muito competentes. É porrada na orêia mesmo! Barulho com qualidade! Clique aqui para acessar a página da banda no Facebook. E confira aqui um trecho da apresentação no festival. O setlist contou com as seguintes pedradas: KNOW YOUR ENEMY / LIVING OR DYING / THIS FLAMING / VIOLENCE / BLIND WORLD /  INTERVENTION / SCAPE TO DEATH / BLOODY TV / FOR NEW DAY /  RIVALS / NO LIFE NO LIFE (que é a música do vídeo citado acima). Enfim, acho que quem não conhecia realmente se surpreendeu.

A próxima banda a “invadir” o palco foi a TRATOR BR. O som é… tipo… imagine um som extremo… imaginou? Tá, agora adicione umas duas toneladas de nitroglicerina e você tem um dos troços mais absurdamente esporrentos de que se tem notícia do metal nacional! É um death metal violentíssimo que parece flertar com o HC em alguns momentos. As letras são em português (não que dê pra entender muita coisa…). O visual da banda é qualquer coisa de sensacional (confira na foto ao lado).

Se o critério de qualidade é peso, realmente esses caras merecem todos os créditos! Algumas letras versam sobre nacionalismo (que aparece inclusive no nome, na sigla BR), com a óbvia reminiscência guerreira do vestuário. É um show para ver e ouvir. O vocalista parece prestes a sofrer um AVC a qualquer momento, tamanho o desespero com que canta (e isso não é uma crítica. Intensidade é tudo na música). É visualmente um belo show, e recomendo basicamente para quem curte som extremo. Quem não gosta, que passe bem longe, eheh. O Soundcloud da galera é este. Tem bastante material. E confira aqui as faixas Trucidado com Colher e Fome Animal, em outra gravação do Toni, da Indústria do Rock. O setlist que me foi passado é o seguinte: 1- metrancona (intro); 2-matando a sede com a urina; 3- trucidado com colher; 4- fome animal; 5- mortos em uma caixa sistemática; 6- trem descarrilhado; 7- corrupção; 8- o dom da visão; 9- Water’s war; 10- megera do inferno; 11- sexta encardida; 12- jaé jacaré; 13- no comando dos vermes; 14- turbarhumano; 15- faca amolada; 16- negação é o princípio do fim; 17- floresta armada; 18- trator de guerra brasileiro; 19- fogo fátuo; 20- abutre x chacal; 21- metranqueira outro.11015474_875505325833760_7812753621496630750_n

Para completo pânico dos vizinhos, a próxima banda também não aliviou. Ninguém mais, nem menos, que a nossa guarapuavana GOATCULT! É Black Metal insano e destrutivo, com direito a rostos pintados. Tudo bem que, tocando depois da Trator, nem soava tão violenta, afinal era um massacre após o outro. O setlist apresentado foi esse: I am the Black Plague / Curse the Darkness / Sathing my Wrath / Raised by Demons / Sons of Darkness / War / Rise of the Empire. Confira a song Sathing my Wrath no vídeo gravado pea Indústria do Rock, clicando aqui. A banda tem página no Facebook. Mandei um “oi” para eles nesse link!

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Dizem que misturar metal com punk ou estilos afins não funciona em um festival. Bem, a BUP & ROXETIN veio na sequência, com um som que, sabemos, é intenso, mas não é pesado no sentido estritamente técnico. É um show bem mais leve, ainda mais comparando com as bandas anteriores. Certamente um alívio para os presentes que curtem sons menos extremos, ou de levada punk. Mas me parece que mesmo o pessoal do rock pesado curte bastante a Bup, que é sempre bem recebida. E o show era especial no sentido de que a banda surgiu justamente no Maquinária de 2014. Ou seja, estava ali comemorando seu primeiro ano de existência. Além dos hits já manjados, tocaram uma nova, justamente intitulada Bup & Roxetin, que sintetiza o que é a banda, seu conceito e suas referências. Além de trazer um ótimo riff! O set list da Bup foi o seguinte: intro, Cannabel o anjo maconheiro, Epílogo, A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis , Bup & Roxetin, fechando com a raulseixiana Sociedade Alternativa.

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Acredito que sai um disco da Bup esse ano. Enquanto não sai, confira a nova música aqui.

Bem,amigos do Gorpa Music, prosseguimos com este palestra, agora para falar de uma das bandas mais esperadas do evento, pelo que pude perceber observando as reações de algumas pessoas no evento e no face: Füthark! Uma excelente banda de folk metal aqui de Guarapuava mesmo. O som é pesado pra caramba, mas com um instrumental diferenciado e melodioso. Os caras são

10500388_992241287470543_7309835304664367580_ncarismáticos e usam aqueles saiotes escoceses. Sensacional eheh. Confira aqui um senhor cover que eles fizeram da música Rasputin, do Turisas (backing vocals de Antonio Carlos Kubinski, o Toni! 😀 Muito bom. A galera se empolgou! Clicando aqui, você acessa o canal da banda no Youtube. Tem bastante material gravado. De acordo com Raul, o Bárbaro (curti o nome),o setlist apresentado foi esse aí:

01 Northern Fall, 02 Kunnia, 03 Trollhammaren, 04 Live For The Kill, 05 Rasputin, 06 Winds of Fate, 07 When The Trolls Leave The Stones, 08 In The Forest, 09 Vodka.

 Fechando a primeira noite, domingo adentro, madrugada fria, entra em campo a banda The Empire Rise, também prata da casa. Eis aqui uma gravação do Toni. É pesada, com um vocal quase gutural, mas ainda sim bem melódica. Tem canal no Youtubão também! Aqui, ó. O setlist que me foi passado é esse: Intro / Box Feelings / Death or Glory / Waiting For The End / Carry on (não, não é cover do Angra, é uma composição própria mesmo) / You Are Cancer.
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E assim foi que se encerrou o primeiro dia do Maquinária 2015. Em ritmo de festa no meio do mato… aguardem as cenas dos próximos capítulos! Teremos ainda mais dois artigos, referentes ao domingão, que esteve absolutamente lotado de ótimas bandas. Quem viver, lerá! 😀

Maquinária Rock Field – Parte 1A (Sábado)

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Bom, pessoal, estamos aqui para dar uma geral no que foi o Maquinária Rock Field 2015, uma produção conjunta da banda Maquinária, da Pallco Produções e dos De1464667_578228258950652_1561738571_nad Cowboys M.C.C.

 O local da peleja foi a bela chácara Morada da Lua, no Vale do Jordão. Foram dois dias de shows. Trataremos aqui do primeiro dia, o sabadão. Estamos no verão e a tendência natural seria um delicioso fim de semana ensolarado e quente. Só que não. São Pedro não curte rock e tentou boicotar, mandando uma chuvarada antes do início dos trabalhos. Não bastasse, ainda fez um frio da porra à noite. Para tristeza do santo, nada disso tirou o ânimo da galera, que se atracou no barreiro pra curtir este que é provavelmente o grande evento underground de Gorpan City.

Teve camping, teve praça de alimentação, banheiros artesanais, belas paisagens, carro atolando e, claro, óbvio, líquido e certo, teve muito rock´n´roll! A abertura foi da banda SUDARYUM, que faz um rock mezzo progressivo1470172_673974342700589_4199145833843740815_n, abordando uma temática cristã em suas letras. Alguém comentou comigo que seria o segundo show da banda. O grupo pode ser novo, mas seus integrantes em geral já tem know-how, e o show me surpreendeu positivamente. Uma sonzeira responsa, de muita qualidade, sem um pingo de insegurança.

O set foi curto, composto pelas seguintes songs: 1 – Intro;  2 – Sudário; 3 – Cicatrizes; 4 – Te Vejo; 5 – Supremo Bem

Confira fotos na página da banda no Facebook, clicando aqui. Pelo horário, o público ainda era pequeno. Pouca gente conferiu bem de perto, mas quem viu, certamente aprovou.

A banda seguinte, VOLTZ, lá do vizinho Pinhão (PR), já subiu mandando aquele recado carinhoso ao nosso desgovernador Beto Richa. Depois, mandou seu som pop rock, ainda para poucos, mas animados apreciadores (conforme vídeo que ainda vou postar e divulgar… aguardem ehehe). O grupo tocou as seguintes músicas: Wicked Game (Him), Nada Mais (autoral), Esperando por Você (autoral), Best of You (Foo Fighters), Que País é Este (Legião Urbana), Through Glass (Stone Sour), Stay Black (Stone Cherry).

Voltz em ação no Maquinária!

Voltz em ação no Maquinária!

Segredo Ás

A banda seguinte seria a curitibana FAUNO, que se atrasou um pouco, dando lugar à SEGREDO ÁS. Esta banda é guarapuavana, e mesclou, no Maquinária, covers com músicas próprias. Foi a terceira a se apresentar, já agraciada com um público maior. O pessoal estava chegando em peso naquele momento. Posso dizer que a banda me surpreendeu bastante pela qualidade. Um excelente vocalista, e uma levada pop simplesmente fantástica. O som da banda me lembra muito Engenheiros do Hawaii. Não apenas pelo cover de Eu Que Não Amo Você, e sim pelo conjunto da obra. A música Máscaras, composição própria, segue firme na linha do grupo gaúcho. Creio que a banda seja relativamente nova, pois não consta na página que tenham algum disco lançado, mas certamente sobra competência. Confira abaixo o setlist que a Segredo Ás tocou no Maquinária, e aproveite para conhecer a música Máscaras, aqui.

1 – Protagonista (própria) 2 – Máscaras (própria) 3 – Eu que não amo você (cover Engenheiros do Hawaii) 4 – A Arte (própria) 5 – Não Pare na Pista (cover Raul Seixas) 6 – Radar (própria) 7 – Monstro (própria) 8 – Escuridão (própria).

Agora sim, banda FAUNO! Vinda de Curitiba (meus conterrâneos, portanto), essa banda é chique. Tem até site! Aparentemente em construção ainda, mas é coisa rara entre bandas mais novas. Em todo o caso, acesse aqui a página deles no Facebook. É bem completa e você pode até adquirir o EP da banda por ali. Você pode inclusive ouvir o EP, com quatro músicas, na íntegra no Youtube. O som é uma espécie de pop alternativo. É um som com uma personalidade bem definida. Curti bastante. Los Hermanos é uma influência bem óbvia, até nos vocais. No final, ainda rolou um bom cover de Seven Nation Army, da banda White Stripes. Eis o setlist: Outra Vez / Recomece / Hysteria / Cara Estranho /  Molly Chambers / Taper Jean Girl / Corona / Seven Nation Army

Fauno

Fauno

 

Capa do CD Recém Casados

Capa do CD Recém Casados

MÉDICOS DE CUBA M.D.C ! Outra banda curitibana (de Araucária, para ser mais preciso), já com disco lançado (15 dilmas apenas, e que pode ser adquirido aqui), e que nos trouxe um show extremamente irreverente, diferenciado, até teatral. Com letras muito bem sacadas e cheias de ironia, é o tipo de grupo sacana que eu acho que tem faltado em nosso rock brazuca. O vocalista é carismático e cheio de trejeitos à la Robert Plant! O canal da banda no Youtube é bem completo. Confira aqui os excelentes clips. As músicas? Ah, essas são ótimas! Eles criam boas melodias. Enfim, tem tudo, absolutamente tudo, para explodirem. O setlist foi esse: Eu te matei pra não me matar / Distúrbio / Brasileiro valeteiro / Pastel / Mais um dia / Vem no gás / Jesus de fora / Mimimi / Vagabundo / Açúcar

Daí, cansou de ler? Não? Ótimo, porque ainda tem muito mais eheheh.

1044408_140016106202395_2059669167_nDepois dos médicos cubanos, foi a vez da grande explosão guarapuavana entrar na avenida! A SEXPLOSE, banda das antigas, que nos últimos anos vem investindo em composições próprias. O show que eu vi no Maquinária foi simplesmente sensacional! Muito intenso, rápido e pesado, fez a galera pular igual pulga! A banda tem uma dinâmica muito boa e excelente domínio de palco. Clique aqui para assistir alguns vídeos da banda no Youtube. Quando os caras mandaram “Esporrei na Manivela”, clássico romântico (O delegado tinha cara de viado e me mandou tomar no cu / Tomei no cu, mas tomei no cu errado) da seminal banda Raimundos, achei que o povo ia se atolar no barro, de tanto que pulou. Foi do caralho! Setlist da galera: 01-Ninar (composição própria)/ 02-Rapante / 03-Maluka (própria)/ 04-Killing in the Name / 05-Esporrei na manivela / 06-O que é isso? (própria).

Disaster BootsA próxima banda a se apropriar do palco é a guarapuavana DISASTER BOOTS. Eu conhecia de vídeos, mas não tinha conferido ao vivo. O que posso dizer é que… putaqueopariu!!! Altamente lisérgica a sonzeira. Viagem total. Abdução! As letras completamente esquizofrênicas (em inglês). Uma delas trata de um curioso gato espacial assassino.. Os caras mandaram bem demais no palco. Não estava lá e ficou curioso? Ouça algumas composições próprias no Soundcloud da banda aqui. Ainda rolaram uns covers maravilhosos de Black Sabbath e Janis (eu, como fã de Sabbath, aprovei). Enfim, os caras tocam muito, e o vocal é fantástico. Setlist do show: Chinatown / Hallelucinate / Space Cat / Mr. Lakeman / Venus in Furs / The Devil Blues / Mercedes Benz (Janis Joplin) / Mi-Mind / Fairies Wear Boots+Black Sabbath (Black Sabbath). Com 7 composições próprias, eu diria que já dá para esperar um álbum dos caras…

Corja Putre

Corja Putre

Depois da Disaster, tivemos mais uma banda curitibana, CORJA PUTRE, bem levinha, som ambiente, só faltaram jogar o palco no lago. À medida que a noite chegava, a sonzeira foi ficando mesmo mais pesada. Os sons extremos preencheriam as horas seguintes, para desespero absoluto dos vizinhos da chácara! A Corja tem uma levada hardcore/crossover, é uma banda das antigas, e tem alguns vídeos em seu canal no Youtube. Acesse aqui para conferir. Parece-me que ainda não há EP ou disco lançado. O setlist da noite foi o seguinte: Crimes / Tafofobia (não sabe o que significa tafofobia? Eu também não sabia, mas o google sabe: é o medo de ser enterrado vivo) / Sistema / Degeneração / Boçal / Povo / Nunca é… / Estrangulamento / Sem salvação.

Esta é a primeira parte da parte 1 (rsrs). Já dissecamos metade das bandas. Na parte 1B, falaremos dos demais shows, que rolaram noite adentro. Fiquem ligados, e até breve! 🙂

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field – Parte 3 – Crônica de um Massacre Anunciado – Torture Squad!

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Já passava da meia-noite na bela Chácara Morada da Lua. A galera do metal suportava espartanamente o vento gelado em pleno verão. O cansaço era visível em cada canto. Boa parte do pessoal simplesmente desapareceu após o show da Ultra Violent, banda da casa que já entrou com o jogo ganho. Depois da Ultra, ainda tivemos a Darma Khaos, de Curitiba, com seu crossover, já para um público bem menor. Com o tempo estourado e vizinho reclamando do “barulho” (sacanagem chamar de barulho, mas tudo bem…), a Maquinária, dona da festa, realizadora deste monumental evento (junto à Pallco e aos Dead Cowboys), fez um set curto, com pouco público, mas um público que abraça a causa e acompanhou cada momento no palco. Durante o pocket show dessa antiga e clássica banda guarapuavana, chegou a van da atração principal do festival: Torture Squad!

Cansaço. Frio. Muito frio. Cãimbras. Altas horas. Saco cheio àquela altura. Muita gente já tinha ido embora, sem conferir a banda da noite. E foi longo, muito longo o tempo que a Torture levou para deixar seu equipamento absolutamente redondo para o show. Nada poderia ficar abaixo da perfeição, e foi com esse espírito e essa esperança que ficamos aguardando. E a demora desanimava a galera… uns pensavam em ir embora. Outros, mais espertos, trouxeram cobertores. Escuridão e um inusitado silêncio calavam as almas atormentadas. Não contei, mas não devia ter muito mais de 50 pessoas naquele momento, perto das 2h da madruga.

O trio, formado por Amílcar (bateria), Castor (baixo e vocal) e André Evaristo (guitarra e vocal), passava o som, testava, mexia, alterava, testava de novo, e a galera, cheia de olheiras, com sono e frio, observava (só observo…). Mas… o tempo passa, e em algum momento o espetáculo começaria. Ok, os discos são fantásticos. Mas será que ao vivo a banda seria tão impressionante? Valeria aquele “sacrifício”?

A resposta, creio, seria unânime após o show: do caralho!!!!!!!!!

Absolutamente um massacre! Uma porradaria altamente técnica, de uma qualidade assombrosa. Três instrumentistas impressionantes, além de carismáticos e profissionais ao extremo. Extremo como o som. Era inacreditável o que estava acontecendo. E praticamente não havia intervalo. Uma música emendada na outra, pra não dar um instante sequer de sossego aos nossos privilegiados ouvidos. Aqui eu já torno a narrativa absolutamente pessoal. Estava hipnotizado. Esqueci o frio, a vontade de mijar, o sono, a dor nas pernas (véio é foda…), e me senti integrado àquela catarse coletiva, àquela onda sônica que nos arrasava, a todos. Os três músicos são incríveis. O baterista parece ter uns 12 braços. O bumbo duplo fazia o chão tremer. O baixista, um caso à parte. Impressionante a destruição causada pelo cara. Além da presença monstruosa de palco e a voz de trovão. O guitarrista solando lindamente, tirando sons inacreditáveis e pesadíssimos daquelas 6 cordas tonitruantes.

Não havia mais ninguém reclamando de porra alguma. Privilegiados. Uma banda desse quilate tocando para umas 50 pessoas. Pessoas que certamente não esquecerão esse momento. Devo dizer que o profissionalismo da banda é notável. Tocaram com uma garra animal, ofereceram o melhor de seu talento para alguns poucos presentes. Isso é banda!!! Isso é respeito pelos fãs. Tanto faz se são cinco mil pessoas, ou algumas poucas dezenas. Ao final do show (é, infelizmente ele acabou…), demonstraram extrema simpatia conosco, e pela causa do underground. Rolou uma distribuição de baquetas (não consegui uma…) e ainda uma foto coletiva, que pode ser conferida abaixo.

De minha parte, devo dizer que foi um dos melhores shows que já assisti. E ainda, claro,  o privilégio de conferir ao vivo e tão de perto uma das maiores bandas do Brasil, quiçá do mundo! Porque o que esses caras tocam, e quem conhece sabe, não é pra qualquer um. Gênios! Sem viadagem, o som é tão fantástico que uma lágrima quase desceu de um de meus olhos! Houve um momento em que tive uma leve vertigem, com a sensação de que o palco estava se inclinando. Cansaço? Ou o som causou isso? Sei lá. Só sei que não vi ninguém sair triste de lá… quem ficou até o final, sabe que valeu, e muito, a espera, o frio, o cansaço… e ainda lamentou quando o show acabou. Novamente o silêncio, a escuridão, as trevas… e as lembranças de uma barulheira infernal e de altíssima qualidade.

Jamais esqueceremos, tenho certeza disso!

A atual turnê divulga o mais novo disco da banda, lançado em 2013, e intitulado Esquadrão de Tortura. É o primeiro com título em português, o primeiro como um trio (salvo engano, e alguém me corrija, se estiver errado), e o primeiro disco liricamente conceitual. As letras tratam do período em que o Brasil esteve nas mãos de uma ditadura militar.

O setlist apresentado pelo trio foi o seguinte:

NO ESCAPE FROM HELL
PULL THE TRIGGER
PÁTRIA LIVRE
PANDEMONIUM
LIVING FOR THE KILL
COME TO TORTURE
THE UNHOLY SPELL
GENERATION DEAD
CHAOS CORPORATION
HORROR AND TORTURE

Torture Squad em Gorpa!

Torture Squad em Gorpa!

Maquinária Rock Field – o Festival está de volta!

Padrão

O

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Um dos mais importantes festivais da cidade de GORPA está de volta, em uma edição recheada de grandes bandas. Nota-se a qualidade do evento pelo line-up apresentado!

Em uma produção da PALLCO com os DEAD COWBOYS (Motorcycle Custom Club), e levando o nome da banda que idealizou o festival – Maquinária, teremos dois dias de shows na Chácara Morada da Lua, Vale do Jordão. Os portões serão abertos às 09h do dia 14, sábado, e serão dois dias recheados de rock´n´roll e bera.

Mas vamos falar um pouco, só um pouco, de cada uma das bandas que estarão presentes.

SÁBADO, a partir das 15h

SUDARYUM

Banda guarapuavana, de rock progressivo com temática cristã

VOLTZ

FAUNO

Banda curitibana, um rock´n´roll vigoroso em português

SEGREDO ÁS

Banda guarapuavana de rock autoral, com letras em português

MÉDICOS DE CUBA

Banda de Hard Rock Alternativo, fundada em 2013, e baseada na cidade de Araucária. Também com letras em português

DISASTER BOOTS

Banda de Gorpa, com um rock´n´roll que parece saído do final dos anos 60/inócio dos 70, e vencedora do III FUCA em 2013

CORJA PUTRE

Banda curitibana formada em 2007, faz um som Hardcore / Crossover

THE EMPIRE RISE

Banda guarapuavana de Melodic Hardcore / Metal

VOMITFICATION

Death Metal direto da cidade de Dois Vizinhos

BUP ROXETIN

Banda guarapuavana surgida no último Maquinária, em processo de gravação de seu primeiro disco. Vai rolar canção nova nessa edição

EMBRIO

Banda de Thrash metal de Cascavel, formada em 2005, com um disco lançado

GOATCULT

Banda guarapuavana de Death Metal

ALVOCORE

Banda de Hardcore Melódico de São Paulo

FUTHÄRK

Banda de Folk/Death Metal, também daqui de Gorpa

TRATOR BR

Banda de Death Metal, de Bauru – SP

DOMINGO, 15h

SEM SYSTEMA

Punk Rock da nossa cidade-irmã, Irati

NAILS ON THE WALL

Rock acústico, faz covers de outras bandas (corrijam-me se estiver errado)

SUPERSTIÇÃO

Baseado na cidade de Rio Azul, faz sons próprios e covers de Coal Chambers e Brujeria

FEELING FOLK´S And Rednecks

Bluegrass guarapuavano

MYTHKING

Banda de rock/metal fundada em 2008, em Pitanga – PR

SEXPLOSE

Banda guarapuavana de Hardcore melódico

KILL AGAIN

Thrash Metal de Cascavel – PR, fundada em 2013

FUSILEER

Thrash Metal guarapuavano

BLOODSUCKER

Thrash e Heavy Metal de Prudentópolis

OPEN SCARS

Death/Metal/Grindcore guarapuavano

SILVER GRAVE

Heavy Metal Tradicional formada em meados do ano 2000 em Toledo – PR

ULTRA VIOLENT

Thrash Metal guarapuavano, alterna letras em inglês e português

DARMA KHAOS

Heavy Metal mineiro, de Uberlândia, uai!

MAQUINÁRIA

A banda que dá nome ao festival

TORTURE SQUAD

Precisa comentar??? Bom, vamos lá então… banda de Thrash/Death Metal de São Paulo, formada em 1990, que faz um som altamente técnico e veloz, e quem vem divulgando seu primeiro disco com título em português, Esquadrão de Tortura, um trabalho conceitual sobre o período em que os militares governaram o Brasil. Quem curte metal não pode perder!

 

Taí, pessoal um resumão básico sobre o que será o Carnaval da galera que curte rock´n´roll! Adquira seu ingresso (informações na imagem acima) e corra!

A Trupe do Disco Voador está chegando!

Padrão
A Trupe do Disco Voador

A Trupe do Disco Voador

“Era com certeza o melhor dos companheiros, uivando pra Lua, chorando nesse Júpiter Blues” (Júpiter Blues)

Você, prezado cético, que não crê em disco voador, saiba, meu caro amigo… que você está errado. Eu digo isso porque estive, juro pela face de meu pai, estive em um Disco Voador no dia 07 de janeiro de 2015. E esse Disco aterrissou há tempos em Guarapuava, sem data para retorno. Sorte nossa, pois esses aliens estão aqui para fazer o bem através da música, de ótima música, de uma música orgânica, emocional e salpicada de belas notações blueseiras.

“Fico aqui sentado esperando a minha carona / Sei que o velho disco voador vai voltar e me levar pra onde sempre sonhei ir” (Caroneiro Astronauta)

Bem, bem… Disco Voador é o nome da república. Mas esse nome não surgiu do vácuo absoluto nem pulou de uma buraco negro. Ele veio justamente de uma das maiores influências musicais dessa trupe. Arnaldo Baptista, o  Mutante louco, que lançou em 1987 um vinil nomeado Disco Voador. Um trabalho raríssimo e experimental ao extremo, realizado logo após sair do setor psiquiátrico de um hospital em São Paulo.. É um trabalho caseiro, com letras psicodélicas e sonoridade claudicante. (Inevitavelmente, a memória busca um cara chamado Syd Barrett, o fundador do Pink Floyd, que também lançou músicas experimentais de forma bem rudimentar, material absolutamente clássico hoje).

O conceito básico da república é que, uma vez lá dentro, você deve pegar alguma coisa pra batucar ou cantarolar ou qualquer “atitude” que contribua com o estado musical que ali grassa. Em tese, pisou na Disco Voador, faz parte da Trupe. A Trupe do Disco Voador, sem formação fixa (embora os fundadores da banda continuem firmes). Em verdade, em verdade vos digo: torço pela continuidade dessa equipe, pois o som que eles fazem simplesmente transcende as paredes de madeira da casa. Tive a felicidade de ouvir um belo set acústico, e honestamente, eu me surpreendo ao notar que a boa música anda com tão pouco espaço no Brasil. É chocante. Porque, creio sinceramente, a boa música é aquela que te toca, que mexe com a alma, que leva uma mensagem, que faz sorrir (ou chorar) sem medo nem vergonha. Música boa é sentida, percebida física e emocionalmente. Mas, voltando à formação, ei-la:

Carlos Mazepa (bateria e percussão)
Danielle Baldissera (voz e percussão)
Lucas Rudiero (baixo)
Luiz Gustavo (voz e guitarra)
Mariana Natali (bateria e percussão)
Thiago Cordeiro (guitarra e harmônicas)
Zig Squeeze (sorriso)

É uma banda recheada de publicitários. Portanto, recheada de criatividade, pois é uma área que realmente puxa gente que adora atravessar fronteiras. As exceções são a Dani, que faz Psicologia (um curso bastante útil no meio desse bando… se é que me entendem… zoeira, calma ehe) e é a integrante mais nova da trupe – tempo de casa, não de idade… não perguntei a idade de ninguém, afinal isso aqui não é Caras nem Contigo, é ROCK´N´ROLL bebê! E onde as pedras rolam, só a música importa! – e o Thiago, que faz Direito (e manja das cordas que é uma beleza. Manda muito bem no violão, como pude conferir).

“Sair de casa pra sonhar
Sair de casa e imaginar
Que o dia chegou ao fim
Que o dia não vai voltar
A ser o mesmo” (Canção Nada Convencional)

O quarteto fantástico no Mix Tape, com o Andrezão (Andréééé)

O som da Trupe, como já disse (escrevi) antes, é bem orgânico. É setentista (lembrando, em alguns momentos, o blues rock do final dos ´60). Nos shows, é eletrificado, com alguns momentos mais acelerados e pesados (herança da cena metal de Gorpa?), mas manda muito, MUITO bem num set acústico também. Fico imaginando essa sonoridade em um disco. Chegamos a conversar sobre essa questão. A banda considera que pode precisar de um produtor tarimbado pra transpor o som ao vivo para o meio digital. São comuns os casos de bandas que soam muito bem in loco, mas travadas e secas no disco (ou MP3). Esse é um desafio constante. E não é apenas uma questão de equipamento. Ajuda, sem dúvida, mas músicos experientes que já tenham trabalhado o tipo de som desejado pela banda acabam sendo fundamentais nesse processo. É o papel do produtor, mas mais ainda do engenheiro de som, que normalmente é quem faz o milagre acontecer. Na torcida para que o EP da Trupe possa soar tão bem quanto a Trupe em pessoa. Se isso acontecer, adeus sertanejo universitário.

Embora rolem alguns covers (ou melhor dizendo, releituras, o que é bem diferente de simplesmente reproduzir uma gravação), a base da Trupe são os sons autorais. Eis os títulos trabalhados em 2014:

Gilda (intro instrumental) + Caroneiro Astronauta
Sem Nome
Júpiter Blues (clássico instantâneo… falaremos dessa música mais à frente)
Canção Nada Convencional
Cê Tu, Me Entenda
Pensamento Engarrafado

Júpiter Blues é uma canção sobre o cãozinho que morava na Disco Voador, chamado Júpiter, e que morreu no ano que passou. A tristeza foi tanta que o Gustavo não conseguiu escrever uma letra sobre o episódio. Mas acabou ganhando a letra (espetacular) de um poeta catarinense (Gabriel, mais conhecido como o Lagarto Rei). O refrão inclui uivos que costumam encantar o público (que, claro, uiva junto). A companheira de Júpiter, a gata Vênus, continua morando na república, e está grávida. Adorei a sacada de nomear os bichinhos com nomes cósmicos.

A Caroneiro Astronauta é uma canção diretamente relacionada ao universo arnaldobaptistiano. A ideia, inclusive, é gravar esta música como single, antes de produzir o EP.

Para 2015, devem entrar mais duas ou três autorais no repertório.

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Set acústico na Virada Cultural – da esquerda para direita: Lucas, Mazepa, Mariana, Gustavo e Thiago

E quanto às referências musicais? Em um grupo com seis integrantes, é natural que as referências (inclusive cruzadas) sejam as mais diversas. Algumas saltam aos olhos (ouvidos seria mais adequado). Mutantes (com e sem Rita), Arnaldo Baptista, Tom Zé. Aos olhos também. A entrada espetaculosa, circense. Tendência entre bandas psicodélicas. Um lance (sem comparações, please) meio Teatro Mágico. Performático. “Atenção, senhoras e senhores, tripulantes, nosso cordial boa noite!“. Mas há também fortíssimas influências mais próximas. Kaio Miotti, o blueseiro de Gorpa. Sonzeira. Empreendedor. Som de grande qualidade. Negomantra, banda paulistana de ótimas letras. O Clayton, professor da Geografia da Unicentro, é um dos bateras do grupo e chegou a tocar com o pessoal da Trupe. Como um cara mais experiente, somou muito e ajudou a desenvolver e maturar a sonoridade da rapaziada, antes de serem Trupe ainda. Aliás, eles tinham uma banda chamada 14 Polegadas nos primórdios, formada por Gustavo, Lucas, Mazepa e Thiago.

Mas a Trupe cita ainda uma outra influência, menos óbvia à primeira vista, mas bastante lógica. A própria cena musical guarapuavana, especialmente as bandas do bairro Santa Cruz. Aqui cabe falar um pouco das transformações pelas quais a cena tem passado. De tempos em tempos, ela se fortalece, e depois cai num ostracismo, com poucos locais pra tocar e tudo o mais. Nos últimos dois anos, a cidade tem se desenvolvido de forma bem interessante, na parte cultural. Isso é um fenômeno inédito, eu diria, pelo menos no que tange à força do movimento. Até um tempo atrás, as bandas cover dominavam a city. Aparentemente, houve um desgaste do modelo, que abriu espaço para sons autorais. Isso é algo que gosto de destacar. O momento é bom para os compositores. Há gente ávida por coisa nova. A reação de parte do público em shows da Trupe ou da Bup Roxetin, por exemplo, demonstra isso de forma clara. Algumas músicas próprias já estão se tornando parte do cancioneiro local, clássicos regionais, cantadas a plenos pulmões. Há também um orgulho, essa coisa de dizer: “essa banda é da minha região”. Assim, temos outro fenômeno, que é um público heterogêneo, que curte bandas de várias vertentes do rock, sem grandes preconceitos.

Banda em ação no Ensaio Geral (Danielle Baldissera em destaque, Gustavo na guitarra, e Mazepa ao fundo)

Banda em ação no Ensaio Geral (Danielle Baldissera em destaque, Gustavo na guitarra, e Mazepa ao fundo)

Durante o bate-papo (não chamaria de entrevista), rolaram várias das músicas da Trupe (dois violões, baixo, percussão, meia-lua e várias vozes), e tivemos ainda a presença de Dom Joãozito, da Bup Roxetin. Rolou Abrakadabra, som da Bup, lá pelas tantas. Ter o privilégio de ver um show desses ao vivo, num ensaio bem informal, e ainda por cima de graça, é uma grande alegria. Quem frequenta o Disco Voador sabe como é a sensação.

Vamos listar os eventos em que esse povo tocou em 2014:

Lado B (maio)
Mobiliza Rock (13 de setembro)
Festival Universitário da Canção (Unicentro, 17-19 de setembro), com a música Pensamento Engarrafado (premiada pelo público)
Octobeer Rock (26 de outubro)
Comunicabera (08 de novembro)
Virada Cultural (set acústico no “esquenta” do evento, dia 12 de novembro)
Ensaio Geral no RS (14-16 de novembro. A Trupe tocou no dia 15)
Show no cedeteg na 8º JOPARPET (06 de dezembro)

Links relacionados à banda:

NOISE: um livro-reportagem sobre bandas de rock alternativo de Guarapuava (Produção do segundo ano de Jornalismo da Unicentro)
ENSAIO GERAL (RS) – vídeo
Página no Facebook
Vídeo da entrevista ao quadro Cenatório (MIX TAPE)
WIKI da banda (em breve, postaremos informações mais detalhadas no WIKI, inclusive letras de músicas da Trupe)

Ensaio Geral, no Rio Grande

Ensaio Geral, no Rio Grande

Você não sabe quem é Zig Squeeze? Nem desconfia? Ora… lá no festival Ensaio Geral, realizado no Rio Grande do Sul, uma banda que tocou antes da Trupe tinha um sapo de pelúcia em cima de um dos amplis. A mascote, digamos assim. Quanto a Trupe entrou, pendurou sua mascote de sorriso psicótico no pedestal do microfone… e aí, sacou agora?

O que será que tem atrás daquela porta? Não é só o som que é psycho… a própria casa também é!

Finalizando, gostaria de agradecer o convite para conhecer o Disco Voador. Agradeço pela cerva, pela ótima música, pelas histórias compartilhadas, a cada um dos presentes: Dani, Gustavo, Lucas, Mazepa, Thiago, e ao Joãozito, que marcou presença, rolando ainda uma participação em Abrakadabra, música da Bup Roxetin, banda em que o João é vocalista. Ficou espetacular! (só faltou a capa). E à Mariana, que não estava presente, mas faz parte da Trupe. 🙂