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Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 4

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Com um pequeno atraso, cá estamos, trazendo a quarta parte da série. Agora, com depoimentos de MAX NUNES,
KELLEN VOLOCHATI, ANTONIO CARLOS KUBINSKI (TONI), KAIO MIOTTI RIBEIRO e LUKAS ALMEIDA. Um quinteto de responsa, que manja dos paranauê! Bora pro blá-blá-blá e pras músicas da semana, então!

MAX NUNES (Baixista da Desert Eagle e mais algumas centenas de bandas / organizador de eventos / entregador de água)

Música: ABRAKADABRA
Artista: BUP & ROXETIN
Bom, confesso que sou fã da banda há algum tempo, mas a música que escolhi não é a minha favorita dela, apesar de gostar muito dela e de várias outras. Acho o instrumental do grupo impecável e extremamente envolvente, as letras do João são sensacionais, mas o que me deixa mesmo impressionado é a apresentação ao vivo. O domínio de público e a presença de palco da Bup é inexplicável, principalmente a de seu front man. A escolha da música foi porque foi a primeira música que escutei da banda, o que me fez gostar e procurar saber mais sobre os caras.

KELLEN VOLOCHATI (Vocalista da Desert Eagle)

Música: I FEEL MY SOUL BLAZING
Artista: INCEPTION
Banda foda, em questão de composição, companheirismo da banda, amor ao som que curtem, sem se importar com o modismo, nao só essa música mas a banda em si é muito boa. O black metal eh muito bem representado por eles, e essa música em questão é bem marcante, com riffs bem criativos e o vocal… admiro muito o Alesandro porque eu nunca vou fazer o que ele faz hehe. Muito bom, com muito feeling. Tem que ser bom mesmo pra cantar do jeito que ele canta, sem machucar a garganta. É uma musica de músicos que eu admiro muito. Lembro do começo da banda, na mesma época que eu comecei com minha primeira banda, e de 2010 para cá (se nã)o me engano hehe), eles evoluiram muito, e prova disso é essa composição rica. Tem traços marcantes de suas influências, irreverência, técnica e sentimento … um obscuro sentimento!

ANTONIO CARLOS KUBINSKI, O TONI (Fotógrafo)

Música: HALLELUCINATE
Artista: DISASTER BOOTS
Foi a música que fez eu virar o fã número um da banda,  tem tudo que eu gosto no rock desde uma letra sensacional, que me inspira, até  os riffs marcantes que viciam.

KAIO MIOTTI RIBEIRO (Compositor)

Música: JOSÉ WYLKER
Artista: ADOC
Sem titubeios: a música José Wylker, da banda ADOC. Quando ouvi essa música, já me bateu: porra, que sacana, puta bom humor na figura de José Wylker, a suruba global, pornochanchada, galãs de meia idade, pêlos e diálogos banais em novelas das oito. Fico em dúvida às vezes se não é música em quadrinhos. São caricaturas, estereótipos esses tipos que penso que a música esculacha. Até hoje (ouvi pela primeira vez idos de 2011, 12?) fico dando risada, como agora… ah, os romances baratos do padrão telenovela… E fora os timbres do ADOC que são muito próprios, com a maneira de tocar também. Salve ADOC! Salve a tragicomédia de produtos brasileiros de exportação como a telenovela…ah, não né! José Wyl-yl-ke-eeer…

LUKAS ALMEIDA (Guitarrista da DKrauz)

Música: EMINENT
Artista: ULTRA VIOLENT
Então, há duas músicas. A primeira é Eminent, da banda Ultra Violent. Esta música significa muito pra mim e para a banda que eu tinha, o por que disso eu não sei, kkkkkk… E por outro lado ela é um dos “clássicos” do Ultra Violent e chegou a estar nos repertórios da minha banda (mas nunca chegamos à tocar). Rsrs…
A segunda banda citada será publicada na parte 6 da série.

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Música em tempos de crise – um pouco do que rola no 2015 da ditadura “richiana”

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Sabemos que as artes costumam superar barreiras em tempos de crise. O Brasil dos anos de chumbo da ditadura, em seus tempos mais difíceis, foi um celeiro de grandes artistas. Na música, especialmente, éramos espetaculares. Sem a ditadura, curiosamente, a música foi mingando, muito lentamente, até chegar ao nível atual, bastante lamentável, mesmo na MPB, samba e rock, gêneros musicais normalmente associados à canção política e a mensagens absolutamente relevantes e universais. A arte depende de condições essencialmente dramáticas para florescer em sua plenitude. E percebemos isso em alguns lindos exemplos de canções agora surgidas, em meio ao caos vivido pelo povo paranaense. O exemplo mais belo, em minha opinião, é a música “Massacre na Praça – 29 de Abril” (música de Beto Capeletto, letra de Paulo C. Oliveira e Beto, interpretação de Beto e Joba e arranjo de Paulo Machado), cuja letra transcrevo abaixo:

Ontem diante aos soldados com cães e morteiros
Vi os professores pisoteados
Com marcas sangrentas de balas
Todos os nossos mestres foram assim tão humilhados
E o que faziam demais,
se apenas pediam que os seus direitos fossem respeitados?
Eles que levam a luz e a esperança aos nossos filhos ao longo da estrada
Ontem meus olhos choraram com o gás da vergonha

Bombas na praça
Professor a sangrar
A educação é sagrada
Meu Deus, o que é que há?
29 de Abril jamais vai passar
Mancharam a bandeira no meu Paraná

E a dor dos meus mestres irreparável
Lutando apenas com palavras
Prevendo o futuro e um rumo incerto é ignorado
Tinham nas mãos argumentos
Palavras precisas em suas defesas contra a tirania
Sonhavam que um dia o país fosse mesmo nação
Reino de justiça pela educação

Bombas na praça
Professor a sangrar
A educação é sagrada
Meu Deus, o que é que há?
29 de Abril jamais vai passar
Mancharam a bandeira no meu Paraná

Outra música muito boa foi produzida pelo Curitiba in Concert, um novo projeto de humor, dos músicos Edgar Renne, Leonardo Portiolli e Thiago Souza. Clique aqui para acessar a página do trio no Facebook. Os caras são muito bons e fazem um samba de primeiríssima, chamado “Querido Professor“. Sobre até para o Requião, em citação ao episódio em que o atual senador comeu mamona (não lembra? Veja aqui e role de rir). Letra abaixo. Após, o link do vídeo.

Meu querido professor
Levei bomba no vestiba
Fui prefeito em Curitiba
E agora sou governador

Se o assunto é Previdência
Peço calma e paciência
Pois com minha influência
Vou mudar esse valor

Tenho um projeto pra um futuro idealista
Ciclovia pra ciclista e prisão pra educador
Tome cuidado, tem pedágio em cada esquina
Pro menino e pra menina
E também para o senhor

No meu Estado o que não falta é dinheiro
Pra bancar o meu cruzeiro e a mansão em Caiobá (que eu vou comprar)
Se perguntar do tarifaço eu fico quieto
Não adianta ter protesto porque não vai funcionar

Meu querido professor
Levei bomba no vestiba
Fui prefeito em Curitiba
E agora sou governador

Quando a coisa não vai bem
Jogo a culpa em outro alguém
Pois não vou virar refém
de um louco senador

Que anda dizendo que eu sou piá mimado
Coitado do delegado
Já perdeu sua poltrona
Mas eu prefiro soltar pipa na minha sala
Do que rirem da minha cara porque eu comi mamona

Eu tava bem com a minha popularidade
Era querido na cidade
Fui o melhor das eleições (aqui do Sul)
Agora vejo que isso tudo é injustiça
Ponho a culpa na polícia
Que soltou o pitbull

Minha diversão é criar cargo em comissão
Não tem que bater cartão
Ninguém vai fiscalizar (isso daqui)
Abdiquei do meu salário em janeiro
Mas dobrei em fevereiro
E ao povo agradeci
Da educação eu esqueci

Impeachment!” tem música e letra de Fábio Elias, da banda curitibana Relespública. Abaixo da letra, o clip (muito legal) e, a seguir, versão ao vivo de outra banda, a Javali Banguela, na Praça 29 de Abril. Confiram:

Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Tudo que sabemos
Aos mestres nós devemos
Ler e escrever

Somar, multiplicar
Dividir, multiplicar
Dividir o que aprendemos
Subtrair o que é de menos

Vamos eliminar
Quem não respeita isso
Quem não tem compromisso
Com nosso professor

Pelo amor de Deus
Seja firme, eleitor
Tirem esse ditador!

Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Ei, soldado! Você está do lado errado!

Não teve educação
Nem um pingo de noção
Ele só tem coragem
Atrás de um batalhão
Mas se sair às ruas
Sem escolta da polícia
Vai ver só que delícia
O povo ter que encarar

Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment!
Impeachment!

Quem souber de outras músicas (e formas diversas de artes relacionadas ao tema), e quiser comentar, manda ver.

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 3

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Chegamos à terceira parte da nossa série de sucesso, a “Minha canção favorita de Gorpa e região“! Aqui, mais cinco depoimentos, mais cinco músicas, mais cinco ótimas bandas. A Ultra Violent volta a ser citada, desta vez pelo Mestre Graça, o Alexandre Leocádio, grande fã de Thrash Metal, e admirador confesso dos Ultras. Temos também o depoimento do Junior Batista, baterista da mítica Maquinária, e organizador do festival Maquinária Rock Field. Ele cita uma banda de Irati, a Beltane. O guitarrista Anthony fala da banda Dzarmy, outra das antigas aqui da cidade. O Felipe, guitar da Neanderdogs, também se faz presente aqui, falando de uma música da excelente banda Coyotes. Por fim, temos o primeiro depoimento da cantora Daniele Krauz, que escolheu três músicas para a série. Neste parte, ela fala da maior banda de rock instrumental da região, a Kingargoolas! Com a palavra, os cinco músicos da semana:

ALEXANDRE LEOCÁDIO (A Traça do Mestre Graça / Professor)

Música: SICK SCARS ON ME
Banda: ULTRA VIOLENT

“Sick scars on me” foi o primeiro som, por meio do videoclipe, que ouvi da banda capitaneada por Guilherme Rocha do Armazém do Rock. Acachapante! Dialogou diretamente com a minha veia thrash. Mais do que isso, contribuiu para resgatar o gênero em minha rotina de ouvinte. Os riffs do Rocha e o seu vocal gutural são certeiros. A agressividade do som me chamou muita atenção, sobretudo na pitada de brasilidade. Numa das passagens, o baixo do Rudy Alves recebe verdadeiras tijoladas em compasso com uma pegada de baião (ou algo semelhante) executada pelo exímio batera Rafael Pelete, músico que muito admiro.

JUNIOR BATISTA (Baterista da Maquinária)

Música: LORD OF DEATH
Banda: BELTANE

Formada em Irati em meados dos anos 90, esta Banda tem como estilo o Heavy Metal Tradicional. Lançaram dois discos e vídeo clip. Beltane e Maquinária surgiram no mesmo tempo, fazendo shows juntos e divulgando a cena do Metal. Marcos Buhrer, vocalista da Banda teve uma participação no single “Durante muito Tempo” da Banda
Maquinária. É uma Banda de renome em nosso Estado.

ANTHONY LUIGGI EGIERT (Guitarrista)

Banda: DZARMY
Música: HOJE

Tem várias músicas ótimas aqui das bandas de Guarapuava. O pessoal tem feito um ótimo trabalho, e posso citar VÁRIAS:
– Kingargoolas, com a maioria das suas composições cheias de carisma e identidade;
– Divine da D. Krauz, com uma qualidade instrumental e vocal fantástica;
– Futhärk, também com muito carisma e autenticidade, e sua In the Forest muito cativante;
– SatisFire, por um tempo não conseguia parar de escutar a “Sem Titubear”, swing fantástico, cativante, letra muito inteligente, som característico e criativo… Muito bom; Sem contar várias outras que poderia citar, como a Disaster Boots e Neanderdogs sempre matando a pau com o rockzão, Rock Revive destruindo, Ultra Violent e Prime Revenge tocando o terror…
Mas A minha top, que sempe escuto e sempre curto , é “Hoje” da Dzarmy… Sou fã declarado da banda desde que conheci, e eles lançaram muitas músicas boas, tanto no primeiro quanto no segundo álbum (que teve um salto muito grande em musicalidade e arranjos), e nos dois singles que foram lançados (que a banda teve que mudar um pouco sua identidade devido à troca do vocal). Mas a Hoje sempre me cativa, é uma música simples, com uma letra simples e arranjo simples, mas sempre, por alguma razão que não sei explicar, me vejo escutando essa música… Dzarmy é uma boa pedida pra qualquer hora. Valorizo muito as músicas com letras em português, não acredito muito que o Inglês é a língua universal do Rock, e gosto muito das composições em português das bandas guarapuavanas, como as músicas da Bup & Roxetin, algumas da SatisFire, Rock Revive, e várias outras.
Clique AQUI para ouvir a versão de estúdio.

FELIPE KOSOUSKI (Guitarrista da Neanderdogs)

Música: MR. HOFFMAN
Banda: COYOTES

Bom, escolho a música Mr Hoffman da banda Coyotes. Foi há alguns anos quando ouvi a música ao vivo no porão do London Pub e fiquei me perguntando se aquela música era
um cover ou não. Marquei o refrão e fui procurar no youtube. Dei de cara a música la. Pra mim o Coyotes está no meu top 3 de bandas da cidade.
Ouça a música no site da banda, clicando AQUI.

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DANIELE KRAUZ (Vocalista / compositora / professora de canto)
Música: CADAFALSO
Banda: KINGARGOOLAS

Kingargoolas, apesar de não ter vocais, o que sempre faz falta pra mim, é uma das bandas guarapuavanas que eu considero especiais. São uma banda única no estilo aqui, e o pessoal agita muito com eles. Som de primeiríssima em todas as músicas que ouvi, mas vou escolher a cadafalso, que esteve no GRC IV.

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 2

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Daê, povo!

Dando sequência aos depoimentos da galera, apresentamos a segunda parte da série de artigos com depoimentos sobre as músicas mais queridas de Gorpa e região. A primeira parte foi um sucesso, muita gente acessou, os vídeos, em torno de 30 pessoas enviaram depoimentos, e esperamos aumentar esses números agora, divulgando mais 5 canções essa semana.

Como podemos conferir abaixo, a Ultra Violent recebe sua primeira citação. Temos citações também à stoner Disaster Boots (pela segunda vez), à psicodélica A Trupe do Disco Voador, à brutal Open Scars e à tradicional 350ml. É notável a dificuldade em escolher apenas uma dentre tantas excelentes músicas (sem demagogia alguma. Quem manja minimamente de música percebe que qualidade é o que não falta em nossa cena). Alguns até pediram para mandar mais de uma música. Liberado. Quem quiser citar duas ou três, tá valendo também. Até mais, se a dúvida persistir ehehe. Bora conferir?

RODRIGO KEEPER (Professor de inglês e fanático por Heavy Metal)

Música: EMINENT
Banda: ULTRA VIOLENT
Palavras: É uma música que acho perfeita, peso, melodia, refrão marcante, fica ótima ao vivo, tenho ela no meu MP3 e curto com a mesma frequência de bandas mundialmente conhecidas, como Trivium, Caliban, In Flames, etc…
ao vivo, sempre garanto um lugar na frente do palco pra curtir e cantar junto, essa música tem muita energia,
mas bem sinceramente, agora que peguei os dois últimos CDs do Guarapuava Rock City, é notável o alto nível das bandas locais. Tem muita banda e músicas que adoro escutar, estão todos de parabéns.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

RAFAEL PELETE (Baterista da Ultra Violent)

Música: VENUS IN FURS
Banda: DISASTER BOOTS

São tantas bandas fodas!! Admiro muito o trabalho da galera de nossa cidade, mais a que eu mais me surpreendi foi com a Venus In Furs, do Disaster Boots. Foi a música que eu viciei, tive que baixar no pen-drive e no celular, porque não conseguia parar de escutar! Muito boa!!

DINIZ, EL CUERVO (Vocalista e baixista da Stone Crow)

Música: CANÇÃO NADA CONVENCIONAL
Banda: A TRUPE DO DISCO VOADOR
Palavras: Uma música que eu gosto muito é a Canção Nada Convencional, escrita pela carismática Trupe Do disco Voador. Essa música é daquelas que não conseguimos deixar passar em branco nem nos concertos acústicos improvisados hahahahaha!
Clique AQUI para ouvir.

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LUCAS REMES NUNES (Guitarrista da Inception e da Slug Killer)

Música: I SHIT FOR RELIGION
Banda: OPEN SCARS
Palavras: Escolho a música I Shit For Religion, dos caras do Open Scars, já que é de uma das bandas da cidade que faz um som na linha do que costumo ouvir; além de tratar de um tema polêmico, o som é violento pra caralho, as linhas de guitarra e baixo são pancada nos miolos, a batera não fica atrás, e o vocal, como dizem, parece de um urso fumante. Recomendo para quem curte brutal death metal sem frescura.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

ALEX FERRERA (vocalista da Sexplose)

Música: QUERIDA MAMÃE
Banda: 350ML
Palavras: Música com uma ótima sonoridade, refrão marcante e que traz uma coisa nova para o rock nacional. Não podemos esquecer também da ótima produção musical, dirigida por Ricardo Küster, vocalista e guitarrista da banda. O Rock nacional não está morto ele apenas espera que os vivos acordem para procurar pelo o que há de novo.

Isso aí, galera! Parte 2 concluída. Temos material para pelo menos mais 3 semanas. Portanto, quem ainda não mandou seu depoimento, mas quer participar da brincadeira, dá tempo de pensar com calma em sua música favorita! 😀

Abraço, povo!

Planos das bandas Rock City para 2015

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Saudações

Não, esse post não trata do Rock City, o festival. Eu não estive lá, portanto, não posso falar (do que não vi). Óbvio, né? Isto posto, quero falar um pouco sobre as bandas presentes no já tradicional festival, em sua quinta edição. É um evento importante, que reúne algumas ótimas bandas da cidade. Bom para o público, que entra quase de graça (quilo de alimento como ingresso), e bom para as bandas presentes, pois participam da coletânea relacionada ao evento (embora não seja exatamente barato gravar a faixa, uma situação pitoresca onde a banda paga para tocar, mas isso é outra história. Atualizando: farei um post sobre a Heaven Studio, promotora do Rock City, a pedido do Alessandro Küster, abordando a visão deles sobre o tema. Em breve). Outro lado positivo é o incentivo ao trabalho autoral. Isso é importantíssimo em meio à overdose de bandas cover que temos por aí. Mais relevante ainda, claro, foi a arrecadação de uma tonelada e meia de alimentos, entregues à Provopar. Este é o legado mais importante, sem dúvida.

Além do tradicional Rock City, a Gorpa atual conta com o Maquinária Rock Field e o Mobiliza (esperamos que haja a segunda edição em breve), além dos eventos organizados no Serv Car (os reis da cerveja ruim), que sempre apresentam bandas bem novas. Algumas ótimas revelações, e outras, empulhações execráveis. Enfim, vale a tentativa e o amor pelo roquenrou, né? Não dá pra saber se o cara é bom de palco, se ele nunca subiu em um. Entre ovos e tomates, todos acabam vivos e bêbados, e o objetivo é esse mesmo: diversão! E novos eventos não faltam. Tivemos o Solobonight recentemente, e no domingo, 26 de abril, rola o Rock Falido (na verdade, enquanto escrevo este artigo).

Bem, mas vamos falar das bandas que passaram pela quinta edição do ROCK CITY! Aproveitando, você pode ouvir a coletânea aqui no Soundcloud.

Bem, vamos às bandas!

ROCK REVIVE

Tem previsão para lançamento de um disco em  meados de novembro. No momento, as músicas estão em processo de composição. Estúdio, só daqui alguns meses. Mas a banda acaba de lançar um vídeo clipe para a música “Power Pray”. Confira aqui.

PRIME REVENGE

Não consegui contato com a banda, mas seu primeiro EP (Shades of Pain) pode ser ouvido neste link. O novo single, Hey Man, faz parte da coletânea do V Rock City. Ótimo som. Confira aqui, que vale a pena.

NEANDERDOGS

Outra banda com quem não conversei ainda. Por enquanto, fiquem com a música selecionada para o disco do evento, aqui.

DZARMY

A banda está na ativa há 13 anos, e conta com dois discos lançados. Colocou dois singles na área nos últimos dois anos também, e está trabalhando no terceiro álbum full, que talvez venha a ser um disco conceitual (uma ideia muito interessante, diga-se). As letras estão praticamente prontas, bem como algumas melodias. O material pode ser lançado ainda esse ano, mas creio que a tendência é que fique para o primeiro semestre de 2016.

350ML

Com dois discos (e alguns singles), a banda prepara o lançamento de seu terceiro álbum. Falta finalizar a mixagem de 4 faixas apenas. O disco terá 12 músicas, e será lançado nos formatos físico e digital (iTunes, por exemplo). Deve rolar no segundo semestre. Para quem não ouviu os primeiros discos da banda, é possível conferir no Soundcloud. A música escolhida para a coletânea do festival é uma parceria com a holandesa Wick Bambix, fundadora da banda Bambix, nomeada My Alibi, um punk rock vigoroso, com guitarras marcantes e melodias grudentas. Vai por mim: coloque no volume máximo e sinta a sonzeira.

SATISFIRE

Intenções: lançamento do segundo disco full, além de um vídeo clipe. Deve rolar mais para o fim do ano (eventualmente, 2016). A banda lançou seu primeiro álbum lá em 2008, e um EP no ano passado. É uma banda de inegável criatividade musical.

FUTHÄRK

A banda é relativamente nova, e os planos são seguir fazendo shows e gravar alguns singles, até ter material suficiente para um EP. Ainda sem previsão de lançamentos (é mais provável que role algumas coisa em 2016). O show deles é muito bom, e o grupo já tem um público fiel.

ULTRA VIOLENT

Sem planos para lançamentos, no momento. A banda é figurinha carimbada no rock local, tem um público fiel, e já lançou alguns singles. Falta o disco, agora, né, Rocha? ehe

DISASTER BOOTS

A Disaster é uma banda bastante ativa, tocando com certa frequência, e é alvo de muitos elogios. Tem uma sonoridade personalíssima, um ótimo vocalista, um instrumental foda, e uma identidade própria. Das melhores de nossa cena, hoje, certamente. Com 2 singles lançados, a proposta é concluir mais 8 faixas para fechar em 10 para um disco. As gravações devem ficar para o segundo semestre. Talvez o disco não nasça ainda em 2015, mas creio que há boas chances para o primeiro semestre de 2016. Ouça aqui a song Mr. Lakeman.

D KRAUZ

Daniele Krauz Lançou o EP Insight, no ano passado, apenas em formato digital, e trabalha na composição de músicas para um disco full. Serão 12 faixas, ao estilo das que já foram lançadas. A banda é tecnicamente muito afiada, contando com ótimos músicos. As letras também serão na mesma (autoavaliação, crescimento, força e amor). A ideia é lançar ainda esse ano, em formato físico. Vamos aguardar. Acredito que se conseguir estabilizar a formação, vai longe.

THE EMPIRE RISE

Também não consegui contatar esta banda ainda, mas uma das músicas tocadas no evento, Waiting For The End, fará parte do primeiro EP da banda, a ser lançado em breve.

BAGRE VÉIO

A banda pretende lançar talvez mais duas músicas esse ano. O EP sairá quando tiver umas quatro prontas, mas não há previsão de lançamento ainda. Confira o primeiro single da banda aqui.

KINGARGOOLAS

Estava na programação, mas por compromissos firmados anteriormente, não pôde se apresentar. Porém, lança em breve seu segundo disco FULL. Além disso, já foi lançada a  coletânea “Weirdo Fervo! – Bizarre wild trash garage surf & primitive rock compilation”, que conta com songs de bandas bizarras como  O Lendário Chucrobillyman, Movie Star Trash, Horror Deluxe, Strato Feelings, Reverendo Frankenstein, Mauk e os Cadillacs Malditos, além da faixa “Fórceps Poseidon”, dos Kingargoolas. Detalhe: EM VINIL! Quem quiser adquirir, é só entrar em contato com a banda.

De momento, é isso. Atualizações em breve! Abraço, tudo de bom e mantenham a fé na estrada ehehe.

Novo visual do blog!

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Saudações!

Em breve, pretendemos repaginar o visual do blog. Visual novo, equipe nova, tudo novo ehe. De momento, temos um logotipo e uma capa para a página do Gorpa Music no Facebook.

A iniciativa foi do Lucas Rudiero, baixista da Trupe do Disco Voador, membro do nosso blog, e que atua na BZZ, Agência Experimental do curso de Publicidade da Faculdade Campo Real. O desenho em si foi uma criação do talentosíssimo aluno Alesson Santos, que captou muito bem a ideia que tínhamos (a palavra-chave era “blues”). Um lance retrô, que transpirasse música por todos os poros. O resultado pode ser conferido em nossa página no Facebook, e coloco também abaixo:

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Que que eu posso dizer desse logo…? Cara, é simplesmente espetacular! Um vinilzão, o G representando o braço e a agulha, e aquele botão vermelho (que é o pingo do “i” da palavra “music”) é o REC (afinal, o blog faz entrevistas também, certo?). Conceitualmente brilhante. Simples e evocativo. Obra de quem sabe muito, realmente. Por isso sempre digo… valorizemos os verdadeiros talentos, porque o que temos de gente enganando a galera por aí não é brincadeira…

Agora, sobre a capa, abaixo… de cara, a bela sacada do fio saindo do amplificador. Na imagem abaixo, ele aparece solto, mas na página do Face, está conectado ao toca-discos, que é a foto de perfil. Show! ehehe. A parede descascada, dando aquela sensação bem underground e antiga. O som pelo som! Caras… pirei! Muito bom. Parabéns à galera da BZZ.

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SOLOBONIGHT!!! Quase tudo sobre o evento de encerramento da I Copa Mix Tape!

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Saudações, raríssimas e raríssimos leitores! Hoje vamos comentar um pouco do que rolou no sensacional Solobonight, ocorrido na MUV, dia 08 de março, domingo, Dia Internacional da Mulher.

O evento, que encerrou a I Copa Mix Tape (falaremos da copa em outro post… aguardem), trouxe quatro bandas, em uma noite gostosa e extremamente bem organizada pelos Kingargoolas, que tiveram o apoio de diversos parceiros, devidamente citados ao final da matéria.

O INÍCIO

Primeiramente, devo confessar que não sou jornalista. Isso é meramente um hobby de alguém que adora música, e que gosta de acompanhar a cena local. Cena esta que vem se desenvolvendo de uma forma brilhante nos últimos anos. É surpreendente como temos talentos e mais talentos locais, soterrados no mar de mediocridade midiático, com pouco espaço, mas com uma vontade imensa de trabalhar e se mostrar. E é isso que temos percebido a cada evento. Muita boa vontade e qualidade. Os eventos são, muitas vezes, tentativa e erro. Esse eu posso dizer que acertou e muito, e em vários níveis: qualidade das bandas, diversidade musical, pontualidade, local do evento… enfim, vamos destrinchar esses pontos na matéria.

SOLOBO…NIGHT?

Bom, pra começar esse papo, vamos destrinchar o significado de “Solobonight”, para os desinformados que, como eu, não entenderam o nome, eheh. A banda Kingargoolas tem uma música chamada Solobonite em seu primeiro disco. Com a palavra, Mackey, o óme do Teremim: “Ela se chama assim porque faz referência a um filme do Ed Wood, chamado Plan 9. Seria, segundo o filme, uma bomba, uma explosão, que destruiria o universo todo…é uma viagem, porque o filme é B total, mas a gente adora essas porcarias, hehe”. Solobonite, segundo a Wikipedia, é uma bomba imaginária concebida pelo cineasta Ed Wood. “Tal objeto figura no filme de maior sucesso do diretor, Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 From The Outter Space) de 1956. Segundo o enredo do filme essa bomba, mais poderosa do que qualquer outra já criada pelo homem, seria capaz de explodir a própria luz do Sol, e por consequência, todo o sistema solar!”. Eu adoro saber de onde surgem nomes e ideias, e a Kingargoolas é uma banda que trabalha muitas referências pop (quadrinhos, cinema etc). Mais à frente, inclusive, é uma ideia do Gorpa Music (mais especificamente, do Gustavo da Trupe do Disco Voador) destrinchar referências e composições de músicos locais.

LOCAL DO SHOW

MUV. Como o pessoal de Gorpa sabe, a MUV é reduto da música sertaneja. Eventos de rock são absolutamente raros lá. Então, era uma incógnita, nesse aspecto. O local é muito acolhedor. O palco, bonito. O espaço não é grande, mas perfeito para eventos underground. Não posso deixar de comentar que o público me surpreendeu, pois realmente tinha uma boa quantidade de pessoas no local. O povo foi chegando aos poucos, e o recinto ainda não estava cheio quando a primeira banda, a Feeling Folk´s, tocou. Mas depois encheu, e a galera se divertiu, pulou, dançou e bebeu de forma absolutamente ordeira. Roqueiro é tudo gente boa! 😀

Não vou dizer que a cerveja era barata, mas ao menos as opções eram muito boas, o que não ocorre em todos os eventos, se é que me entendem…

1, 2, 3… FEELING FOLK´S AND REDNECKS

603116_781955448558536_3153684019065502489_nBom, mas isso aqui é rock´n´roll, então chega de papo! A primeira banda a subir ao palco foi, como supracitado, a Feeling Folk´s and Rednecks! É uma banda bem diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Country, country rock, folk, bluegrass, mais ou menos por aí. Com uma pegada forte, de fibra. O som é uma delícia. Imagino o que será o CD desses caras! Fotos e vídeos do evento estão sendo divulgados na página do evento no Facebook. Clique aqui.

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Feeling Folk´s e seu country na Solobonight

Além daquele banjo sensacional (que não é um banjo, e sim um mandolin, mas eu manjo muito dos paranauê…), ainda tem um violoncelo lindo (que também não é um violoncelo, nem um baixolão, como eu pensei, mas um baixo acústico), com um som encorpado e elegante. Realmente muito bom. Os caras mesclaram covers com músicas próprias, e talvez lancem seu primeiro disco ainda esse ano. Na torcida aqui, pois acredito que o potencial é grande. Saquem as músicas tocadas no evento:

1- Interior do Paraná
2- Ring Of Fire
3- Eu Voltei
4- King Of Fools
5- Raízes
6- Rockaway Beach
7- Folsom Prison Blues
8- Velho Bar
9- A Garrafa e a Ansiedade

A formação da piazada é essa:

Lucas Otaki- Vocal/violão
Mattheus Cabeça – Baixo Acústico
Emerson Bolacha – Guitarra
Gabriel Brito – Mandolin (que eu, do alto de meu vasto conhecimento musical, jurava que era um Banjo)

Dr. SKROTONE E A MÁFIA DO SKA

Quem foi ao show, de forma geral, sabe o que é Ska. Mas sei que a maioria das pessoas desconhece o estilo. O Ska é um dos troços mais dançantes já criados pela humanidade. Eu gosto muito, mas foi a primeira vez que vi um grupo do gênero ao vivo. E confesso que adorei. Achei simplesmente inebriante!

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Máfia do Ska no palco da MUV

O ska, embora soe muito diferente do reggae, foi o precursor do gênero que consagrou Bob Marley. Surgido no fim dos anos 50, na Jamaica, mistura ritmos caribenhos como o mento e o calipso, com músicas estadunidenses, sobretudo o jazz, o jump blues e o rhythm blues (valeu, Wikipedia!). Creio que a banda mais conhecida e consagrada do gênero foi a Skatalites, dos anos 60. No Brasil, já naquela década havia reminiscências ao ska dentro da Jovem Guarda. Já nos anos 80, o exemplo mais forte são os  Paralamas do Sucesso, que lançaram várias músicas desse gênero, mas várias bandas dos rock nacional dos 80 e 90´s tem influência desse gênero, por vezes confundido com o reggae.

Voltando ao presente, A Máfia do Ska é uma banda pontagrossense, de enorme10675579_281705848619690_1119410691082465112_n qualidade técnica, com várias composições próprias. A banda também toca alguns covers e versões (rolou inclusive Paralamas no show, além da seminal Skatalites), mas produzem material próprio. O visual da banda é muito legal, com gravatas e tudo o mais, bem típico do vestuário tradicional do ska. Os instrumentos de sopro são muito fortes nesse gênero musical, trazendo uma sonoridade aberta, alegre e dançante. Foi bonito de ver a galera dançando na MUV! O local já tinha bastante gente quando a Máfia subiu ao palco.

Eis uma mensagem da Máfia do Ska que resume o que representou a noite de domingo: “Chega a ser indescritível a atmosfera que vivenciamos aí em Guarapuava. Sabemos das dificuldades em fazer um evento desse porte apenas com artistas regionais. E ontem foi uma prova que o Paraná é um celeiro de talentos da subcultura, e tem toda a capacidade para se tornar um polo nacional e referência não só na música, mas em todos os âmbitos que envolvem a arte. Ficamos extremamente felizes com o retorno do pessoal que compareceu. Reunir tantas pessoas, num domingo com chuva, somente músicos do estado, para a cidade é um privilégio e estão de parabéns; a noite foi perfeita.”

Setlist:

– Intro (Própria)
– Dobrando a esquina (Própria)
– Gangsters – Specials (Versão)
– Somos Brasileiros (Própria)
– Ska ska ska (Própria)
– I chase the devil – Max Romeo (Versão)
– Vida Simples, Luta Dura (Própria)
– Sete Covas (Própria)
– O Patrão – The GodFather (Versão)
– Malaco – Specials – messenge to you rude
– Guns of Brixton – Clash (Versão)
– Guns of Navarrone – Skatalites (Versão)
– Anti Racista (Própria)
– Jam (Própria)
– O Beco – Paralamas (Versão)
– Pressure Drop – Maytals (Versão)
– Monkey Man – Toots and Maytals (Versão)

Formação:

Juninho – Vocalista
Danilo – Bateria
Gabriel – Baixo
Rodrigo – Guitarra
Larissa – Teclado
Elson – Saxfone
Willian – Trompete

KINGARGOOLAS

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro, e o Ramon logo atrás (aquele orelhudo ehe)

Após o espetáculo promovido pela galera do ska, presenciamos a dona da bola, promotora do evento, idealizado do conceito. A Kingargoolas, com sua surf music instrumental. O quarteto é tecnicamente muito, mas muito bom. Eu nunca tinha visto ao vivo. Tenho o primeiro disco (o segundo está para ser lançado), e achei que o grupo soa bem mais pesado no palco que em CD. Até me surpreendi nesse sentido. A presença de palco é ótima, e aquela máscara irônica do Mackey (guitarra) é um caso à parte. Também é com ele o momento Theremin do show. Um instrumento inusitado e bastante incomum, de difícil execução. A banda tem bastante material próprio, e mesclou músicas dos dois discos. Pela qualidade apresentada, parece-me que vem algo realmente muito bom por aí. Interessante notar que, com todo o reconhecimento que o grupo já tem, os caras são simples e humildes (as máscaras se restringem ao palco ehe). E, mesmo que não pretendam se tornar promotores de eventos, definitivamente se deram muito bem neste! Durante o show, apareceu até um mascote à la Eddie, distribuindo bebida… divertido e inusitado eheh.

Quanto ao Theremin (ou Teremim), é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, tocado sem contato físico do músico. Ele é bem antigo, foi patenteado em 1928, mas inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen. Quem quiser entender o seu funcionamento, pode clicar aqui. Basicamente o instrumento é o pai do sintetizador e da música eletrônica. O uso do teremim é comum em trilhas de filmes de terror e ficção científica (como no clássico “O Dia em que a Terra Parou, ou nas aberturas das séries “Doctor Who” e a antiga “Startrek”), e foi “redescoberto” pelas bandas de rock nos anos 60 e 70. Os Rolling Stones e o Led Zepellin fizeram uso do instrumento. O Zep o utilizava ao vivo na execução de “Whole Lotta Love”. O som é etéreo, por vezes fantasmagórico, e definitivamente mágico.

Bom, a Kingargoolas estava encerrando com a música “Wipe Out“, mas o povo pediu, pediu e ganhou mais uma. A galera só pede mais uma música quando a banda agrada de verdade. Do contrário, todo mundo dá graças a Goku e respira aliviada. E assim os mascarados terminam seu set, aclamados e certamente felizes pela missão bem cumprida, abrindo espaço para a última atração da noite, o malucaço Chucrobillyman!

Setlist

Enia, Puxe o Freio!
Lambreta Sunburst
Tit’s a go go
Pullover Tom Pastel
Corra Carlos, Corra!
Rockula
Crazy Race Rock
Le Mequifoá
Solobonite
Tequila
Hipotálamos Reverse
Tantra Wave
Crazy Cuckoo Clock
Surf Party
Fórceps Poseidon
Wipe Out
Acme Speed Dynamite

Formação:

Baixo: Joerto
Guitarra: Aredes
Guitarra/Theremin: Mackey
Bateria: Cerso

BRINDES E PRÊMIOS

Apresentada pelo Duda, da MIXTAPE, tivemos uma sessão de sorteios de brindes, piercings, tatuagens, vestido, bandana e outros prêmios. Momento mimoso do evento 🙂

O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN!

Para encerrar o minifestival, contamos com a presença da lenda viva, insana e11061992_1019596184736480_3095445856824501799_n psicótica, vinda de Curitiba… Chucrobillyman, a banda de um homem só! Com um som pesado, psicodélico e personalíssimo, o Chucro e seu slide fizeram a festa da galera. Acho interessantíssimo perceber que músicos experimentais como ele conseguem ter espaço ainda, num mundo tão monocromático. Pode-se gostar ou não do som. Só não se pode negar a genialidade do cara, que toca violão, bateria e instrumento de sopro, tudo ao mesmo tempo, além de não parar quieto. Lá pelas tantas, circulou pelo recinto, dividindo a viola enquanto quase plantava bananeira. Basicamente um doido. Mas um doido de imensurável talento! O som é uma paulada na orelha.

Uma de suas músicas, Chicken Flow, foi utilizada num clip-divulgação da  11ª Corrida Noturna Unimed Curitiba. Confira o divertido vídeo aí:

10620136_894270167269007_5815615061432568515_oNa própria definição de Klaus Koti, o único membro da banda (que além de músico, é artista plástico), “Chucrobillyman decidiu montar sua “banda de um homem só” e tocar todos os instrumentos sozinho e ao mesmo tempo mesclando o minimalismo do rock, a urgência do blues e do punk e a estética do som garageiro dos anos 60.” Ele cita ainda motores diesel e sistemas elétricos como influências musicais. Há muito material no Youtube sobre o cara. Clique nos links abaixo para conhecer:

Clip de Chicken Flow
The Chicken Album (disco completo)
Show no Psicodália 2012
Para acessar seu site oficial, clique aqui.

Eis a seleção de músicas da noite, que também teve pedido de bis (devidamente concretizado):

1- Viola Intro
2- Heart Ignition
3- Whiskey-o-Wine
4- Nothing to Choose
5- Fried Chicken Blues
6- Ezquizofrenic Love
7 –Space Blues
8- Going to see ma Babe
9- Shinning Light
10- Rollercoaster Love
11 – Chicken Truck
12 – No Enzime Blues
13 – Carmem
14 –Dirty Doll
15 – Chicken Style
16 – Macumba for You

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PARCEIROS

O evento foi realmente fantástico, muito bem organizado pelos Gargoolas, e teve diversos apoiadores, devidamente citados aqui: Armazém do Malte, Beer’s House, Armazém do Rock, Tales Tattoo, Studio Arte & Beleza, Atelier & Brechó Irisdelfane, Revival Bolsas e Artes, Brownie do Chef Guigão, Gráfica Imagem, MixTape, Fosferia e Donizete Krasniak.

E que venha logo o próximo Solobonight!!! 😀

Maquinária Rock Field – o Festival está de volta!

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Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Um dos mais importantes festivais da cidade de GORPA está de volta, em uma edição recheada de grandes bandas. Nota-se a qualidade do evento pelo line-up apresentado!

Em uma produção da PALLCO com os DEAD COWBOYS (Motorcycle Custom Club), e levando o nome da banda que idealizou o festival – Maquinária, teremos dois dias de shows na Chácara Morada da Lua, Vale do Jordão. Os portões serão abertos às 09h do dia 14, sábado, e serão dois dias recheados de rock´n´roll e bera.

Mas vamos falar um pouco, só um pouco, de cada uma das bandas que estarão presentes.

SÁBADO, a partir das 15h

SUDARYUM

Banda guarapuavana, de rock progressivo com temática cristã

VOLTZ

FAUNO

Banda curitibana, um rock´n´roll vigoroso em português

SEGREDO ÁS

Banda guarapuavana de rock autoral, com letras em português

MÉDICOS DE CUBA

Banda de Hard Rock Alternativo, fundada em 2013, e baseada na cidade de Araucária. Também com letras em português

DISASTER BOOTS

Banda de Gorpa, com um rock´n´roll que parece saído do final dos anos 60/inócio dos 70, e vencedora do III FUCA em 2013

CORJA PUTRE

Banda curitibana formada em 2007, faz um som Hardcore / Crossover

THE EMPIRE RISE

Banda guarapuavana de Melodic Hardcore / Metal

VOMITFICATION

Death Metal direto da cidade de Dois Vizinhos

BUP ROXETIN

Banda guarapuavana surgida no último Maquinária, em processo de gravação de seu primeiro disco. Vai rolar canção nova nessa edição

EMBRIO

Banda de Thrash metal de Cascavel, formada em 2005, com um disco lançado

GOATCULT

Banda guarapuavana de Death Metal

ALVOCORE

Banda de Hardcore Melódico de São Paulo

FUTHÄRK

Banda de Folk/Death Metal, também daqui de Gorpa

TRATOR BR

Banda de Death Metal, de Bauru – SP

DOMINGO, 15h

SEM SYSTEMA

Punk Rock da nossa cidade-irmã, Irati

NAILS ON THE WALL

Rock acústico, faz covers de outras bandas (corrijam-me se estiver errado)

SUPERSTIÇÃO

Baseado na cidade de Rio Azul, faz sons próprios e covers de Coal Chambers e Brujeria

FEELING FOLK´S And Rednecks

Bluegrass guarapuavano

MYTHKING

Banda de rock/metal fundada em 2008, em Pitanga – PR

SEXPLOSE

Banda guarapuavana de Hardcore melódico

KILL AGAIN

Thrash Metal de Cascavel – PR, fundada em 2013

FUSILEER

Thrash Metal guarapuavano

BLOODSUCKER

Thrash e Heavy Metal de Prudentópolis

OPEN SCARS

Death/Metal/Grindcore guarapuavano

SILVER GRAVE

Heavy Metal Tradicional formada em meados do ano 2000 em Toledo – PR

ULTRA VIOLENT

Thrash Metal guarapuavano, alterna letras em inglês e português

DARMA KHAOS

Heavy Metal mineiro, de Uberlândia, uai!

MAQUINÁRIA

A banda que dá nome ao festival

TORTURE SQUAD

Precisa comentar??? Bom, vamos lá então… banda de Thrash/Death Metal de São Paulo, formada em 1990, que faz um som altamente técnico e veloz, e quem vem divulgando seu primeiro disco com título em português, Esquadrão de Tortura, um trabalho conceitual sobre o período em que os militares governaram o Brasil. Quem curte metal não pode perder!

 

Taí, pessoal um resumão básico sobre o que será o Carnaval da galera que curte rock´n´roll! Adquira seu ingresso (informações na imagem acima) e corra!

Tudo e mais um pouco sobre o cavaquinho

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Inauguro a temporada 2015 do blog trazendo uma dica inusitada. Fiquei sabendo de um ótimo blog guarapuavano, que trata sobre o cavaquinho. O blog é bem técnico, trazendo muitas e muitas dicas para quem se interessa pelo instrumento. Eis o link AQUI. Tem muita coisa! Sequências para samba e pagode, vídeos com dicas de batidas, dicionário de cifras e outras utilidades. E quem está estudando o instrumento ainda pode conversar com o blogueiro, através do mural de recados. O nome do músico é Rogério. Som na Caixa, galera, que o samba não pode morrer! (e o rock também não) 😀

350ml

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350ml – CONTEÚDO ENERGÉTICO DO ROCK NACIONAL!

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Saudações, galera! Hoje, aproveitando a proximidade do show dos Raimundos, vou tecer uns comentários sobre uma das bandas mais conhecidas e tradicionais de Gorpa, que é a 350ml (que fará a abertura do evento), um grupo que conquistou uma boa base de fãs e que trabalha forte na área da música, sem esmorecer, e está muito bem estabelecida. Conhece o caminho das pedras. De acordo com o release da própria banda, “há 10 anos a amizade e as afinidades musicais levaram Cristiane , Ricardo e Miguel a formar a banda 350ml”. Fundada, portanto, em idos de 2003, com dois discos gravados, e que hoje, composta por músicos paranaenses (tudo “bicho do Paraná”, como dizia aquela antiga música…) conta com a seguinte formação:

Ricardo Küster: Vocal e guitarra
Cris Pawlowski: Guitarra
Edu Veríssimo: Baixo
Nando Campos: Bateria

A 350ml conquistou em pouco tempo seu espaço no cenário independente e se destaca como uma das bandas paranaenses mais ativas. Já se apresentou nas principais cidades do Paraná, Rio Grande do Sul e no estado de São Paulo, na lendária casa de Shows Hangar 110 (bem conhecida da galera punk e hardcore – em atividade desde outubro 1998, apresentava apenas atrações nacionais, mas logo abriu o local para a vinda de grandes nomes internacionais do gênero. Marco Badin, o responsável pela casa, também abre o espaço para novas bandas). A banda guarapuavana já dividiu o palco com diversas bandas consagradas, como as brazucas Fresno, Hateen, Dead Fish, Nitrominds, Dance of Days, Garotos Podres e as gringas Bambix (Holanda – não conhece? Saque o som AQUI), Typhoon Motor Dudes (Alemanha) e Bitume (Alemanha).Logo em seu segundo ano de existência, em novembro de 2005, a 350 lança seu primeiro álbum, intitulado Consciência em Prantos (gravadora Nitroala Records – especializada em punk, e que aparentemente não existe mais), e conta com 12 faixas: Ruínas, Apaga, apaga e apaga, Bruma, Carpe Diem, Inimizade, Ícaro, Noites Frias, Fim, Reverso, Risco de Vida, Sonhos e Saudade. As faixas podem ser ouvidas – e baixadas – no Soundcloud da banda (e, se gostar, recomendo que compre o disco físico. Além de valorizar o trabalho da banda, é muito mais legal ter algo físico das bandas ou artistas que a gente curte). Em agosto de 2006 foi gravado o vídeo clipe da música Carpe Diem, que participou do concurso Toshiba Planet na MTV e foi um dos vídeos mais acessados da promoção no MTV OVERDRIVE em julho de 2007.No início de 2010, nasce o segundo disco, Resposta  (lançamento independente). As faixas desse disco podem ser ouvidas também no Soundcloud. Desse trabalho, que contém 12 faixas (Resposta, Resposta (acustic), Invisível, Pra não esquecer, A Viagem, Querida Mamãe, Incerteza, Recomeço, Sem medo, Amanhã, Talvez mude, A tua, e há algumas adicionais no Soundcloud), saíram mais dois vídeo clipes, um deles com a música “No Silêncio”, exibido na MTV e que atingiu mais de 280 mil views no Youtube, destacando-se como um dos mais acessados no site do canal.O Hit “Querida Mamãe” (que abre o álbum) é atualmente a música mais ouvida da banda e também já possui um vídeo clipe (bastante criativo, diga-se. Devo dizer que a banda trabalha muito bem os seus vídeos, o que a destaca no cenário). Seu refrão já é um hino para a galera que curte ouvir música no último volume.Os últimos clipes lançados pela banda são “Distante” (com mais de  200 mil views no Youtube) e “Indiferente” (totalizando sete clipes oficiais).

Algumas das influência citadas pela banda são Incubus, Foo Fighters, Millencollin, 30 Seconds to Mars…

Bom, esse é um resumão da banda, notável por procurar construir músicas marcantes, com refrãos (ou refrães, forma também correta) ao melhor estilo “rock de arena”, pra galera pular e cantar junto, criando uma atmosfera positiva e vibrante. Não é à toa que abrirá para os Raimundos. Nas palavras da Cris: “Estamos muito felizes por tocar junto com uma das bandas de rock mais fodas do Brasil. Fomos aos shows quando ainda éramos crianças e pensávamos: ‘imagine a minha banda tocando junto com esses caras!’ Agora isso vai acontecer de verdade! E vai ser o máximo!”

Assim como praticamente todo mundo que trabalha com música em Guarapuava, os integrantes da 350ml também tem atividades paralelas à banda, mas mantém o sonho de viver da música, até para poder se dedicar exclusivamente à ela. De qualquer forma, é um grupo que tem um trabalho consistente, e que serve de modelo aos iniciantes, desde a produção musical até às formas de divulgação e criação de clips, além de outros trabalhos relacionados à área.

DISCOGRAFIA

Discos oficiais

Consciência em prantos (2005)
Resposta (2010)
O terceiro disco está programado para o início de 2015 (mantendo o padrão de um álbum de inéditas a cada 5 anos). Será devidamente divulgado aqui também, naturalmente.

Singles

Cris 2012 (é uma música que o Ricardo escreveu para a Cris, agora sua esposa)
Distante 2013
Inércia 2014

Coletâneas

Rock da Lagoa – 2003
Guarapuava Rock City I  – 2006
Guarapuava Rock City IV  – 2014
Many Minds (tributo ao Nitrominds) – 2014

A título de curiosidade, a Cris Pawlowski, guitarrista da banda, concluiu recentemente o seu Mestrado em Letras, pela Unicentro, e divulgo a dissertação aqui, pela temática apresentada, que é o rock. Mais especificamente, as mulheres no rock. O título do trabalho é “As mulheres no Rock: as identidades femininas e o sujeito pós-moderno em letras de Rita Lee, Fernanda Takai e Pitty”, e pode ser lido neste LINK.

Para conhecer melhor a banda, eis alguns links:

Canal no Youtube
Página no Facebook
SoundcloudContato de imprensa: contato@350ml.com.brPara completar, deixe eu comentar aqui que o Ricardo e a Cris, integrantes do grupo, apresentam o programa Microfonia na rádio 92 FM (nas sextas, às 23h, e domingo às 20h). O programa está no ar há quatro anos e é dedicado ao rock, apresentando bandas locais. Nas palavras do casal que apresenta o programa: “O Microfonia é um programa de rock de todos os estilos. Tocamos músicas nacionais, internacionais, os clássicos, lançamentos e abrimos espaço para que as bandas guarapuavanas de rock autoral divulguem seu trabalho”.

 

 

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É isso aí, gente! Agradeço ao Ricardo e à Cris, pelas informações e fotos, e desejo sucesso sempre. Que o próximo disco venha recheado de hits pra galera não só de Gorpa, mas de todo o Brasil. 🙂