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Planos das bandas Rock City para 2015

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Saudações

Não, esse post não trata do Rock City, o festival. Eu não estive lá, portanto, não posso falar (do que não vi). Óbvio, né? Isto posto, quero falar um pouco sobre as bandas presentes no já tradicional festival, em sua quinta edição. É um evento importante, que reúne algumas ótimas bandas da cidade. Bom para o público, que entra quase de graça (quilo de alimento como ingresso), e bom para as bandas presentes, pois participam da coletânea relacionada ao evento (embora não seja exatamente barato gravar a faixa, uma situação pitoresca onde a banda paga para tocar, mas isso é outra história. Atualizando: farei um post sobre a Heaven Studio, promotora do Rock City, a pedido do Alessandro Küster, abordando a visão deles sobre o tema. Em breve). Outro lado positivo é o incentivo ao trabalho autoral. Isso é importantíssimo em meio à overdose de bandas cover que temos por aí. Mais relevante ainda, claro, foi a arrecadação de uma tonelada e meia de alimentos, entregues à Provopar. Este é o legado mais importante, sem dúvida.

Além do tradicional Rock City, a Gorpa atual conta com o Maquinária Rock Field e o Mobiliza (esperamos que haja a segunda edição em breve), além dos eventos organizados no Serv Car (os reis da cerveja ruim), que sempre apresentam bandas bem novas. Algumas ótimas revelações, e outras, empulhações execráveis. Enfim, vale a tentativa e o amor pelo roquenrou, né? Não dá pra saber se o cara é bom de palco, se ele nunca subiu em um. Entre ovos e tomates, todos acabam vivos e bêbados, e o objetivo é esse mesmo: diversão! E novos eventos não faltam. Tivemos o Solobonight recentemente, e no domingo, 26 de abril, rola o Rock Falido (na verdade, enquanto escrevo este artigo).

Bem, mas vamos falar das bandas que passaram pela quinta edição do ROCK CITY! Aproveitando, você pode ouvir a coletânea aqui no Soundcloud.

Bem, vamos às bandas!

ROCK REVIVE

Tem previsão para lançamento de um disco em  meados de novembro. No momento, as músicas estão em processo de composição. Estúdio, só daqui alguns meses. Mas a banda acaba de lançar um vídeo clipe para a música “Power Pray”. Confira aqui.

PRIME REVENGE

Não consegui contato com a banda, mas seu primeiro EP (Shades of Pain) pode ser ouvido neste link. O novo single, Hey Man, faz parte da coletânea do V Rock City. Ótimo som. Confira aqui, que vale a pena.

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Outra banda com quem não conversei ainda. Por enquanto, fiquem com a música selecionada para o disco do evento, aqui.

DZARMY

A banda está na ativa há 13 anos, e conta com dois discos lançados. Colocou dois singles na área nos últimos dois anos também, e está trabalhando no terceiro álbum full, que talvez venha a ser um disco conceitual (uma ideia muito interessante, diga-se). As letras estão praticamente prontas, bem como algumas melodias. O material pode ser lançado ainda esse ano, mas creio que a tendência é que fique para o primeiro semestre de 2016.

350ML

Com dois discos (e alguns singles), a banda prepara o lançamento de seu terceiro álbum. Falta finalizar a mixagem de 4 faixas apenas. O disco terá 12 músicas, e será lançado nos formatos físico e digital (iTunes, por exemplo). Deve rolar no segundo semestre. Para quem não ouviu os primeiros discos da banda, é possível conferir no Soundcloud. A música escolhida para a coletânea do festival é uma parceria com a holandesa Wick Bambix, fundadora da banda Bambix, nomeada My Alibi, um punk rock vigoroso, com guitarras marcantes e melodias grudentas. Vai por mim: coloque no volume máximo e sinta a sonzeira.

SATISFIRE

Intenções: lançamento do segundo disco full, além de um vídeo clipe. Deve rolar mais para o fim do ano (eventualmente, 2016). A banda lançou seu primeiro álbum lá em 2008, e um EP no ano passado. É uma banda de inegável criatividade musical.

FUTHÄRK

A banda é relativamente nova, e os planos são seguir fazendo shows e gravar alguns singles, até ter material suficiente para um EP. Ainda sem previsão de lançamentos (é mais provável que role algumas coisa em 2016). O show deles é muito bom, e o grupo já tem um público fiel.

ULTRA VIOLENT

Sem planos para lançamentos, no momento. A banda é figurinha carimbada no rock local, tem um público fiel, e já lançou alguns singles. Falta o disco, agora, né, Rocha? ehe

DISASTER BOOTS

A Disaster é uma banda bastante ativa, tocando com certa frequência, e é alvo de muitos elogios. Tem uma sonoridade personalíssima, um ótimo vocalista, um instrumental foda, e uma identidade própria. Das melhores de nossa cena, hoje, certamente. Com 2 singles lançados, a proposta é concluir mais 8 faixas para fechar em 10 para um disco. As gravações devem ficar para o segundo semestre. Talvez o disco não nasça ainda em 2015, mas creio que há boas chances para o primeiro semestre de 2016. Ouça aqui a song Mr. Lakeman.

D KRAUZ

Daniele Krauz Lançou o EP Insight, no ano passado, apenas em formato digital, e trabalha na composição de músicas para um disco full. Serão 12 faixas, ao estilo das que já foram lançadas. A banda é tecnicamente muito afiada, contando com ótimos músicos. As letras também serão na mesma (autoavaliação, crescimento, força e amor). A ideia é lançar ainda esse ano, em formato físico. Vamos aguardar. Acredito que se conseguir estabilizar a formação, vai longe.

THE EMPIRE RISE

Também não consegui contatar esta banda ainda, mas uma das músicas tocadas no evento, Waiting For The End, fará parte do primeiro EP da banda, a ser lançado em breve.

BAGRE VÉIO

A banda pretende lançar talvez mais duas músicas esse ano. O EP sairá quando tiver umas quatro prontas, mas não há previsão de lançamento ainda. Confira o primeiro single da banda aqui.

KINGARGOOLAS

Estava na programação, mas por compromissos firmados anteriormente, não pôde se apresentar. Porém, lança em breve seu segundo disco FULL. Além disso, já foi lançada a  coletânea “Weirdo Fervo! – Bizarre wild trash garage surf & primitive rock compilation”, que conta com songs de bandas bizarras como  O Lendário Chucrobillyman, Movie Star Trash, Horror Deluxe, Strato Feelings, Reverendo Frankenstein, Mauk e os Cadillacs Malditos, além da faixa “Fórceps Poseidon”, dos Kingargoolas. Detalhe: EM VINIL! Quem quiser adquirir, é só entrar em contato com a banda.

De momento, é isso. Atualizações em breve! Abraço, tudo de bom e mantenham a fé na estrada ehehe.

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SOLOBONIGHT!!! Quase tudo sobre o evento de encerramento da I Copa Mix Tape!

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Saudações, raríssimas e raríssimos leitores! Hoje vamos comentar um pouco do que rolou no sensacional Solobonight, ocorrido na MUV, dia 08 de março, domingo, Dia Internacional da Mulher.

O evento, que encerrou a I Copa Mix Tape (falaremos da copa em outro post… aguardem), trouxe quatro bandas, em uma noite gostosa e extremamente bem organizada pelos Kingargoolas, que tiveram o apoio de diversos parceiros, devidamente citados ao final da matéria.

O INÍCIO

Primeiramente, devo confessar que não sou jornalista. Isso é meramente um hobby de alguém que adora música, e que gosta de acompanhar a cena local. Cena esta que vem se desenvolvendo de uma forma brilhante nos últimos anos. É surpreendente como temos talentos e mais talentos locais, soterrados no mar de mediocridade midiático, com pouco espaço, mas com uma vontade imensa de trabalhar e se mostrar. E é isso que temos percebido a cada evento. Muita boa vontade e qualidade. Os eventos são, muitas vezes, tentativa e erro. Esse eu posso dizer que acertou e muito, e em vários níveis: qualidade das bandas, diversidade musical, pontualidade, local do evento… enfim, vamos destrinchar esses pontos na matéria.

SOLOBO…NIGHT?

Bom, pra começar esse papo, vamos destrinchar o significado de “Solobonight”, para os desinformados que, como eu, não entenderam o nome, eheh. A banda Kingargoolas tem uma música chamada Solobonite em seu primeiro disco. Com a palavra, Mackey, o óme do Teremim: “Ela se chama assim porque faz referência a um filme do Ed Wood, chamado Plan 9. Seria, segundo o filme, uma bomba, uma explosão, que destruiria o universo todo…é uma viagem, porque o filme é B total, mas a gente adora essas porcarias, hehe”. Solobonite, segundo a Wikipedia, é uma bomba imaginária concebida pelo cineasta Ed Wood. “Tal objeto figura no filme de maior sucesso do diretor, Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 From The Outter Space) de 1956. Segundo o enredo do filme essa bomba, mais poderosa do que qualquer outra já criada pelo homem, seria capaz de explodir a própria luz do Sol, e por consequência, todo o sistema solar!”. Eu adoro saber de onde surgem nomes e ideias, e a Kingargoolas é uma banda que trabalha muitas referências pop (quadrinhos, cinema etc). Mais à frente, inclusive, é uma ideia do Gorpa Music (mais especificamente, do Gustavo da Trupe do Disco Voador) destrinchar referências e composições de músicos locais.

LOCAL DO SHOW

MUV. Como o pessoal de Gorpa sabe, a MUV é reduto da música sertaneja. Eventos de rock são absolutamente raros lá. Então, era uma incógnita, nesse aspecto. O local é muito acolhedor. O palco, bonito. O espaço não é grande, mas perfeito para eventos underground. Não posso deixar de comentar que o público me surpreendeu, pois realmente tinha uma boa quantidade de pessoas no local. O povo foi chegando aos poucos, e o recinto ainda não estava cheio quando a primeira banda, a Feeling Folk´s, tocou. Mas depois encheu, e a galera se divertiu, pulou, dançou e bebeu de forma absolutamente ordeira. Roqueiro é tudo gente boa! 😀

Não vou dizer que a cerveja era barata, mas ao menos as opções eram muito boas, o que não ocorre em todos os eventos, se é que me entendem…

1, 2, 3… FEELING FOLK´S AND REDNECKS

603116_781955448558536_3153684019065502489_nBom, mas isso aqui é rock´n´roll, então chega de papo! A primeira banda a subir ao palco foi, como supracitado, a Feeling Folk´s and Rednecks! É uma banda bem diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Country, country rock, folk, bluegrass, mais ou menos por aí. Com uma pegada forte, de fibra. O som é uma delícia. Imagino o que será o CD desses caras! Fotos e vídeos do evento estão sendo divulgados na página do evento no Facebook. Clique aqui.

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Feeling Folk´s e seu country na Solobonight

Além daquele banjo sensacional (que não é um banjo, e sim um mandolin, mas eu manjo muito dos paranauê…), ainda tem um violoncelo lindo (que também não é um violoncelo, nem um baixolão, como eu pensei, mas um baixo acústico), com um som encorpado e elegante. Realmente muito bom. Os caras mesclaram covers com músicas próprias, e talvez lancem seu primeiro disco ainda esse ano. Na torcida aqui, pois acredito que o potencial é grande. Saquem as músicas tocadas no evento:

1- Interior do Paraná
2- Ring Of Fire
3- Eu Voltei
4- King Of Fools
5- Raízes
6- Rockaway Beach
7- Folsom Prison Blues
8- Velho Bar
9- A Garrafa e a Ansiedade

A formação da piazada é essa:

Lucas Otaki- Vocal/violão
Mattheus Cabeça – Baixo Acústico
Emerson Bolacha – Guitarra
Gabriel Brito – Mandolin (que eu, do alto de meu vasto conhecimento musical, jurava que era um Banjo)

Dr. SKROTONE E A MÁFIA DO SKA

Quem foi ao show, de forma geral, sabe o que é Ska. Mas sei que a maioria das pessoas desconhece o estilo. O Ska é um dos troços mais dançantes já criados pela humanidade. Eu gosto muito, mas foi a primeira vez que vi um grupo do gênero ao vivo. E confesso que adorei. Achei simplesmente inebriante!

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Máfia do Ska no palco da MUV

O ska, embora soe muito diferente do reggae, foi o precursor do gênero que consagrou Bob Marley. Surgido no fim dos anos 50, na Jamaica, mistura ritmos caribenhos como o mento e o calipso, com músicas estadunidenses, sobretudo o jazz, o jump blues e o rhythm blues (valeu, Wikipedia!). Creio que a banda mais conhecida e consagrada do gênero foi a Skatalites, dos anos 60. No Brasil, já naquela década havia reminiscências ao ska dentro da Jovem Guarda. Já nos anos 80, o exemplo mais forte são os  Paralamas do Sucesso, que lançaram várias músicas desse gênero, mas várias bandas dos rock nacional dos 80 e 90´s tem influência desse gênero, por vezes confundido com o reggae.

Voltando ao presente, A Máfia do Ska é uma banda pontagrossense, de enorme10675579_281705848619690_1119410691082465112_n qualidade técnica, com várias composições próprias. A banda também toca alguns covers e versões (rolou inclusive Paralamas no show, além da seminal Skatalites), mas produzem material próprio. O visual da banda é muito legal, com gravatas e tudo o mais, bem típico do vestuário tradicional do ska. Os instrumentos de sopro são muito fortes nesse gênero musical, trazendo uma sonoridade aberta, alegre e dançante. Foi bonito de ver a galera dançando na MUV! O local já tinha bastante gente quando a Máfia subiu ao palco.

Eis uma mensagem da Máfia do Ska que resume o que representou a noite de domingo: “Chega a ser indescritível a atmosfera que vivenciamos aí em Guarapuava. Sabemos das dificuldades em fazer um evento desse porte apenas com artistas regionais. E ontem foi uma prova que o Paraná é um celeiro de talentos da subcultura, e tem toda a capacidade para se tornar um polo nacional e referência não só na música, mas em todos os âmbitos que envolvem a arte. Ficamos extremamente felizes com o retorno do pessoal que compareceu. Reunir tantas pessoas, num domingo com chuva, somente músicos do estado, para a cidade é um privilégio e estão de parabéns; a noite foi perfeita.”

Setlist:

– Intro (Própria)
– Dobrando a esquina (Própria)
– Gangsters – Specials (Versão)
– Somos Brasileiros (Própria)
– Ska ska ska (Própria)
– I chase the devil – Max Romeo (Versão)
– Vida Simples, Luta Dura (Própria)
– Sete Covas (Própria)
– O Patrão – The GodFather (Versão)
– Malaco – Specials – messenge to you rude
– Guns of Brixton – Clash (Versão)
– Guns of Navarrone – Skatalites (Versão)
– Anti Racista (Própria)
– Jam (Própria)
– O Beco – Paralamas (Versão)
– Pressure Drop – Maytals (Versão)
– Monkey Man – Toots and Maytals (Versão)

Formação:

Juninho – Vocalista
Danilo – Bateria
Gabriel – Baixo
Rodrigo – Guitarra
Larissa – Teclado
Elson – Saxfone
Willian – Trompete

KINGARGOOLAS

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro, e o Ramon logo atrás (aquele orelhudo ehe)

Após o espetáculo promovido pela galera do ska, presenciamos a dona da bola, promotora do evento, idealizado do conceito. A Kingargoolas, com sua surf music instrumental. O quarteto é tecnicamente muito, mas muito bom. Eu nunca tinha visto ao vivo. Tenho o primeiro disco (o segundo está para ser lançado), e achei que o grupo soa bem mais pesado no palco que em CD. Até me surpreendi nesse sentido. A presença de palco é ótima, e aquela máscara irônica do Mackey (guitarra) é um caso à parte. Também é com ele o momento Theremin do show. Um instrumento inusitado e bastante incomum, de difícil execução. A banda tem bastante material próprio, e mesclou músicas dos dois discos. Pela qualidade apresentada, parece-me que vem algo realmente muito bom por aí. Interessante notar que, com todo o reconhecimento que o grupo já tem, os caras são simples e humildes (as máscaras se restringem ao palco ehe). E, mesmo que não pretendam se tornar promotores de eventos, definitivamente se deram muito bem neste! Durante o show, apareceu até um mascote à la Eddie, distribuindo bebida… divertido e inusitado eheh.

Quanto ao Theremin (ou Teremim), é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, tocado sem contato físico do músico. Ele é bem antigo, foi patenteado em 1928, mas inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen. Quem quiser entender o seu funcionamento, pode clicar aqui. Basicamente o instrumento é o pai do sintetizador e da música eletrônica. O uso do teremim é comum em trilhas de filmes de terror e ficção científica (como no clássico “O Dia em que a Terra Parou, ou nas aberturas das séries “Doctor Who” e a antiga “Startrek”), e foi “redescoberto” pelas bandas de rock nos anos 60 e 70. Os Rolling Stones e o Led Zepellin fizeram uso do instrumento. O Zep o utilizava ao vivo na execução de “Whole Lotta Love”. O som é etéreo, por vezes fantasmagórico, e definitivamente mágico.

Bom, a Kingargoolas estava encerrando com a música “Wipe Out“, mas o povo pediu, pediu e ganhou mais uma. A galera só pede mais uma música quando a banda agrada de verdade. Do contrário, todo mundo dá graças a Goku e respira aliviada. E assim os mascarados terminam seu set, aclamados e certamente felizes pela missão bem cumprida, abrindo espaço para a última atração da noite, o malucaço Chucrobillyman!

Setlist

Enia, Puxe o Freio!
Lambreta Sunburst
Tit’s a go go
Pullover Tom Pastel
Corra Carlos, Corra!
Rockula
Crazy Race Rock
Le Mequifoá
Solobonite
Tequila
Hipotálamos Reverse
Tantra Wave
Crazy Cuckoo Clock
Surf Party
Fórceps Poseidon
Wipe Out
Acme Speed Dynamite

Formação:

Baixo: Joerto
Guitarra: Aredes
Guitarra/Theremin: Mackey
Bateria: Cerso

BRINDES E PRÊMIOS

Apresentada pelo Duda, da MIXTAPE, tivemos uma sessão de sorteios de brindes, piercings, tatuagens, vestido, bandana e outros prêmios. Momento mimoso do evento 🙂

O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN!

Para encerrar o minifestival, contamos com a presença da lenda viva, insana e11061992_1019596184736480_3095445856824501799_n psicótica, vinda de Curitiba… Chucrobillyman, a banda de um homem só! Com um som pesado, psicodélico e personalíssimo, o Chucro e seu slide fizeram a festa da galera. Acho interessantíssimo perceber que músicos experimentais como ele conseguem ter espaço ainda, num mundo tão monocromático. Pode-se gostar ou não do som. Só não se pode negar a genialidade do cara, que toca violão, bateria e instrumento de sopro, tudo ao mesmo tempo, além de não parar quieto. Lá pelas tantas, circulou pelo recinto, dividindo a viola enquanto quase plantava bananeira. Basicamente um doido. Mas um doido de imensurável talento! O som é uma paulada na orelha.

Uma de suas músicas, Chicken Flow, foi utilizada num clip-divulgação da  11ª Corrida Noturna Unimed Curitiba. Confira o divertido vídeo aí:

10620136_894270167269007_5815615061432568515_oNa própria definição de Klaus Koti, o único membro da banda (que além de músico, é artista plástico), “Chucrobillyman decidiu montar sua “banda de um homem só” e tocar todos os instrumentos sozinho e ao mesmo tempo mesclando o minimalismo do rock, a urgência do blues e do punk e a estética do som garageiro dos anos 60.” Ele cita ainda motores diesel e sistemas elétricos como influências musicais. Há muito material no Youtube sobre o cara. Clique nos links abaixo para conhecer:

Clip de Chicken Flow
The Chicken Album (disco completo)
Show no Psicodália 2012
Para acessar seu site oficial, clique aqui.

Eis a seleção de músicas da noite, que também teve pedido de bis (devidamente concretizado):

1- Viola Intro
2- Heart Ignition
3- Whiskey-o-Wine
4- Nothing to Choose
5- Fried Chicken Blues
6- Ezquizofrenic Love
7 –Space Blues
8- Going to see ma Babe
9- Shinning Light
10- Rollercoaster Love
11 – Chicken Truck
12 – No Enzime Blues
13 – Carmem
14 –Dirty Doll
15 – Chicken Style
16 – Macumba for You

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PARCEIROS

O evento foi realmente fantástico, muito bem organizado pelos Gargoolas, e teve diversos apoiadores, devidamente citados aqui: Armazém do Malte, Beer’s House, Armazém do Rock, Tales Tattoo, Studio Arte & Beleza, Atelier & Brechó Irisdelfane, Revival Bolsas e Artes, Brownie do Chef Guigão, Gráfica Imagem, MixTape, Fosferia e Donizete Krasniak.

E que venha logo o próximo Solobonight!!! 😀

Maquinária Rock Field – Parte 2B (Domingo)

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Bem, pessoal, dando sequência e finalizando a série de artigos sobre o MAQUINÁRIA ROCK FIELD, adentramos o domingão, noite fechada, pau comendo solto no palco. Agora, com os pacatos cidadãos de Prudentópolis que formam a banda BLOODSUCKER! Sim, Prud tem peso, e não é pouco! O som é basicamente Thrash, e os caras chegaram a ficar em 2º lugar no Irarock, realizado em Irati, em 2014. Confesso que não sei se eles tem material próprio, mas no Maquinária eles tocaram covers, como se pode perceber na settlist abaixo:

Domination – Pantera
Roots bloody Roots – Sepultura
refuse/resist – Sepultura
Contractor – Lamb of God
Laid to Rest – Lamb of God
Territory – Sepultura (clique para acessar o vídeo feito pela Indústria do Rock). Eis a galera aí:

Bloodsucker

Bloodsucker

Para conhecê-los melhor, acesse sua página no Facebook!

A próxima banda da noite foi a guarapuavana OPEN SCARS, com seu som extremo! É um death/grindcore sem concessões. O trio lançou um EP intitulado “Holy Corruption” em 2013, que foi a base do show realizado no festival, contando com músicas autorais. Confira o setlist:

1 – Hysteria
2- Stench of Greed
3- intro + religious Death
4- I shit for Religion
5- Faith Perverse
6- Holy Corruption
7- Killing justified

Para conhecer mais:

Página no Facebook
Vídeo da música I shit for religion, by Indústria do Rock
Soundcloud
Quando o cara anuncia I shit for religion, dizendo “essa música vai para a religião, que não serve pra nada”, pensei que uma bomba cairia no local, tamanho o sacrilégio dessas palavras em território guarapuavano (Operação Sacrilégio à parte, naturalmente ahaha). Mas não, vivemos em uma democracia e consta que a banda sobreviveu ao show 😀

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Contrastando com as bandas infernais, o frio aumentava mais e mais. Nada muito celestial, mas o calor ficava por conta do som, pura e tão somente. Recebemos uma prévia do inverno em pleno mês de fevereiro. E silverfoi com esse espírito agasalhado que conferimos a próxima banda, a ótima SILVER GRAVE, que trouxe um metal bem tradicional lá de Toledo. Formada no início desse milênio, os caras fazem um heavy metal de responsa, com ótimo instrumental e um vocalista excelente, que emula com muita competência o grande, gigantesco e colossal Rob Metal God Halford! Eu, como fã desse tipo de música, devo confessar que curti muito o show. Olha aí as songs silvergravianas que rolaram no festival:

Intro Between the Heaven and Hell
(Apresentação Alessandro)
The Silence is With Me
False Rituals
(Apresentação Evandro)
Into the Pit (cover de Fight)
Souls in Pain
(Apresentação Alessandro)
Abigail (cover de King Diamond)
Silver Grave

Links:

Página no Facebook
Vídeo no Maquinária, by Indústria do Rock (música Between the Heaven and Hell
Metal Archives

Altas horas da noite, entra a guarapuavana ULTRA VIOLENT em campo, já com torcida ganha. Foi até fácil. Os caras são manjados, populares na city e a galera quicou bastante. Rolou até uma distribuição de camisinhas por conta do Carnaval. Trepe com moderação! Ou melhor, com segurança! Apoiado, tem que alultraertar a galera mesmo, porque depois da m**** feita nem sempre há volta… o setlist mesclou músicas antigas, compostas em inglês, com as mais recentes, no idioma pátrio, na língua-mãe, a última flor do lácio… enfim, o bom e velho portuga! O trio parada-dura não deu sossego para os vizinhos e enfileirou uma porrada na orelha atrás da outra. O Rocha, estreando na profissão de papai, destilou toda a sua fúria metálica nos presentes que, agradecidos, interagiram muito bem com a banda! Eis as suaves canções que rolaram:

 

Lama de sangue
Um passo para trás
Engatilhado
Bem vindo a era da ultra violência
190
Eminent
I.N.E.R.T.E
Sick scars on me

Links ultraviolentos:

Facebook
Ultra Violent – I.N.E.R.T.E (vídeo Maquinária)
Soundcloud
Youtube

Os próximos a entrar no palco foram os mineiros (Uberlândia) do DARMA KHAOS! O frio estava mais intenso, o público cansado, parte dele já não estava mais lá, e havia, portanto, menos gente conferindo esse show. Mas eles entraram com gana e garra, e isso pôde ser claramente percebido pelos presentes. O estilo é um metal crossover, se é que se pode definir dessa forma. Tem aproximação com o nu metal da segunda metade dos anos 90 (o que sempre gera narizes torcidos por parte da turma do metal tradicional). De qualquer forma, eles tem material autoral, o vocalista é bastante carismático e a banda toca bem. Ouvindo as músicas disponíveis no site Palco MP3, percebe-se um ótimo nível de profissionalismo, o que não surpreende, considerando que estão na estrada há mais de 10 anos. O setlist apresentado foi esse:

In Shades
Unfaced
Good God
Somebody Somenone
25 Hs of Hate
Freak on a Leash
Blind
Chibata!

Links para conhecer melhor os mineiros (garanto que não se arrependerá – ouvi algumas e curti bastante)

Facebook
Youtube
Palco MP3
Vídeo no Maquinária – música 25 Horas

Darma Khaos

Darma Khaos

 

Com o horário do evento estourado e relativamente pouca gente ainda presente, tivemos a entrada da banda idealizadora do festival, a MAQUINÁRIA! O set acabou sendo curto para compensar um pouco o atraso Apenas cinco músicas (mais intro), todas autorais. A banda manda bem no palco. Sou particularmente fã do som da guitarra, o Osni manja dos paranauê! Ainda precisamos fazer uma longa matéria com essa banda, que deve ter muita história pra contar. Além de ser das mais antigas do rock gorpiano, os caras são apoiadores importantíssimos da cena da região. Saca só o setlist:

01 – Intro
02 – Rock n roll Mania
03 – Nada Será em Vão
04 – Conversa Fiada
05 – 3 de Setembro
06 – Durante Muito Tempo

Alguns links relacionados à banda:

Vídeo de Rock n Roll Mania no festival
Canal no Youtube
Facebook
Soundcloud

Formação:
Osni – Guitarra e vocal
Adriano – Baixo
Júnior – Bateria

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Bem, com isso finalizamos a série de artigos sobre o festival MAQUINÁRIA ROCK FIELD!

Agradecimentos especiais ao Eli, da Pallco, Junior Batista, da banda Maquinária e Pallco, Toni (pelos vídeos aqui utilizados), Joãozito da Bup, Jordana (que beleza de chopp eheh), e principalmente aos amigos de longa data Cezar Max, Helby e Rodrigo Antunes, pela companhia! Abaixo, os links das cinco matérias que compõe este relato, em sua ordem correta:

Parte 1 (sábado)
Parte 2 (sábado)
Parte 3 (domingo)
Parte 4 (domingo)
Parte 5 (Torture Squad)

Maquinária Rock Field – Parte 2A (Domingo)

Padrão

Chegou o domingão! Enfim, estamos nos aproximando do final da sequência de artigos referentes ao maior festival de roquenrou de Gorpa e região!

O início dos trabalhos ficou a cargo da banda de Punk Rock SEM SYSTEMA. Baseada na nossa vizinha cidade de Irati. nascida em 2010, a banda toca basicamente com um repertório de covers, embora já tenha algumas músicas autorais também. Confira aqui a página deles no Facebook. Não encontrei página oficial no Youtube, mas há alguns vídeos no canal chamado sandrosemsystema. Abaixo, os camaradas no Maquinária!

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O setlist tocado pela galera é esse:

AMERICAN PSYCHO – MISFITS
ANARQUIA OI – GAROTOS PODRES
DESAPREÇO – SEM SYSTEMA
HEAVEN KNOWS – RISE AGAINST
PAPAI NOEL VELHO BATUTA – GAROTOS PODRES
O QUE NOS RESTA – SEM SYSTEMA
NEGA JUREMA – RAIMUNDOS
VELHO PUNK – GRITANDO HC
ESCRAVOS DA EVOLUÇÃO – SEM SYSTEMA
A INTERNACIONAL – GAROTOS PODRES
NÃO EXISTEM LEIS – GRITANDO HC
RAZÃO E O PRAZER – SEM SYSTEMA
HELENA – MISFITS
VÍTIMAS DA PODRIDÃO – CALIBRE 12
PAGAR PELO QUE PODE TER – SEM SYSTEMA

Na sequência, tivemnailsos outra banda com um repertório de covers, mas em outra praia, a do rock clássico. É a NAILS ON THE WALL. Você pode conferir neste link a performance da banda, tocando Free Bird, do Lynyrd Skynyrd (eles também mandam Simple Man, da mesma banda). A página da piazada no Face é esta. Há um canal no Youtube, ainda com pouco material, mas acesse aqui para acompanhar. O setlist, simplesmente espetacular para quem curte classic rock (como é o meu caso), é esse aí: Johnny B. Goode / Sweet Home Alabama / Tush / Have You Ever Seen The Rain / Simple Man / Bad Moon Rising / Paranoid / Free Bird.

A banda seguinte, SUPERSTIÇÃO, vem com um som bem supersticaomais pesado, tendo os grupos Brujeria e Coal Chambers como base de seu repertório, mesclando com algumas composições próprias. Os caras são da cidade de Rio Azul, e você pode conferir a performance deles aqui, mandando um cover de Division del Norte, da ótima banda Brujeria. Há essa outra gravação, da música Brujerizmo, publicada no canal do Joelcio Soares, onde você pode encontrar mais material da Superstição.

feeling folkPausa para respirar! Após a pancadaria supersticiosa, tivemos a cada vez mais conhecida FEELING FOLK´S AND REDNECKS! Esta é uma banda que faz um som country, folk, com direito a banjo, o que lembra aqueles sensacionais grupos de bluegrass tão em voga atualmente. Você pode curtir algumas músicas desses caras no Soundcloud da banda. E assista ao bom clip da música Velho Bar aqui. E, enquanto você curte os sons da banda, aproveite para pedir um sushi na Otaki Culinária Japonesa, de propriedade do Lucas Otaki, membro da banda (não é propaganda paga, juro ahahah). Para concluir, o Toni gravou A Garrafa e a Ansiedade, tocada no Maquinária. Assista aqui! Confira as músicas que rolaram no show deles:

1 Velho Bar
2 Rockaway Beach
3 Raízes
4 Eu Voltei
5 Folsom Prison Blues
6 Ring of Fire
7 King of Fools
8 Interior do Paraná
9 A garrafa e a Ansiedade

feeling

A banda seguinte foi a MYTHKING. A banda, uma mistura de metal, rock clássico e blues, foi fundada em Pitanga, lá pelos idos de 2008, e trabalha principalmente com músicas autorais. Bem interessantes, por sinal, como se pode notar em mais um vídeo produzido pela Indústria do Rock. Clique aqui para conferir a song “Music Isn’t Only to be Heard”. Destaco ainda a capa do EP The King, lançado em 2011, na imagem logo abaixo do setlist da banda, que traz uma arte realmente muito boa! As músicas apresentadas pela turma foram as seguintes:

1. Running Froms His Lion
2. For Charles Baudelaire I Sing It
3. Pornographic World
4. War Pigs (Black Sabbath)
5. Music Isn’t Only to Be Heard
6. The King

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Se você viu e gostou, ou não viu e ficou curioso, curta a página dos caras no Face, clicando aqui! A banda tem site oficial também, Clique aqui para acessar. Destaco especialmente a discografia, com três EPs para download gratuito! Há ainda uma sessão contando a história da banda, além de outra que traz as novidades. Um site extremamente bem organizado, que demonstra um bom gerenciamento de carreira, em minha opinião. Parabéns, galera!

Kill Again

Na sequência, KILL AGAIN, banda Thrash Metal de Cascavel, formada em 2013. Assista os camaradas mandando Betrayer of Humanity aqui, novamente via Indústria do Rock. A página oficial da banda no face é esta. Também vá vários vídeos aqui neste canal do Youtube. Há uma única faixa no Soundcloud também. Clique aqui e confira a música Kill Or Die, que também foi executada no festival! Apesar de ser uma banda nova, eles mandam bem no palco, com uma presença muito segura, e usam de forma efetiva as redes sociais para divulgação de seu material. Eles tem até um site oficial (confira aqui), o que não é lá muito comum entre as bandas. Confira o setlist apresentado pela banda cascavelense:

I – TOTAL DEATH
II – BREAK THE SYSTEM
III – FIND THE ARISE
IV – FALSE REALITY
V – BETRAYER OF HUMANITY
VI – KILL OR DIE
VII – MIDNIGHT QUEEN
VIII – SE PEDI NÓIZ TOCA!! (??????)

 Por fim, mas não por último (pois o artigo está terminando, mas o festival ainda teria muita coisa boa pela frente), vamos à oitava banda do dia, a guarapuavana e pesadíssima FUSILEER! Reconhecida pela qualidade de seu som (e do show também), os caras vieram pra quebrar tudo. E não decepcionaram… ainda tivemos uma inovação aqui. A Indústria do Rock registrou o show dos caras na ÍNTEGRA! E com uma qualidade bem boa. Confira abaixo, faixa a faixa:

Fusileer – Intro + Redneck stomp (Obituary cover)
Fusileer – Fusileer
Fusileer – Toxic Human
Fusileer – War Thriumph
Fusileer – Thrash Metal
Fusileer – Extreme Torture + Exterminio

Bom, com isso, não preciso nem me alongar muito. Os vídeos falam por si, e quem viu, de forma geral, gostou muito.

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Daqui uns dias, teremos a conclusão da série de artigos sobre o Festival! Aguardem 😀

Maquinária Rock Field – Parte 1A (Sábado)

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Bom, pessoal, estamos aqui para dar uma geral no que foi o Maquinária Rock Field 2015, uma produção conjunta da banda Maquinária, da Pallco Produções e dos De1464667_578228258950652_1561738571_nad Cowboys M.C.C.

 O local da peleja foi a bela chácara Morada da Lua, no Vale do Jordão. Foram dois dias de shows. Trataremos aqui do primeiro dia, o sabadão. Estamos no verão e a tendência natural seria um delicioso fim de semana ensolarado e quente. Só que não. São Pedro não curte rock e tentou boicotar, mandando uma chuvarada antes do início dos trabalhos. Não bastasse, ainda fez um frio da porra à noite. Para tristeza do santo, nada disso tirou o ânimo da galera, que se atracou no barreiro pra curtir este que é provavelmente o grande evento underground de Gorpan City.

Teve camping, teve praça de alimentação, banheiros artesanais, belas paisagens, carro atolando e, claro, óbvio, líquido e certo, teve muito rock´n´roll! A abertura foi da banda SUDARYUM, que faz um rock mezzo progressivo1470172_673974342700589_4199145833843740815_n, abordando uma temática cristã em suas letras. Alguém comentou comigo que seria o segundo show da banda. O grupo pode ser novo, mas seus integrantes em geral já tem know-how, e o show me surpreendeu positivamente. Uma sonzeira responsa, de muita qualidade, sem um pingo de insegurança.

O set foi curto, composto pelas seguintes songs: 1 – Intro;  2 – Sudário; 3 – Cicatrizes; 4 – Te Vejo; 5 – Supremo Bem

Confira fotos na página da banda no Facebook, clicando aqui. Pelo horário, o público ainda era pequeno. Pouca gente conferiu bem de perto, mas quem viu, certamente aprovou.

A banda seguinte, VOLTZ, lá do vizinho Pinhão (PR), já subiu mandando aquele recado carinhoso ao nosso desgovernador Beto Richa. Depois, mandou seu som pop rock, ainda para poucos, mas animados apreciadores (conforme vídeo que ainda vou postar e divulgar… aguardem ehehe). O grupo tocou as seguintes músicas: Wicked Game (Him), Nada Mais (autoral), Esperando por Você (autoral), Best of You (Foo Fighters), Que País é Este (Legião Urbana), Through Glass (Stone Sour), Stay Black (Stone Cherry).

Voltz em ação no Maquinária!

Voltz em ação no Maquinária!

Segredo Ás

A banda seguinte seria a curitibana FAUNO, que se atrasou um pouco, dando lugar à SEGREDO ÁS. Esta banda é guarapuavana, e mesclou, no Maquinária, covers com músicas próprias. Foi a terceira a se apresentar, já agraciada com um público maior. O pessoal estava chegando em peso naquele momento. Posso dizer que a banda me surpreendeu bastante pela qualidade. Um excelente vocalista, e uma levada pop simplesmente fantástica. O som da banda me lembra muito Engenheiros do Hawaii. Não apenas pelo cover de Eu Que Não Amo Você, e sim pelo conjunto da obra. A música Máscaras, composição própria, segue firme na linha do grupo gaúcho. Creio que a banda seja relativamente nova, pois não consta na página que tenham algum disco lançado, mas certamente sobra competência. Confira abaixo o setlist que a Segredo Ás tocou no Maquinária, e aproveite para conhecer a música Máscaras, aqui.

1 – Protagonista (própria) 2 – Máscaras (própria) 3 – Eu que não amo você (cover Engenheiros do Hawaii) 4 – A Arte (própria) 5 – Não Pare na Pista (cover Raul Seixas) 6 – Radar (própria) 7 – Monstro (própria) 8 – Escuridão (própria).

Agora sim, banda FAUNO! Vinda de Curitiba (meus conterrâneos, portanto), essa banda é chique. Tem até site! Aparentemente em construção ainda, mas é coisa rara entre bandas mais novas. Em todo o caso, acesse aqui a página deles no Facebook. É bem completa e você pode até adquirir o EP da banda por ali. Você pode inclusive ouvir o EP, com quatro músicas, na íntegra no Youtube. O som é uma espécie de pop alternativo. É um som com uma personalidade bem definida. Curti bastante. Los Hermanos é uma influência bem óbvia, até nos vocais. No final, ainda rolou um bom cover de Seven Nation Army, da banda White Stripes. Eis o setlist: Outra Vez / Recomece / Hysteria / Cara Estranho /  Molly Chambers / Taper Jean Girl / Corona / Seven Nation Army

Fauno

Fauno

 

Capa do CD Recém Casados

Capa do CD Recém Casados

MÉDICOS DE CUBA M.D.C ! Outra banda curitibana (de Araucária, para ser mais preciso), já com disco lançado (15 dilmas apenas, e que pode ser adquirido aqui), e que nos trouxe um show extremamente irreverente, diferenciado, até teatral. Com letras muito bem sacadas e cheias de ironia, é o tipo de grupo sacana que eu acho que tem faltado em nosso rock brazuca. O vocalista é carismático e cheio de trejeitos à la Robert Plant! O canal da banda no Youtube é bem completo. Confira aqui os excelentes clips. As músicas? Ah, essas são ótimas! Eles criam boas melodias. Enfim, tem tudo, absolutamente tudo, para explodirem. O setlist foi esse: Eu te matei pra não me matar / Distúrbio / Brasileiro valeteiro / Pastel / Mais um dia / Vem no gás / Jesus de fora / Mimimi / Vagabundo / Açúcar

Daí, cansou de ler? Não? Ótimo, porque ainda tem muito mais eheheh.

1044408_140016106202395_2059669167_nDepois dos médicos cubanos, foi a vez da grande explosão guarapuavana entrar na avenida! A SEXPLOSE, banda das antigas, que nos últimos anos vem investindo em composições próprias. O show que eu vi no Maquinária foi simplesmente sensacional! Muito intenso, rápido e pesado, fez a galera pular igual pulga! A banda tem uma dinâmica muito boa e excelente domínio de palco. Clique aqui para assistir alguns vídeos da banda no Youtube. Quando os caras mandaram “Esporrei na Manivela”, clássico romântico (O delegado tinha cara de viado e me mandou tomar no cu / Tomei no cu, mas tomei no cu errado) da seminal banda Raimundos, achei que o povo ia se atolar no barro, de tanto que pulou. Foi do caralho! Setlist da galera: 01-Ninar (composição própria)/ 02-Rapante / 03-Maluka (própria)/ 04-Killing in the Name / 05-Esporrei na manivela / 06-O que é isso? (própria).

Disaster BootsA próxima banda a se apropriar do palco é a guarapuavana DISASTER BOOTS. Eu conhecia de vídeos, mas não tinha conferido ao vivo. O que posso dizer é que… putaqueopariu!!! Altamente lisérgica a sonzeira. Viagem total. Abdução! As letras completamente esquizofrênicas (em inglês). Uma delas trata de um curioso gato espacial assassino.. Os caras mandaram bem demais no palco. Não estava lá e ficou curioso? Ouça algumas composições próprias no Soundcloud da banda aqui. Ainda rolaram uns covers maravilhosos de Black Sabbath e Janis (eu, como fã de Sabbath, aprovei). Enfim, os caras tocam muito, e o vocal é fantástico. Setlist do show: Chinatown / Hallelucinate / Space Cat / Mr. Lakeman / Venus in Furs / The Devil Blues / Mercedes Benz (Janis Joplin) / Mi-Mind / Fairies Wear Boots+Black Sabbath (Black Sabbath). Com 7 composições próprias, eu diria que já dá para esperar um álbum dos caras…

Corja Putre

Corja Putre

Depois da Disaster, tivemos mais uma banda curitibana, CORJA PUTRE, bem levinha, som ambiente, só faltaram jogar o palco no lago. À medida que a noite chegava, a sonzeira foi ficando mesmo mais pesada. Os sons extremos preencheriam as horas seguintes, para desespero absoluto dos vizinhos da chácara! A Corja tem uma levada hardcore/crossover, é uma banda das antigas, e tem alguns vídeos em seu canal no Youtube. Acesse aqui para conferir. Parece-me que ainda não há EP ou disco lançado. O setlist da noite foi o seguinte: Crimes / Tafofobia (não sabe o que significa tafofobia? Eu também não sabia, mas o google sabe: é o medo de ser enterrado vivo) / Sistema / Degeneração / Boçal / Povo / Nunca é… / Estrangulamento / Sem salvação.

Esta é a primeira parte da parte 1 (rsrs). Já dissecamos metade das bandas. Na parte 1B, falaremos dos demais shows, que rolaram noite adentro. Fiquem ligados, e até breve! 🙂

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field – Parte 3 – Crônica de um Massacre Anunciado – Torture Squad!

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Já passava da meia-noite na bela Chácara Morada da Lua. A galera do metal suportava espartanamente o vento gelado em pleno verão. O cansaço era visível em cada canto. Boa parte do pessoal simplesmente desapareceu após o show da Ultra Violent, banda da casa que já entrou com o jogo ganho. Depois da Ultra, ainda tivemos a Darma Khaos, de Curitiba, com seu crossover, já para um público bem menor. Com o tempo estourado e vizinho reclamando do “barulho” (sacanagem chamar de barulho, mas tudo bem…), a Maquinária, dona da festa, realizadora deste monumental evento (junto à Pallco e aos Dead Cowboys), fez um set curto, com pouco público, mas um público que abraça a causa e acompanhou cada momento no palco. Durante o pocket show dessa antiga e clássica banda guarapuavana, chegou a van da atração principal do festival: Torture Squad!

Cansaço. Frio. Muito frio. Cãimbras. Altas horas. Saco cheio àquela altura. Muita gente já tinha ido embora, sem conferir a banda da noite. E foi longo, muito longo o tempo que a Torture levou para deixar seu equipamento absolutamente redondo para o show. Nada poderia ficar abaixo da perfeição, e foi com esse espírito e essa esperança que ficamos aguardando. E a demora desanimava a galera… uns pensavam em ir embora. Outros, mais espertos, trouxeram cobertores. Escuridão e um inusitado silêncio calavam as almas atormentadas. Não contei, mas não devia ter muito mais de 50 pessoas naquele momento, perto das 2h da madruga.

O trio, formado por Amílcar (bateria), Castor (baixo e vocal) e André Evaristo (guitarra e vocal), passava o som, testava, mexia, alterava, testava de novo, e a galera, cheia de olheiras, com sono e frio, observava (só observo…). Mas… o tempo passa, e em algum momento o espetáculo começaria. Ok, os discos são fantásticos. Mas será que ao vivo a banda seria tão impressionante? Valeria aquele “sacrifício”?

A resposta, creio, seria unânime após o show: do caralho!!!!!!!!!

Absolutamente um massacre! Uma porradaria altamente técnica, de uma qualidade assombrosa. Três instrumentistas impressionantes, além de carismáticos e profissionais ao extremo. Extremo como o som. Era inacreditável o que estava acontecendo. E praticamente não havia intervalo. Uma música emendada na outra, pra não dar um instante sequer de sossego aos nossos privilegiados ouvidos. Aqui eu já torno a narrativa absolutamente pessoal. Estava hipnotizado. Esqueci o frio, a vontade de mijar, o sono, a dor nas pernas (véio é foda…), e me senti integrado àquela catarse coletiva, àquela onda sônica que nos arrasava, a todos. Os três músicos são incríveis. O baterista parece ter uns 12 braços. O bumbo duplo fazia o chão tremer. O baixista, um caso à parte. Impressionante a destruição causada pelo cara. Além da presença monstruosa de palco e a voz de trovão. O guitarrista solando lindamente, tirando sons inacreditáveis e pesadíssimos daquelas 6 cordas tonitruantes.

Não havia mais ninguém reclamando de porra alguma. Privilegiados. Uma banda desse quilate tocando para umas 50 pessoas. Pessoas que certamente não esquecerão esse momento. Devo dizer que o profissionalismo da banda é notável. Tocaram com uma garra animal, ofereceram o melhor de seu talento para alguns poucos presentes. Isso é banda!!! Isso é respeito pelos fãs. Tanto faz se são cinco mil pessoas, ou algumas poucas dezenas. Ao final do show (é, infelizmente ele acabou…), demonstraram extrema simpatia conosco, e pela causa do underground. Rolou uma distribuição de baquetas (não consegui uma…) e ainda uma foto coletiva, que pode ser conferida abaixo.

De minha parte, devo dizer que foi um dos melhores shows que já assisti. E ainda, claro,  o privilégio de conferir ao vivo e tão de perto uma das maiores bandas do Brasil, quiçá do mundo! Porque o que esses caras tocam, e quem conhece sabe, não é pra qualquer um. Gênios! Sem viadagem, o som é tão fantástico que uma lágrima quase desceu de um de meus olhos! Houve um momento em que tive uma leve vertigem, com a sensação de que o palco estava se inclinando. Cansaço? Ou o som causou isso? Sei lá. Só sei que não vi ninguém sair triste de lá… quem ficou até o final, sabe que valeu, e muito, a espera, o frio, o cansaço… e ainda lamentou quando o show acabou. Novamente o silêncio, a escuridão, as trevas… e as lembranças de uma barulheira infernal e de altíssima qualidade.

Jamais esqueceremos, tenho certeza disso!

A atual turnê divulga o mais novo disco da banda, lançado em 2013, e intitulado Esquadrão de Tortura. É o primeiro com título em português, o primeiro como um trio (salvo engano, e alguém me corrija, se estiver errado), e o primeiro disco liricamente conceitual. As letras tratam do período em que o Brasil esteve nas mãos de uma ditadura militar.

O setlist apresentado pelo trio foi o seguinte:

NO ESCAPE FROM HELL
PULL THE TRIGGER
PÁTRIA LIVRE
PANDEMONIUM
LIVING FOR THE KILL
COME TO TORTURE
THE UNHOLY SPELL
GENERATION DEAD
CHAOS CORPORATION
HORROR AND TORTURE

Torture Squad em Gorpa!

Torture Squad em Gorpa!

Maquinária Rock Field – o Festival está de volta!

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Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Um dos mais importantes festivais da cidade de GORPA está de volta, em uma edição recheada de grandes bandas. Nota-se a qualidade do evento pelo line-up apresentado!

Em uma produção da PALLCO com os DEAD COWBOYS (Motorcycle Custom Club), e levando o nome da banda que idealizou o festival – Maquinária, teremos dois dias de shows na Chácara Morada da Lua, Vale do Jordão. Os portões serão abertos às 09h do dia 14, sábado, e serão dois dias recheados de rock´n´roll e bera.

Mas vamos falar um pouco, só um pouco, de cada uma das bandas que estarão presentes.

SÁBADO, a partir das 15h

SUDARYUM

Banda guarapuavana, de rock progressivo com temática cristã

VOLTZ

FAUNO

Banda curitibana, um rock´n´roll vigoroso em português

SEGREDO ÁS

Banda guarapuavana de rock autoral, com letras em português

MÉDICOS DE CUBA

Banda de Hard Rock Alternativo, fundada em 2013, e baseada na cidade de Araucária. Também com letras em português

DISASTER BOOTS

Banda de Gorpa, com um rock´n´roll que parece saído do final dos anos 60/inócio dos 70, e vencedora do III FUCA em 2013

CORJA PUTRE

Banda curitibana formada em 2007, faz um som Hardcore / Crossover

THE EMPIRE RISE

Banda guarapuavana de Melodic Hardcore / Metal

VOMITFICATION

Death Metal direto da cidade de Dois Vizinhos

BUP ROXETIN

Banda guarapuavana surgida no último Maquinária, em processo de gravação de seu primeiro disco. Vai rolar canção nova nessa edição

EMBRIO

Banda de Thrash metal de Cascavel, formada em 2005, com um disco lançado

GOATCULT

Banda guarapuavana de Death Metal

ALVOCORE

Banda de Hardcore Melódico de São Paulo

FUTHÄRK

Banda de Folk/Death Metal, também daqui de Gorpa

TRATOR BR

Banda de Death Metal, de Bauru – SP

DOMINGO, 15h

SEM SYSTEMA

Punk Rock da nossa cidade-irmã, Irati

NAILS ON THE WALL

Rock acústico, faz covers de outras bandas (corrijam-me se estiver errado)

SUPERSTIÇÃO

Baseado na cidade de Rio Azul, faz sons próprios e covers de Coal Chambers e Brujeria

FEELING FOLK´S And Rednecks

Bluegrass guarapuavano

MYTHKING

Banda de rock/metal fundada em 2008, em Pitanga – PR

SEXPLOSE

Banda guarapuavana de Hardcore melódico

KILL AGAIN

Thrash Metal de Cascavel – PR, fundada em 2013

FUSILEER

Thrash Metal guarapuavano

BLOODSUCKER

Thrash e Heavy Metal de Prudentópolis

OPEN SCARS

Death/Metal/Grindcore guarapuavano

SILVER GRAVE

Heavy Metal Tradicional formada em meados do ano 2000 em Toledo – PR

ULTRA VIOLENT

Thrash Metal guarapuavano, alterna letras em inglês e português

DARMA KHAOS

Heavy Metal mineiro, de Uberlândia, uai!

MAQUINÁRIA

A banda que dá nome ao festival

TORTURE SQUAD

Precisa comentar??? Bom, vamos lá então… banda de Thrash/Death Metal de São Paulo, formada em 1990, que faz um som altamente técnico e veloz, e quem vem divulgando seu primeiro disco com título em português, Esquadrão de Tortura, um trabalho conceitual sobre o período em que os militares governaram o Brasil. Quem curte metal não pode perder!

 

Taí, pessoal um resumão básico sobre o que será o Carnaval da galera que curte rock´n´roll! Adquira seu ingresso (informações na imagem acima) e corra!