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Música em tempos de crise – um pouco do que rola no 2015 da ditadura “richiana”

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Sabemos que as artes costumam superar barreiras em tempos de crise. O Brasil dos anos de chumbo da ditadura, em seus tempos mais difíceis, foi um celeiro de grandes artistas. Na música, especialmente, éramos espetaculares. Sem a ditadura, curiosamente, a música foi mingando, muito lentamente, até chegar ao nível atual, bastante lamentável, mesmo na MPB, samba e rock, gêneros musicais normalmente associados à canção política e a mensagens absolutamente relevantes e universais. A arte depende de condições essencialmente dramáticas para florescer em sua plenitude. E percebemos isso em alguns lindos exemplos de canções agora surgidas, em meio ao caos vivido pelo povo paranaense. O exemplo mais belo, em minha opinião, é a música “Massacre na Praça – 29 de Abril” (música de Beto Capeletto, letra de Paulo C. Oliveira e Beto, interpretação de Beto e Joba e arranjo de Paulo Machado), cuja letra transcrevo abaixo:

Ontem diante aos soldados com cães e morteiros
Vi os professores pisoteados
Com marcas sangrentas de balas
Todos os nossos mestres foram assim tão humilhados
E o que faziam demais,
se apenas pediam que os seus direitos fossem respeitados?
Eles que levam a luz e a esperança aos nossos filhos ao longo da estrada
Ontem meus olhos choraram com o gás da vergonha

Bombas na praça
Professor a sangrar
A educação é sagrada
Meu Deus, o que é que há?
29 de Abril jamais vai passar
Mancharam a bandeira no meu Paraná

E a dor dos meus mestres irreparável
Lutando apenas com palavras
Prevendo o futuro e um rumo incerto é ignorado
Tinham nas mãos argumentos
Palavras precisas em suas defesas contra a tirania
Sonhavam que um dia o país fosse mesmo nação
Reino de justiça pela educação

Bombas na praça
Professor a sangrar
A educação é sagrada
Meu Deus, o que é que há?
29 de Abril jamais vai passar
Mancharam a bandeira no meu Paraná

Outra música muito boa foi produzida pelo Curitiba in Concert, um novo projeto de humor, dos músicos Edgar Renne, Leonardo Portiolli e Thiago Souza. Clique aqui para acessar a página do trio no Facebook. Os caras são muito bons e fazem um samba de primeiríssima, chamado “Querido Professor“. Sobre até para o Requião, em citação ao episódio em que o atual senador comeu mamona (não lembra? Veja aqui e role de rir). Letra abaixo. Após, o link do vídeo.

Meu querido professor
Levei bomba no vestiba
Fui prefeito em Curitiba
E agora sou governador

Se o assunto é Previdência
Peço calma e paciência
Pois com minha influência
Vou mudar esse valor

Tenho um projeto pra um futuro idealista
Ciclovia pra ciclista e prisão pra educador
Tome cuidado, tem pedágio em cada esquina
Pro menino e pra menina
E também para o senhor

No meu Estado o que não falta é dinheiro
Pra bancar o meu cruzeiro e a mansão em Caiobá (que eu vou comprar)
Se perguntar do tarifaço eu fico quieto
Não adianta ter protesto porque não vai funcionar

Meu querido professor
Levei bomba no vestiba
Fui prefeito em Curitiba
E agora sou governador

Quando a coisa não vai bem
Jogo a culpa em outro alguém
Pois não vou virar refém
de um louco senador

Que anda dizendo que eu sou piá mimado
Coitado do delegado
Já perdeu sua poltrona
Mas eu prefiro soltar pipa na minha sala
Do que rirem da minha cara porque eu comi mamona

Eu tava bem com a minha popularidade
Era querido na cidade
Fui o melhor das eleições (aqui do Sul)
Agora vejo que isso tudo é injustiça
Ponho a culpa na polícia
Que soltou o pitbull

Minha diversão é criar cargo em comissão
Não tem que bater cartão
Ninguém vai fiscalizar (isso daqui)
Abdiquei do meu salário em janeiro
Mas dobrei em fevereiro
E ao povo agradeci
Da educação eu esqueci

Impeachment!” tem música e letra de Fábio Elias, da banda curitibana Relespública. Abaixo da letra, o clip (muito legal) e, a seguir, versão ao vivo de outra banda, a Javali Banguela, na Praça 29 de Abril. Confiram:

Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Tudo que sabemos
Aos mestres nós devemos
Ler e escrever

Somar, multiplicar
Dividir, multiplicar
Dividir o que aprendemos
Subtrair o que é de menos

Vamos eliminar
Quem não respeita isso
Quem não tem compromisso
Com nosso professor

Pelo amor de Deus
Seja firme, eleitor
Tirem esse ditador!

Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!

Ei, soldado! Você está do lado errado!

Não teve educação
Nem um pingo de noção
Ele só tem coragem
Atrás de um batalhão
Mas se sair às ruas
Sem escolta da polícia
Vai ver só que delícia
O povo ter que encarar

Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment! Impeachment! Impeachment!
Impeachment!
Impeachment!

Quem souber de outras músicas (e formas diversas de artes relacionadas ao tema), e quiser comentar, manda ver.

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Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 3

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Chegamos à terceira parte da nossa série de sucesso, a “Minha canção favorita de Gorpa e região“! Aqui, mais cinco depoimentos, mais cinco músicas, mais cinco ótimas bandas. A Ultra Violent volta a ser citada, desta vez pelo Mestre Graça, o Alexandre Leocádio, grande fã de Thrash Metal, e admirador confesso dos Ultras. Temos também o depoimento do Junior Batista, baterista da mítica Maquinária, e organizador do festival Maquinária Rock Field. Ele cita uma banda de Irati, a Beltane. O guitarrista Anthony fala da banda Dzarmy, outra das antigas aqui da cidade. O Felipe, guitar da Neanderdogs, também se faz presente aqui, falando de uma música da excelente banda Coyotes. Por fim, temos o primeiro depoimento da cantora Daniele Krauz, que escolheu três músicas para a série. Neste parte, ela fala da maior banda de rock instrumental da região, a Kingargoolas! Com a palavra, os cinco músicos da semana:

ALEXANDRE LEOCÁDIO (A Traça do Mestre Graça / Professor)

Música: SICK SCARS ON ME
Banda: ULTRA VIOLENT

“Sick scars on me” foi o primeiro som, por meio do videoclipe, que ouvi da banda capitaneada por Guilherme Rocha do Armazém do Rock. Acachapante! Dialogou diretamente com a minha veia thrash. Mais do que isso, contribuiu para resgatar o gênero em minha rotina de ouvinte. Os riffs do Rocha e o seu vocal gutural são certeiros. A agressividade do som me chamou muita atenção, sobretudo na pitada de brasilidade. Numa das passagens, o baixo do Rudy Alves recebe verdadeiras tijoladas em compasso com uma pegada de baião (ou algo semelhante) executada pelo exímio batera Rafael Pelete, músico que muito admiro.

JUNIOR BATISTA (Baterista da Maquinária)

Música: LORD OF DEATH
Banda: BELTANE

Formada em Irati em meados dos anos 90, esta Banda tem como estilo o Heavy Metal Tradicional. Lançaram dois discos e vídeo clip. Beltane e Maquinária surgiram no mesmo tempo, fazendo shows juntos e divulgando a cena do Metal. Marcos Buhrer, vocalista da Banda teve uma participação no single “Durante muito Tempo” da Banda
Maquinária. É uma Banda de renome em nosso Estado.

ANTHONY LUIGGI EGIERT (Guitarrista)

Banda: DZARMY
Música: HOJE

Tem várias músicas ótimas aqui das bandas de Guarapuava. O pessoal tem feito um ótimo trabalho, e posso citar VÁRIAS:
– Kingargoolas, com a maioria das suas composições cheias de carisma e identidade;
– Divine da D. Krauz, com uma qualidade instrumental e vocal fantástica;
– Futhärk, também com muito carisma e autenticidade, e sua In the Forest muito cativante;
– SatisFire, por um tempo não conseguia parar de escutar a “Sem Titubear”, swing fantástico, cativante, letra muito inteligente, som característico e criativo… Muito bom; Sem contar várias outras que poderia citar, como a Disaster Boots e Neanderdogs sempre matando a pau com o rockzão, Rock Revive destruindo, Ultra Violent e Prime Revenge tocando o terror…
Mas A minha top, que sempe escuto e sempre curto , é “Hoje” da Dzarmy… Sou fã declarado da banda desde que conheci, e eles lançaram muitas músicas boas, tanto no primeiro quanto no segundo álbum (que teve um salto muito grande em musicalidade e arranjos), e nos dois singles que foram lançados (que a banda teve que mudar um pouco sua identidade devido à troca do vocal). Mas a Hoje sempre me cativa, é uma música simples, com uma letra simples e arranjo simples, mas sempre, por alguma razão que não sei explicar, me vejo escutando essa música… Dzarmy é uma boa pedida pra qualquer hora. Valorizo muito as músicas com letras em português, não acredito muito que o Inglês é a língua universal do Rock, e gosto muito das composições em português das bandas guarapuavanas, como as músicas da Bup & Roxetin, algumas da SatisFire, Rock Revive, e várias outras.
Clique AQUI para ouvir a versão de estúdio.

FELIPE KOSOUSKI (Guitarrista da Neanderdogs)

Música: MR. HOFFMAN
Banda: COYOTES

Bom, escolho a música Mr Hoffman da banda Coyotes. Foi há alguns anos quando ouvi a música ao vivo no porão do London Pub e fiquei me perguntando se aquela música era
um cover ou não. Marquei o refrão e fui procurar no youtube. Dei de cara a música la. Pra mim o Coyotes está no meu top 3 de bandas da cidade.
Ouça a música no site da banda, clicando AQUI.

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DANIELE KRAUZ (Vocalista / compositora / professora de canto)
Música: CADAFALSO
Banda: KINGARGOOLAS

Kingargoolas, apesar de não ter vocais, o que sempre faz falta pra mim, é uma das bandas guarapuavanas que eu considero especiais. São uma banda única no estilo aqui, e o pessoal agita muito com eles. Som de primeiríssima em todas as músicas que ouvi, mas vou escolher a cadafalso, que esteve no GRC IV.

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 2

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Daê, povo!

Dando sequência aos depoimentos da galera, apresentamos a segunda parte da série de artigos com depoimentos sobre as músicas mais queridas de Gorpa e região. A primeira parte foi um sucesso, muita gente acessou, os vídeos, em torno de 30 pessoas enviaram depoimentos, e esperamos aumentar esses números agora, divulgando mais 5 canções essa semana.

Como podemos conferir abaixo, a Ultra Violent recebe sua primeira citação. Temos citações também à stoner Disaster Boots (pela segunda vez), à psicodélica A Trupe do Disco Voador, à brutal Open Scars e à tradicional 350ml. É notável a dificuldade em escolher apenas uma dentre tantas excelentes músicas (sem demagogia alguma. Quem manja minimamente de música percebe que qualidade é o que não falta em nossa cena). Alguns até pediram para mandar mais de uma música. Liberado. Quem quiser citar duas ou três, tá valendo também. Até mais, se a dúvida persistir ehehe. Bora conferir?

RODRIGO KEEPER (Professor de inglês e fanático por Heavy Metal)

Música: EMINENT
Banda: ULTRA VIOLENT
Palavras: É uma música que acho perfeita, peso, melodia, refrão marcante, fica ótima ao vivo, tenho ela no meu MP3 e curto com a mesma frequência de bandas mundialmente conhecidas, como Trivium, Caliban, In Flames, etc…
ao vivo, sempre garanto um lugar na frente do palco pra curtir e cantar junto, essa música tem muita energia,
mas bem sinceramente, agora que peguei os dois últimos CDs do Guarapuava Rock City, é notável o alto nível das bandas locais. Tem muita banda e músicas que adoro escutar, estão todos de parabéns.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

RAFAEL PELETE (Baterista da Ultra Violent)

Música: VENUS IN FURS
Banda: DISASTER BOOTS

São tantas bandas fodas!! Admiro muito o trabalho da galera de nossa cidade, mais a que eu mais me surpreendi foi com a Venus In Furs, do Disaster Boots. Foi a música que eu viciei, tive que baixar no pen-drive e no celular, porque não conseguia parar de escutar! Muito boa!!

DINIZ, EL CUERVO (Vocalista e baixista da Stone Crow)

Música: CANÇÃO NADA CONVENCIONAL
Banda: A TRUPE DO DISCO VOADOR
Palavras: Uma música que eu gosto muito é a Canção Nada Convencional, escrita pela carismática Trupe Do disco Voador. Essa música é daquelas que não conseguimos deixar passar em branco nem nos concertos acústicos improvisados hahahahaha!
Clique AQUI para ouvir.

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LUCAS REMES NUNES (Guitarrista da Inception e da Slug Killer)

Música: I SHIT FOR RELIGION
Banda: OPEN SCARS
Palavras: Escolho a música I Shit For Religion, dos caras do Open Scars, já que é de uma das bandas da cidade que faz um som na linha do que costumo ouvir; além de tratar de um tema polêmico, o som é violento pra caralho, as linhas de guitarra e baixo são pancada nos miolos, a batera não fica atrás, e o vocal, como dizem, parece de um urso fumante. Recomendo para quem curte brutal death metal sem frescura.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

ALEX FERRERA (vocalista da Sexplose)

Música: QUERIDA MAMÃE
Banda: 350ML
Palavras: Música com uma ótima sonoridade, refrão marcante e que traz uma coisa nova para o rock nacional. Não podemos esquecer também da ótima produção musical, dirigida por Ricardo Küster, vocalista e guitarrista da banda. O Rock nacional não está morto ele apenas espera que os vivos acordem para procurar pelo o que há de novo.

Isso aí, galera! Parte 2 concluída. Temos material para pelo menos mais 3 semanas. Portanto, quem ainda não mandou seu depoimento, mas quer participar da brincadeira, dá tempo de pensar com calma em sua música favorita! 😀

Abraço, povo!

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 1

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Saudações, galera da música!

Estamos iniciando uma série de posts aqui no Gorpa Music, que tem como objetivo mostrar as canções feitas aqui na região de Guarapuava, que o pessoal da música (músicos, fãs…) curte. Nossa ideia é colocar uns cinco depoimentos por post, e publicar semanalmente uma nova lista. Hoje, o escritor não sou eu, e sim vocês, povo musicado! 😀

Claro que a série é, de certa forma, uma brincadeira, mas também é didática no sentido de fazer com que possamos conhecer melhor o trabalho de nossos artistas. Temos uma cena forte e de grande qualidade hoje. A mídia tradicional não conspira a nosso favor, então a divulgação deve partir de nós mesmos. Com esses posts, teremos mais contato com músicas bem interessantes e que, eventualmente, desconhecíamos. Também é um termômetro interessante do que pensam nossas companheiras e companheiros de palco. A sequência dos depoimentos é por ordem de chegada. Não é alfabética, de “importância”, de amizade. É de chegada, ehe.

Mas chega de enrolação e vamos aos depoimentos!


GUILHERME ROCHA
(Armazém do Rock / vocalista e guitarrista da Ultra Violent, guitarrista da SOAD Tribute e vocalista da Emdroma)

Música: POWER PRAY
Banda: ROCK REVIVE
Palavras: Simplesmente incrível como a banda evoluiu em seu novo single. Hard Rock com muita pulsação!

MATEUS GODOI COUTINHO (Mix Tape / banda Lascívia)

Música: IN THE FOREST
Banda: FUTHÄRK
Palavras: Gosto muito das bandas de Guarapauva, tenho um carinho mais que especial pela Adoc e Satisfire, mas tenho escutado muito a In the forest da Futhärk, nunca tinha ouvido nada relacionado ao Folk Metal, mas depois da apresentação apoteótica no Maquinária Rock Field a banda ganhou meu coração.

ALESSANDRO KÜSTER (Heaven Studios / baterista da SatisFire)

Música: HALLELUCINATE
Banda: DISASTER BOOTS
Palavras: Excelente composição não linear e que não segue um padrão. Ótima melodia vocal, excelente timbre e interpretação do Roberto Scienza.O instrumental é vigoroso, criativo e dialóga com várias vertentes do Rock, principalmente o Rock Setentista e o Rock contemporâneo. Também nota-se uma grande influência do Stoner Rock que começou a ser desenvolvido nos anos 90, com bandas como “Sleep”, por exemplo.

DIENIFER HORST (vocalista e guitarrista da Marlla Singer, guitarrista da Offspring Cover e da Super Heroina)

Música: THE ROAD OF METAL
Banda: DESERT EAGLE
Palavras: Não segue tanto o meu estilo, mas eu gosto das linhas de guitarra. São auditivamente interessantes pra mim.

LUIS GUSTAVO CORDEIRO (vocalista e guitarrista da Trupe do Disco Voador, integra a equipe do blog Gorpa Music)

Música: ABRAKADABRA
Banda: BUP & ROXETIN
Palavras: Conheci Dom joãozito no fim de 2013, e junto disso a canção da qual vou falar algumas palavras. Estava voltando da aula, quando encontro meu amigo dando um rolê para espairecer as ideias. Na época não nos conhecíamos muito bem, só do nosso santo ter batido de primeira, sentia como se fossemos amigos desde sempre. No dia, depois de uns minutos de conversa no meio da rua, eu estava com um violão (tinha gravado alguns trabalhos na faculdade) e decidimos ir para praça pra mostrar um pro outro nossas composições. Foi quando me deparei com Abrakadabra, da sua então recém nascida banda Bup & Roxetin. À primeira vista, a canção me deixou boquiaberto pela quantidade de referências presentes em sua letra. Na época estava internado no ritmo do blues, então, já imaginam a minha reação. Fiz então, algumas perguntas sobre frases que considero geniais dentro da composição. Passeando pelo rock nacional e pelo misticismo, eis meu trecho preferido:

“Faz o que tu queres, que é pra não se arrepender
mandei fora o conformismo, pra não mais me aborrecer
agora meus vizinhos me chamam de bruxo imoral
que aprendi com Mr.Crowley alcançar meu nono grau”

Considero essa canção um dos clássicos guarapuavanos, é do tipo das canções que sempre toco nas rodas de violões entre amigos. Um baita som, de uma baita banda!

Destaques nos vocais do Rock City V

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Prometi ao Fabiano que faria uma análise dos vocais das bandas que tocaram no Guarapuava Rock City V, então vamos lá. Resolvi comentar as que mais se destacam.

Começamos com a Dzarmy, com a primeira faixa do CD, música Contramão.

Voz suave, porém o leve metálico e drives nos lugares adequados fazem com que se encaixe muito bem no estilo. Uma voz aguda bem usada, sem exageros no tom, isso faz com que a música flua bem aos ouvidos. A parte mais gostosa fica no pré refrão, já em 1 minuto de música, aquela energia poderia ser usada nas estrofes também.

Satisfire, com Little Ball Goes, Little Ball Backes.

Nessa música na verdade não há nada de realmente marcante no uso do vocal, mas não posso deixar de registrar. O ponto é que conheci o Daniel cantando loucos guturais, o que diga-se de passagem não é o tipo de vocal que me agrada escutar apesar de respeitar quem faz bem. Quando ouvi ele cantando com voz limpa a primeira vez fiquei muito bem impressionada. A voz dele é realmente bonita, com uma leve rouquidão que dá um charme, tem presença e ainda consegue alternar pra drives e guturais. Está perfeito.

Disaster Boots , com Venus In Furs.

Essa sim foi uma surpresa. Adorei esse vocal por ser diferente do que escuto por aqui. Não se ofendam, mas enquanto nos preparávamos, com eles tocando no outro palco eu tinha que ficar toda hora parando pra conferir se não era uma mulher cantando. É uma voz que tinha jeito pra ser enjoada, mas ele consegue usar muito bem na interpretação e nas melodias que funcionam. Saber usar a voz que se tem é mais importante do que buscar um padrão, e esta é uma voz que certamente marca.

Ultra Violent, música  I.N.E.R.T.E 

Já disse que gutural não é minha praia, mas deles eu gosto principalmente porque entendo o que está sendo cantado. Os vocais são muito bem feitos e meus amigos que curtem o estilo adoraram. Me chama atenção que a voz também não seja tão grave como os guturais que conheço.

Futhark, com  When The Trolls Leave The Stones 

A mistura de vozes aqui é a parte interessante, no refrão. No Rock City IV eles já tinham mostrado vocais bem interessantes, o timbre da voz mais limpa é bem bonito, em contraste com o gutural ficou muito bom.

Astronaut Chimp, com  Rock N’ Roll 

Este é outro vocal que não chama atenção por ser especial mas por funcionar. O estilo casa perfeitamente e devo ressaltar que ao vivo ele desemprenha muito bem. As melodias não são elaboradas mas esse cantar meio arrastado tem seu charme nesse timbre.

 

 

Planos das bandas Rock City para 2015

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Saudações

Não, esse post não trata do Rock City, o festival. Eu não estive lá, portanto, não posso falar (do que não vi). Óbvio, né? Isto posto, quero falar um pouco sobre as bandas presentes no já tradicional festival, em sua quinta edição. É um evento importante, que reúne algumas ótimas bandas da cidade. Bom para o público, que entra quase de graça (quilo de alimento como ingresso), e bom para as bandas presentes, pois participam da coletânea relacionada ao evento (embora não seja exatamente barato gravar a faixa, uma situação pitoresca onde a banda paga para tocar, mas isso é outra história. Atualizando: farei um post sobre a Heaven Studio, promotora do Rock City, a pedido do Alessandro Küster, abordando a visão deles sobre o tema. Em breve). Outro lado positivo é o incentivo ao trabalho autoral. Isso é importantíssimo em meio à overdose de bandas cover que temos por aí. Mais relevante ainda, claro, foi a arrecadação de uma tonelada e meia de alimentos, entregues à Provopar. Este é o legado mais importante, sem dúvida.

Além do tradicional Rock City, a Gorpa atual conta com o Maquinária Rock Field e o Mobiliza (esperamos que haja a segunda edição em breve), além dos eventos organizados no Serv Car (os reis da cerveja ruim), que sempre apresentam bandas bem novas. Algumas ótimas revelações, e outras, empulhações execráveis. Enfim, vale a tentativa e o amor pelo roquenrou, né? Não dá pra saber se o cara é bom de palco, se ele nunca subiu em um. Entre ovos e tomates, todos acabam vivos e bêbados, e o objetivo é esse mesmo: diversão! E novos eventos não faltam. Tivemos o Solobonight recentemente, e no domingo, 26 de abril, rola o Rock Falido (na verdade, enquanto escrevo este artigo).

Bem, mas vamos falar das bandas que passaram pela quinta edição do ROCK CITY! Aproveitando, você pode ouvir a coletânea aqui no Soundcloud.

Bem, vamos às bandas!

ROCK REVIVE

Tem previsão para lançamento de um disco em  meados de novembro. No momento, as músicas estão em processo de composição. Estúdio, só daqui alguns meses. Mas a banda acaba de lançar um vídeo clipe para a música “Power Pray”. Confira aqui.

PRIME REVENGE

Não consegui contato com a banda, mas seu primeiro EP (Shades of Pain) pode ser ouvido neste link. O novo single, Hey Man, faz parte da coletânea do V Rock City. Ótimo som. Confira aqui, que vale a pena.

NEANDERDOGS

Outra banda com quem não conversei ainda. Por enquanto, fiquem com a música selecionada para o disco do evento, aqui.

DZARMY

A banda está na ativa há 13 anos, e conta com dois discos lançados. Colocou dois singles na área nos últimos dois anos também, e está trabalhando no terceiro álbum full, que talvez venha a ser um disco conceitual (uma ideia muito interessante, diga-se). As letras estão praticamente prontas, bem como algumas melodias. O material pode ser lançado ainda esse ano, mas creio que a tendência é que fique para o primeiro semestre de 2016.

350ML

Com dois discos (e alguns singles), a banda prepara o lançamento de seu terceiro álbum. Falta finalizar a mixagem de 4 faixas apenas. O disco terá 12 músicas, e será lançado nos formatos físico e digital (iTunes, por exemplo). Deve rolar no segundo semestre. Para quem não ouviu os primeiros discos da banda, é possível conferir no Soundcloud. A música escolhida para a coletânea do festival é uma parceria com a holandesa Wick Bambix, fundadora da banda Bambix, nomeada My Alibi, um punk rock vigoroso, com guitarras marcantes e melodias grudentas. Vai por mim: coloque no volume máximo e sinta a sonzeira.

SATISFIRE

Intenções: lançamento do segundo disco full, além de um vídeo clipe. Deve rolar mais para o fim do ano (eventualmente, 2016). A banda lançou seu primeiro álbum lá em 2008, e um EP no ano passado. É uma banda de inegável criatividade musical.

FUTHÄRK

A banda é relativamente nova, e os planos são seguir fazendo shows e gravar alguns singles, até ter material suficiente para um EP. Ainda sem previsão de lançamentos (é mais provável que role algumas coisa em 2016). O show deles é muito bom, e o grupo já tem um público fiel.

ULTRA VIOLENT

Sem planos para lançamentos, no momento. A banda é figurinha carimbada no rock local, tem um público fiel, e já lançou alguns singles. Falta o disco, agora, né, Rocha? ehe

DISASTER BOOTS

A Disaster é uma banda bastante ativa, tocando com certa frequência, e é alvo de muitos elogios. Tem uma sonoridade personalíssima, um ótimo vocalista, um instrumental foda, e uma identidade própria. Das melhores de nossa cena, hoje, certamente. Com 2 singles lançados, a proposta é concluir mais 8 faixas para fechar em 10 para um disco. As gravações devem ficar para o segundo semestre. Talvez o disco não nasça ainda em 2015, mas creio que há boas chances para o primeiro semestre de 2016. Ouça aqui a song Mr. Lakeman.

D KRAUZ

Daniele Krauz Lançou o EP Insight, no ano passado, apenas em formato digital, e trabalha na composição de músicas para um disco full. Serão 12 faixas, ao estilo das que já foram lançadas. A banda é tecnicamente muito afiada, contando com ótimos músicos. As letras também serão na mesma (autoavaliação, crescimento, força e amor). A ideia é lançar ainda esse ano, em formato físico. Vamos aguardar. Acredito que se conseguir estabilizar a formação, vai longe.

THE EMPIRE RISE

Também não consegui contatar esta banda ainda, mas uma das músicas tocadas no evento, Waiting For The End, fará parte do primeiro EP da banda, a ser lançado em breve.

BAGRE VÉIO

A banda pretende lançar talvez mais duas músicas esse ano. O EP sairá quando tiver umas quatro prontas, mas não há previsão de lançamento ainda. Confira o primeiro single da banda aqui.

KINGARGOOLAS

Estava na programação, mas por compromissos firmados anteriormente, não pôde se apresentar. Porém, lança em breve seu segundo disco FULL. Além disso, já foi lançada a  coletânea “Weirdo Fervo! – Bizarre wild trash garage surf & primitive rock compilation”, que conta com songs de bandas bizarras como  O Lendário Chucrobillyman, Movie Star Trash, Horror Deluxe, Strato Feelings, Reverendo Frankenstein, Mauk e os Cadillacs Malditos, além da faixa “Fórceps Poseidon”, dos Kingargoolas. Detalhe: EM VINIL! Quem quiser adquirir, é só entrar em contato com a banda.

De momento, é isso. Atualizações em breve! Abraço, tudo de bom e mantenham a fé na estrada ehehe.

Maquinária Rock Field – Parte 2B (Domingo)

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Bem, pessoal, dando sequência e finalizando a série de artigos sobre o MAQUINÁRIA ROCK FIELD, adentramos o domingão, noite fechada, pau comendo solto no palco. Agora, com os pacatos cidadãos de Prudentópolis que formam a banda BLOODSUCKER! Sim, Prud tem peso, e não é pouco! O som é basicamente Thrash, e os caras chegaram a ficar em 2º lugar no Irarock, realizado em Irati, em 2014. Confesso que não sei se eles tem material próprio, mas no Maquinária eles tocaram covers, como se pode perceber na settlist abaixo:

Domination – Pantera
Roots bloody Roots – Sepultura
refuse/resist – Sepultura
Contractor – Lamb of God
Laid to Rest – Lamb of God
Territory – Sepultura (clique para acessar o vídeo feito pela Indústria do Rock). Eis a galera aí:

Bloodsucker

Bloodsucker

Para conhecê-los melhor, acesse sua página no Facebook!

A próxima banda da noite foi a guarapuavana OPEN SCARS, com seu som extremo! É um death/grindcore sem concessões. O trio lançou um EP intitulado “Holy Corruption” em 2013, que foi a base do show realizado no festival, contando com músicas autorais. Confira o setlist:

1 – Hysteria
2- Stench of Greed
3- intro + religious Death
4- I shit for Religion
5- Faith Perverse
6- Holy Corruption
7- Killing justified

Para conhecer mais:

Página no Facebook
Vídeo da música I shit for religion, by Indústria do Rock
Soundcloud
Quando o cara anuncia I shit for religion, dizendo “essa música vai para a religião, que não serve pra nada”, pensei que uma bomba cairia no local, tamanho o sacrilégio dessas palavras em território guarapuavano (Operação Sacrilégio à parte, naturalmente ahaha). Mas não, vivemos em uma democracia e consta que a banda sobreviveu ao show 😀

open scars

 

Contrastando com as bandas infernais, o frio aumentava mais e mais. Nada muito celestial, mas o calor ficava por conta do som, pura e tão somente. Recebemos uma prévia do inverno em pleno mês de fevereiro. E silverfoi com esse espírito agasalhado que conferimos a próxima banda, a ótima SILVER GRAVE, que trouxe um metal bem tradicional lá de Toledo. Formada no início desse milênio, os caras fazem um heavy metal de responsa, com ótimo instrumental e um vocalista excelente, que emula com muita competência o grande, gigantesco e colossal Rob Metal God Halford! Eu, como fã desse tipo de música, devo confessar que curti muito o show. Olha aí as songs silvergravianas que rolaram no festival:

Intro Between the Heaven and Hell
(Apresentação Alessandro)
The Silence is With Me
False Rituals
(Apresentação Evandro)
Into the Pit (cover de Fight)
Souls in Pain
(Apresentação Alessandro)
Abigail (cover de King Diamond)
Silver Grave

Links:

Página no Facebook
Vídeo no Maquinária, by Indústria do Rock (música Between the Heaven and Hell
Metal Archives

Altas horas da noite, entra a guarapuavana ULTRA VIOLENT em campo, já com torcida ganha. Foi até fácil. Os caras são manjados, populares na city e a galera quicou bastante. Rolou até uma distribuição de camisinhas por conta do Carnaval. Trepe com moderação! Ou melhor, com segurança! Apoiado, tem que alultraertar a galera mesmo, porque depois da m**** feita nem sempre há volta… o setlist mesclou músicas antigas, compostas em inglês, com as mais recentes, no idioma pátrio, na língua-mãe, a última flor do lácio… enfim, o bom e velho portuga! O trio parada-dura não deu sossego para os vizinhos e enfileirou uma porrada na orelha atrás da outra. O Rocha, estreando na profissão de papai, destilou toda a sua fúria metálica nos presentes que, agradecidos, interagiram muito bem com a banda! Eis as suaves canções que rolaram:

 

Lama de sangue
Um passo para trás
Engatilhado
Bem vindo a era da ultra violência
190
Eminent
I.N.E.R.T.E
Sick scars on me

Links ultraviolentos:

Facebook
Ultra Violent – I.N.E.R.T.E (vídeo Maquinária)
Soundcloud
Youtube

Os próximos a entrar no palco foram os mineiros (Uberlândia) do DARMA KHAOS! O frio estava mais intenso, o público cansado, parte dele já não estava mais lá, e havia, portanto, menos gente conferindo esse show. Mas eles entraram com gana e garra, e isso pôde ser claramente percebido pelos presentes. O estilo é um metal crossover, se é que se pode definir dessa forma. Tem aproximação com o nu metal da segunda metade dos anos 90 (o que sempre gera narizes torcidos por parte da turma do metal tradicional). De qualquer forma, eles tem material autoral, o vocalista é bastante carismático e a banda toca bem. Ouvindo as músicas disponíveis no site Palco MP3, percebe-se um ótimo nível de profissionalismo, o que não surpreende, considerando que estão na estrada há mais de 10 anos. O setlist apresentado foi esse:

In Shades
Unfaced
Good God
Somebody Somenone
25 Hs of Hate
Freak on a Leash
Blind
Chibata!

Links para conhecer melhor os mineiros (garanto que não se arrependerá – ouvi algumas e curti bastante)

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Palco MP3
Vídeo no Maquinária – música 25 Horas

Darma Khaos

Darma Khaos

 

Com o horário do evento estourado e relativamente pouca gente ainda presente, tivemos a entrada da banda idealizadora do festival, a MAQUINÁRIA! O set acabou sendo curto para compensar um pouco o atraso Apenas cinco músicas (mais intro), todas autorais. A banda manda bem no palco. Sou particularmente fã do som da guitarra, o Osni manja dos paranauê! Ainda precisamos fazer uma longa matéria com essa banda, que deve ter muita história pra contar. Além de ser das mais antigas do rock gorpiano, os caras são apoiadores importantíssimos da cena da região. Saca só o setlist:

01 – Intro
02 – Rock n roll Mania
03 – Nada Será em Vão
04 – Conversa Fiada
05 – 3 de Setembro
06 – Durante Muito Tempo

Alguns links relacionados à banda:

Vídeo de Rock n Roll Mania no festival
Canal no Youtube
Facebook
Soundcloud

Formação:
Osni – Guitarra e vocal
Adriano – Baixo
Júnior – Bateria

maquinaria

Bem, com isso finalizamos a série de artigos sobre o festival MAQUINÁRIA ROCK FIELD!

Agradecimentos especiais ao Eli, da Pallco, Junior Batista, da banda Maquinária e Pallco, Toni (pelos vídeos aqui utilizados), Joãozito da Bup, Jordana (que beleza de chopp eheh), e principalmente aos amigos de longa data Cezar Max, Helby e Rodrigo Antunes, pela companhia! Abaixo, os links das cinco matérias que compõe este relato, em sua ordem correta:

Parte 1 (sábado)
Parte 2 (sábado)
Parte 3 (domingo)
Parte 4 (domingo)
Parte 5 (Torture Squad)

Maquinária Rock Field – Parte 2A (Domingo)

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Chegou o domingão! Enfim, estamos nos aproximando do final da sequência de artigos referentes ao maior festival de roquenrou de Gorpa e região!

O início dos trabalhos ficou a cargo da banda de Punk Rock SEM SYSTEMA. Baseada na nossa vizinha cidade de Irati. nascida em 2010, a banda toca basicamente com um repertório de covers, embora já tenha algumas músicas autorais também. Confira aqui a página deles no Facebook. Não encontrei página oficial no Youtube, mas há alguns vídeos no canal chamado sandrosemsystema. Abaixo, os camaradas no Maquinária!

sem systema

O setlist tocado pela galera é esse:

AMERICAN PSYCHO – MISFITS
ANARQUIA OI – GAROTOS PODRES
DESAPREÇO – SEM SYSTEMA
HEAVEN KNOWS – RISE AGAINST
PAPAI NOEL VELHO BATUTA – GAROTOS PODRES
O QUE NOS RESTA – SEM SYSTEMA
NEGA JUREMA – RAIMUNDOS
VELHO PUNK – GRITANDO HC
ESCRAVOS DA EVOLUÇÃO – SEM SYSTEMA
A INTERNACIONAL – GAROTOS PODRES
NÃO EXISTEM LEIS – GRITANDO HC
RAZÃO E O PRAZER – SEM SYSTEMA
HELENA – MISFITS
VÍTIMAS DA PODRIDÃO – CALIBRE 12
PAGAR PELO QUE PODE TER – SEM SYSTEMA

Na sequência, tivemnailsos outra banda com um repertório de covers, mas em outra praia, a do rock clássico. É a NAILS ON THE WALL. Você pode conferir neste link a performance da banda, tocando Free Bird, do Lynyrd Skynyrd (eles também mandam Simple Man, da mesma banda). A página da piazada no Face é esta. Há um canal no Youtube, ainda com pouco material, mas acesse aqui para acompanhar. O setlist, simplesmente espetacular para quem curte classic rock (como é o meu caso), é esse aí: Johnny B. Goode / Sweet Home Alabama / Tush / Have You Ever Seen The Rain / Simple Man / Bad Moon Rising / Paranoid / Free Bird.

A banda seguinte, SUPERSTIÇÃO, vem com um som bem supersticaomais pesado, tendo os grupos Brujeria e Coal Chambers como base de seu repertório, mesclando com algumas composições próprias. Os caras são da cidade de Rio Azul, e você pode conferir a performance deles aqui, mandando um cover de Division del Norte, da ótima banda Brujeria. Há essa outra gravação, da música Brujerizmo, publicada no canal do Joelcio Soares, onde você pode encontrar mais material da Superstição.

feeling folkPausa para respirar! Após a pancadaria supersticiosa, tivemos a cada vez mais conhecida FEELING FOLK´S AND REDNECKS! Esta é uma banda que faz um som country, folk, com direito a banjo, o que lembra aqueles sensacionais grupos de bluegrass tão em voga atualmente. Você pode curtir algumas músicas desses caras no Soundcloud da banda. E assista ao bom clip da música Velho Bar aqui. E, enquanto você curte os sons da banda, aproveite para pedir um sushi na Otaki Culinária Japonesa, de propriedade do Lucas Otaki, membro da banda (não é propaganda paga, juro ahahah). Para concluir, o Toni gravou A Garrafa e a Ansiedade, tocada no Maquinária. Assista aqui! Confira as músicas que rolaram no show deles:

1 Velho Bar
2 Rockaway Beach
3 Raízes
4 Eu Voltei
5 Folsom Prison Blues
6 Ring of Fire
7 King of Fools
8 Interior do Paraná
9 A garrafa e a Ansiedade

feeling

A banda seguinte foi a MYTHKING. A banda, uma mistura de metal, rock clássico e blues, foi fundada em Pitanga, lá pelos idos de 2008, e trabalha principalmente com músicas autorais. Bem interessantes, por sinal, como se pode notar em mais um vídeo produzido pela Indústria do Rock. Clique aqui para conferir a song “Music Isn’t Only to be Heard”. Destaco ainda a capa do EP The King, lançado em 2011, na imagem logo abaixo do setlist da banda, que traz uma arte realmente muito boa! As músicas apresentadas pela turma foram as seguintes:

1. Running Froms His Lion
2. For Charles Baudelaire I Sing It
3. Pornographic World
4. War Pigs (Black Sabbath)
5. Music Isn’t Only to Be Heard
6. The King

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Se você viu e gostou, ou não viu e ficou curioso, curta a página dos caras no Face, clicando aqui! A banda tem site oficial também, Clique aqui para acessar. Destaco especialmente a discografia, com três EPs para download gratuito! Há ainda uma sessão contando a história da banda, além de outra que traz as novidades. Um site extremamente bem organizado, que demonstra um bom gerenciamento de carreira, em minha opinião. Parabéns, galera!

Kill Again

Na sequência, KILL AGAIN, banda Thrash Metal de Cascavel, formada em 2013. Assista os camaradas mandando Betrayer of Humanity aqui, novamente via Indústria do Rock. A página oficial da banda no face é esta. Também vá vários vídeos aqui neste canal do Youtube. Há uma única faixa no Soundcloud também. Clique aqui e confira a música Kill Or Die, que também foi executada no festival! Apesar de ser uma banda nova, eles mandam bem no palco, com uma presença muito segura, e usam de forma efetiva as redes sociais para divulgação de seu material. Eles tem até um site oficial (confira aqui), o que não é lá muito comum entre as bandas. Confira o setlist apresentado pela banda cascavelense:

I – TOTAL DEATH
II – BREAK THE SYSTEM
III – FIND THE ARISE
IV – FALSE REALITY
V – BETRAYER OF HUMANITY
VI – KILL OR DIE
VII – MIDNIGHT QUEEN
VIII – SE PEDI NÓIZ TOCA!! (??????)

 Por fim, mas não por último (pois o artigo está terminando, mas o festival ainda teria muita coisa boa pela frente), vamos à oitava banda do dia, a guarapuavana e pesadíssima FUSILEER! Reconhecida pela qualidade de seu som (e do show também), os caras vieram pra quebrar tudo. E não decepcionaram… ainda tivemos uma inovação aqui. A Indústria do Rock registrou o show dos caras na ÍNTEGRA! E com uma qualidade bem boa. Confira abaixo, faixa a faixa:

Fusileer – Intro + Redneck stomp (Obituary cover)
Fusileer – Fusileer
Fusileer – Toxic Human
Fusileer – War Thriumph
Fusileer – Thrash Metal
Fusileer – Extreme Torture + Exterminio

Bom, com isso, não preciso nem me alongar muito. Os vídeos falam por si, e quem viu, de forma geral, gostou muito.

fusileer

Daqui uns dias, teremos a conclusão da série de artigos sobre o Festival! Aguardem 😀

Maquinária Rock Field – Parte 1A (Sábado)

Padrão

Bom, pessoal, estamos aqui para dar uma geral no que foi o Maquinária Rock Field 2015, uma produção conjunta da banda Maquinária, da Pallco Produções e dos De1464667_578228258950652_1561738571_nad Cowboys M.C.C.

 O local da peleja foi a bela chácara Morada da Lua, no Vale do Jordão. Foram dois dias de shows. Trataremos aqui do primeiro dia, o sabadão. Estamos no verão e a tendência natural seria um delicioso fim de semana ensolarado e quente. Só que não. São Pedro não curte rock e tentou boicotar, mandando uma chuvarada antes do início dos trabalhos. Não bastasse, ainda fez um frio da porra à noite. Para tristeza do santo, nada disso tirou o ânimo da galera, que se atracou no barreiro pra curtir este que é provavelmente o grande evento underground de Gorpan City.

Teve camping, teve praça de alimentação, banheiros artesanais, belas paisagens, carro atolando e, claro, óbvio, líquido e certo, teve muito rock´n´roll! A abertura foi da banda SUDARYUM, que faz um rock mezzo progressivo1470172_673974342700589_4199145833843740815_n, abordando uma temática cristã em suas letras. Alguém comentou comigo que seria o segundo show da banda. O grupo pode ser novo, mas seus integrantes em geral já tem know-how, e o show me surpreendeu positivamente. Uma sonzeira responsa, de muita qualidade, sem um pingo de insegurança.

O set foi curto, composto pelas seguintes songs: 1 – Intro;  2 – Sudário; 3 – Cicatrizes; 4 – Te Vejo; 5 – Supremo Bem

Confira fotos na página da banda no Facebook, clicando aqui. Pelo horário, o público ainda era pequeno. Pouca gente conferiu bem de perto, mas quem viu, certamente aprovou.

A banda seguinte, VOLTZ, lá do vizinho Pinhão (PR), já subiu mandando aquele recado carinhoso ao nosso desgovernador Beto Richa. Depois, mandou seu som pop rock, ainda para poucos, mas animados apreciadores (conforme vídeo que ainda vou postar e divulgar… aguardem ehehe). O grupo tocou as seguintes músicas: Wicked Game (Him), Nada Mais (autoral), Esperando por Você (autoral), Best of You (Foo Fighters), Que País é Este (Legião Urbana), Through Glass (Stone Sour), Stay Black (Stone Cherry).

Voltz em ação no Maquinária!

Voltz em ação no Maquinária!

Segredo Ás

A banda seguinte seria a curitibana FAUNO, que se atrasou um pouco, dando lugar à SEGREDO ÁS. Esta banda é guarapuavana, e mesclou, no Maquinária, covers com músicas próprias. Foi a terceira a se apresentar, já agraciada com um público maior. O pessoal estava chegando em peso naquele momento. Posso dizer que a banda me surpreendeu bastante pela qualidade. Um excelente vocalista, e uma levada pop simplesmente fantástica. O som da banda me lembra muito Engenheiros do Hawaii. Não apenas pelo cover de Eu Que Não Amo Você, e sim pelo conjunto da obra. A música Máscaras, composição própria, segue firme na linha do grupo gaúcho. Creio que a banda seja relativamente nova, pois não consta na página que tenham algum disco lançado, mas certamente sobra competência. Confira abaixo o setlist que a Segredo Ás tocou no Maquinária, e aproveite para conhecer a música Máscaras, aqui.

1 – Protagonista (própria) 2 – Máscaras (própria) 3 – Eu que não amo você (cover Engenheiros do Hawaii) 4 – A Arte (própria) 5 – Não Pare na Pista (cover Raul Seixas) 6 – Radar (própria) 7 – Monstro (própria) 8 – Escuridão (própria).

Agora sim, banda FAUNO! Vinda de Curitiba (meus conterrâneos, portanto), essa banda é chique. Tem até site! Aparentemente em construção ainda, mas é coisa rara entre bandas mais novas. Em todo o caso, acesse aqui a página deles no Facebook. É bem completa e você pode até adquirir o EP da banda por ali. Você pode inclusive ouvir o EP, com quatro músicas, na íntegra no Youtube. O som é uma espécie de pop alternativo. É um som com uma personalidade bem definida. Curti bastante. Los Hermanos é uma influência bem óbvia, até nos vocais. No final, ainda rolou um bom cover de Seven Nation Army, da banda White Stripes. Eis o setlist: Outra Vez / Recomece / Hysteria / Cara Estranho /  Molly Chambers / Taper Jean Girl / Corona / Seven Nation Army

Fauno

Fauno

 

Capa do CD Recém Casados

Capa do CD Recém Casados

MÉDICOS DE CUBA M.D.C ! Outra banda curitibana (de Araucária, para ser mais preciso), já com disco lançado (15 dilmas apenas, e que pode ser adquirido aqui), e que nos trouxe um show extremamente irreverente, diferenciado, até teatral. Com letras muito bem sacadas e cheias de ironia, é o tipo de grupo sacana que eu acho que tem faltado em nosso rock brazuca. O vocalista é carismático e cheio de trejeitos à la Robert Plant! O canal da banda no Youtube é bem completo. Confira aqui os excelentes clips. As músicas? Ah, essas são ótimas! Eles criam boas melodias. Enfim, tem tudo, absolutamente tudo, para explodirem. O setlist foi esse: Eu te matei pra não me matar / Distúrbio / Brasileiro valeteiro / Pastel / Mais um dia / Vem no gás / Jesus de fora / Mimimi / Vagabundo / Açúcar

Daí, cansou de ler? Não? Ótimo, porque ainda tem muito mais eheheh.

1044408_140016106202395_2059669167_nDepois dos médicos cubanos, foi a vez da grande explosão guarapuavana entrar na avenida! A SEXPLOSE, banda das antigas, que nos últimos anos vem investindo em composições próprias. O show que eu vi no Maquinária foi simplesmente sensacional! Muito intenso, rápido e pesado, fez a galera pular igual pulga! A banda tem uma dinâmica muito boa e excelente domínio de palco. Clique aqui para assistir alguns vídeos da banda no Youtube. Quando os caras mandaram “Esporrei na Manivela”, clássico romântico (O delegado tinha cara de viado e me mandou tomar no cu / Tomei no cu, mas tomei no cu errado) da seminal banda Raimundos, achei que o povo ia se atolar no barro, de tanto que pulou. Foi do caralho! Setlist da galera: 01-Ninar (composição própria)/ 02-Rapante / 03-Maluka (própria)/ 04-Killing in the Name / 05-Esporrei na manivela / 06-O que é isso? (própria).

Disaster BootsA próxima banda a se apropriar do palco é a guarapuavana DISASTER BOOTS. Eu conhecia de vídeos, mas não tinha conferido ao vivo. O que posso dizer é que… putaqueopariu!!! Altamente lisérgica a sonzeira. Viagem total. Abdução! As letras completamente esquizofrênicas (em inglês). Uma delas trata de um curioso gato espacial assassino.. Os caras mandaram bem demais no palco. Não estava lá e ficou curioso? Ouça algumas composições próprias no Soundcloud da banda aqui. Ainda rolaram uns covers maravilhosos de Black Sabbath e Janis (eu, como fã de Sabbath, aprovei). Enfim, os caras tocam muito, e o vocal é fantástico. Setlist do show: Chinatown / Hallelucinate / Space Cat / Mr. Lakeman / Venus in Furs / The Devil Blues / Mercedes Benz (Janis Joplin) / Mi-Mind / Fairies Wear Boots+Black Sabbath (Black Sabbath). Com 7 composições próprias, eu diria que já dá para esperar um álbum dos caras…

Corja Putre

Corja Putre

Depois da Disaster, tivemos mais uma banda curitibana, CORJA PUTRE, bem levinha, som ambiente, só faltaram jogar o palco no lago. À medida que a noite chegava, a sonzeira foi ficando mesmo mais pesada. Os sons extremos preencheriam as horas seguintes, para desespero absoluto dos vizinhos da chácara! A Corja tem uma levada hardcore/crossover, é uma banda das antigas, e tem alguns vídeos em seu canal no Youtube. Acesse aqui para conferir. Parece-me que ainda não há EP ou disco lançado. O setlist da noite foi o seguinte: Crimes / Tafofobia (não sabe o que significa tafofobia? Eu também não sabia, mas o google sabe: é o medo de ser enterrado vivo) / Sistema / Degeneração / Boçal / Povo / Nunca é… / Estrangulamento / Sem salvação.

Esta é a primeira parte da parte 1 (rsrs). Já dissecamos metade das bandas. Na parte 1B, falaremos dos demais shows, que rolaram noite adentro. Fiquem ligados, e até breve! 🙂

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field

Maquinária Rock Field – Parte 3 – Crônica de um Massacre Anunciado – Torture Squad!

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Já passava da meia-noite na bela Chácara Morada da Lua. A galera do metal suportava espartanamente o vento gelado em pleno verão. O cansaço era visível em cada canto. Boa parte do pessoal simplesmente desapareceu após o show da Ultra Violent, banda da casa que já entrou com o jogo ganho. Depois da Ultra, ainda tivemos a Darma Khaos, de Curitiba, com seu crossover, já para um público bem menor. Com o tempo estourado e vizinho reclamando do “barulho” (sacanagem chamar de barulho, mas tudo bem…), a Maquinária, dona da festa, realizadora deste monumental evento (junto à Pallco e aos Dead Cowboys), fez um set curto, com pouco público, mas um público que abraça a causa e acompanhou cada momento no palco. Durante o pocket show dessa antiga e clássica banda guarapuavana, chegou a van da atração principal do festival: Torture Squad!

Cansaço. Frio. Muito frio. Cãimbras. Altas horas. Saco cheio àquela altura. Muita gente já tinha ido embora, sem conferir a banda da noite. E foi longo, muito longo o tempo que a Torture levou para deixar seu equipamento absolutamente redondo para o show. Nada poderia ficar abaixo da perfeição, e foi com esse espírito e essa esperança que ficamos aguardando. E a demora desanimava a galera… uns pensavam em ir embora. Outros, mais espertos, trouxeram cobertores. Escuridão e um inusitado silêncio calavam as almas atormentadas. Não contei, mas não devia ter muito mais de 50 pessoas naquele momento, perto das 2h da madruga.

O trio, formado por Amílcar (bateria), Castor (baixo e vocal) e André Evaristo (guitarra e vocal), passava o som, testava, mexia, alterava, testava de novo, e a galera, cheia de olheiras, com sono e frio, observava (só observo…). Mas… o tempo passa, e em algum momento o espetáculo começaria. Ok, os discos são fantásticos. Mas será que ao vivo a banda seria tão impressionante? Valeria aquele “sacrifício”?

A resposta, creio, seria unânime após o show: do caralho!!!!!!!!!

Absolutamente um massacre! Uma porradaria altamente técnica, de uma qualidade assombrosa. Três instrumentistas impressionantes, além de carismáticos e profissionais ao extremo. Extremo como o som. Era inacreditável o que estava acontecendo. E praticamente não havia intervalo. Uma música emendada na outra, pra não dar um instante sequer de sossego aos nossos privilegiados ouvidos. Aqui eu já torno a narrativa absolutamente pessoal. Estava hipnotizado. Esqueci o frio, a vontade de mijar, o sono, a dor nas pernas (véio é foda…), e me senti integrado àquela catarse coletiva, àquela onda sônica que nos arrasava, a todos. Os três músicos são incríveis. O baterista parece ter uns 12 braços. O bumbo duplo fazia o chão tremer. O baixista, um caso à parte. Impressionante a destruição causada pelo cara. Além da presença monstruosa de palco e a voz de trovão. O guitarrista solando lindamente, tirando sons inacreditáveis e pesadíssimos daquelas 6 cordas tonitruantes.

Não havia mais ninguém reclamando de porra alguma. Privilegiados. Uma banda desse quilate tocando para umas 50 pessoas. Pessoas que certamente não esquecerão esse momento. Devo dizer que o profissionalismo da banda é notável. Tocaram com uma garra animal, ofereceram o melhor de seu talento para alguns poucos presentes. Isso é banda!!! Isso é respeito pelos fãs. Tanto faz se são cinco mil pessoas, ou algumas poucas dezenas. Ao final do show (é, infelizmente ele acabou…), demonstraram extrema simpatia conosco, e pela causa do underground. Rolou uma distribuição de baquetas (não consegui uma…) e ainda uma foto coletiva, que pode ser conferida abaixo.

De minha parte, devo dizer que foi um dos melhores shows que já assisti. E ainda, claro,  o privilégio de conferir ao vivo e tão de perto uma das maiores bandas do Brasil, quiçá do mundo! Porque o que esses caras tocam, e quem conhece sabe, não é pra qualquer um. Gênios! Sem viadagem, o som é tão fantástico que uma lágrima quase desceu de um de meus olhos! Houve um momento em que tive uma leve vertigem, com a sensação de que o palco estava se inclinando. Cansaço? Ou o som causou isso? Sei lá. Só sei que não vi ninguém sair triste de lá… quem ficou até o final, sabe que valeu, e muito, a espera, o frio, o cansaço… e ainda lamentou quando o show acabou. Novamente o silêncio, a escuridão, as trevas… e as lembranças de uma barulheira infernal e de altíssima qualidade.

Jamais esqueceremos, tenho certeza disso!

A atual turnê divulga o mais novo disco da banda, lançado em 2013, e intitulado Esquadrão de Tortura. É o primeiro com título em português, o primeiro como um trio (salvo engano, e alguém me corrija, se estiver errado), e o primeiro disco liricamente conceitual. As letras tratam do período em que o Brasil esteve nas mãos de uma ditadura militar.

O setlist apresentado pelo trio foi o seguinte:

NO ESCAPE FROM HELL
PULL THE TRIGGER
PÁTRIA LIVRE
PANDEMONIUM
LIVING FOR THE KILL
COME TO TORTURE
THE UNHOLY SPELL
GENERATION DEAD
CHAOS CORPORATION
HORROR AND TORTURE

Torture Squad em Gorpa!

Torture Squad em Gorpa!