Arquivo da tag: Bup & Roxetin

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 4

Padrão

Com um pequeno atraso, cá estamos, trazendo a quarta parte da série. Agora, com depoimentos de MAX NUNES,
KELLEN VOLOCHATI, ANTONIO CARLOS KUBINSKI (TONI), KAIO MIOTTI RIBEIRO e LUKAS ALMEIDA. Um quinteto de responsa, que manja dos paranauê! Bora pro blá-blá-blá e pras músicas da semana, então!

MAX NUNES (Baixista da Desert Eagle e mais algumas centenas de bandas / organizador de eventos / entregador de água)

Música: ABRAKADABRA
Artista: BUP & ROXETIN
Bom, confesso que sou fã da banda há algum tempo, mas a música que escolhi não é a minha favorita dela, apesar de gostar muito dela e de várias outras. Acho o instrumental do grupo impecável e extremamente envolvente, as letras do João são sensacionais, mas o que me deixa mesmo impressionado é a apresentação ao vivo. O domínio de público e a presença de palco da Bup é inexplicável, principalmente a de seu front man. A escolha da música foi porque foi a primeira música que escutei da banda, o que me fez gostar e procurar saber mais sobre os caras.

KELLEN VOLOCHATI (Vocalista da Desert Eagle)

Música: I FEEL MY SOUL BLAZING
Artista: INCEPTION
Banda foda, em questão de composição, companheirismo da banda, amor ao som que curtem, sem se importar com o modismo, nao só essa música mas a banda em si é muito boa. O black metal eh muito bem representado por eles, e essa música em questão é bem marcante, com riffs bem criativos e o vocal… admiro muito o Alesandro porque eu nunca vou fazer o que ele faz hehe. Muito bom, com muito feeling. Tem que ser bom mesmo pra cantar do jeito que ele canta, sem machucar a garganta. É uma musica de músicos que eu admiro muito. Lembro do começo da banda, na mesma época que eu comecei com minha primeira banda, e de 2010 para cá (se nã)o me engano hehe), eles evoluiram muito, e prova disso é essa composição rica. Tem traços marcantes de suas influências, irreverência, técnica e sentimento … um obscuro sentimento!

ANTONIO CARLOS KUBINSKI, O TONI (Fotógrafo)

Música: HALLELUCINATE
Artista: DISASTER BOOTS
Foi a música que fez eu virar o fã número um da banda,  tem tudo que eu gosto no rock desde uma letra sensacional, que me inspira, até  os riffs marcantes que viciam.

KAIO MIOTTI RIBEIRO (Compositor)

Música: JOSÉ WYLKER
Artista: ADOC
Sem titubeios: a música José Wylker, da banda ADOC. Quando ouvi essa música, já me bateu: porra, que sacana, puta bom humor na figura de José Wylker, a suruba global, pornochanchada, galãs de meia idade, pêlos e diálogos banais em novelas das oito. Fico em dúvida às vezes se não é música em quadrinhos. São caricaturas, estereótipos esses tipos que penso que a música esculacha. Até hoje (ouvi pela primeira vez idos de 2011, 12?) fico dando risada, como agora… ah, os romances baratos do padrão telenovela… E fora os timbres do ADOC que são muito próprios, com a maneira de tocar também. Salve ADOC! Salve a tragicomédia de produtos brasileiros de exportação como a telenovela…ah, não né! José Wyl-yl-ke-eeer…

LUKAS ALMEIDA (Guitarrista da DKrauz)

Música: EMINENT
Artista: ULTRA VIOLENT
Então, há duas músicas. A primeira é Eminent, da banda Ultra Violent. Esta música significa muito pra mim e para a banda que eu tinha, o por que disso eu não sei, kkkkkk… E por outro lado ela é um dos “clássicos” do Ultra Violent e chegou a estar nos repertórios da minha banda (mas nunca chegamos à tocar). Rsrs…
A segunda banda citada será publicada na parte 6 da série.

Anúncios

Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 1

Padrão

Saudações, galera da música!

Estamos iniciando uma série de posts aqui no Gorpa Music, que tem como objetivo mostrar as canções feitas aqui na região de Guarapuava, que o pessoal da música (músicos, fãs…) curte. Nossa ideia é colocar uns cinco depoimentos por post, e publicar semanalmente uma nova lista. Hoje, o escritor não sou eu, e sim vocês, povo musicado! 😀

Claro que a série é, de certa forma, uma brincadeira, mas também é didática no sentido de fazer com que possamos conhecer melhor o trabalho de nossos artistas. Temos uma cena forte e de grande qualidade hoje. A mídia tradicional não conspira a nosso favor, então a divulgação deve partir de nós mesmos. Com esses posts, teremos mais contato com músicas bem interessantes e que, eventualmente, desconhecíamos. Também é um termômetro interessante do que pensam nossas companheiras e companheiros de palco. A sequência dos depoimentos é por ordem de chegada. Não é alfabética, de “importância”, de amizade. É de chegada, ehe.

Mas chega de enrolação e vamos aos depoimentos!


GUILHERME ROCHA
(Armazém do Rock / vocalista e guitarrista da Ultra Violent, guitarrista da SOAD Tribute e vocalista da Emdroma)

Música: POWER PRAY
Banda: ROCK REVIVE
Palavras: Simplesmente incrível como a banda evoluiu em seu novo single. Hard Rock com muita pulsação!

MATEUS GODOI COUTINHO (Mix Tape / banda Lascívia)

Música: IN THE FOREST
Banda: FUTHÄRK
Palavras: Gosto muito das bandas de Guarapauva, tenho um carinho mais que especial pela Adoc e Satisfire, mas tenho escutado muito a In the forest da Futhärk, nunca tinha ouvido nada relacionado ao Folk Metal, mas depois da apresentação apoteótica no Maquinária Rock Field a banda ganhou meu coração.

ALESSANDRO KÜSTER (Heaven Studios / baterista da SatisFire)

Música: HALLELUCINATE
Banda: DISASTER BOOTS
Palavras: Excelente composição não linear e que não segue um padrão. Ótima melodia vocal, excelente timbre e interpretação do Roberto Scienza.O instrumental é vigoroso, criativo e dialóga com várias vertentes do Rock, principalmente o Rock Setentista e o Rock contemporâneo. Também nota-se uma grande influência do Stoner Rock que começou a ser desenvolvido nos anos 90, com bandas como “Sleep”, por exemplo.

DIENIFER HORST (vocalista e guitarrista da Marlla Singer, guitarrista da Offspring Cover e da Super Heroina)

Música: THE ROAD OF METAL
Banda: DESERT EAGLE
Palavras: Não segue tanto o meu estilo, mas eu gosto das linhas de guitarra. São auditivamente interessantes pra mim.

LUIS GUSTAVO CORDEIRO (vocalista e guitarrista da Trupe do Disco Voador, integra a equipe do blog Gorpa Music)

Música: ABRAKADABRA
Banda: BUP & ROXETIN
Palavras: Conheci Dom joãozito no fim de 2013, e junto disso a canção da qual vou falar algumas palavras. Estava voltando da aula, quando encontro meu amigo dando um rolê para espairecer as ideias. Na época não nos conhecíamos muito bem, só do nosso santo ter batido de primeira, sentia como se fossemos amigos desde sempre. No dia, depois de uns minutos de conversa no meio da rua, eu estava com um violão (tinha gravado alguns trabalhos na faculdade) e decidimos ir para praça pra mostrar um pro outro nossas composições. Foi quando me deparei com Abrakadabra, da sua então recém nascida banda Bup & Roxetin. À primeira vista, a canção me deixou boquiaberto pela quantidade de referências presentes em sua letra. Na época estava internado no ritmo do blues, então, já imaginam a minha reação. Fiz então, algumas perguntas sobre frases que considero geniais dentro da composição. Passeando pelo rock nacional e pelo misticismo, eis meu trecho preferido:

“Faz o que tu queres, que é pra não se arrepender
mandei fora o conformismo, pra não mais me aborrecer
agora meus vizinhos me chamam de bruxo imoral
que aprendi com Mr.Crowley alcançar meu nono grau”

Considero essa canção um dos clássicos guarapuavanos, é do tipo das canções que sempre toco nas rodas de violões entre amigos. Um baita som, de uma baita banda!

Maquinária Rock Field – Parte 1B (Sábado)

Padrão

 Saudações, galera da peita preta! E das outras cores também eheh. Daremos sequência aos eventos ocorridos no megafestival MAQUINÁRIA ROCK FIELD, focando agora na segunda metade do sabadão. Tivemos mais seis bandas à 528496_469533789758718_1596464276_nnoite e madrugada adentro. Começamos pela EMBRIO, da cidade de Cascavel (PR), que manda um som Thrash. A banda foi fundada em 2005. Salvo engano, já lançou quatro discos: Prophets of Doom (2008), Corporation is a Cancer (2010), Testify (2012) e o mais recente, Revolt Against The System (2014, creio). Ou seja, são extremamente produtivos, e embora eu não tenha ouvido os CDs, o show demonstra que são muito competentes. É porrada na orêia mesmo! Barulho com qualidade! Clique aqui para acessar a página da banda no Facebook. E confira aqui um trecho da apresentação no festival. O setlist contou com as seguintes pedradas: KNOW YOUR ENEMY / LIVING OR DYING / THIS FLAMING / VIOLENCE / BLIND WORLD /  INTERVENTION / SCAPE TO DEATH / BLOODY TV / FOR NEW DAY /  RIVALS / NO LIFE NO LIFE (que é a música do vídeo citado acima). Enfim, acho que quem não conhecia realmente se surpreendeu.

A próxima banda a “invadir” o palco foi a TRATOR BR. O som é… tipo… imagine um som extremo… imaginou? Tá, agora adicione umas duas toneladas de nitroglicerina e você tem um dos troços mais absurdamente esporrentos de que se tem notícia do metal nacional! É um death metal violentíssimo que parece flertar com o HC em alguns momentos. As letras são em português (não que dê pra entender muita coisa…). O visual da banda é qualquer coisa de sensacional (confira na foto ao lado).

Se o critério de qualidade é peso, realmente esses caras merecem todos os créditos! Algumas letras versam sobre nacionalismo (que aparece inclusive no nome, na sigla BR), com a óbvia reminiscência guerreira do vestuário. É um show para ver e ouvir. O vocalista parece prestes a sofrer um AVC a qualquer momento, tamanho o desespero com que canta (e isso não é uma crítica. Intensidade é tudo na música). É visualmente um belo show, e recomendo basicamente para quem curte som extremo. Quem não gosta, que passe bem longe, eheh. O Soundcloud da galera é este. Tem bastante material. E confira aqui as faixas Trucidado com Colher e Fome Animal, em outra gravação do Toni, da Indústria do Rock. O setlist que me foi passado é o seguinte: 1- metrancona (intro); 2-matando a sede com a urina; 3- trucidado com colher; 4- fome animal; 5- mortos em uma caixa sistemática; 6- trem descarrilhado; 7- corrupção; 8- o dom da visão; 9- Water’s war; 10- megera do inferno; 11- sexta encardida; 12- jaé jacaré; 13- no comando dos vermes; 14- turbarhumano; 15- faca amolada; 16- negação é o princípio do fim; 17- floresta armada; 18- trator de guerra brasileiro; 19- fogo fátuo; 20- abutre x chacal; 21- metranqueira outro.11015474_875505325833760_7812753621496630750_n

Para completo pânico dos vizinhos, a próxima banda também não aliviou. Ninguém mais, nem menos, que a nossa guarapuavana GOATCULT! É Black Metal insano e destrutivo, com direito a rostos pintados. Tudo bem que, tocando depois da Trator, nem soava tão violenta, afinal era um massacre após o outro. O setlist apresentado foi esse: I am the Black Plague / Curse the Darkness / Sathing my Wrath / Raised by Demons / Sons of Darkness / War / Rise of the Empire. Confira a song Sathing my Wrath no vídeo gravado pea Indústria do Rock, clicando aqui. A banda tem página no Facebook. Mandei um “oi” para eles nesse link!

1450258_318286718373925_1267985047620998237_n

Dizem que misturar metal com punk ou estilos afins não funciona em um festival. Bem, a BUP & ROXETIN veio na sequência, com um som que, sabemos, é intenso, mas não é pesado no sentido estritamente técnico. É um show bem mais leve, ainda mais comparando com as bandas anteriores. Certamente um alívio para os presentes que curtem sons menos extremos, ou de levada punk. Mas me parece que mesmo o pessoal do rock pesado curte bastante a Bup, que é sempre bem recebida. E o show era especial no sentido de que a banda surgiu justamente no Maquinária de 2014. Ou seja, estava ali comemorando seu primeiro ano de existência. Além dos hits já manjados, tocaram uma nova, justamente intitulada Bup & Roxetin, que sintetiza o que é a banda, seu conceito e suas referências. Além de trazer um ótimo riff! O set list da Bup foi o seguinte: intro, Cannabel o anjo maconheiro, Epílogo, A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis , Bup & Roxetin, fechando com a raulseixiana Sociedade Alternativa.

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Joãozito da Bup tirando aquele ronco durante o show

Acredito que sai um disco da Bup esse ano. Enquanto não sai, confira a nova música aqui.

Bem,amigos do Gorpa Music, prosseguimos com este palestra, agora para falar de uma das bandas mais esperadas do evento, pelo que pude perceber observando as reações de algumas pessoas no evento e no face: Füthark! Uma excelente banda de folk metal aqui de Guarapuava mesmo. O som é pesado pra caramba, mas com um instrumental diferenciado e melodioso. Os caras são

10500388_992241287470543_7309835304664367580_ncarismáticos e usam aqueles saiotes escoceses. Sensacional eheh. Confira aqui um senhor cover que eles fizeram da música Rasputin, do Turisas (backing vocals de Antonio Carlos Kubinski, o Toni! 😀 Muito bom. A galera se empolgou! Clicando aqui, você acessa o canal da banda no Youtube. Tem bastante material gravado. De acordo com Raul, o Bárbaro (curti o nome),o setlist apresentado foi esse aí:

01 Northern Fall, 02 Kunnia, 03 Trollhammaren, 04 Live For The Kill, 05 Rasputin, 06 Winds of Fate, 07 When The Trolls Leave The Stones, 08 In The Forest, 09 Vodka.

 Fechando a primeira noite, domingo adentro, madrugada fria, entra em campo a banda The Empire Rise, também prata da casa. Eis aqui uma gravação do Toni. É pesada, com um vocal quase gutural, mas ainda sim bem melódica. Tem canal no Youtubão também! Aqui, ó. O setlist que me foi passado é esse: Intro / Box Feelings / Death or Glory / Waiting For The End / Carry on (não, não é cover do Angra, é uma composição própria mesmo) / You Are Cancer.
10270745_409252505904592_1395380743196715339_n
E assim foi que se encerrou o primeiro dia do Maquinária 2015. Em ritmo de festa no meio do mato… aguardem as cenas dos próximos capítulos! Teremos ainda mais dois artigos, referentes ao domingão, que esteve absolutamente lotado de ótimas bandas. Quem viver, lerá! 😀

III Rock Christmas!

Padrão

E eis que vamos a mais um texto bêbado sobre um grande evento roqueiro em Gorpan City! A organização do evento (leia-se Desert Eagle) absolutamente se superou, trazendo ótimas bandas e com a presença de um belíssimo público às vésperas do Natal. Isso demonstra algumas coisas:

1. Sim, a cena guarapuavana está mesmo forte;

2. Há gente capacitada para produzir eventos de qualidade por aqui;

3. Ninguém morreu, apesar da fama de bandido dos roqueiros.

Isto posto, vamos as fatos. Aos que pude observar, pois a Conti não me permitiu ir muito longe. Nos próximos shows, substituirei por água, para acompanhar melhor… 😛

Naturalmente, este é um texto altamente profissional feito por um completo amador, então não espere ver esmiuçadas as performances de todas as bandas, pois eu simplesmente não vi todas. Cheguei ao SERV CAR debaixo d´um aguaceiro aquático. Minha sensação foi a de que não haveria muita gente por lá. Balela. O povo não teme a água! E encheu o recinto. O início dos trabalhos foi com o João Marcos Kinseler e sua bela voz, num set mais light, pra fazer aquela ambientação da galera, sem apelar para o som mecânico. Na sequência, adivinhem… sim, ele, o baixista MAX NUNES, em uma de suas dezenas de participações! 😀 Agora, com a No Name Band! (banda sem nome ainda, com Max, Luis Felipe e Leonei. É uma banda nova, fez sua parte, preencheu os espaços sonoros e deu o seu recado, abrindo o evento).

Ainda com pouca gente rodopiando na pista, a galera da RAW MADNESS subiu no palco e mandou seu hard oitentista (Bon Jovi, Guns…), com direito a participação de, adivinhem, Max Nunes em uma das faixas, além de trocas de livros e leitura de teleprompter manual (by Marco “multiuso”, na definição do Max ahahah!). Foi apenas o segundo show da história do quarteto, já com algumas mudanças na formação. Além das “titulares” Dienifer (vocal e guita-base) e Milena (guitar), tivemos a presença do Leonei Almeida na bateria (o mesmo que tocara anteriormente com o Max e o Luis Felipe), e do baixista Lucas Dias. Banda nova, galera nova, músicos abaixo dos 20 anos ainda. Acredito que no ano que vem já veremos o grupo mais amadurecido e com melhor domínio de palco. E palco, para dominar, só tem um jeito… é encarando o monstro. Eis o setlist, gentilmente cedido pela Milena:

Wild Side – Motley Crue
Russian Roulette – Kiss
Welcome to the jungle – Guns n’ Roses
Lick it up – Kiss
Talk Dirty to me – Poison
Girls,girls,girls – Motley Crue
Heavens on Fire – Kiss
Blaze on glory – Bon Jovi

Raw Madness - Milena em ação

Raw Madness – Milena em ação

O zumzumzum rolou no local, anunciando um show bastante esperado, o da DANIELE KRAUZ, apresentando seu recém-lançado EP Insight (compre AQUI). Pude perceber que havia uma expectativa no ar, uma curiosidade, pois o EP foi bem recebido, mas a artista é mais conhecida por cantar MPB. Daria conta de cantar essas músicas ao vivo? Sem contar que a banda precisaria ser muito boa para reproduzir as nuances desse estilo musical. Então, vamos à banda: nas guitarras, Luciano Esmolenkos e Lukas Almeida (esse tocou até sem corda lá pelas tantas… toca muito o guri!!!); Cleiton Vicentin no baixo; José Zander, de apenas 15 anos, na batera! Pelo menos a princípio, o Zander e o Lukas permanecem na banda como titulares. Bom, com ensaios de última hora, mas muito know-how, tudo rolou melhor do que o esperado. Krauz estava segura e cantou muito bem (demonstrando na prática a importância de estudar canto). A banda, afiadíssima. Excelentes instrumentistas. Para um primeiro show, foi arrepiante, e a galera realmente adorou. Encheu de gente pra acompanhar. Além das quatro músicas do EP, rolaram covers de Nightwish (Over The Hills And Far Away, ótima na voz da Dani, que se adequa especialmente bem nesse estilo musical), Bruce Dickinson (Tears of the Dragon – arriscou a vida nessa… mas mandou muito bem em seu estilo Tarjiano de cantar, talvez a música que mais empolgou a galera da peita preta) e Scorpions (Rock You Like a Hurricane). A Tarja de Gorpa dá um passo importante rumo ao reconhecimento, com esse show. Aposto que rola um disco em 2015. Clique AQUI para ver o clip feito para a música Divine.

A Tarja de Gorpa

A Tarja de Gorpa

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Mesma aposta eu faço para a banda seguinte, que teve que se atirar de cabeça no palco para manter a adrenalina lá em cima. Sem problemas: com a BUP & ROXETIN não tem tempo feio. Eu já cansei de dizer que o grupo é afiadíssimo. Tudo funciona de forma absolutamente integrada, um lance meio holístico. Bruxaria, claro. Page baixa em Dom Joãozito e não há o que errar. Com um setlist já padrão e bastante conhecido da torcida, a Bup lavou a alma da galera sedenta por um punk cheio de mensagens difusas e uma puta psicodelia. Em dois momentos, houve pico de luz. Coisa breve, foi e voltou. A banda não recuou em nenhum momento. Ninguém parou, simplesmente continuaram a performance. Possuídos! Sempre vale citar essa trupe (que não é a do disco voador): Joãozito na piração, Jhone e Gustavão nas guitars, Fábio na batera e o Alemão no baixo, vocais de apoio e chapelão. As canções da Bup já estão se tornando clássicos locais, visto que conhecidas do povo que canta e bebe e pula. A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis, Abrakadabra, Tarô (essa, com uma participação especialíssima – Dom Marco, o Maicon, um dos compositores da song, subiu ao palco para dividir os vocais com o João). Lá pelas tantas, o Bocão também foi ao palco, acompanhado de sua enorme boca! A peleja do diabo terminou, claro, com a seminal, imortal e nada sazonal Sociedade Alternativa, com a Leitura da Lei. A banda estava ensandecida, Joãozito com um vocal altíssimo, e não tenho dúvida de que teremos um disco sendo lançado em breve. Apenas um ano de banda, e já com esse potencial para hits e essa presença de palco, realmente… só para os iluminados. Foco, galera! Eis o set da noite:

1 – Instrumental
2- Cannabel
3- A garota e a pistola
4- Tarô
5- Pé de cannabis
6- Abrakadabra
7- Sociedade Alternativa

Gustavão na sua levada psicotrópica

Gustavão na sua levada psicotrópica

Dom Maicon e Dom Joãozito

Dom Maicon e Dom Joãozito

Depois da Bup tivemos uma banda thrasheira, a Slug Killer! Ok, eu confesso… acompanhei de longe. Culpa da Conti em parte, mas também porque fiquei por ali conversando e tal. Eu não conhecia e continuo não conhecendo, mas algumas coisas ficaram óbvias: tocam muito; o gutural do cara é animal (não sei como consegue cantar daquele jeito, sem cair a garganta); pleno domínio de palco. Bastante gente na pista, pirando legal. Bonito de ver. Sei que rolou Brujeria e Slayer, entre outros petardos, além de sons próprios. É uma banda que parece se destacar dentro de um estilo que conta com várias bandas em Guarapuava. Com tanta concorrência, os caras tem que ser bons, ou acabam engolidos. Prometo que na próxima eu ouço mais de perto… 😛 . Acompanhe no youtube a música The Void, primeiro trabalho registrado da banda, e confira a porrada. Atualizando a bagaça aqui, eis o setlist dos óme:

Territory – Sepultura
Laid To Rest – Lamb Of God
Anti Castri – Brujeria
Bloodline – Slayer
Black Metal – Venom
Only – Slug Killer
World Painted Blood – Slayer
Troops of doom – Sepultura
The Void – Slug Killer
Domination – Pantera

Slug Killer

Slug Killer

Eu confesso que meu principal objetivo nesse festival, especificamente, era ver a KINGARGOOLAS ao vivo. O povo só fala bem desses caras! Não é à toa. O disco é bom demais (recomendo muito. Tem no Armazém do Rock, ou dá pra comprar com a piazada da banda. Ou ainda, pra ouvir na íntegra no Youtube), e a banda já foi muito além das nossas fronteiras, obtendo reconhecimento real em seu estilo, que é uma surf instrumental criativa e impactante. PORÉÉÉM… eu não pude ficar para essa sequência, e acabei perdendo tanto a King (que manteve a pista lotada) quanto o encerramento com a Desert Eagle, a dona do evento, que teve umas mudanças em sua formação e pouco tempo para ensaiar. Mas, nas palavras do Giovane Kstor, foi o maior show da história de Guarapuava, e não sou eu que vou duvidar, né? 😀

Kingargoolas

Kingargoolas

O setlist dos surfistas foi esse aí, ó:

1- ENIA PUXE O FREIO!
2- PULLOVER TOM PASTEL
3- CORRA CARLOS, CORRA
4- SURF PARTY
5- ROCKULA
6- SOLOBONITE
7- LAMBRETA SUNBURST
8- CRAZY CUCKOO CLOCK
9- LE MEQUIFOÁ
10- MISERLOU
11- TITS A GO-GO
12- FÓRCEPS POSEIDON
13- RACE ROCK
14- TANTRA WAVE
15- ACME SPEED DINAMITE
16- BREAK BEACH

A Desert Eagle, com apenas um ensaio, batera novo e tudo o mais, mandou as seguintes songs:

Aces High – Iron Maiden
I Want Out – Helloween
Wish I Had An Angel – Nightwish
Superheroes – Edguy
Feelings Return – Desert Eagle
Sign of the Cross – Avantasia

E sobreviveu! Fechou a noite em grande estilo, consciente de que, com todas as dificuldades, conseguiu organizar um excelente festival, com participação efetiva da galera que compareceu. Parabéns à banda! Que 2015 seja um ano de muito sucesso a todos que se esforçarem e trabalharem para realizar seus sonhos. Novas músicas, discos, festivais e tudo conspirando para termos uma cena cada vez mais forte e produtiva.

Max, o óme das mil bandas!

Max, o óme das mil bandas, além de organizador do festival, incentivador da cena, entregador de água…

Agradeço ao Toni pelas fotos. Na página dele, há dezenas de películas referentes ao festival. Clique AQUI e seja feliz.

Aproveito para agradecer também às bandas que conheci e curti em 2014. Descobri muita coisa boa. Obrigado ao Joãozito pela amizade, à Bup pela sonzeira, ao pessoal da Trupe do Disco Voador (pessoas fantásticas) e tantas outras pessoas que tive a felicidade de conhecer (se começar a citar aqui, não paro mais…).

Desejo muito SUCESSO na música e na vida a toda a galera, nesse próximo ano, e que a cena possa crescer mais e mais. Há vários eventos agendados para o início do ano. Bora lotar e cantar! 🙂 FELIZ NATAL.

III Rock Christmas, o Rock Natalino de Gorpan City!

Padrão

Buenas, colegas e colegos! Eis aqui, uma vez mais, divulgando um evento, falando de rock, contando os dias para a Rifferama que por aí virá!

O trio de ferro da DESERT EAGLE (Giovane, Kellen e Max) traz para você a terceira edição do ROCK CHRISTMAS!

Só para relembrar, o II ROCK CHRISTMAS ocorreu no dia 22 de dezembro de 2013, e contou com as seguintes bandas:

– ROCK AGAIN
– PRIME REVENGE
– SLUG KILLER
– EMDROMA
– DESERT EAGLE

Já o primeiro ROCK CHRISTMAS foi realizado numa época em que o saudoso Orkut ainda comandava. De acordo com o Giovane Pilar, foi realizado em 20 de dezembro de 2009, no PINHÃO, com duas bandas locais,  a DESERT EAGLE e a CROCKERS, mais as guarapuavanas DZARMY, JIGSAW e EMDROMA. O evento era beneficente e o ingresso foi 1 quilo de alimento. Eis aí o cartaz de divulgação na época

10805348_748546081900623_1985038199_n

 

A terceira edição deste já lendário festival contará com nada mais nem nada menos que SETE bandas! Uma melhor que a outra, a outra melhor que a uma! 😀 Vai rolar coisa muito boa, como veremos logo mais. O evento será realizado no dia 21 de dezembro, com ingressos antecipados a 10 pilas. Na hora, 15 pilas, sem choro, nem vela, nem fita amarela.

Mas e aí, quais são as 7 formações que irão embalar os ouvidos dos roqueiros guarapuavanos? Vamos a elas!

Bup Roxetin

A Bup é uma banda coesa, com um som animal e excelentes letras. Funciona com uma harmonia surpreendente. Garantia de delírio da galera. Tive oportunidade de vê-los em ação duas vezes, e só posso recomendar ao infinito.

Raw Madness

A Raw eu ainda não vi – nem ouvi – mas sei que tem uma levada hard rock, e deve agitar pra cacete. Esteve na Octobeer, e rolou até cover do BON JOVI. A banda é recém-nascida e por enquanto toca apenas covers. Conta com Dienifer Horsth (vocal e guitarra), Milena Cwendrych (guitarra), Carla galvão (bateria) e Lucas Dias (baixo). Então, você que curte o hardão anos 80, presença obrigatória! Prestigie e cante junto!

Daniele Krauz

A Dani é mais conhecida por cantar músicas de MPB, mas lançou recentemente um ótimo EP de metal progressivo / sinfônico (Insight, que pode ser adquirido AQUI), e esta será provavelmente a sua primeira apresentação com o novo material. Vale a conferida, pois ela é uma excelente cantora! A banda que a acompanhará ainda não está totalmente definida.

Wyvern

Esta banda fará sua primeira apresentação no Rock de Natal. Não faço ideia do que esperar, mas o grupo ainda procura sua identidade musical, transitando entre o Doom e o Death. Não temos lá muita representatividade no Doom, aqui na cidade, então é um fato novo e bem interessante. Um dos membros é o João Ovitzke, exímio desenhista, e que já chegou a integrar a Desert Eagle em tempos imemoriais. Entre outros sons, estão previstos covers de Paradise Lost, Arch Enemy e Swallow the Sun. Uma curiosidade: há uma banda egípcia com esse nome também (informação absolutamente irrelevante, mas é que procurei a guarapuavana no Face e acabei caindo na página da banda egípcia ehe).

Slug Killer

A Slug é tida e havida como umas das bandas mais promissoras de Gorpa. É metal na veia, sem frescura e com atitude. Lançou seu primeiro single recentemente, The Void, uma boa amostra do som dos caras. Deve render um ótimo show também.

Kingargoolas

A grande surpresa desta edição é a presença da mítica KINGARGOOLAS. Os reis da surf music do sul do Brasil trazem um rock instrumental de altíssima qualidade, com excelentes performances ao vivo. Provavelmente você, raro leitor, rara leitora, já conheça os mascarados. Em caso contrário, recomendo a audição do primeiro filho, ops, disco do grupo, homônimo. É possível ouvi-lo na íntegra AQUIMas também dá pra passar no Armazém do Rock e adquirir o disco físico, e ainda bater um papo com o Guilherme, da Ultra Violent ehe.

Desert Eagle

A Desert é a dona da bola, do festival, todo mundo conhece e dispensa apresentações também eheh. O agora quinteto sexteto, com baterista novo e um tecladista adicionado [nesse momento, a formação é Angelo – guitarra, Lucas – teclado, Rafael – batera, Max – baixo, Kellen – vocal e Giovane – guitarra], vai desfilar seu “Conan Metal”, um Power com a cara dos anos 90, com algumas composições próprias (muito boas, por sinal. Ouvi e recomendo. Você pode ouvir a faixa The Road of the Metal AQUI) e covers de bandas de metal melódico.

Agora é esperar o festival… 🙂

Octobeer Rock, um evento de alta octanagem :D

Padrão
Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes :D

Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes 😀

Bom, ontem foi um dia absolutamente atípico, como a maioria de nós pôde, de alguma forma,  perceber. Havia um evento político de grandes proporções, que eventualmente atrapalhou o festival de rock ocorrido no Serv Car Universitário, em algum nível. Ou não. Enfim… o que importa é que os shows aconteceram, e tivemos um desfile de ótimas bandas guarapuavanas no pequeno e aconchegante palco.

Isso aqui poderia até ser uma resenha, se eu tivesse chegado cedo. Como atraquei depois das 22h, só posso tecer alguns comentários sobre as últimas três bandas que tocaram. A primeira delas, a Etillica, é uma banda de heavy metal com forte influência de Black Label Society. Os caras são muito técnicos. Além de composições próprias, rolaram também uns clássicos do Ozzy (Crazy Train e Bark at the Moon – o vocalista inclusive tem um timbre que emula bem a voz do Madman), Metallica (For Whom the Bell Tolls, com ótima participação do Eli Chastallo) e o BLS, com a insana Stillborn, em outra participação do Eli, e que contou também com o Max Nunes no baixo e backing vocals, relembrando a antiga formação da banda, que contava com essas duas figuras!). Houve alguns problemas técnicos durante o show, o que causou inclusive um atraso considerável, mas a galera deu conta do recado com maestria. De brinde, ainda rolou uma queda do baterista na primeira música do show. Se não é parte da performance, deveria passar a ser, porque a galera gostou ahahaha!

 

Depois foi a vez dos Mary Teets e os Caputo´s, com seu som fortemente calcado na tradição do rock britânico. A banda trouxe uns sons da gaúcha Cachorro Grande, e também apresentou material próprio. O vocalista da banda é uma figuraça (é o Diniz? Corrijam-me se eu estiver miseravelmente enganado), com boas tiradas, ótima presença de palco e um singelo pedido de desculpas quando a banda mandou um som autoral. Tá desculpado, a música nem era tão ruim! Brincadeira, pois pessoalmente acho que foi um dos pontos altos da boa apresentação. Só não foi excelente devido aos problemas técnicos que judiaram bastante do grupo. Uma das guitarras praticamente não existiu. Mas ficou bastante claro que a banda é ótima, e tem um belo potencial a ser explorado. Os caputinos são carismáticos, mandam bem no som e têm um visual muito massa.

 

Por fim, e por último, a Bup & Roxetin, com sua psicodelia messiânica. Parece que o anjo Cannabel ajudou a banda, pois houve bem poucos problemas técnicos, não prejudicando a sequência do show. A banda já tem bem uma meia dúzia de “clássicos” próprios, e levantou a galerinha que ainda resistia bravamente no Serv Car, bem depois da meia-noite. Mas é depois da meia-noite que as coisas acontecem, e não poderia ser diferente. As músicas são estruturalmente simples, mas extremamente funcionais. Refrãos pegajosos, um ritmo intenso e uma banda afiada. Confesso que me surpreendo com a qualidade do Joãozito como frontman, praticamente uma mistura de Jim Morrison com Renato Russo, tanto no gestual quanto na qualidade vocal. O óme se transforma quando sobe no palco. E tem o dom de fazer a galera participar firme das músicas. No final, ainda rolou Sociedade Alternativa, o hino criado pelo mago Raulzito, com direito à leitura de uma carta de direitos baseada na filosofia do bruxo Aleister Crowley. Enfim, show de bola!

 

Abaixo, vídeos de algumas das demais bandas que marcaram presença no evento. Não pude vê-las ao vivo, infelizmente, mas vou curtir pelo Yutubão mesmo. Confiram, pois só tem gente boa aí. Mais uma vez, destaco a presença de espírito do grande Max Nunes, que além de muito bom músico, é um empreendedor de primeira, um agitador cultural da melhor qualidade! Não sei exatamente a parcela de “culpa” que ele teve na realização do evento, mas sei que estava na luta mais uma vez!

 

 

 

Bup & Roxetin, a Lenda

Padrão

ERA UMA VEZ…

… um jovem Querubim que possuía um temperamento um pouco diferente de seus pares. Ele era introspectivo, destoando da alegria singular dos demais anjinhos, e um tanto anti-social, pouco se misturando com os companheiros. Ele tinha ainda um magnífico par de asas. Mas era só para enfeite. Ele não sabia voar. Porém, foi dotado (por Deus, naturalmente) de grande conhecimento em Botânica e Música. Assim, ele se tornou o anjo responsável pela manutenção dos Grandes Jardins do Paraíso e pelo magnífico Coral dos Anjos da Ordem dos Serafins, dedicado à Glória ao Todo Poderoso.

Seu nome? Cannabel.

Assim se inicia a história da mítica banda Bup & Roxetin. No dualismo céu e inferno, com todos os seus contrapontos, reside a filosofia deste grupo ainda novo, que eu mal conheço mas já considero pacas, mas produtivo e criativo.

Enquanto isso, num pequeno planeta da Via Láctea…

Para nós, mortais, terráqueos (embora saibamos, claro, que há alguns alienígenas entre nós… alguns são facilmente identificáveis, mas a maioria circula entre nós sem que desconfiemos), a história começou de uma forma um pouco diferente.

 

Bup & Roxetin, a Lenda

Bup & Roxetin, a Lenda. Fotografia de Valde Foss

 

O rock não vive só de distorção

Há algo mais que essa gritaria

Deixe a magia invadir seu coração

Acabaram os 70, pare com a nostalgia

Foi no Maquinária Rock Field, realizado em 03 de março de 2014. O primeiro passo, o primeiro show, o primeiro grande momento público. Na base da luta, com banda mudando de formação dias antes de encarar o palco, e vocalista com pneumonia. Era agora ou nunca. Não dava para simplesmente deixar a oportunidade passar. A sorte não costuma ser sorridente. Não o tempo todo.

Mas a história começa um pouquinho antes… afinal, ninguém sobe num palco sem ter o que dizer. E a banda começou em 2013, como um duo.

Bup, o Joãozito, e Roxetin, o Mateus Coutinho. Juntos, eles compuseram – e gravaram – duas canções: “A Garota e a Pistola” e “Eu vou embora”. Duas ótimas letras, diga-se. O ingresso no Maquinária Rock ocorreu através do Mateus, inclusive. Muito importante, naquele momento, a presença e apoio do Junior, da banda Maquinária, que foi quem destroçou as portas para a Bup invadir  o palco.

Porém, quando as coisas vão muito bem, desconfie… a três dias do histórico show, Mateus, o Roxetin da antiga dupla (que já se tornara uma banda àquela altura) desistiu, segundo o João Vítor, dizendo que não poderia lidar com aquilo. Síndrome do Pânico, supostamente.  Na versão do próprio Mateus, com quem o blog também conversou, ele teria sido expulso pelo João (que confirma a expulsão), em função de sua doença. O fim antes de começar? Ainda não! O grupo arregimentou às pressas um guitarrista, Charles, para o festival. Mas, claro, quando as coisas pareciam se ajeitar, outra bomba… o vocalista, Joãozito (o Bup) cai de gripe, que se torna pneumonia. Difícil entrar em palco nessa condição. Porém, encarou a árdua tarefa, tendo em mente que nada poderia parar a banda naquele momento. E a certeza de que, se perdesse a oportunidade, dificilmente teria outra… bem, há registros em vídeo desse show que demonstram que a chance não foi desperdiçada!

Charles, o substituto de Mateus, acabou saindo da banda logo mais, por não curtir o palco. Foi substituído por Gustavo Luz, hoje um dos dois guitarristas da banda, efetivado no “cargo”.

A partir daí, os convites começaram a surgir. A B&R tocou no Lado B – Festival de
Artes Santa Cruz (a convite do Luis Gustavo Cordeiro, vocalista da Trupe do Disco Voador), Underground Scene (convidada pelo Max Nunes, baixista da Desert Eagle) e Mobiliza Rock.

Bup & Roxetin pirando o cabeção no Mobiliza Rock

Bup & Roxetin pirando o cabeção no Mobiliza Rock. Foto: Daya

Alguns personagens importantíssimos nesse início de histórias são as bandas Trupe do Disco Voador e Lukewarm, consideradas por Joãozito como bandas-irmãs. A já citada banda Maquinária, por todo o apoio (e abertura de portas e janelas), o blueseiro Kaio “Vira-Lata” Miotti, e ainda o fotógrafo Valde Foss, que deu uma repaginada na imagem do quinteto.

Se você, raro leitor, rara leitora, perguntar para o João qual o estilo que a banda toca, terá “rockão” como resposta. Enfim, sem rótulos e enquadramentos. É simplesmente rock, com vigor e poesia. Com mensagem e alegria, sem preciosismos nem masturbação instrumental. Rock, puro e simples, daquele que insistem em matar, que já foi declarado morto zilhões de vezes, mas persiste teimosamente e atravessa gerações. Basta ouvir.

Mas as referências musicais dão uma boa pista: Raul Seixas, Legião Urbana, Joy Division, Jesus And Mary Chain, The Cure, Led Zepellin, The Doors, entre outras, especialmente bandas do período pós-punk. No fim, as pedras rolam e todos os caminhos levam ao riff

A Bup & Roxetin já tem 10 músicas autorais prontas para serem gravadas. Ou seja, tem um disco no forno, só esperando para sair da caverna de Platão e invadir o planeta Gorpa. Dentre as prováveis faixas do trabalho, temos: Tarô, Pé de Cannabis, Não sei onde deixei minha alma, Cannabel o anjo maconheiro, Abrakadabra, A Garota e a Pistola, Eu vou embora. Boa parte delas já conhecida de seu público. Embora não tenha lançado nada oficialmente, a banda tem como princípio tocar material autoral, o que considero importantíssimo. Tem alma própria, um som próprio, uma filosofia inteiramente sua. Com várias referências, naturalmente, mas buscando o seu próprio caminho. E, nesse sentido, com absoluto sucesso, na minha opinião. É tentar não sair dos trilhos e jamais desanimar. A luta continua!

A formação atual conta com:

Joãozito (vocal, principal compositor)
Gustavo Luz (guitarra)
Mr. Jhone (guitarra)
Fábio (bateria)
Alemão (baixo)

Abaixo, links para músicas, clips e momentos da banda…

Soundcloud, com duas músicas

Facebook oficial da banda

No Youtube:

A Garota e a Pistola

Eu Vou Embora

Tarô

Abrakadabra, no Maquinária Rock Field

 

Tudo muito bem, mas… e Cannabel, o anjo maconheiro?

Quer saber o que houve com ele?

Então leia Bup&Roxetin a origem, a sensacional história criada por João Vitor Gomes Martins. Mais interessante ainda… a história que você vai ler deve se transformar em História em Quadrinhos, desenhada por membros da própria banda!

 

Nos palcos da vida... a vida é um palco

Nos palcos da vida… a vida é um palco

Agradecimentos infinitos ao grande João Vítor, vocal e idealizador da Bup, pela ótima receptividade. Grande figura!

Bup & Roxetin, mais uma ótima banda de Gorpa

Padrão

A Bup & Roxetin é uma banda guarapuavana, “surgida” durante o Maquinária Rock Field, evento que deve se repetir em 2015. O grupo, formado por Joãozito, Gustavo Luz , Mr. Jhone , Fábio e Alemão, é novo e não tem disco lançado, mas já tem material autoral em quantidade suficiente para levar o show.

O grupo esteve no MOBILIZA ROCK, evento realizado no sábado passado, dia 13 de setembro, e fez um show carismático e divertido. Ouça as músicas Lua Cheia e Abrakadabra AQUI.

Abaixo, foto do show realizado no Mobiliza

Foto: Toni Fotografia

Foto: Toni Fotografia

A banda é nova, ainda não há previsão de disco. Mas as referências musicais são muito boas (Raulzito, Legião, Joy Division, Jesus And Mary Chain , The Cure, The Doors…) e as letras, ótimas e inteligentes.

Acho que está surgindo um grande grupo em nosso cenário underground. Vida longa!