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Planos das bandas Rock City para 2015

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Saudações

Não, esse post não trata do Rock City, o festival. Eu não estive lá, portanto, não posso falar (do que não vi). Óbvio, né? Isto posto, quero falar um pouco sobre as bandas presentes no já tradicional festival, em sua quinta edição. É um evento importante, que reúne algumas ótimas bandas da cidade. Bom para o público, que entra quase de graça (quilo de alimento como ingresso), e bom para as bandas presentes, pois participam da coletânea relacionada ao evento (embora não seja exatamente barato gravar a faixa, uma situação pitoresca onde a banda paga para tocar, mas isso é outra história. Atualizando: farei um post sobre a Heaven Studio, promotora do Rock City, a pedido do Alessandro Küster, abordando a visão deles sobre o tema. Em breve). Outro lado positivo é o incentivo ao trabalho autoral. Isso é importantíssimo em meio à overdose de bandas cover que temos por aí. Mais relevante ainda, claro, foi a arrecadação de uma tonelada e meia de alimentos, entregues à Provopar. Este é o legado mais importante, sem dúvida.

Além do tradicional Rock City, a Gorpa atual conta com o Maquinária Rock Field e o Mobiliza (esperamos que haja a segunda edição em breve), além dos eventos organizados no Serv Car (os reis da cerveja ruim), que sempre apresentam bandas bem novas. Algumas ótimas revelações, e outras, empulhações execráveis. Enfim, vale a tentativa e o amor pelo roquenrou, né? Não dá pra saber se o cara é bom de palco, se ele nunca subiu em um. Entre ovos e tomates, todos acabam vivos e bêbados, e o objetivo é esse mesmo: diversão! E novos eventos não faltam. Tivemos o Solobonight recentemente, e no domingo, 26 de abril, rola o Rock Falido (na verdade, enquanto escrevo este artigo).

Bem, mas vamos falar das bandas que passaram pela quinta edição do ROCK CITY! Aproveitando, você pode ouvir a coletânea aqui no Soundcloud.

Bem, vamos às bandas!

ROCK REVIVE

Tem previsão para lançamento de um disco em  meados de novembro. No momento, as músicas estão em processo de composição. Estúdio, só daqui alguns meses. Mas a banda acaba de lançar um vídeo clipe para a música “Power Pray”. Confira aqui.

PRIME REVENGE

Não consegui contato com a banda, mas seu primeiro EP (Shades of Pain) pode ser ouvido neste link. O novo single, Hey Man, faz parte da coletânea do V Rock City. Ótimo som. Confira aqui, que vale a pena.

NEANDERDOGS

Outra banda com quem não conversei ainda. Por enquanto, fiquem com a música selecionada para o disco do evento, aqui.

DZARMY

A banda está na ativa há 13 anos, e conta com dois discos lançados. Colocou dois singles na área nos últimos dois anos também, e está trabalhando no terceiro álbum full, que talvez venha a ser um disco conceitual (uma ideia muito interessante, diga-se). As letras estão praticamente prontas, bem como algumas melodias. O material pode ser lançado ainda esse ano, mas creio que a tendência é que fique para o primeiro semestre de 2016.

350ML

Com dois discos (e alguns singles), a banda prepara o lançamento de seu terceiro álbum. Falta finalizar a mixagem de 4 faixas apenas. O disco terá 12 músicas, e será lançado nos formatos físico e digital (iTunes, por exemplo). Deve rolar no segundo semestre. Para quem não ouviu os primeiros discos da banda, é possível conferir no Soundcloud. A música escolhida para a coletânea do festival é uma parceria com a holandesa Wick Bambix, fundadora da banda Bambix, nomeada My Alibi, um punk rock vigoroso, com guitarras marcantes e melodias grudentas. Vai por mim: coloque no volume máximo e sinta a sonzeira.

SATISFIRE

Intenções: lançamento do segundo disco full, além de um vídeo clipe. Deve rolar mais para o fim do ano (eventualmente, 2016). A banda lançou seu primeiro álbum lá em 2008, e um EP no ano passado. É uma banda de inegável criatividade musical.

FUTHÄRK

A banda é relativamente nova, e os planos são seguir fazendo shows e gravar alguns singles, até ter material suficiente para um EP. Ainda sem previsão de lançamentos (é mais provável que role algumas coisa em 2016). O show deles é muito bom, e o grupo já tem um público fiel.

ULTRA VIOLENT

Sem planos para lançamentos, no momento. A banda é figurinha carimbada no rock local, tem um público fiel, e já lançou alguns singles. Falta o disco, agora, né, Rocha? ehe

DISASTER BOOTS

A Disaster é uma banda bastante ativa, tocando com certa frequência, e é alvo de muitos elogios. Tem uma sonoridade personalíssima, um ótimo vocalista, um instrumental foda, e uma identidade própria. Das melhores de nossa cena, hoje, certamente. Com 2 singles lançados, a proposta é concluir mais 8 faixas para fechar em 10 para um disco. As gravações devem ficar para o segundo semestre. Talvez o disco não nasça ainda em 2015, mas creio que há boas chances para o primeiro semestre de 2016. Ouça aqui a song Mr. Lakeman.

D KRAUZ

Daniele Krauz Lançou o EP Insight, no ano passado, apenas em formato digital, e trabalha na composição de músicas para um disco full. Serão 12 faixas, ao estilo das que já foram lançadas. A banda é tecnicamente muito afiada, contando com ótimos músicos. As letras também serão na mesma (autoavaliação, crescimento, força e amor). A ideia é lançar ainda esse ano, em formato físico. Vamos aguardar. Acredito que se conseguir estabilizar a formação, vai longe.

THE EMPIRE RISE

Também não consegui contatar esta banda ainda, mas uma das músicas tocadas no evento, Waiting For The End, fará parte do primeiro EP da banda, a ser lançado em breve.

BAGRE VÉIO

A banda pretende lançar talvez mais duas músicas esse ano. O EP sairá quando tiver umas quatro prontas, mas não há previsão de lançamento ainda. Confira o primeiro single da banda aqui.

KINGARGOOLAS

Estava na programação, mas por compromissos firmados anteriormente, não pôde se apresentar. Porém, lança em breve seu segundo disco FULL. Além disso, já foi lançada a  coletânea “Weirdo Fervo! – Bizarre wild trash garage surf & primitive rock compilation”, que conta com songs de bandas bizarras como  O Lendário Chucrobillyman, Movie Star Trash, Horror Deluxe, Strato Feelings, Reverendo Frankenstein, Mauk e os Cadillacs Malditos, além da faixa “Fórceps Poseidon”, dos Kingargoolas. Detalhe: EM VINIL! Quem quiser adquirir, é só entrar em contato com a banda.

De momento, é isso. Atualizações em breve! Abraço, tudo de bom e mantenham a fé na estrada ehehe.

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III Rock Christmas!

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E eis que vamos a mais um texto bêbado sobre um grande evento roqueiro em Gorpan City! A organização do evento (leia-se Desert Eagle) absolutamente se superou, trazendo ótimas bandas e com a presença de um belíssimo público às vésperas do Natal. Isso demonstra algumas coisas:

1. Sim, a cena guarapuavana está mesmo forte;

2. Há gente capacitada para produzir eventos de qualidade por aqui;

3. Ninguém morreu, apesar da fama de bandido dos roqueiros.

Isto posto, vamos as fatos. Aos que pude observar, pois a Conti não me permitiu ir muito longe. Nos próximos shows, substituirei por água, para acompanhar melhor… 😛

Naturalmente, este é um texto altamente profissional feito por um completo amador, então não espere ver esmiuçadas as performances de todas as bandas, pois eu simplesmente não vi todas. Cheguei ao SERV CAR debaixo d´um aguaceiro aquático. Minha sensação foi a de que não haveria muita gente por lá. Balela. O povo não teme a água! E encheu o recinto. O início dos trabalhos foi com o João Marcos Kinseler e sua bela voz, num set mais light, pra fazer aquela ambientação da galera, sem apelar para o som mecânico. Na sequência, adivinhem… sim, ele, o baixista MAX NUNES, em uma de suas dezenas de participações! 😀 Agora, com a No Name Band! (banda sem nome ainda, com Max, Luis Felipe e Leonei. É uma banda nova, fez sua parte, preencheu os espaços sonoros e deu o seu recado, abrindo o evento).

Ainda com pouca gente rodopiando na pista, a galera da RAW MADNESS subiu no palco e mandou seu hard oitentista (Bon Jovi, Guns…), com direito a participação de, adivinhem, Max Nunes em uma das faixas, além de trocas de livros e leitura de teleprompter manual (by Marco “multiuso”, na definição do Max ahahah!). Foi apenas o segundo show da história do quarteto, já com algumas mudanças na formação. Além das “titulares” Dienifer (vocal e guita-base) e Milena (guitar), tivemos a presença do Leonei Almeida na bateria (o mesmo que tocara anteriormente com o Max e o Luis Felipe), e do baixista Lucas Dias. Banda nova, galera nova, músicos abaixo dos 20 anos ainda. Acredito que no ano que vem já veremos o grupo mais amadurecido e com melhor domínio de palco. E palco, para dominar, só tem um jeito… é encarando o monstro. Eis o setlist, gentilmente cedido pela Milena:

Wild Side – Motley Crue
Russian Roulette – Kiss
Welcome to the jungle – Guns n’ Roses
Lick it up – Kiss
Talk Dirty to me – Poison
Girls,girls,girls – Motley Crue
Heavens on Fire – Kiss
Blaze on glory – Bon Jovi

Raw Madness - Milena em ação

Raw Madness – Milena em ação

O zumzumzum rolou no local, anunciando um show bastante esperado, o da DANIELE KRAUZ, apresentando seu recém-lançado EP Insight (compre AQUI). Pude perceber que havia uma expectativa no ar, uma curiosidade, pois o EP foi bem recebido, mas a artista é mais conhecida por cantar MPB. Daria conta de cantar essas músicas ao vivo? Sem contar que a banda precisaria ser muito boa para reproduzir as nuances desse estilo musical. Então, vamos à banda: nas guitarras, Luciano Esmolenkos e Lukas Almeida (esse tocou até sem corda lá pelas tantas… toca muito o guri!!!); Cleiton Vicentin no baixo; José Zander, de apenas 15 anos, na batera! Pelo menos a princípio, o Zander e o Lukas permanecem na banda como titulares. Bom, com ensaios de última hora, mas muito know-how, tudo rolou melhor do que o esperado. Krauz estava segura e cantou muito bem (demonstrando na prática a importância de estudar canto). A banda, afiadíssima. Excelentes instrumentistas. Para um primeiro show, foi arrepiante, e a galera realmente adorou. Encheu de gente pra acompanhar. Além das quatro músicas do EP, rolaram covers de Nightwish (Over The Hills And Far Away, ótima na voz da Dani, que se adequa especialmente bem nesse estilo musical), Bruce Dickinson (Tears of the Dragon – arriscou a vida nessa… mas mandou muito bem em seu estilo Tarjiano de cantar, talvez a música que mais empolgou a galera da peita preta) e Scorpions (Rock You Like a Hurricane). A Tarja de Gorpa dá um passo importante rumo ao reconhecimento, com esse show. Aposto que rola um disco em 2015. Clique AQUI para ver o clip feito para a música Divine.

A Tarja de Gorpa

A Tarja de Gorpa

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Mesma aposta eu faço para a banda seguinte, que teve que se atirar de cabeça no palco para manter a adrenalina lá em cima. Sem problemas: com a BUP & ROXETIN não tem tempo feio. Eu já cansei de dizer que o grupo é afiadíssimo. Tudo funciona de forma absolutamente integrada, um lance meio holístico. Bruxaria, claro. Page baixa em Dom Joãozito e não há o que errar. Com um setlist já padrão e bastante conhecido da torcida, a Bup lavou a alma da galera sedenta por um punk cheio de mensagens difusas e uma puta psicodelia. Em dois momentos, houve pico de luz. Coisa breve, foi e voltou. A banda não recuou em nenhum momento. Ninguém parou, simplesmente continuaram a performance. Possuídos! Sempre vale citar essa trupe (que não é a do disco voador): Joãozito na piração, Jhone e Gustavão nas guitars, Fábio na batera e o Alemão no baixo, vocais de apoio e chapelão. As canções da Bup já estão se tornando clássicos locais, visto que conhecidas do povo que canta e bebe e pula. A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis, Abrakadabra, Tarô (essa, com uma participação especialíssima – Dom Marco, o Maicon, um dos compositores da song, subiu ao palco para dividir os vocais com o João). Lá pelas tantas, o Bocão também foi ao palco, acompanhado de sua enorme boca! A peleja do diabo terminou, claro, com a seminal, imortal e nada sazonal Sociedade Alternativa, com a Leitura da Lei. A banda estava ensandecida, Joãozito com um vocal altíssimo, e não tenho dúvida de que teremos um disco sendo lançado em breve. Apenas um ano de banda, e já com esse potencial para hits e essa presença de palco, realmente… só para os iluminados. Foco, galera! Eis o set da noite:

1 – Instrumental
2- Cannabel
3- A garota e a pistola
4- Tarô
5- Pé de cannabis
6- Abrakadabra
7- Sociedade Alternativa

Gustavão na sua levada psicotrópica

Gustavão na sua levada psicotrópica

Dom Maicon e Dom Joãozito

Dom Maicon e Dom Joãozito

Depois da Bup tivemos uma banda thrasheira, a Slug Killer! Ok, eu confesso… acompanhei de longe. Culpa da Conti em parte, mas também porque fiquei por ali conversando e tal. Eu não conhecia e continuo não conhecendo, mas algumas coisas ficaram óbvias: tocam muito; o gutural do cara é animal (não sei como consegue cantar daquele jeito, sem cair a garganta); pleno domínio de palco. Bastante gente na pista, pirando legal. Bonito de ver. Sei que rolou Brujeria e Slayer, entre outros petardos, além de sons próprios. É uma banda que parece se destacar dentro de um estilo que conta com várias bandas em Guarapuava. Com tanta concorrência, os caras tem que ser bons, ou acabam engolidos. Prometo que na próxima eu ouço mais de perto… 😛 . Acompanhe no youtube a música The Void, primeiro trabalho registrado da banda, e confira a porrada. Atualizando a bagaça aqui, eis o setlist dos óme:

Territory – Sepultura
Laid To Rest – Lamb Of God
Anti Castri – Brujeria
Bloodline – Slayer
Black Metal – Venom
Only – Slug Killer
World Painted Blood – Slayer
Troops of doom – Sepultura
The Void – Slug Killer
Domination – Pantera

Slug Killer

Slug Killer

Eu confesso que meu principal objetivo nesse festival, especificamente, era ver a KINGARGOOLAS ao vivo. O povo só fala bem desses caras! Não é à toa. O disco é bom demais (recomendo muito. Tem no Armazém do Rock, ou dá pra comprar com a piazada da banda. Ou ainda, pra ouvir na íntegra no Youtube), e a banda já foi muito além das nossas fronteiras, obtendo reconhecimento real em seu estilo, que é uma surf instrumental criativa e impactante. PORÉÉÉM… eu não pude ficar para essa sequência, e acabei perdendo tanto a King (que manteve a pista lotada) quanto o encerramento com a Desert Eagle, a dona do evento, que teve umas mudanças em sua formação e pouco tempo para ensaiar. Mas, nas palavras do Giovane Kstor, foi o maior show da história de Guarapuava, e não sou eu que vou duvidar, né? 😀

Kingargoolas

Kingargoolas

O setlist dos surfistas foi esse aí, ó:

1- ENIA PUXE O FREIO!
2- PULLOVER TOM PASTEL
3- CORRA CARLOS, CORRA
4- SURF PARTY
5- ROCKULA
6- SOLOBONITE
7- LAMBRETA SUNBURST
8- CRAZY CUCKOO CLOCK
9- LE MEQUIFOÁ
10- MISERLOU
11- TITS A GO-GO
12- FÓRCEPS POSEIDON
13- RACE ROCK
14- TANTRA WAVE
15- ACME SPEED DINAMITE
16- BREAK BEACH

A Desert Eagle, com apenas um ensaio, batera novo e tudo o mais, mandou as seguintes songs:

Aces High – Iron Maiden
I Want Out – Helloween
Wish I Had An Angel – Nightwish
Superheroes – Edguy
Feelings Return – Desert Eagle
Sign of the Cross – Avantasia

E sobreviveu! Fechou a noite em grande estilo, consciente de que, com todas as dificuldades, conseguiu organizar um excelente festival, com participação efetiva da galera que compareceu. Parabéns à banda! Que 2015 seja um ano de muito sucesso a todos que se esforçarem e trabalharem para realizar seus sonhos. Novas músicas, discos, festivais e tudo conspirando para termos uma cena cada vez mais forte e produtiva.

Max, o óme das mil bandas!

Max, o óme das mil bandas, além de organizador do festival, incentivador da cena, entregador de água…

Agradeço ao Toni pelas fotos. Na página dele, há dezenas de películas referentes ao festival. Clique AQUI e seja feliz.

Aproveito para agradecer também às bandas que conheci e curti em 2014. Descobri muita coisa boa. Obrigado ao Joãozito pela amizade, à Bup pela sonzeira, ao pessoal da Trupe do Disco Voador (pessoas fantásticas) e tantas outras pessoas que tive a felicidade de conhecer (se começar a citar aqui, não paro mais…).

Desejo muito SUCESSO na música e na vida a toda a galera, nesse próximo ano, e que a cena possa crescer mais e mais. Há vários eventos agendados para o início do ano. Bora lotar e cantar! 🙂 FELIZ NATAL.

III Rock Christmas, o Rock Natalino de Gorpan City!

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Buenas, colegas e colegos! Eis aqui, uma vez mais, divulgando um evento, falando de rock, contando os dias para a Rifferama que por aí virá!

O trio de ferro da DESERT EAGLE (Giovane, Kellen e Max) traz para você a terceira edição do ROCK CHRISTMAS!

Só para relembrar, o II ROCK CHRISTMAS ocorreu no dia 22 de dezembro de 2013, e contou com as seguintes bandas:

– ROCK AGAIN
– PRIME REVENGE
– SLUG KILLER
– EMDROMA
– DESERT EAGLE

Já o primeiro ROCK CHRISTMAS foi realizado numa época em que o saudoso Orkut ainda comandava. De acordo com o Giovane Pilar, foi realizado em 20 de dezembro de 2009, no PINHÃO, com duas bandas locais,  a DESERT EAGLE e a CROCKERS, mais as guarapuavanas DZARMY, JIGSAW e EMDROMA. O evento era beneficente e o ingresso foi 1 quilo de alimento. Eis aí o cartaz de divulgação na época

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A terceira edição deste já lendário festival contará com nada mais nem nada menos que SETE bandas! Uma melhor que a outra, a outra melhor que a uma! 😀 Vai rolar coisa muito boa, como veremos logo mais. O evento será realizado no dia 21 de dezembro, com ingressos antecipados a 10 pilas. Na hora, 15 pilas, sem choro, nem vela, nem fita amarela.

Mas e aí, quais são as 7 formações que irão embalar os ouvidos dos roqueiros guarapuavanos? Vamos a elas!

Bup Roxetin

A Bup é uma banda coesa, com um som animal e excelentes letras. Funciona com uma harmonia surpreendente. Garantia de delírio da galera. Tive oportunidade de vê-los em ação duas vezes, e só posso recomendar ao infinito.

Raw Madness

A Raw eu ainda não vi – nem ouvi – mas sei que tem uma levada hard rock, e deve agitar pra cacete. Esteve na Octobeer, e rolou até cover do BON JOVI. A banda é recém-nascida e por enquanto toca apenas covers. Conta com Dienifer Horsth (vocal e guitarra), Milena Cwendrych (guitarra), Carla galvão (bateria) e Lucas Dias (baixo). Então, você que curte o hardão anos 80, presença obrigatória! Prestigie e cante junto!

Daniele Krauz

A Dani é mais conhecida por cantar músicas de MPB, mas lançou recentemente um ótimo EP de metal progressivo / sinfônico (Insight, que pode ser adquirido AQUI), e esta será provavelmente a sua primeira apresentação com o novo material. Vale a conferida, pois ela é uma excelente cantora! A banda que a acompanhará ainda não está totalmente definida.

Wyvern

Esta banda fará sua primeira apresentação no Rock de Natal. Não faço ideia do que esperar, mas o grupo ainda procura sua identidade musical, transitando entre o Doom e o Death. Não temos lá muita representatividade no Doom, aqui na cidade, então é um fato novo e bem interessante. Um dos membros é o João Ovitzke, exímio desenhista, e que já chegou a integrar a Desert Eagle em tempos imemoriais. Entre outros sons, estão previstos covers de Paradise Lost, Arch Enemy e Swallow the Sun. Uma curiosidade: há uma banda egípcia com esse nome também (informação absolutamente irrelevante, mas é que procurei a guarapuavana no Face e acabei caindo na página da banda egípcia ehe).

Slug Killer

A Slug é tida e havida como umas das bandas mais promissoras de Gorpa. É metal na veia, sem frescura e com atitude. Lançou seu primeiro single recentemente, The Void, uma boa amostra do som dos caras. Deve render um ótimo show também.

Kingargoolas

A grande surpresa desta edição é a presença da mítica KINGARGOOLAS. Os reis da surf music do sul do Brasil trazem um rock instrumental de altíssima qualidade, com excelentes performances ao vivo. Provavelmente você, raro leitor, rara leitora, já conheça os mascarados. Em caso contrário, recomendo a audição do primeiro filho, ops, disco do grupo, homônimo. É possível ouvi-lo na íntegra AQUIMas também dá pra passar no Armazém do Rock e adquirir o disco físico, e ainda bater um papo com o Guilherme, da Ultra Violent ehe.

Desert Eagle

A Desert é a dona da bola, do festival, todo mundo conhece e dispensa apresentações também eheh. O agora quinteto sexteto, com baterista novo e um tecladista adicionado [nesse momento, a formação é Angelo – guitarra, Lucas – teclado, Rafael – batera, Max – baixo, Kellen – vocal e Giovane – guitarra], vai desfilar seu “Conan Metal”, um Power com a cara dos anos 90, com algumas composições próprias (muito boas, por sinal. Ouvi e recomendo. Você pode ouvir a faixa The Road of the Metal AQUI) e covers de bandas de metal melódico.

Agora é esperar o festival… 🙂

Daniele Krauz – EP Insight (Heavy Metal)

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Você aí, que conhece a cantora guarapuavana Daniele Krauz como uma artista da MPB, irá se surpreender (e muito) com o EP a ser lançado em breve. Insight traz quatro faixas bem roqueiras, com um estilo próximo do heavy metal progressivo (e óbvias semelhanças com o metal lírico de bandas como Nightwish, até pelo estilo vocal).

Daniele, que gravou as músicas no Estúdio Heaven Kuster, disponibilizou uma prévia das canções. Destaco a faixa 2, que começa aos 33 segundos, pela extrema musicalidade e belíssima melodia. A voz é um espetáculo à parte. Acho que surpreende até quem já a conhece bem. É uma boa prévia do que vem por aí. Vale a pena adquirir o EP. Só falta juntar uma banda e partir pra estrada! Confira abaixo as 4 faixas:

Equipe:

Produção e bateria: Alessandro Kuster

Baixo, guitarra e violao: Tiago Mosh (toca muito!!!)

Teclados: Evandro de Souza

O disquinho ainda não foi lançado, mas tivemos acesso às músicas completas. Façamos aqui uma pequena análise de cada uma:

Divine: esta canção já foi disponibiliza na íntegra. Acesse AQUI.

Não é uma música tão pesada. É mais melodiosa, climática, com vocais bem marcados. A letra, segundo a compositora, fala sobre  sermos “enganados por tradições vazias”. Soa quase esotérico, e a sonoridade puxa para isso também.

Forever: essa começa calminha, melodiosa, pra cair numa porradaria, e depois desce novamente (prog clássico). As melodias vocais são muito bonitas e a música é bem diversificada, com mudanças de andamento interessantes.  A letra fala de insatisfação, ganância e isolamento.

Holy Dance vem na sequência, com uma introdução meio folk, ficando bem pesada, com vocais dissonantes. É a faixa com maior variação rítmica, com clara influência do rock setentista (Queen, em especial). A faixa traz talvez o vocal mais complexo do EP.  O refrão é sensacional! A música toda é uma viagem muito boa, com um belo solo de guitarra e um trabalho instrumental muito bom de forma geral. A letra fala da forma como somos manipulados e de como sempre estamos nas mãos dos outros.

Inner Talk fecha o disco, com uma introdução fantástica e melódica no violão, lembrando a música celta de bandas nórdicas. O refrão é o que há de melhor em todo o disco. Melódico, pesado e arrastado, feito para ser ouvido em altíssimo volume. Grande interpretação, belos teclados e uma guitarra absolutamente inspirada. Enfim, uma canção que demonstra como o nível da música feita em Guarapuava está alto.  A letra é bem introspectiva, e o refrão pergunta: “o que você pensa que ama? o que você chama de amigo? O que você teme? o que você esta fazendo para se tornar mais sábio?”. Lembrando que as músicas são em inglês, e as letras estarão disponíveis em breve, em um site perto de você! ehe

Impressão geral: Daniele Krauz canta muito, mas MUITO mesmo. Sua voz, que tem um timbre único, se encaixa muito bem nesse estilo musical, e acho que é um campo a ser bastante explorado pela artista. As composições são ricas, criativas, a produção ficou bem boa, e a sonoridade é harmoniosa e agradará tanto headbangers quanto, ahn, pessoas “normais”, se é que você me entende! Destaco também as letras, mais introspectivas, fugindo dos batidos temas de espadas e dragões, típicos de heavy metal…

Músicos, juntem-se a ela e voem para a estrada! 🙂