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Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 3

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Chegamos à terceira parte da nossa série de sucesso, a “Minha canção favorita de Gorpa e região“! Aqui, mais cinco depoimentos, mais cinco músicas, mais cinco ótimas bandas. A Ultra Violent volta a ser citada, desta vez pelo Mestre Graça, o Alexandre Leocádio, grande fã de Thrash Metal, e admirador confesso dos Ultras. Temos também o depoimento do Junior Batista, baterista da mítica Maquinária, e organizador do festival Maquinária Rock Field. Ele cita uma banda de Irati, a Beltane. O guitarrista Anthony fala da banda Dzarmy, outra das antigas aqui da cidade. O Felipe, guitar da Neanderdogs, também se faz presente aqui, falando de uma música da excelente banda Coyotes. Por fim, temos o primeiro depoimento da cantora Daniele Krauz, que escolheu três músicas para a série. Neste parte, ela fala da maior banda de rock instrumental da região, a Kingargoolas! Com a palavra, os cinco músicos da semana:

ALEXANDRE LEOCÁDIO (A Traça do Mestre Graça / Professor)

Música: SICK SCARS ON ME
Banda: ULTRA VIOLENT

“Sick scars on me” foi o primeiro som, por meio do videoclipe, que ouvi da banda capitaneada por Guilherme Rocha do Armazém do Rock. Acachapante! Dialogou diretamente com a minha veia thrash. Mais do que isso, contribuiu para resgatar o gênero em minha rotina de ouvinte. Os riffs do Rocha e o seu vocal gutural são certeiros. A agressividade do som me chamou muita atenção, sobretudo na pitada de brasilidade. Numa das passagens, o baixo do Rudy Alves recebe verdadeiras tijoladas em compasso com uma pegada de baião (ou algo semelhante) executada pelo exímio batera Rafael Pelete, músico que muito admiro.

JUNIOR BATISTA (Baterista da Maquinária)

Música: LORD OF DEATH
Banda: BELTANE

Formada em Irati em meados dos anos 90, esta Banda tem como estilo o Heavy Metal Tradicional. Lançaram dois discos e vídeo clip. Beltane e Maquinária surgiram no mesmo tempo, fazendo shows juntos e divulgando a cena do Metal. Marcos Buhrer, vocalista da Banda teve uma participação no single “Durante muito Tempo” da Banda
Maquinária. É uma Banda de renome em nosso Estado.

ANTHONY LUIGGI EGIERT (Guitarrista)

Banda: DZARMY
Música: HOJE

Tem várias músicas ótimas aqui das bandas de Guarapuava. O pessoal tem feito um ótimo trabalho, e posso citar VÁRIAS:
– Kingargoolas, com a maioria das suas composições cheias de carisma e identidade;
– Divine da D. Krauz, com uma qualidade instrumental e vocal fantástica;
– Futhärk, também com muito carisma e autenticidade, e sua In the Forest muito cativante;
– SatisFire, por um tempo não conseguia parar de escutar a “Sem Titubear”, swing fantástico, cativante, letra muito inteligente, som característico e criativo… Muito bom; Sem contar várias outras que poderia citar, como a Disaster Boots e Neanderdogs sempre matando a pau com o rockzão, Rock Revive destruindo, Ultra Violent e Prime Revenge tocando o terror…
Mas A minha top, que sempe escuto e sempre curto , é “Hoje” da Dzarmy… Sou fã declarado da banda desde que conheci, e eles lançaram muitas músicas boas, tanto no primeiro quanto no segundo álbum (que teve um salto muito grande em musicalidade e arranjos), e nos dois singles que foram lançados (que a banda teve que mudar um pouco sua identidade devido à troca do vocal). Mas a Hoje sempre me cativa, é uma música simples, com uma letra simples e arranjo simples, mas sempre, por alguma razão que não sei explicar, me vejo escutando essa música… Dzarmy é uma boa pedida pra qualquer hora. Valorizo muito as músicas com letras em português, não acredito muito que o Inglês é a língua universal do Rock, e gosto muito das composições em português das bandas guarapuavanas, como as músicas da Bup & Roxetin, algumas da SatisFire, Rock Revive, e várias outras.
Clique AQUI para ouvir a versão de estúdio.

FELIPE KOSOUSKI (Guitarrista da Neanderdogs)

Música: MR. HOFFMAN
Banda: COYOTES

Bom, escolho a música Mr Hoffman da banda Coyotes. Foi há alguns anos quando ouvi a música ao vivo no porão do London Pub e fiquei me perguntando se aquela música era
um cover ou não. Marquei o refrão e fui procurar no youtube. Dei de cara a música la. Pra mim o Coyotes está no meu top 3 de bandas da cidade.
Ouça a música no site da banda, clicando AQUI.

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DANIELE KRAUZ (Vocalista / compositora / professora de canto)
Música: CADAFALSO
Banda: KINGARGOOLAS

Kingargoolas, apesar de não ter vocais, o que sempre faz falta pra mim, é uma das bandas guarapuavanas que eu considero especiais. São uma banda única no estilo aqui, e o pessoal agita muito com eles. Som de primeiríssima em todas as músicas que ouvi, mas vou escolher a cadafalso, que esteve no GRC IV.

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Planos das bandas Rock City para 2015

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Saudações

Não, esse post não trata do Rock City, o festival. Eu não estive lá, portanto, não posso falar (do que não vi). Óbvio, né? Isto posto, quero falar um pouco sobre as bandas presentes no já tradicional festival, em sua quinta edição. É um evento importante, que reúne algumas ótimas bandas da cidade. Bom para o público, que entra quase de graça (quilo de alimento como ingresso), e bom para as bandas presentes, pois participam da coletânea relacionada ao evento (embora não seja exatamente barato gravar a faixa, uma situação pitoresca onde a banda paga para tocar, mas isso é outra história. Atualizando: farei um post sobre a Heaven Studio, promotora do Rock City, a pedido do Alessandro Küster, abordando a visão deles sobre o tema. Em breve). Outro lado positivo é o incentivo ao trabalho autoral. Isso é importantíssimo em meio à overdose de bandas cover que temos por aí. Mais relevante ainda, claro, foi a arrecadação de uma tonelada e meia de alimentos, entregues à Provopar. Este é o legado mais importante, sem dúvida.

Além do tradicional Rock City, a Gorpa atual conta com o Maquinária Rock Field e o Mobiliza (esperamos que haja a segunda edição em breve), além dos eventos organizados no Serv Car (os reis da cerveja ruim), que sempre apresentam bandas bem novas. Algumas ótimas revelações, e outras, empulhações execráveis. Enfim, vale a tentativa e o amor pelo roquenrou, né? Não dá pra saber se o cara é bom de palco, se ele nunca subiu em um. Entre ovos e tomates, todos acabam vivos e bêbados, e o objetivo é esse mesmo: diversão! E novos eventos não faltam. Tivemos o Solobonight recentemente, e no domingo, 26 de abril, rola o Rock Falido (na verdade, enquanto escrevo este artigo).

Bem, mas vamos falar das bandas que passaram pela quinta edição do ROCK CITY! Aproveitando, você pode ouvir a coletânea aqui no Soundcloud.

Bem, vamos às bandas!

ROCK REVIVE

Tem previsão para lançamento de um disco em  meados de novembro. No momento, as músicas estão em processo de composição. Estúdio, só daqui alguns meses. Mas a banda acaba de lançar um vídeo clipe para a música “Power Pray”. Confira aqui.

PRIME REVENGE

Não consegui contato com a banda, mas seu primeiro EP (Shades of Pain) pode ser ouvido neste link. O novo single, Hey Man, faz parte da coletânea do V Rock City. Ótimo som. Confira aqui, que vale a pena.

NEANDERDOGS

Outra banda com quem não conversei ainda. Por enquanto, fiquem com a música selecionada para o disco do evento, aqui.

DZARMY

A banda está na ativa há 13 anos, e conta com dois discos lançados. Colocou dois singles na área nos últimos dois anos também, e está trabalhando no terceiro álbum full, que talvez venha a ser um disco conceitual (uma ideia muito interessante, diga-se). As letras estão praticamente prontas, bem como algumas melodias. O material pode ser lançado ainda esse ano, mas creio que a tendência é que fique para o primeiro semestre de 2016.

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Com dois discos (e alguns singles), a banda prepara o lançamento de seu terceiro álbum. Falta finalizar a mixagem de 4 faixas apenas. O disco terá 12 músicas, e será lançado nos formatos físico e digital (iTunes, por exemplo). Deve rolar no segundo semestre. Para quem não ouviu os primeiros discos da banda, é possível conferir no Soundcloud. A música escolhida para a coletânea do festival é uma parceria com a holandesa Wick Bambix, fundadora da banda Bambix, nomeada My Alibi, um punk rock vigoroso, com guitarras marcantes e melodias grudentas. Vai por mim: coloque no volume máximo e sinta a sonzeira.

SATISFIRE

Intenções: lançamento do segundo disco full, além de um vídeo clipe. Deve rolar mais para o fim do ano (eventualmente, 2016). A banda lançou seu primeiro álbum lá em 2008, e um EP no ano passado. É uma banda de inegável criatividade musical.

FUTHÄRK

A banda é relativamente nova, e os planos são seguir fazendo shows e gravar alguns singles, até ter material suficiente para um EP. Ainda sem previsão de lançamentos (é mais provável que role algumas coisa em 2016). O show deles é muito bom, e o grupo já tem um público fiel.

ULTRA VIOLENT

Sem planos para lançamentos, no momento. A banda é figurinha carimbada no rock local, tem um público fiel, e já lançou alguns singles. Falta o disco, agora, né, Rocha? ehe

DISASTER BOOTS

A Disaster é uma banda bastante ativa, tocando com certa frequência, e é alvo de muitos elogios. Tem uma sonoridade personalíssima, um ótimo vocalista, um instrumental foda, e uma identidade própria. Das melhores de nossa cena, hoje, certamente. Com 2 singles lançados, a proposta é concluir mais 8 faixas para fechar em 10 para um disco. As gravações devem ficar para o segundo semestre. Talvez o disco não nasça ainda em 2015, mas creio que há boas chances para o primeiro semestre de 2016. Ouça aqui a song Mr. Lakeman.

D KRAUZ

Daniele Krauz Lançou o EP Insight, no ano passado, apenas em formato digital, e trabalha na composição de músicas para um disco full. Serão 12 faixas, ao estilo das que já foram lançadas. A banda é tecnicamente muito afiada, contando com ótimos músicos. As letras também serão na mesma (autoavaliação, crescimento, força e amor). A ideia é lançar ainda esse ano, em formato físico. Vamos aguardar. Acredito que se conseguir estabilizar a formação, vai longe.

THE EMPIRE RISE

Também não consegui contatar esta banda ainda, mas uma das músicas tocadas no evento, Waiting For The End, fará parte do primeiro EP da banda, a ser lançado em breve.

BAGRE VÉIO

A banda pretende lançar talvez mais duas músicas esse ano. O EP sairá quando tiver umas quatro prontas, mas não há previsão de lançamento ainda. Confira o primeiro single da banda aqui.

KINGARGOOLAS

Estava na programação, mas por compromissos firmados anteriormente, não pôde se apresentar. Porém, lança em breve seu segundo disco FULL. Além disso, já foi lançada a  coletânea “Weirdo Fervo! – Bizarre wild trash garage surf & primitive rock compilation”, que conta com songs de bandas bizarras como  O Lendário Chucrobillyman, Movie Star Trash, Horror Deluxe, Strato Feelings, Reverendo Frankenstein, Mauk e os Cadillacs Malditos, além da faixa “Fórceps Poseidon”, dos Kingargoolas. Detalhe: EM VINIL! Quem quiser adquirir, é só entrar em contato com a banda.

De momento, é isso. Atualizações em breve! Abraço, tudo de bom e mantenham a fé na estrada ehehe.

SOLOBONIGHT!!! Quase tudo sobre o evento de encerramento da I Copa Mix Tape!

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Saudações, raríssimas e raríssimos leitores! Hoje vamos comentar um pouco do que rolou no sensacional Solobonight, ocorrido na MUV, dia 08 de março, domingo, Dia Internacional da Mulher.

O evento, que encerrou a I Copa Mix Tape (falaremos da copa em outro post… aguardem), trouxe quatro bandas, em uma noite gostosa e extremamente bem organizada pelos Kingargoolas, que tiveram o apoio de diversos parceiros, devidamente citados ao final da matéria.

O INÍCIO

Primeiramente, devo confessar que não sou jornalista. Isso é meramente um hobby de alguém que adora música, e que gosta de acompanhar a cena local. Cena esta que vem se desenvolvendo de uma forma brilhante nos últimos anos. É surpreendente como temos talentos e mais talentos locais, soterrados no mar de mediocridade midiático, com pouco espaço, mas com uma vontade imensa de trabalhar e se mostrar. E é isso que temos percebido a cada evento. Muita boa vontade e qualidade. Os eventos são, muitas vezes, tentativa e erro. Esse eu posso dizer que acertou e muito, e em vários níveis: qualidade das bandas, diversidade musical, pontualidade, local do evento… enfim, vamos destrinchar esses pontos na matéria.

SOLOBO…NIGHT?

Bom, pra começar esse papo, vamos destrinchar o significado de “Solobonight”, para os desinformados que, como eu, não entenderam o nome, eheh. A banda Kingargoolas tem uma música chamada Solobonite em seu primeiro disco. Com a palavra, Mackey, o óme do Teremim: “Ela se chama assim porque faz referência a um filme do Ed Wood, chamado Plan 9. Seria, segundo o filme, uma bomba, uma explosão, que destruiria o universo todo…é uma viagem, porque o filme é B total, mas a gente adora essas porcarias, hehe”. Solobonite, segundo a Wikipedia, é uma bomba imaginária concebida pelo cineasta Ed Wood. “Tal objeto figura no filme de maior sucesso do diretor, Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 From The Outter Space) de 1956. Segundo o enredo do filme essa bomba, mais poderosa do que qualquer outra já criada pelo homem, seria capaz de explodir a própria luz do Sol, e por consequência, todo o sistema solar!”. Eu adoro saber de onde surgem nomes e ideias, e a Kingargoolas é uma banda que trabalha muitas referências pop (quadrinhos, cinema etc). Mais à frente, inclusive, é uma ideia do Gorpa Music (mais especificamente, do Gustavo da Trupe do Disco Voador) destrinchar referências e composições de músicos locais.

LOCAL DO SHOW

MUV. Como o pessoal de Gorpa sabe, a MUV é reduto da música sertaneja. Eventos de rock são absolutamente raros lá. Então, era uma incógnita, nesse aspecto. O local é muito acolhedor. O palco, bonito. O espaço não é grande, mas perfeito para eventos underground. Não posso deixar de comentar que o público me surpreendeu, pois realmente tinha uma boa quantidade de pessoas no local. O povo foi chegando aos poucos, e o recinto ainda não estava cheio quando a primeira banda, a Feeling Folk´s, tocou. Mas depois encheu, e a galera se divertiu, pulou, dançou e bebeu de forma absolutamente ordeira. Roqueiro é tudo gente boa! 😀

Não vou dizer que a cerveja era barata, mas ao menos as opções eram muito boas, o que não ocorre em todos os eventos, se é que me entendem…

1, 2, 3… FEELING FOLK´S AND REDNECKS

603116_781955448558536_3153684019065502489_nBom, mas isso aqui é rock´n´roll, então chega de papo! A primeira banda a subir ao palco foi, como supracitado, a Feeling Folk´s and Rednecks! É uma banda bem diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Country, country rock, folk, bluegrass, mais ou menos por aí. Com uma pegada forte, de fibra. O som é uma delícia. Imagino o que será o CD desses caras! Fotos e vídeos do evento estão sendo divulgados na página do evento no Facebook. Clique aqui.

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Feeling Folk´s e seu country na Solobonight

Além daquele banjo sensacional (que não é um banjo, e sim um mandolin, mas eu manjo muito dos paranauê…), ainda tem um violoncelo lindo (que também não é um violoncelo, nem um baixolão, como eu pensei, mas um baixo acústico), com um som encorpado e elegante. Realmente muito bom. Os caras mesclaram covers com músicas próprias, e talvez lancem seu primeiro disco ainda esse ano. Na torcida aqui, pois acredito que o potencial é grande. Saquem as músicas tocadas no evento:

1- Interior do Paraná
2- Ring Of Fire
3- Eu Voltei
4- King Of Fools
5- Raízes
6- Rockaway Beach
7- Folsom Prison Blues
8- Velho Bar
9- A Garrafa e a Ansiedade

A formação da piazada é essa:

Lucas Otaki- Vocal/violão
Mattheus Cabeça – Baixo Acústico
Emerson Bolacha – Guitarra
Gabriel Brito – Mandolin (que eu, do alto de meu vasto conhecimento musical, jurava que era um Banjo)

Dr. SKROTONE E A MÁFIA DO SKA

Quem foi ao show, de forma geral, sabe o que é Ska. Mas sei que a maioria das pessoas desconhece o estilo. O Ska é um dos troços mais dançantes já criados pela humanidade. Eu gosto muito, mas foi a primeira vez que vi um grupo do gênero ao vivo. E confesso que adorei. Achei simplesmente inebriante!

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Máfia do Ska no palco da MUV

O ska, embora soe muito diferente do reggae, foi o precursor do gênero que consagrou Bob Marley. Surgido no fim dos anos 50, na Jamaica, mistura ritmos caribenhos como o mento e o calipso, com músicas estadunidenses, sobretudo o jazz, o jump blues e o rhythm blues (valeu, Wikipedia!). Creio que a banda mais conhecida e consagrada do gênero foi a Skatalites, dos anos 60. No Brasil, já naquela década havia reminiscências ao ska dentro da Jovem Guarda. Já nos anos 80, o exemplo mais forte são os  Paralamas do Sucesso, que lançaram várias músicas desse gênero, mas várias bandas dos rock nacional dos 80 e 90´s tem influência desse gênero, por vezes confundido com o reggae.

Voltando ao presente, A Máfia do Ska é uma banda pontagrossense, de enorme10675579_281705848619690_1119410691082465112_n qualidade técnica, com várias composições próprias. A banda também toca alguns covers e versões (rolou inclusive Paralamas no show, além da seminal Skatalites), mas produzem material próprio. O visual da banda é muito legal, com gravatas e tudo o mais, bem típico do vestuário tradicional do ska. Os instrumentos de sopro são muito fortes nesse gênero musical, trazendo uma sonoridade aberta, alegre e dançante. Foi bonito de ver a galera dançando na MUV! O local já tinha bastante gente quando a Máfia subiu ao palco.

Eis uma mensagem da Máfia do Ska que resume o que representou a noite de domingo: “Chega a ser indescritível a atmosfera que vivenciamos aí em Guarapuava. Sabemos das dificuldades em fazer um evento desse porte apenas com artistas regionais. E ontem foi uma prova que o Paraná é um celeiro de talentos da subcultura, e tem toda a capacidade para se tornar um polo nacional e referência não só na música, mas em todos os âmbitos que envolvem a arte. Ficamos extremamente felizes com o retorno do pessoal que compareceu. Reunir tantas pessoas, num domingo com chuva, somente músicos do estado, para a cidade é um privilégio e estão de parabéns; a noite foi perfeita.”

Setlist:

– Intro (Própria)
– Dobrando a esquina (Própria)
– Gangsters – Specials (Versão)
– Somos Brasileiros (Própria)
– Ska ska ska (Própria)
– I chase the devil – Max Romeo (Versão)
– Vida Simples, Luta Dura (Própria)
– Sete Covas (Própria)
– O Patrão – The GodFather (Versão)
– Malaco – Specials – messenge to you rude
– Guns of Brixton – Clash (Versão)
– Guns of Navarrone – Skatalites (Versão)
– Anti Racista (Própria)
– Jam (Própria)
– O Beco – Paralamas (Versão)
– Pressure Drop – Maytals (Versão)
– Monkey Man – Toots and Maytals (Versão)

Formação:

Juninho – Vocalista
Danilo – Bateria
Gabriel – Baixo
Rodrigo – Guitarra
Larissa – Teclado
Elson – Saxfone
Willian – Trompete

KINGARGOOLAS

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro

Kingargoolas, com o Chucrobillyman no centro, e o Ramon logo atrás (aquele orelhudo ehe)

Após o espetáculo promovido pela galera do ska, presenciamos a dona da bola, promotora do evento, idealizado do conceito. A Kingargoolas, com sua surf music instrumental. O quarteto é tecnicamente muito, mas muito bom. Eu nunca tinha visto ao vivo. Tenho o primeiro disco (o segundo está para ser lançado), e achei que o grupo soa bem mais pesado no palco que em CD. Até me surpreendi nesse sentido. A presença de palco é ótima, e aquela máscara irônica do Mackey (guitarra) é um caso à parte. Também é com ele o momento Theremin do show. Um instrumento inusitado e bastante incomum, de difícil execução. A banda tem bastante material próprio, e mesclou músicas dos dois discos. Pela qualidade apresentada, parece-me que vem algo realmente muito bom por aí. Interessante notar que, com todo o reconhecimento que o grupo já tem, os caras são simples e humildes (as máscaras se restringem ao palco ehe). E, mesmo que não pretendam se tornar promotores de eventos, definitivamente se deram muito bem neste! Durante o show, apareceu até um mascote à la Eddie, distribuindo bebida… divertido e inusitado eheh.

Quanto ao Theremin (ou Teremim), é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, tocado sem contato físico do músico. Ele é bem antigo, foi patenteado em 1928, mas inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen. Quem quiser entender o seu funcionamento, pode clicar aqui. Basicamente o instrumento é o pai do sintetizador e da música eletrônica. O uso do teremim é comum em trilhas de filmes de terror e ficção científica (como no clássico “O Dia em que a Terra Parou, ou nas aberturas das séries “Doctor Who” e a antiga “Startrek”), e foi “redescoberto” pelas bandas de rock nos anos 60 e 70. Os Rolling Stones e o Led Zepellin fizeram uso do instrumento. O Zep o utilizava ao vivo na execução de “Whole Lotta Love”. O som é etéreo, por vezes fantasmagórico, e definitivamente mágico.

Bom, a Kingargoolas estava encerrando com a música “Wipe Out“, mas o povo pediu, pediu e ganhou mais uma. A galera só pede mais uma música quando a banda agrada de verdade. Do contrário, todo mundo dá graças a Goku e respira aliviada. E assim os mascarados terminam seu set, aclamados e certamente felizes pela missão bem cumprida, abrindo espaço para a última atração da noite, o malucaço Chucrobillyman!

Setlist

Enia, Puxe o Freio!
Lambreta Sunburst
Tit’s a go go
Pullover Tom Pastel
Corra Carlos, Corra!
Rockula
Crazy Race Rock
Le Mequifoá
Solobonite
Tequila
Hipotálamos Reverse
Tantra Wave
Crazy Cuckoo Clock
Surf Party
Fórceps Poseidon
Wipe Out
Acme Speed Dynamite

Formação:

Baixo: Joerto
Guitarra: Aredes
Guitarra/Theremin: Mackey
Bateria: Cerso

BRINDES E PRÊMIOS

Apresentada pelo Duda, da MIXTAPE, tivemos uma sessão de sorteios de brindes, piercings, tatuagens, vestido, bandana e outros prêmios. Momento mimoso do evento 🙂

O LENDÁRIO CHUCROBILLYMAN!

Para encerrar o minifestival, contamos com a presença da lenda viva, insana e11061992_1019596184736480_3095445856824501799_n psicótica, vinda de Curitiba… Chucrobillyman, a banda de um homem só! Com um som pesado, psicodélico e personalíssimo, o Chucro e seu slide fizeram a festa da galera. Acho interessantíssimo perceber que músicos experimentais como ele conseguem ter espaço ainda, num mundo tão monocromático. Pode-se gostar ou não do som. Só não se pode negar a genialidade do cara, que toca violão, bateria e instrumento de sopro, tudo ao mesmo tempo, além de não parar quieto. Lá pelas tantas, circulou pelo recinto, dividindo a viola enquanto quase plantava bananeira. Basicamente um doido. Mas um doido de imensurável talento! O som é uma paulada na orelha.

Uma de suas músicas, Chicken Flow, foi utilizada num clip-divulgação da  11ª Corrida Noturna Unimed Curitiba. Confira o divertido vídeo aí:

10620136_894270167269007_5815615061432568515_oNa própria definição de Klaus Koti, o único membro da banda (que além de músico, é artista plástico), “Chucrobillyman decidiu montar sua “banda de um homem só” e tocar todos os instrumentos sozinho e ao mesmo tempo mesclando o minimalismo do rock, a urgência do blues e do punk e a estética do som garageiro dos anos 60.” Ele cita ainda motores diesel e sistemas elétricos como influências musicais. Há muito material no Youtube sobre o cara. Clique nos links abaixo para conhecer:

Clip de Chicken Flow
The Chicken Album (disco completo)
Show no Psicodália 2012
Para acessar seu site oficial, clique aqui.

Eis a seleção de músicas da noite, que também teve pedido de bis (devidamente concretizado):

1- Viola Intro
2- Heart Ignition
3- Whiskey-o-Wine
4- Nothing to Choose
5- Fried Chicken Blues
6- Ezquizofrenic Love
7 –Space Blues
8- Going to see ma Babe
9- Shinning Light
10- Rollercoaster Love
11 – Chicken Truck
12 – No Enzime Blues
13 – Carmem
14 –Dirty Doll
15 – Chicken Style
16 – Macumba for You

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PARCEIROS

O evento foi realmente fantástico, muito bem organizado pelos Gargoolas, e teve diversos apoiadores, devidamente citados aqui: Armazém do Malte, Beer’s House, Armazém do Rock, Tales Tattoo, Studio Arte & Beleza, Atelier & Brechó Irisdelfane, Revival Bolsas e Artes, Brownie do Chef Guigão, Gráfica Imagem, MixTape, Fosferia e Donizete Krasniak.

E que venha logo o próximo Solobonight!!! 😀

III Rock Christmas!

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E eis que vamos a mais um texto bêbado sobre um grande evento roqueiro em Gorpan City! A organização do evento (leia-se Desert Eagle) absolutamente se superou, trazendo ótimas bandas e com a presença de um belíssimo público às vésperas do Natal. Isso demonstra algumas coisas:

1. Sim, a cena guarapuavana está mesmo forte;

2. Há gente capacitada para produzir eventos de qualidade por aqui;

3. Ninguém morreu, apesar da fama de bandido dos roqueiros.

Isto posto, vamos as fatos. Aos que pude observar, pois a Conti não me permitiu ir muito longe. Nos próximos shows, substituirei por água, para acompanhar melhor… 😛

Naturalmente, este é um texto altamente profissional feito por um completo amador, então não espere ver esmiuçadas as performances de todas as bandas, pois eu simplesmente não vi todas. Cheguei ao SERV CAR debaixo d´um aguaceiro aquático. Minha sensação foi a de que não haveria muita gente por lá. Balela. O povo não teme a água! E encheu o recinto. O início dos trabalhos foi com o João Marcos Kinseler e sua bela voz, num set mais light, pra fazer aquela ambientação da galera, sem apelar para o som mecânico. Na sequência, adivinhem… sim, ele, o baixista MAX NUNES, em uma de suas dezenas de participações! 😀 Agora, com a No Name Band! (banda sem nome ainda, com Max, Luis Felipe e Leonei. É uma banda nova, fez sua parte, preencheu os espaços sonoros e deu o seu recado, abrindo o evento).

Ainda com pouca gente rodopiando na pista, a galera da RAW MADNESS subiu no palco e mandou seu hard oitentista (Bon Jovi, Guns…), com direito a participação de, adivinhem, Max Nunes em uma das faixas, além de trocas de livros e leitura de teleprompter manual (by Marco “multiuso”, na definição do Max ahahah!). Foi apenas o segundo show da história do quarteto, já com algumas mudanças na formação. Além das “titulares” Dienifer (vocal e guita-base) e Milena (guitar), tivemos a presença do Leonei Almeida na bateria (o mesmo que tocara anteriormente com o Max e o Luis Felipe), e do baixista Lucas Dias. Banda nova, galera nova, músicos abaixo dos 20 anos ainda. Acredito que no ano que vem já veremos o grupo mais amadurecido e com melhor domínio de palco. E palco, para dominar, só tem um jeito… é encarando o monstro. Eis o setlist, gentilmente cedido pela Milena:

Wild Side – Motley Crue
Russian Roulette – Kiss
Welcome to the jungle – Guns n’ Roses
Lick it up – Kiss
Talk Dirty to me – Poison
Girls,girls,girls – Motley Crue
Heavens on Fire – Kiss
Blaze on glory – Bon Jovi

Raw Madness - Milena em ação

Raw Madness – Milena em ação

O zumzumzum rolou no local, anunciando um show bastante esperado, o da DANIELE KRAUZ, apresentando seu recém-lançado EP Insight (compre AQUI). Pude perceber que havia uma expectativa no ar, uma curiosidade, pois o EP foi bem recebido, mas a artista é mais conhecida por cantar MPB. Daria conta de cantar essas músicas ao vivo? Sem contar que a banda precisaria ser muito boa para reproduzir as nuances desse estilo musical. Então, vamos à banda: nas guitarras, Luciano Esmolenkos e Lukas Almeida (esse tocou até sem corda lá pelas tantas… toca muito o guri!!!); Cleiton Vicentin no baixo; José Zander, de apenas 15 anos, na batera! Pelo menos a princípio, o Zander e o Lukas permanecem na banda como titulares. Bom, com ensaios de última hora, mas muito know-how, tudo rolou melhor do que o esperado. Krauz estava segura e cantou muito bem (demonstrando na prática a importância de estudar canto). A banda, afiadíssima. Excelentes instrumentistas. Para um primeiro show, foi arrepiante, e a galera realmente adorou. Encheu de gente pra acompanhar. Além das quatro músicas do EP, rolaram covers de Nightwish (Over The Hills And Far Away, ótima na voz da Dani, que se adequa especialmente bem nesse estilo musical), Bruce Dickinson (Tears of the Dragon – arriscou a vida nessa… mas mandou muito bem em seu estilo Tarjiano de cantar, talvez a música que mais empolgou a galera da peita preta) e Scorpions (Rock You Like a Hurricane). A Tarja de Gorpa dá um passo importante rumo ao reconhecimento, com esse show. Aposto que rola um disco em 2015. Clique AQUI para ver o clip feito para a música Divine.

A Tarja de Gorpa

A Tarja de Gorpa

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Lukas e Zander estraçalhando no palco

Mesma aposta eu faço para a banda seguinte, que teve que se atirar de cabeça no palco para manter a adrenalina lá em cima. Sem problemas: com a BUP & ROXETIN não tem tempo feio. Eu já cansei de dizer que o grupo é afiadíssimo. Tudo funciona de forma absolutamente integrada, um lance meio holístico. Bruxaria, claro. Page baixa em Dom Joãozito e não há o que errar. Com um setlist já padrão e bastante conhecido da torcida, a Bup lavou a alma da galera sedenta por um punk cheio de mensagens difusas e uma puta psicodelia. Em dois momentos, houve pico de luz. Coisa breve, foi e voltou. A banda não recuou em nenhum momento. Ninguém parou, simplesmente continuaram a performance. Possuídos! Sempre vale citar essa trupe (que não é a do disco voador): Joãozito na piração, Jhone e Gustavão nas guitars, Fábio na batera e o Alemão no baixo, vocais de apoio e chapelão. As canções da Bup já estão se tornando clássicos locais, visto que conhecidas do povo que canta e bebe e pula. A Garota e a Pistola, Pé de Cannabis, Abrakadabra, Tarô (essa, com uma participação especialíssima – Dom Marco, o Maicon, um dos compositores da song, subiu ao palco para dividir os vocais com o João). Lá pelas tantas, o Bocão também foi ao palco, acompanhado de sua enorme boca! A peleja do diabo terminou, claro, com a seminal, imortal e nada sazonal Sociedade Alternativa, com a Leitura da Lei. A banda estava ensandecida, Joãozito com um vocal altíssimo, e não tenho dúvida de que teremos um disco sendo lançado em breve. Apenas um ano de banda, e já com esse potencial para hits e essa presença de palco, realmente… só para os iluminados. Foco, galera! Eis o set da noite:

1 – Instrumental
2- Cannabel
3- A garota e a pistola
4- Tarô
5- Pé de cannabis
6- Abrakadabra
7- Sociedade Alternativa

Gustavão na sua levada psicotrópica

Gustavão na sua levada psicotrópica

Dom Maicon e Dom Joãozito

Dom Maicon e Dom Joãozito

Depois da Bup tivemos uma banda thrasheira, a Slug Killer! Ok, eu confesso… acompanhei de longe. Culpa da Conti em parte, mas também porque fiquei por ali conversando e tal. Eu não conhecia e continuo não conhecendo, mas algumas coisas ficaram óbvias: tocam muito; o gutural do cara é animal (não sei como consegue cantar daquele jeito, sem cair a garganta); pleno domínio de palco. Bastante gente na pista, pirando legal. Bonito de ver. Sei que rolou Brujeria e Slayer, entre outros petardos, além de sons próprios. É uma banda que parece se destacar dentro de um estilo que conta com várias bandas em Guarapuava. Com tanta concorrência, os caras tem que ser bons, ou acabam engolidos. Prometo que na próxima eu ouço mais de perto… 😛 . Acompanhe no youtube a música The Void, primeiro trabalho registrado da banda, e confira a porrada. Atualizando a bagaça aqui, eis o setlist dos óme:

Territory – Sepultura
Laid To Rest – Lamb Of God
Anti Castri – Brujeria
Bloodline – Slayer
Black Metal – Venom
Only – Slug Killer
World Painted Blood – Slayer
Troops of doom – Sepultura
The Void – Slug Killer
Domination – Pantera

Slug Killer

Slug Killer

Eu confesso que meu principal objetivo nesse festival, especificamente, era ver a KINGARGOOLAS ao vivo. O povo só fala bem desses caras! Não é à toa. O disco é bom demais (recomendo muito. Tem no Armazém do Rock, ou dá pra comprar com a piazada da banda. Ou ainda, pra ouvir na íntegra no Youtube), e a banda já foi muito além das nossas fronteiras, obtendo reconhecimento real em seu estilo, que é uma surf instrumental criativa e impactante. PORÉÉÉM… eu não pude ficar para essa sequência, e acabei perdendo tanto a King (que manteve a pista lotada) quanto o encerramento com a Desert Eagle, a dona do evento, que teve umas mudanças em sua formação e pouco tempo para ensaiar. Mas, nas palavras do Giovane Kstor, foi o maior show da história de Guarapuava, e não sou eu que vou duvidar, né? 😀

Kingargoolas

Kingargoolas

O setlist dos surfistas foi esse aí, ó:

1- ENIA PUXE O FREIO!
2- PULLOVER TOM PASTEL
3- CORRA CARLOS, CORRA
4- SURF PARTY
5- ROCKULA
6- SOLOBONITE
7- LAMBRETA SUNBURST
8- CRAZY CUCKOO CLOCK
9- LE MEQUIFOÁ
10- MISERLOU
11- TITS A GO-GO
12- FÓRCEPS POSEIDON
13- RACE ROCK
14- TANTRA WAVE
15- ACME SPEED DINAMITE
16- BREAK BEACH

A Desert Eagle, com apenas um ensaio, batera novo e tudo o mais, mandou as seguintes songs:

Aces High – Iron Maiden
I Want Out – Helloween
Wish I Had An Angel – Nightwish
Superheroes – Edguy
Feelings Return – Desert Eagle
Sign of the Cross – Avantasia

E sobreviveu! Fechou a noite em grande estilo, consciente de que, com todas as dificuldades, conseguiu organizar um excelente festival, com participação efetiva da galera que compareceu. Parabéns à banda! Que 2015 seja um ano de muito sucesso a todos que se esforçarem e trabalharem para realizar seus sonhos. Novas músicas, discos, festivais e tudo conspirando para termos uma cena cada vez mais forte e produtiva.

Max, o óme das mil bandas!

Max, o óme das mil bandas, além de organizador do festival, incentivador da cena, entregador de água…

Agradeço ao Toni pelas fotos. Na página dele, há dezenas de películas referentes ao festival. Clique AQUI e seja feliz.

Aproveito para agradecer também às bandas que conheci e curti em 2014. Descobri muita coisa boa. Obrigado ao Joãozito pela amizade, à Bup pela sonzeira, ao pessoal da Trupe do Disco Voador (pessoas fantásticas) e tantas outras pessoas que tive a felicidade de conhecer (se começar a citar aqui, não paro mais…).

Desejo muito SUCESSO na música e na vida a toda a galera, nesse próximo ano, e que a cena possa crescer mais e mais. Há vários eventos agendados para o início do ano. Bora lotar e cantar! 🙂 FELIZ NATAL.

III Rock Christmas, o Rock Natalino de Gorpan City!

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Buenas, colegas e colegos! Eis aqui, uma vez mais, divulgando um evento, falando de rock, contando os dias para a Rifferama que por aí virá!

O trio de ferro da DESERT EAGLE (Giovane, Kellen e Max) traz para você a terceira edição do ROCK CHRISTMAS!

Só para relembrar, o II ROCK CHRISTMAS ocorreu no dia 22 de dezembro de 2013, e contou com as seguintes bandas:

– ROCK AGAIN
– PRIME REVENGE
– SLUG KILLER
– EMDROMA
– DESERT EAGLE

Já o primeiro ROCK CHRISTMAS foi realizado numa época em que o saudoso Orkut ainda comandava. De acordo com o Giovane Pilar, foi realizado em 20 de dezembro de 2009, no PINHÃO, com duas bandas locais,  a DESERT EAGLE e a CROCKERS, mais as guarapuavanas DZARMY, JIGSAW e EMDROMA. O evento era beneficente e o ingresso foi 1 quilo de alimento. Eis aí o cartaz de divulgação na época

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A terceira edição deste já lendário festival contará com nada mais nem nada menos que SETE bandas! Uma melhor que a outra, a outra melhor que a uma! 😀 Vai rolar coisa muito boa, como veremos logo mais. O evento será realizado no dia 21 de dezembro, com ingressos antecipados a 10 pilas. Na hora, 15 pilas, sem choro, nem vela, nem fita amarela.

Mas e aí, quais são as 7 formações que irão embalar os ouvidos dos roqueiros guarapuavanos? Vamos a elas!

Bup Roxetin

A Bup é uma banda coesa, com um som animal e excelentes letras. Funciona com uma harmonia surpreendente. Garantia de delírio da galera. Tive oportunidade de vê-los em ação duas vezes, e só posso recomendar ao infinito.

Raw Madness

A Raw eu ainda não vi – nem ouvi – mas sei que tem uma levada hard rock, e deve agitar pra cacete. Esteve na Octobeer, e rolou até cover do BON JOVI. A banda é recém-nascida e por enquanto toca apenas covers. Conta com Dienifer Horsth (vocal e guitarra), Milena Cwendrych (guitarra), Carla galvão (bateria) e Lucas Dias (baixo). Então, você que curte o hardão anos 80, presença obrigatória! Prestigie e cante junto!

Daniele Krauz

A Dani é mais conhecida por cantar músicas de MPB, mas lançou recentemente um ótimo EP de metal progressivo / sinfônico (Insight, que pode ser adquirido AQUI), e esta será provavelmente a sua primeira apresentação com o novo material. Vale a conferida, pois ela é uma excelente cantora! A banda que a acompanhará ainda não está totalmente definida.

Wyvern

Esta banda fará sua primeira apresentação no Rock de Natal. Não faço ideia do que esperar, mas o grupo ainda procura sua identidade musical, transitando entre o Doom e o Death. Não temos lá muita representatividade no Doom, aqui na cidade, então é um fato novo e bem interessante. Um dos membros é o João Ovitzke, exímio desenhista, e que já chegou a integrar a Desert Eagle em tempos imemoriais. Entre outros sons, estão previstos covers de Paradise Lost, Arch Enemy e Swallow the Sun. Uma curiosidade: há uma banda egípcia com esse nome também (informação absolutamente irrelevante, mas é que procurei a guarapuavana no Face e acabei caindo na página da banda egípcia ehe).

Slug Killer

A Slug é tida e havida como umas das bandas mais promissoras de Gorpa. É metal na veia, sem frescura e com atitude. Lançou seu primeiro single recentemente, The Void, uma boa amostra do som dos caras. Deve render um ótimo show também.

Kingargoolas

A grande surpresa desta edição é a presença da mítica KINGARGOOLAS. Os reis da surf music do sul do Brasil trazem um rock instrumental de altíssima qualidade, com excelentes performances ao vivo. Provavelmente você, raro leitor, rara leitora, já conheça os mascarados. Em caso contrário, recomendo a audição do primeiro filho, ops, disco do grupo, homônimo. É possível ouvi-lo na íntegra AQUIMas também dá pra passar no Armazém do Rock e adquirir o disco físico, e ainda bater um papo com o Guilherme, da Ultra Violent ehe.

Desert Eagle

A Desert é a dona da bola, do festival, todo mundo conhece e dispensa apresentações também eheh. O agora quinteto sexteto, com baterista novo e um tecladista adicionado [nesse momento, a formação é Angelo – guitarra, Lucas – teclado, Rafael – batera, Max – baixo, Kellen – vocal e Giovane – guitarra], vai desfilar seu “Conan Metal”, um Power com a cara dos anos 90, com algumas composições próprias (muito boas, por sinal. Ouvi e recomendo. Você pode ouvir a faixa The Road of the Metal AQUI) e covers de bandas de metal melódico.

Agora é esperar o festival… 🙂

Kingargoolas – Surfando nas ondas da música!

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A banda Kingargoolas foi fundada em 2006, e está bem estabelecida em sua área, que é a surf music. O rock instrumental foi delineado entre fins dos anos 50 e início dos 60, nos Estados Unidos, e é extremamente interessante, embora menos valorizado pela população em geral do que o formato canção, que conta com voz. Mas é um estilo que demanda boa técnica, e o quarteto aqui apresentado tem de sobra. As referências giram em torno de punk rock, quadrinhos, country, trilhas de filmes, garage rock, desenhos animados, rockabilly, entre outras influências.

O grupo, composto pelos mascarados Arêdes (guitarra), Cerso (Bateria), Mackey (guitarra), Joerto (Baixo), já tocou em festivais como o “Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe” em Belo Horizonte-MG, o “Red Foot Stomp” em Londrina-PR e o “Curitiba Rock Carnival/Psycho Carnival” em Curitiba. Em dezembro de 2012, a banda participou do CD-coletânea “Mercosurf – La surf music latinoamericana”, com a música “Hipotalamos Reverse”. Esse CD fez parte do primeiro número da revista “Sonata Magazine”, publicação especializada em Surf Music distribuída em toda a América Latina. Ouça a música abaixo:

 

 

A banda lançou seu primeiro CD (homônimo) em novembro de 2013, com 13 faixas autorais. Você, prezado leitor, pode adquirir a bolachinha no Armazém do Rock e na Beer´s House. Também está à venda em alguns países europeus, no México e nos Estados Unidos. Uma música inédita, “Weirdo Fervo”, será lançada em uma coletânea a ser lançada em vinil 12”, produzido pela Wildstone Prod. Quando rolar, divulgaremos aqui, mas pessoalmente, acho sensacionais esses lançamentos em vinil, com seu som quente e poderoso! É muito diferente de ouvir uma música em arquivo mp3…

Bem, em julho a banda fará apresentações em algumas cidades paulistas. Noticiaremos os shows que rolarem por aqui também. Bacana frisar que os caras planejam turnês fora do Brasil, e a recepção ao disco tem sido boa em rádios independentes gringas. A rádio North Surf Sea Radio, uma das maiores do estilo, dedicou parte de sua programação para falar do quarteto. E, pela qualidade que percebi, creio que a Kingargoolas pode vir a ser reconhecida como uma gigante da surf music em um futuro próximo! Som na caixa, DJ!

Capa do primeiro disco

Capa do primeiro disco