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Série Minha Canção Favorita, de Gorpa e Região – parte 2

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Daê, povo!

Dando sequência aos depoimentos da galera, apresentamos a segunda parte da série de artigos com depoimentos sobre as músicas mais queridas de Gorpa e região. A primeira parte foi um sucesso, muita gente acessou, os vídeos, em torno de 30 pessoas enviaram depoimentos, e esperamos aumentar esses números agora, divulgando mais 5 canções essa semana.

Como podemos conferir abaixo, a Ultra Violent recebe sua primeira citação. Temos citações também à stoner Disaster Boots (pela segunda vez), à psicodélica A Trupe do Disco Voador, à brutal Open Scars e à tradicional 350ml. É notável a dificuldade em escolher apenas uma dentre tantas excelentes músicas (sem demagogia alguma. Quem manja minimamente de música percebe que qualidade é o que não falta em nossa cena). Alguns até pediram para mandar mais de uma música. Liberado. Quem quiser citar duas ou três, tá valendo também. Até mais, se a dúvida persistir ehehe. Bora conferir?

RODRIGO KEEPER (Professor de inglês e fanático por Heavy Metal)

Música: EMINENT
Banda: ULTRA VIOLENT
Palavras: É uma música que acho perfeita, peso, melodia, refrão marcante, fica ótima ao vivo, tenho ela no meu MP3 e curto com a mesma frequência de bandas mundialmente conhecidas, como Trivium, Caliban, In Flames, etc…
ao vivo, sempre garanto um lugar na frente do palco pra curtir e cantar junto, essa música tem muita energia,
mas bem sinceramente, agora que peguei os dois últimos CDs do Guarapuava Rock City, é notável o alto nível das bandas locais. Tem muita banda e músicas que adoro escutar, estão todos de parabéns.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

RAFAEL PELETE (Baterista da Ultra Violent)

Música: VENUS IN FURS
Banda: DISASTER BOOTS

São tantas bandas fodas!! Admiro muito o trabalho da galera de nossa cidade, mais a que eu mais me surpreendi foi com a Venus In Furs, do Disaster Boots. Foi a música que eu viciei, tive que baixar no pen-drive e no celular, porque não conseguia parar de escutar! Muito boa!!

DINIZ, EL CUERVO (Vocalista e baixista da Stone Crow)

Música: CANÇÃO NADA CONVENCIONAL
Banda: A TRUPE DO DISCO VOADOR
Palavras: Uma música que eu gosto muito é a Canção Nada Convencional, escrita pela carismática Trupe Do disco Voador. Essa música é daquelas que não conseguimos deixar passar em branco nem nos concertos acústicos improvisados hahahahaha!
Clique AQUI para ouvir.

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LUCAS REMES NUNES (Guitarrista da Inception e da Slug Killer)

Música: I SHIT FOR RELIGION
Banda: OPEN SCARS
Palavras: Escolho a música I Shit For Religion, dos caras do Open Scars, já que é de uma das bandas da cidade que faz um som na linha do que costumo ouvir; além de tratar de um tema polêmico, o som é violento pra caralho, as linhas de guitarra e baixo são pancada nos miolos, a batera não fica atrás, e o vocal, como dizem, parece de um urso fumante. Recomendo para quem curte brutal death metal sem frescura.
Clique aqui para ouvir a versão de estúdio.

ALEX FERRERA (vocalista da Sexplose)

Música: QUERIDA MAMÃE
Banda: 350ML
Palavras: Música com uma ótima sonoridade, refrão marcante e que traz uma coisa nova para o rock nacional. Não podemos esquecer também da ótima produção musical, dirigida por Ricardo Küster, vocalista e guitarrista da banda. O Rock nacional não está morto ele apenas espera que os vivos acordem para procurar pelo o que há de novo.

Isso aí, galera! Parte 2 concluída. Temos material para pelo menos mais 3 semanas. Portanto, quem ainda não mandou seu depoimento, mas quer participar da brincadeira, dá tempo de pensar com calma em sua música favorita! 😀

Abraço, povo!

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COMUNICABERA

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Bem, bem, aqui estamos para falar brevemente de um evento em que eu não estava presente. Não me perguntem o sentido de falar de algo que não presenciei. A questão não é essa. Enfim, o evento ocorreu, e é por isso que vou falar dele. Minha presença e nada seria a mesma coisa. Mas a presença de três putas bandas guarapuavanas é que fizeram a galera viajar na maionese. No ótimo sentido, pois o Comunicabera (cervejada da turma de Comunicação), ocorrido no sábado passado, dia 08, no Serv Car, foi palco de sons altamente psicodélicos!

Uma das bandas presentes foi a CRAZY DIAMOND. Banda tributo ao Pink Floyd, o que por si só já define a qualidade de seus músicos, a rapaziada manda bem mesmo, o que pude perceber por um dos vídeos disponíveis na Playlist divulgada pela Indústria do Rock. O vídeo apresenta a banda tocando Hey You, faixa mágica do clássico THE WALL, um dos discos mais importantes de todos os tempos, com suas letras absolutamente inspiradoras e seu conceito unificado. Disco que ganhou uma turnê megalomaníaca e um belíssimo filme, posteriormente. Confiram a performance da Crazy. Eu assisti lamentando não ter ido.

Outra banda com altas doses de psicodelismo a aterrissar por aquelas plagas foi a TRUPE DO DISCO VOADOR. O vídeo postado é um cover de Velho Ancião, da banda Nego Mantra (não conhece? Nem eu, mas saque os malucos AQUI – pronto, agora você conhece!). A Trupe me parece fazer uma espécie de blues-macumba, com um som alucinógeno. Tenho que ver um show completo pra ter uma ideia mais clara, mas me parece um grupo de um potencial monstruoso. Eu vejo esse vídeo e fico PUTO de não ter ido…

A outra banda presente no evento foi a DISASTER BOOTS. Na minha cabeça insana, a ideia vigente é que se tratava de uma bande de heavy metal tradicional. Ledo e feliz engano. Existe o peso, mas existe o swing também. Puxa mais para o som proto-metal praticado em fins de 1960, de bandas como Cream, Blue Cheer, Iron Buterfly, MC5 e outras daquele momento efervescente. Se falei besteira, desculpem. Mas foi a sensação imediata. Até o vocal me faz lembrar dos tempos em que eu me internava no quarto a ouvir esse tipo de som.

Que venham mais Comunicaberas nesse nível! 🙂

Agradecimentos ao Toni, da Toni Fotografia, pela sugestão de pauta e envio dos vídeos, e ao Victor Mateus, pelo convite para o show. Não pude aceitar por motivo de saúde, mas não faltarão oportunidades. Valeu, parceiro! 😉

Octobeer Rock, um evento de alta octanagem :D

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Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes :D

Foto de Isabelly Paluski, Letra de Max Nunes 😀

Bom, ontem foi um dia absolutamente atípico, como a maioria de nós pôde, de alguma forma,  perceber. Havia um evento político de grandes proporções, que eventualmente atrapalhou o festival de rock ocorrido no Serv Car Universitário, em algum nível. Ou não. Enfim… o que importa é que os shows aconteceram, e tivemos um desfile de ótimas bandas guarapuavanas no pequeno e aconchegante palco.

Isso aqui poderia até ser uma resenha, se eu tivesse chegado cedo. Como atraquei depois das 22h, só posso tecer alguns comentários sobre as últimas três bandas que tocaram. A primeira delas, a Etillica, é uma banda de heavy metal com forte influência de Black Label Society. Os caras são muito técnicos. Além de composições próprias, rolaram também uns clássicos do Ozzy (Crazy Train e Bark at the Moon – o vocalista inclusive tem um timbre que emula bem a voz do Madman), Metallica (For Whom the Bell Tolls, com ótima participação do Eli Chastallo) e o BLS, com a insana Stillborn, em outra participação do Eli, e que contou também com o Max Nunes no baixo e backing vocals, relembrando a antiga formação da banda, que contava com essas duas figuras!). Houve alguns problemas técnicos durante o show, o que causou inclusive um atraso considerável, mas a galera deu conta do recado com maestria. De brinde, ainda rolou uma queda do baterista na primeira música do show. Se não é parte da performance, deveria passar a ser, porque a galera gostou ahahaha!

 

Depois foi a vez dos Mary Teets e os Caputo´s, com seu som fortemente calcado na tradição do rock britânico. A banda trouxe uns sons da gaúcha Cachorro Grande, e também apresentou material próprio. O vocalista da banda é uma figuraça (é o Diniz? Corrijam-me se eu estiver miseravelmente enganado), com boas tiradas, ótima presença de palco e um singelo pedido de desculpas quando a banda mandou um som autoral. Tá desculpado, a música nem era tão ruim! Brincadeira, pois pessoalmente acho que foi um dos pontos altos da boa apresentação. Só não foi excelente devido aos problemas técnicos que judiaram bastante do grupo. Uma das guitarras praticamente não existiu. Mas ficou bastante claro que a banda é ótima, e tem um belo potencial a ser explorado. Os caputinos são carismáticos, mandam bem no som e têm um visual muito massa.

 

Por fim, e por último, a Bup & Roxetin, com sua psicodelia messiânica. Parece que o anjo Cannabel ajudou a banda, pois houve bem poucos problemas técnicos, não prejudicando a sequência do show. A banda já tem bem uma meia dúzia de “clássicos” próprios, e levantou a galerinha que ainda resistia bravamente no Serv Car, bem depois da meia-noite. Mas é depois da meia-noite que as coisas acontecem, e não poderia ser diferente. As músicas são estruturalmente simples, mas extremamente funcionais. Refrãos pegajosos, um ritmo intenso e uma banda afiada. Confesso que me surpreendo com a qualidade do Joãozito como frontman, praticamente uma mistura de Jim Morrison com Renato Russo, tanto no gestual quanto na qualidade vocal. O óme se transforma quando sobe no palco. E tem o dom de fazer a galera participar firme das músicas. No final, ainda rolou Sociedade Alternativa, o hino criado pelo mago Raulzito, com direito à leitura de uma carta de direitos baseada na filosofia do bruxo Aleister Crowley. Enfim, show de bola!

 

Abaixo, vídeos de algumas das demais bandas que marcaram presença no evento. Não pude vê-las ao vivo, infelizmente, mas vou curtir pelo Yutubão mesmo. Confiram, pois só tem gente boa aí. Mais uma vez, destaco a presença de espírito do grande Max Nunes, que além de muito bom músico, é um empreendedor de primeira, um agitador cultural da melhor qualidade! Não sei exatamente a parcela de “culpa” que ele teve na realização do evento, mas sei que estava na luta mais uma vez!